História de Vilson Dummer Nascimento: 21 de setembro de 1933 Falecimento: 15 de agosto de 2013 Vilson Dummer nasceu em 21 de setembro de 1933, na localidade de Vila Progresso, município de Vera Cruz. Na sua infância e adolescência viveu com os pais Helmuth Emilio e Vanda Adiles Dummer. Partilhou momentos especiais com os irmãos Feníce, Vale, Lotário, José e Ildor. Ele e os irmãos não puderam aproveitar tanto suas infâncias, pois tinham que ajudar em casa. Mas, sempre sobrava um tempinho que era aproveitado por eles para caçar e pescar. Tomavam banho no arroio e roubavam melancia e bergamota das árvores que encontrassem pelo caminho. Porém, se sua mãe ficasse doente, ele não se importava em deixar de brincar e se divertir, para fazer aquilo que ela não podia, como cortar o pasto. Aprendeu o ofício de ferreiro com seu pai, atividade que exerceu até atingir a idade da prestação de serviço militar. Entre as duas funções, preferiu seguir carreira no exército. Lá, fez curso para II Sargento na Escola Militar do Rio de Janeiro. Após a conclusão, voltou para o Sul, onde ficou em Santa Cruz e depois foi transferido para
Passo Fundo. Depois de quase dez anos, retornou ao Rio, onde ficou quase dois anos e veio à cidade do Chopp, onde se aposentou e morou até os últimos dias de sua vida. Depois que sua mãe faleceu, ele foi morar com a irmã mais velha, a Feníce. Estudou o ginasial e depois, já no quartel, fez cursos para Escola Veterinária do Exército, de apicultura, de sargento, entre outros. Estava sempre querendo evoluir lá dentro. Tornou-se cabo, III Sargento, II Sargento e I Sargento, cargo que exerceu por diversos anos. Era gremista. Assistia aos jogos, regado de pipoca e chimarrão, mas não era aquele torcedor fanático. Não gostava de escutar na radio, preferia ver todos os lances pela televisão. Apenas em último caso, quando não houvesse transmissão em vídeo, ele se rendia ao som do rádio, para escutar a narração das jogadas de seu time. Conheceu Marlise Teresinha Bender, sua segunda esposa, quando ela ainda era criança. Eles eram vizinhos e Vilson fazia agulhas de crochê para ela. Juntos tiveram Carlos Augusto e Guilherme Eduardo Dummer. Vilson já era pai de Rogério Wilson Dummer, fruto do primeiro casamento. Este, lhe deus as netas Michele, Bruna e Letícia Dummer. Em casa, gostava de arrumar suas armas e de fazer artesanato. Lidava com ferros, madeiras e lâminas. Fazia facas e cortadores de saladas. Honesto, trabalhador e correto. É assim que o filho Rogério o define. Era um homem um pouco teimoso, mas geralmente estava com a razão. Foi três vezes Presidente da Comunidade Evangélica Martin Lutero e duas vezes Presidente do Rotary Club Santa Cruz do Sul Avenida. Ganhou o prêmio Companheiro Paul Harris, seu grande sonho, por seus serviços prestados.
Curiosidade: Ao receber um Título de Companheiro Paul Harris, o agraciado está sendo reconhecido por toda a comunidade rotária do mundo. Depois do prêmio Nobel da Paz, o Título de Companheiro Paul Harris é o prêmio que mais tem reconhecimento em todo planeta, pois é identificável e respeitado com orgulho nos mais de 200 países onde o Rotary está presente. Praticava futebol e hipismo.
Gostava de comer peixes. Segundo a esposa, ele poderia comer todo o dia. Fazia grelhados e adorava cozinhar para as visitas. Nas reuniões de Rotary na casa de Vilson, ele fazia uma vaca atolada, mocotó ou inventava outros pratos. O peixe que comia, era ele que pescava. Às vezes, ele e os amigos iam dois dias seguidos. Ele e o filho Rogério também costumavam sair juntos para pescar no Rio Jacuí. Era fã de música gaúcha. Mas, também admirava o talento de André Rieu e Semino Rossi. Amava animais. Tinha a cadelinha Mel e um gato. Ele era amoroso com os dois. Ele (a direita) e alguns de seus irmãos.
O momento mais feliz de sua vida foi quando as netas nasceram. Ele era coruja e sempre estava preocupado em agradá-las. Quando estava na UTI, fez as enfermeiras conhecerem suas garotas, pois queria que todos admirassem as lindas netas que ele tinha. O casal com as netas Bruna e Michele. Na foto ainda falta a neta Letícia, a mais nova dos amores de sua vida. Grupo de Terceira Idade na Unisc no qual ele participava.
Seus maiores sonhos era ver a família bem e ter um filho no quartel. E, conseguiu realizar. Guilherme, quando Vilson já estava no hospital, fez curso de cabo e passou. Marlise deu a boa notícia ao marido. Quando ela terminou de falar, os aparelhos começaram a apitar significando, para Marlise, que ele estava empolgado com a conquista do filho. Com a esposa, filho e netas. Faleceu na tarde de 15 de agosto de 2013, dia em que soube da notícia, com um infarto. Partiu depois que seu sonho se tornou realidade. Vilson já tinha infartado algumas vezes. A primeira vez foi quando o filho Carlos tinha um ano e oito meses. Ele ainda tinha hipertensão, um problema no joelho, nos rins e depressão. Mesmo com tudo isso, sempre foi um homem alegre, de bem com a vida e preocupado em ajudar. Nunca negou algo para quem lhe pedisse determinada coisa. A família aprendeu com Vilson que vive bem aquele que conversa, conhece e conta muitas histórias.