História de Dinor Pereira do Amarante Nascimento: 19 de janeiro de 1949 Falecimento: 29 de setembro de 2013 Dinor Pereira do Amarante nasceu na cidade de Ijuí, em 19 de janeiro de 1949, filho de João Pereira do Amarante e Alvanária Carvalho do Amarante. Viveu sua infância com os irmãos Marina, Dinorá e Juarez, na cidade natal. Sua infância foi difícil porque sua mãe tinha que contar com a ajuda dos quatro, pois o marido faleceu quando Dinor tinha oito anos. João trabalhava pela prefeitura nas rodovias. Quando ele partiu, a Alvanária teve de criar os filhos sozinha. Ela trabalhava como auxiliar em uma escola e eles iam junto para ajudá-la nos serviços mais leves. Estudou até a quarta-série. Era um aluno sapeca e não gostava de estudar. Ao invés de ir à escola, ele ia brincar. Dinor e os amiguinhos tomavam banho até mesmo dentro de um poço para se divertir. Memórias de uma época que não volta mais. Lembranças que foram passadas para sua esposa Ivanir de Paula do Amarante, com quem teve as filhas Débora de Paula do Amarante Eckert, Cristina de Paula do Amarante, Tania Cristina de Paula do Amarante e Patrícia de Paula do Amarante.
Desde muito cedo começou a trabalhar. Tornou-se viajante ainda jovem e não parou mais em casa. Combati o bom combate, completei a carreira e guardei a fé 2 Timóteo, 4:7, era o versículo que ele gostava. Muito prestativo, bom pai, bom marido, trabalhador, honesto e dedicado são apenas algumas das qualidades colocadas por sua família quando a pergunta é sobre o modo que ele era e agia. A vida do casal teve algumas dificuldades e sacrifícios, mas era regada de bom trabalho e amor. Torcia pelo Grêmio e jogou nos times São Luís e Grêmio de Panambi. Depois de três meses de casados foram embora para Horizontina. Lá, ficaram em uma pensão com os jogadores do Nacional de Horizontina. Era um ótimo jogador. Para sua família, ele teria feito sucesso se caso continuasse na carreira. Não praticava outros esportes. O futebol era sua paixão. Tanto para jogar quanto para assistir. Depois de mais velho ele não jogou mais. Porém, ainda persistia na ideia de outra pessoa da família praticar o que ele tanto gostava. Foi assim que ele tentou colocar uma de suas filhas no campo, para tentar carreira. Queria que fosse para Porto Alegre e isso só não aconteceu porque sua esposa não deixou. Determinado, ele ia atrás daquilo que ele acreditava. Pintor e chapeador, nunca quis ter outra profissão. Como não gostava de estudar, se sentia bem mesmo era trabalhando. Segundo a esposa, ele era caprichoso e muito dedicado ao seu serviço. Era também muito aplicado em outros momentos de sua vida. Dinor tinha boas relações e gostava muito dos genros Jaime Antunas Xavier, Ruben Adolfo Schulz, Leirson Eckert e Rogério Fischborn. Teve uma grande amizade com Carlão Schmidt. Segundo a família, ele era amigo nas horas boas e ruins. Seus sonhos, na realidade, eram suas alegrias. Aquilo que lhe fazia sorrir era o que ele desejava para sua vida. Por isso, o nascimento dos netos foi um momento incrível em sua vida. Viver bem com sua família, com as filhas e netos, era o que ele desejava. Bruno, Amanda, Laura, Nícholas e Valentina são os nomes dos seus netos, que são a continuidade da família que ele sempre amou. Gostava de passear na praça, tomar chimarrão e olhar o movimento. Adorava comer churrasco, mas se contentava com qualquer prato, mesmo o mais simples e tradicional. Era um homem tranquilo e não tinha muitas exigências. Fazia um ótimo carreteiro e era a refeição que ele mais gostava de preparar. Para a esposa, ele gostava
muito porque considerava simples e rápido. Ficava contente também ao saborear doces e tortas. Sua favorita era a de bolacha. Tomava café com leite, refrigerante e água. Não bebia mais álcool e quando bebia, na época do futebol, era socialmente. Ele era um homem sem vícios, o que orgulha toda a família. Gostava muito de ajudar as pessoas e resolver os problemas dos bairros. Ele era conhecido como irmão. A melhor amizade de sua vida era a que ele tinha com a família. Sempre se relacionou super bem com os colegas, vizinhos e conhecidos. Se fosse fazer uma lista, pouco espaço não seria suficiente para escrever os nomes de seus amigos. Mas, quem ocupava o maior espaço em seu grande coração era sua esposa, filhas e netos. Não tinha preferências artísticas. Gostava mesmo era de sentar com seu radinho e escutar os hinos da igreja ou as orações de um pastor. Muito religioso, até mesmo quando estava doente, distribuía folhetos para outros enfermos nos quartos próximos ao seu. Lia bastante a Bíblia e assistia notícias e programas evangélicos na televisão. Em suas horas vagas, sempre gostou de ensinar as filhas a dirigir. Nos seus últimos tempos, ele estava fazendo a mesma coisa com o neto mais velho. Para Ivanir, as reuniões de família são os momentos em que a falta dele mais toma conta do coração dos familiares. Pois, sua presença era importante e especial naquelas ocasiões, como em todas as outras. Era um homem envolvido com a família.
Não ia aos lugares sozinho e tinha como os momentos mais importantes todos aqueles relacionados com seus familiares. Respeitava aqueles que ele amava em primeiro lugar. Dinor não media esforços para fazer o bem. Durante sua vida teve de ultrapassar muitos obstáculos, pois desde a infância a vida lhe apresentou dificuldades. Quando ele e Ivanir casaram, ele exerceu as mais diversas atividades, tudo com o esforço em busca do sustento. Ela lembra-se de tudo com muito orgulho, pois sempre o verá com um homem maravilhoso. Nunca reclamou de nada que ela pedisse e sempre se mostrou um marido prestativo e amoroso. Os dois começaram a relação em uma reunião dançante. Desde a infância, eles já poderiam ter se conhecido, afinal, os pais dos dois eram vizinhos e amigos. Depois de muito tempo, eles se conheceram e deram inicio a uma linda história de amor. Moraram em Ijuí, Horizontina, Porto Alegre, Panambi e Santa Cruz do Sul, onde juntos construíram uma casa. A relação dos dois era tranquila e agradável. Ele era um pouco ciumento, mas isso porque, segundo Ivanir, ele a cuidava. Eu pensei que ficaríamos velhinhos juntos, mas Deus não quis assim. Faleceu em 2013, no dia 29 de setembro, por causa de um câncer linfático. Descobriu a doença em março de 2012, passou por cirurgia e tratamento e ficou bom por um ano. Mas, o câncer voltou e ele resistiu por três meses. Deixou tudo organizado em casa, segundo a esposa. Deu a sensação de que ele sabia que estava partindo. Além da saudade, ele faz muita falta por tudo que representou. Para as filhas, o maior ensinamento deixado foi o de nunca desistir. O guerreiro que ele foi, até mesmo quando estava doente, sempre estará presente na memória e no sentimento das mulheres de sua vida. Ele foi o meu namorado, o meu noivo, o meu marido. E, vai ser eternamente. Até o fim da minha vida, sempre vai ser ele. Ivanir sobre o grande amor de sua vida.
Dinor, em uma das vezes que passeava pelo centro.