Fotografia Analógica e Digital e noções básicas de fotografia

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Transcrição:

1. HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA O que é fotografia? Fotografia Analógica e Digital e noções básicas de fotografia Fotografia significa foto (luz) + grafia (escrita), ou seja, escrita com a luz. Qual a importância da luz na fotografia? A luz é tudo que produz claridade, tornando os objetos visíveis. Então sem a presença da luz, fica difícil a produção de uma fotografia. A FOTOGRAFIA TEM UMA HISTÓRIA tão excitante e variada como os objetos que os milhões de câmeras têm capturado no filme. Desde seu início há mais de 170 anos, a fotografia chegou à sua presente posição como uma das forças criativas dominantes de nosso tempo. ATENÇÃO: Vale salientar que ela não é uma invenção atribuída a um único homem, mas sim, a vários pesquisadores, principalmente das áreas da Química e da Física, que foram aliando os seus estudos e aperfeiçoando cada vez mais a técnica fotográfica. PRIMEIROS PASSOS O precursor da câmera moderna foi a camara obscura (FIGURA 1), com registros que datam desde os tempos do filósofo grego Aristóteles, mas há indícios de que os egípcios já tinham desenvolvido experiências a respeito. Consistia num quarto fechado com uma única abertura (um pequeno orifício) na parede externa. Uma imagem era projetada na parede interna oposta com algumas particularidades: era uma imagem invertida, pequena e sem nitidez. No século XIV, artistas se utilizavam desse dispositivo para conseguir uma perspectiva correta que era exigida nas pinturas da Renascença. Nessa época, uma lente já havia sido colocada na abertura para melhorar a imagem, e a camara obscura era menor e portátil. OBSERVAÇÃO: É importante destacar que o processo não era a fotografia propriamente dita, uma vez que somente funcionava como um projetor de imagens. Para ser consolidado o processo fotográfico em si, havia ainda a necessidade de se fixar a imagem em algum suporte. FIGURA 1 A camara obscura, 1544. AS PRIMEIRAS FOTOGRAFIAS Os inventores estavam trabalhando em outros processos que levariam ao processo fotográfico. Em 1727, Johann Heinrich Schulze descobriu que a luz escurecia uma solução de nitrato de prata. Por volta de 1802, sir Humphry Davy e Thomas Wedgwood molharam papel e couro com nitrato de prata, colocaram objetos em cima das superfícies sensibilizadas e as expuseram à luz do sol. Esse método resultou em silhuetas, que mais tarde foram chamadas de fotogramas.

O passo seguinte foi quando o físico francês Joseph Niépce conseguiu uma imagem negativa, em que o claro e o escuro estavam revertidos, colocando um pedaço de papel sensibilizado com cloreto de prata em uma câmera. Niépce ficou insatisfeito porque a imagem era negativa e não permanente. Por volta de 1822, ele conseguiu obter uma cópia positiva de um registro pela exposição de uma placa de vidro coberta com uma substância parecida com asfalto, processo que seria chamado de heliografia. Ele continuou aperfeiçoando a técnica e em 1826 conseguiu registrar a vista da janela do segundo andar de sua casa. A imagem é muito primitiva e sem contornos nítidos, mas é considerada a primeira fotografia do mundo a primeira imagem permanente feita com uma câmera (FIGURA 2). FIGURA 2 A primeira fotografia, 1826. Seu filme era um pedaço de estanho (uma placa de metal), coberto com a mesma substância parecida com asfalto usada em seus experimentos e o tempo de exposição foi de 8 horas, no mínimo. A partir disso as técnicas só tenderiam a evoluir e a fotografia ia sendo aperfeiçoada cada vez mais. Em 1829, Niépce e o pintor parisiense Louis Daguerre formaram uma sociedade para trabalharem juntos na melhoria da heliografia. Daguerre começou a fazer experiências com a prata, apesar da descrença de Niépce em seu potencial para produzir uma imagem positiva. Daguerre descobriu, acidentalmente, que ele podia produzir uma imagem positiva permanente pela sensibilização de uma placa de metal prateada com gás de iodo, expondo-a à luz, revelando-a com gás de mercúrio e, então, fixando a imagem com uma solução de sal concentrado. Niépce morreu em 1833, e quando Daguerre aperfeiçoou em 1839, ele o considerou bastante diferente de seus primeiros trabalhos com Niépce e chamou as imagens resultantes daguerreótipos. (FIGURA 3) FIGURA 3 Daguerreótipo. Daguerre fez esta imagem de uma avenida parisiense da janela de seu apartamento em 1838. O tempo de exposição foi tão longo que todos os pedestres e o tráfego na avenida ficaram completamente fora de foco, com a exceção da figura em primeiro plano, que está engraxando suas botas. Após Daguerre ter demonstrado publicamente como ele produzia suas detalhadas imagens positivas em miniatura, houve um imediato interesse por elas. As pessoas queriam aprender o novo processo e comprar as imagens. Por causa do longo tempo de exposição necessário, o processo de Daguerre foi primeiro usado para paisagismo, arquitetura e outros temas inanimados. Após alguns aperfeiçoamentos se tornou possível tirar retratos de pessoas, mas o processo era um verdadeiro castigo: o modelo, que ficava sentado imóvel com uma braçadeira presa firmemente na cabeça, tinha de olhar fixamente para o Sol sem piscar, fato que pode ter influenciado as expressões tão sérias vistas nos primeiros retratos. OBSERVAÇÃO: O Daguerreótipo foi uma grande invenção, mas que perderia o interesse por parte das pessoas, uma vez que era muito caro, sofria um desgaste considerável com o passar do tempo e não permitiam cópias com qualidade.

Outro inventor que teve participação decisiva foi Henry Fox Talbot, pois foi ele que descobriu o esboço da fotografia como a conhecemos nos dias de hoje: um processo negativo-positivo baseado nas propriedades fotossensíveis dos sais de prata. Talbot previu muitas das futuras aplicações da fotografia e publicou amostras delas em um livro, The Pencil of Nature, ilustrados com fotografias originais. (FIGURA 4) FIGURA 4 The Open Door, por William Henry Fox Talbot, 1843. Esta é uma das placas que Talbot fez para o livro The Pencil of Nature, uma cópia em papel com sal de um negativo calótipo*. (FIGURA 5) *Basicamente o processo consiste na exposição à luz, com o emprego de uma câmara escura, de um negativo em papel sensibilizado com nitrato de prata e ácido gálico. Posteriormente este é fixado numa solução de hipossulfito de sódio. Quando pronto e seco, positiva-se por contato direto num papel idêntico.este procedimento é muito parecido com o da revelação fotográfica regular, dado que produzia uma imagem em negativo que podia ser posteriormente positivada tantas vezes como necessário. FIGURA 5 MELHORANDO O PROCESSO A introdução do processo de colódio úmido em 1851 substituiu todos os processos anteriores. Era tão nítido como o daguerreótipo, mas também podia ser reproduzido como calótipo, já que era um processo negativo-positivo. Era mais sensível à luz que as técnicas anteriores, permitindo que os fotógrafos usassem exposições tão breves como cinco segundos. O aperfeiçoamento do processo de colódio úmido levou os inventores a uma longa busca por uma substância que ligasse uma emulsão fotossensível a uma placa de vidro. O vidro, pensavam eles, seria melhor que o papel ou o metal para suportar emulsões fotossensíveis, já que não tinha nenhuma textura, era uniformemente transparente, quimicamente inerte e mais barato que metal. Na década seguinte ao descobrimento do processo de colódio úmido, os inventores tentaram liberar os fotógrafos da necessidade de levar o laboratório junto. Por volta de 1871, o colódio foi substituído por uma emulsão de gelatina em placas secas. Foram encontradas formas de tornar a emulsão de gelatina muito mais sensível, o que permitiu tempos de exposição de frações de segundo. No entanto, a maior contribuição da placa seca foi cortar o cordão umbilical que prendia os fotógrafos aos seus laboratórios. A nova técnica permitia que os fotógrafos se concentrassem em novos temas. A fotografia aérea, de um balão, já era possível. Podia-se fotografar embaixo d água. Apesar das grandes melhorias, as placas ainda eram feitas de vidro: elas eram volumosas e frágeis. Em 1888, outro inventor iria mudar tudo isso. Naquele ano, George Eastman introduziu o filme a rolo, com revestimento de gelatina e química sobre uma base de papel. Logo após, ele substituiu o papel por celulóide. Esse tipo de filme permitiu que muitas exposições fossem feitas com um rolo de filme e tornou a fotografia mais portátil. Eastman visava diretamente o mercado amador, oferecendo uma câmera simples, carregada com um filme de cem

exposições, por 25 dólares. Quando o filme estivesse completamente exposto, o fotógrafo enviava a câmera para a empresa. A companhia de Eastman revelava o rolo de filme e enviava as fotos, com a câmera e um novo rolo de filme. O slogan usado nos anúncios dizia assim: Você aperta o botão, nós fazemos o resto. UMA QUESTÃO IMPORTANTE Com a invenção da fotografia surge uma situação inusitada: a pintura entra em crise. Os serviços dos pintores não eram mais solicitados, uma vez que a fotografia era mais rápida, prática e registrava a realidade exatamente como ela era, sem tirar ou acrescentar elementos. Diante de tal fato, muitos pintores viraram fotógrafos, outros abandonaram a pintura, mas alguns foram além: modificaram a forma de registrar a realidade, antecipando novas tendências artísticas. 2. FOTOGRAFIA DIGITAL O que é fotografia digital? Consiste na captura da imagem em formato eletrônico. A luz é convertida diretamente para uma matriz eletrônica chamada de CCD (charge-coupled device) ou dispositivo de carga acoplada, sendo armazenado como qualquer outra informação computadorizada. Como é a estrutura da imagem digital? As variações na intensidade de luz são transformadas em sinais eletrônicos, que são digitalizados e armazenados em formato numérico. A área da imagem de uma fotografia digitalizada é dividida em uma grade, como um tabuleiro de damas, mas com milhares ou mesmo milhões de pequenos quadrados os pixels. O que são Pixels? Cada um dos quadrados citados anteriormente chamado de elemento da figura, ou Pixels são células pequenas, componentes de uma imagem maior que pode variar em tonalidade, do preto a vários tons de cinza ao branco. Cada Pixel representa um nível de cinza em particular. FIGURA 6 A estrutura do pixel na fotografia digital. Qual a importância dos pixels para a fotografia digital? 1. O tamanho do pixel determina a resolução da imagem. Na imagem digital, pixels menores permitem mais detalhes e resolução maior. 2. O número de pixels necessário para representar uma fotografia digital também depende do tamanho físico da foto. A quantidade de pixels está diretamente relacionada à área da superfície da imagem. Veja o exemplo abaixo: FIGURA 7 Resolução da imagem (tamanho do pixel) em uma fotografia digital.

Fotografia digital x fotografia analógica Sob muitos aspectos, o trabalho do fotógrafo não mudou muito com a fotografia eletrônica. Ele continua tendo que se preocupar com os princípios básicos da fotografia que são composição, relação com o objeto, o potencial das imagens em contar histórias, provar pontos de vista e criar uma fantasia. Entretanto a nova tecnologia é revolucionária em muitas formas. Por exemplo: - Rapidez na captura e visualização das imagens; - Flexibilidade; - Transmissão de um ponto a outro através de linhas telefônicas ou via satélite; - Controle maior na imagem final (intervenção de programas computacionais); - Economia nas despesas com material fotográfico (filme de revelação). CURIOSIDADES: A fotografia digital tem relação direta com a Guerra Fria, mais especificamente com a Corrida Espacial. As primeiras imagens sem filme registraram a superfície de Marte e foram capturadas por uma câmera de televisão a bordo da sonda Mariner 4, em 1965. Eram 22 imagens em preto e branco de apenas 0,04 megapixels, mas que levaram quatro dias para chegar à Terra. Apesar de a primeira câmera digital ter sido inventada em 1975, a primeira imagem digital da história foi obtida, três décadas antes, em 1957, por Russell A. Kirsch, um dos responsáveis pela criação do SEAC, o primeiro computador programável capaz de escanear imagens. A imagem capturada era do filho de Kirsch e tinha baixíssima resolução, apenas 176 176 pixels, devido a pouca capacidade de armazenamento do equipamento. (FIGURA 8) FIGURA 8 3. NOÇÕES BÁSICAS DE FOTOGRAFIA Um bom fotógrafo precisa saber mais do que apenas fazer ajustes e girar botões. Deve, acima de tudo, visualizar a cena e entender que ela contém uma fotografia bem antes de acionar o obturador. Você precisa ser capaz de reconhecer uma cena ou situação com grande potencial para uma fotografia bem-sucedida (FIGURAS 9 e 10). FIGURA 9 FIGURA 10 AUTOR: Ryan Socash AUTOR: Desconhecido Do ponto de vista mecânico, fazer uma foto requer o conhecimento de como segurar a câmera e como acionar o obturador. Fazer uma boa foto é um pouco mais complicado, mas alguns pontos básicos são um bom começo. Segure a câmera corretamente. Segurar a câmera significa mais do que prender o corpo da câmera em sua mão. Você deve segurá-la de tal forma que possa operar todos os controles essenciais sem tirar os olhos do visor. Firme a câmera quando fotografa. Firmar a câmera enquanto fotografa ajuda a eliminar fotos borradas. Na maioria das fotos, você pode firmar a câmera, colocando o cotovelo esquerdo contra seu corpo e, suavemente, pressionar a câmera contra sua bochecha e testa. Varie sua distância do objeto. Aproximar-se do objeto é importante, pois se existe um erro comum cometido por fotógrafos iniciantes, é que eles fazem as suas fotos a muita distância. Como resultado, o objeto não pode ser visto muito bem porque aparece muito pequeno. Enquadre seu objeto corretamente. Você conseguirá fotos mais marcantes se eliminar fundos sem interesse, isto é, deixando somente o objeto no visor. O fundo, se incluído, deverá completar o objeto e ajudar a contar uma história.

Evite fazer todas as fotos na horizontal. Não tenha medo de experimentar. O segredo para uma imagem forte é sua simplicidade. Cada fotografia deve ter um objeto central ou ponto focal. Você poderá obter uma boa foto sem desenvolver um centro de interesse em volta para organizar uma imagem. O centro de interesse raramente faz parte do centro da foto. O centro de um retângulo é, graficamente, seu ponto mais fraco. Os pontos fortes do alinhamento são sugeridos pela regra dos terços. Ela se refere à moldura retangular dividida em três partes, tanto na horizontal como verticalmente, com quatro pontos localizados onde as linhas de cruzam (FIGURA 11). FIGURA 11 A regra dos terços Colocar o centro de interesse em um dos quatro pontos vai resultar em uma composição muito mais poderosa do que se estivesse centralizada (FIGURA 12). FIGURA 12 Compondo pela regra dos terços FIGURA 13 Imagem baseada na regra dos terços.