AMAZONAS DISTRIBUIDORA DE ENERGIA S/A Relatório de Administração 2010 ÍNDICE



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Transcrição:

ÍNDICE 1 MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO... 1 2 AMBIENTE REGULATÓRIO DA CONCESSÃO... 2 2.1 PRAZO DA CONCESSÃO...2 2.2 REAJUSTE TARIFÁRIO...3 2.3 INVESTIMENTO REMUNERÁVEL...4 2.4 PROCEDIMENTOS DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA NO SISTEMA ELÉTRICO NACIONAL (PRODIST)....5 2.5 FISCALIZAÇÕES 2010...5 2.6 PROJETOS DE PESQUISA E DESENVOLVIMENTO (P&D) E DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICA (PEE)...5 2.6.1 Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D)...6 2.6.2 Projetos de Eficiência Energética (PEE)...6 3 GOVERNANÇA CORPORATIVA... 7 3.1 ASSEMBLÉIA GERAL...7 3.2 CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO...8 3.3 CONSELHO FISCAL...8 3.4 DIRETORIA EXECUTIVA...8 3.5 AUDITORIA...9 3.5.1 Auditoria Interna...9 3.5.2 Atividades de Controle Interno...9 3.5.3 Acompanhamento das Ações Promovidas Pelos Órgãos de Controle Externo...10 3.6 LEI SARBANES-OXLEY (SOX)...10 4 CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA AMAZONENSE... 11 4.1 CENÁRIO ECONÔMICO...11 4.2 PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA AMAZONENSE...12 4.3 PREVISÃO DOS REQUISITOS DE ENERGIA E DEMANDA PARA O PERÍODO 2011/2020....14 5 ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS E DIRECIONAMENTOS... 14 5.1 MISSÃO, VISÃO E VALORES...14 5.2 PLANO DE MELHORIA DE DESEMPENHO (PMD) DAS EMPRESAS DE DISTRIBUIÇÃO (EDE) DA ELETROBRAS...14 5.3 CONTRATO DE METAS DE DESEMPENHO EMPRESARIAL (CMDE)...15 5.4 CORRELAÇÃO ENTRE CMDE / PMD...16 5.5 ACOMPANHAMENTO FÍSICO DAS AÇÕES DO PMD...17 5.6 INVESTIMENTOS REALIZADOS EM 2010...17 5.7 PLANO DE EXPANSÃO DA COMPANHIA...18 6 PROGRAMA LUZ PARA TODOS (PLPT)... 20 7 GESTÃO DE PESSOAS... 21 7.1 COMPOSIÇÃO DA FORÇA DE TRABALHO...21 7.2 EDUCAÇÃO CORPORATIVA...22 7.3 PLANO DE CARREIRA E REMUNERAÇÃO (PCR) E SISTEMA DE GESTÃO DE DESEMPENHO (SGD)...23 7.4 BENEFÍCIOS E BEM-ESTAR SOCIAL...24 7.5 SEGURANÇA E MEDICINA DO TRABALHO...25 8 COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA... 26 8.1 ATENDIMENTO AOS CONSUMIDORES...26 8.1.1 Atendimento Telefônico e Virtual...26 8.1.2 Atendimento Físico...26 8.1.3 Ouvidoria...27 8.1.4 Conselho de Consumidores...27 8.2 FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA...27 8.3 INCORPORAÇÃO DE NOVOS CONSUMIDORES EM 2010...29 i

8.4 FATURAMENTO DA ENERGIA COMERCIALIZADA...29 8.5 INADIMPLÊNCIA...30 8.5.1 Na Capital...30 8.5.2 No Interior...31 8.6 CONTRATOS DE COMPRA DE ENERGIA NA CAPITAL...31 8.6.1 Compra de Energia Elétrica através de Contratos com Produtores Independentes de Energia...31 8.6.2 Novas contratações provenientes da Locação de Grupos Geradores de Energia...32 8.6.3 Compra de Energia Elétrica no Ambiente de Contratação Regulada (ACR)...32 9 DESEMPENHO OPERACIONAL... 33 9.1 NA CAPITAL...33 9.2 NO INTERIOR...34 9.3 PERDAS DE ENERGIA ELÉTRICA...35 9.3.1 Na Capital...35 9.3.2 No Interior...35 10CONCILIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REGULATÓRIAS... 36 11DESEMPENHO ECONÔMICO FINANCEIRO... 39 11.1 PREJUÍZO DO EXERCÍCIO...39 11.2 RECEITA OPERACIONAL...39 11.3 DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL...40 11.4 CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS...40 11.5 INDICADORES EMPRESARIAIS...41 11.6 RECEITA (DESPESA) FINANCEIRA...42 12TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO... 42 13SUSTENTABILIDADE... 43 14RESPONSABILIDADE AMBIENTAL... 45 14.1 LICENCIAMENTOS AMBIENTAIS...45 14.2 RELACIONAMENTO COM O MEIO AMBIENTE...45 15RECONHECIMENTO PRÊMIOS CONQUISTADOS... 46 15.1 PRÊMIO EMPRESA CIDADÃ...46 15.2 PRÊMIO ABRACONEE...46 15.3 SELO PRÓ-EQUIDADE DE GÊNERO...46 16 BALANÇO SOCIAL... 47 ii

1 MENSAGEM DA ADMINISTRAÇÃO No ano de 2010, a Amazonas Distribuidora de Energia S/A ( Companhia ou Amazonas Energia ), buscou incessantemente a realização das ações previstas no Plano de Melhoria do Desempenho (PMD), que objetivam atender as diretrizes estratégicas do Sistema ELETROBRAS, dentre as quais se destacam o alcance da melhoria da qualidade dos serviços prestados aos consumidores e a busca do equilíbrio econômico-financeiro dentro dos limites estabelecidos pelo Órgão Regulador Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Neste ano, foi investido o valor de R$ 489,8 milhões, montante 57% superior ao realizado no ano de 2009. Foi garantida também a manutenção do atendimento ao mercado em níveis confiáveis, por meio do aumento da capacidade de geração instalada própria, da locação de grupos geradores e de ações de manutenção preventiva e revitalização de equipamentos principais e auxiliares das UTE s de Aparecida e Mauá, da UHE Balbina e de grupos geradores do Interior do Estado, tendo sido direcionados para a expansão, revitalização e manutenção do Sistema de Geração em 2010, um investimento total de R$ 136,9 milhões. Nos sistemas de transmissão e distribuição foram investidos R$ 138,2 milhões. No sistema de transmissão foram realizados serviços de manutenção, automação, modernização e ampliação de subestações de 69 kv e adquiridos terrenos para as futuras subestações de 138 e 230 kv, que foram incluídas no programa de investimentos para atender ao crescimento da demanda de energia previsto para os próximos anos e à integração ao Sistema Interligado Nacional (SIN). No sistema de distribuição foram realizadas reformas e construção de novas redes, executados serviços de melhorias e adequações e feita a substituição de 1.380 unidades transformadoras de distribuição por unidades de maior potência nos circuitos considerados críticos. A realização dessas ações propiciou uma maior flexibilidade operacional do sistema e uma melhoria significativa dos indicadores de qualidade e continuidade. Com um investimento da ordem de R$ 165,2 milhões, o Programa Luz Para Todos, ligou 22.400 unidades consumidoras em 2010. Desde o início da execução do Programa, foram construídos 7.073,27 km de rede de distribuição rural e ligados 61.892 domicílios rurais, beneficiando uma população de aproximadamente 309.460 pessoas em todo o Estado do Amazonas. Como resultante das bem sucedidas negociações dos débitos vencidos junto aos consumidores inadimplentes, o indicador índice de inadimplência total (INAD) em 2010, atingiu o valor de 11,92% contra 16,96% pactuado no Contrato de Metas de Desempenho Empresarial (CMDE). Os débitos totais tiveram uma queda de 34,3%, passando de R$ 330,9 milhões em dezembro de 2009 para R$ 217,5 milhões em dezembro de 2010. Com relação ao combate às perdas de energia elétrica na capital, a Companhia realizou diversas ações dentre as quais se destacam a realização de 124.292 inspeções, a instalação de equipamentos de medição externa em 30% das unidades consumidoras ativas do grupo A4 (Média-Tensão-13,8KV) e a automação do processo de faturamento das unidades consumidoras do grupo A4. Como resultante da aplicação dessas ações, houve uma sinalização de uma provável reversão na tendência de aumento das perdas anualizadas observada desde 2005, visto que o índice de 43,2% verificado em 2010 foi praticamente igual ao observado em 2009. A Companhia tem procurado seguir rigorosamente as determinações legais da ANEEL, desenvolvendo seus processos com o compromisso de atender integralmente a regulamentação vigente, resolvendo as pendências existentes com o Órgão Regulador e procurando manter no melhor nível de qualidade a prestação dos serviços de distribuição de energia elétrica. É importante que se destaque que desde o ano de 2000, a Companhia participa dos Programas: Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com acervo de 33 projetos, 26 concluídos e 07 1

em andamento e Eficiência Energética (PEE) com acervo de 23 projetos, 21 concluídos e 02 em andamento. Foram investidos até 2010, R$ 10,6 mil em projetos de P&D e R$ 23,4 mil em projetos PEE. Dos 33 projetos de P&D, 08 são voltados para o uso de fontes alternativas de geração de energia, 07 para o combate às perdas comerciais, 05 para a área de eficiência energética e 04 para a supervisão, controle e proteção de sistemas de energia elétrica. Os projetos de PEE foram direcionados, em sua maioria, ao beneficiamento de consumidores da subclasse residencial baixa renda, a atendimento ao poder público e aos consumidores residenciais. Todos os empreendimentos da Companhia estão devidamente licenciados ou com pedidos de licenciamento em tramitação nos órgãos ambientais do Estado do Amazonas. Além de um Centro de Proteção Ambiental, onde são desenvolvidos diversos programas, a Companhia mantém um convênio com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) para manutenção da Reserva Biológica do Uatumã (REBIO), criada por força do Decreto Federal 99.277, de 06 de junho de 1990. No seu relacionamento com a sociedade, a Companhia assumiu o compromisso consciente de buscar a melhoria da condição humana nos aspectos econômico, social e ambiental e para, tanto, vem promovendo diversos projetos, dentro os quais se destacam: a Horta Comunitária, Educação na Rádio, Escola de Fábrica, Clube da Saúde e o de Voluntariado Empresarial. Terminamos o ano de 2010, com a plena convicção de termos, com a colaboração inestimável do quadro de funcionários, gerenciado esta concessionária de serviço público de energia elétrica com responsabilidade, transparência, equidade e responsabilidade socioambiental, buscando a cada ano que passa transformá-la numa Companhia com excelência na prestação dos serviços e rentabilidade na gestão dos negócios. Agradecemos, especialmente, aos nossos acionistas, aos Senhores Conselheiros de Administração e Fiscal, cujo apoio e dedicação permitiram à Amazonas Energia cumprir com sucesso sua missão de atender com qualidade e confiabilidade o mercado de energia elétrica do Estado do Amazonas. 2 AMBIENTE REGULATÓRIO DA CONCESSÃO 2.1 Prazo da Concessão A Amazonas Distribuidora de Energia S/A, que incorpora os ativos da ex-manaus Energia S/A e ex-companhia Energética do Amazonas (CEAM), detém a concessão para a distribuição de energia elétrica em todos os municípios do Estado do Amazonas junto à ANEEL, mediante o Contrato de Concessão nº 20/2001-ANEEL, assinado em 21 de março de 2001, e seus três Termos Aditivos celebrados, respectivamente, em 17 de outubro de 2005, em 4 de novembro de 2008 e em 08 de junho de 2010. A área de concessão da Amazonas Energia compreende todo o Estado do Amazonas, o que se constitui no maior sistema eletricamente isolado do mundo, atendendo à capital do Estado, Manaus, e os demais 61 municípios do interior, compreendendo uma área de 1.577.820,2 km2, com particularidades geográficas que requerem a adoção de complexa logística de operação e manutenção dos processos de geração, transmissão, distribuição e comercialização de energia elétrica. Por meio da Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) nº 371, de 28.12.2007, foi prorrogada a concessão da UHE Balbina e empreendimentos associados por mais 20 (vinte) anos. O Contrato de Concessão n 001/2010, formalizado em 22 de junho de 2010, regula a exploração, pela concessionária, de geração termelétrica e hidrelétrica, destinada a serviço público, particularmente da UHE Balbina que teve a sua prorrogação estendida até 01/03/2027. No quadro a seguir estão demonstrados os atos de outorga da Companhia: 2

Concessões Autorizações UHE Balbina Ato Autorizativo Início Vencimento Rio Portaria do MME nº 371, datada de 28.12.2007, prorroga por vinte anos a concessão Capacidade Instalada MW Capacidade Utilizada MW 01.03.2007 01.03.2027 Uatumã 250,0 250,0 UTE Aparecida Bloco 1 Despacho ANEEL nº 1.596, de 07.06.2010, 130,4 92,0 autoriza a Amazonas Energia a alterar em 07.06.2010 07.07.2015 - caráter excepcional as características técnicas Bloco 2 da UTE. 121,0 80,0 UTE Mauá Reagrupamento com 61 municípios para distribuir Energia Elétrica e respectivas instalações de transmissão de âmbito próprio. Distribuição Município de Manaus UTE Flores UTE Cidade Nova UTE São José UTE Iranduba* UTE Distrito* Bloco 1 149,5 105,1 Despacho ANEEL nº 1.596, de 07.06.2010, Bloco 2 autoriza a Amazonas Energia a alterar em 50,4 0,0 07.06.2010 07.07.2015 - Bloco 3 caráter excepcional as características técnicas 135 110 da UTE. Bloco 4 166,3 157,5 (*) utilização de parte da outorga da UTE Mauá Resolução ANEEL nº 048, de 02.02.2001. Art. 22 da Lei 9.074 de 07.07.1995. Portaria nº 35, de 20.02.2001 MME. Res. Autorizativa ANEEL nº 1.304 de 18.03.2008 em se Art. 1º Anui à incorporação da CEAM pela MESA, com transferência das concessões de geração e distribuição e versão dos ativos e passivos. Resolução ANEEL nº 283 de 26.07.2000 e Resolução ANEEL nº 53 de 08.02.2001, Contrato de Concessão nº 20/2001 ANEEL de 21.03.2001 e os seus aditivos. Portaria nº 34 MME de 20.02.2001. Art. 22, 2º da Lei nº 9.074, de 07.07.95 Despacho ANEEL nº 3.209 de 25.08.2009 autoriza a Manaus Energia a alterar a capacidade instalada da UTE Flores. Despacho ANEEL nº 1.596, de 07.06.2010, autoriza a Amazonas Energia a alterar em caráter excepcional as características técnicas da UTE. Despacho ANEEL nº 1.596, de 07.06.2010, autoriza a Amazonas Energia a alterar em caráter excepcional as características técnicas da UTE. Despacho ANEEL nº 1.596, de 07.06.2010, autoriza a Amazonas Energia a alterar em caráter excepcional as características técnicas da UTE. Despacho ANEEL nº 1.596, de 07.06.2010, autoriza a Amazonas Energia a alterar em caráter excepcional as características técnicas da UTE. 11.04.2008 07.07.2015-393,0 298,0 21.03.2001 07.07.2015 - - - 20.06.2008 07.07.2015-95,4 78,6 07.06.2010 07.07.2015-20,0 11,2 07.06.2010 07.07.2015-50,0 32,0 07.06.2010 07.07.2015-54,7 50,0 07.06.2010 07.07.2015-46,9 40,0 TOTAL GERAL 1.662,6 1.304,4 2.2 Reajuste Tarifário De acordo com o Contrato de Concessão n 20/2001 na sua cláusula sétima Tarifas aplicáveis na comercialização de energia, subcláusula terceira, os valores das tarifas deverão ser reajustados com periodicidade anual, obedecidas a regulamentação e a legislação vigente e superveniente, 01 (um) ano após a Data de Reajuste Anterior. De quatro em quatro anos ocorre o processo de Revisão Tarifária, que compreende um novo levantamento dos custos operacionais. No exercício de 2010, a Amazonas Energia passou pelo processo de Reajuste Tarifário, sendo o período de referência novembro de 2009 a outubro de 2010. Quando do processo de Revisão Tarifária de 2009, o valor correspondente à Base de Remuneração foi estabelecido provisoriamente. No reajuste de 2010, foi incluída uma bolha econômica em função da apresentação do Laudo de Avaliação dos Ativos, correspondente a R$ 9.802 mil. O índice utilizado para reajustar a Parcela B reflete a variação acumulada do Índice Geral de Preço do Mercado (IGP-M), no período de novembro de 2009, a outubro de 2010, de 8,81%, que deduzido do Fator X de 1,24% atingiu o percentual final de 7,57%, representando um percentual de 2,01% na composição do Índice de Reajuste Tarifário (IRT). O cálculo do IRT da Amazonas Energia, para aplicação a partir de 01 de novembro de 2010, resultou num reajuste médio de 6,86%, a ser aplicado às tarifas de fornecimento de energia 3

elétrica, o que corresponde a um efeito percebido pelos consumidores de -2,08, sendo -2,17%, para consumidores conectados em Alta Tensão (AT) e -1,98%, para os consumidores conectados em Baixa Tensão (BT). O reajuste negativo decorreu da retirada da base tarifária de valores financeiros concedidos por ocasião da revisão tarifária no exercício anterior, que correspondia a 8,75%, e que comparada a base tarifária atual apresenta significativa diferença no efeito a ser percebido pelo consumidor. O quadro a seguir apresenta o efeito tarifário médio a ser percebido pelos consumidores da Amazonas Energia: Grupo de Consumo Variação Tarifária (%) A3 69 kv -2,51 A4 13,8 kv -2,05 B1 Residencial -1,93 B1 Baixa renda -2,52 AT Alta Tensão > 2,3 kv -2,17 BT Baixa tensão < 2,3 kv -1,98 Total -2,08 2.3 Investimento Remunerável No cálculo da Receita Anual dos últimos doze meses (RA0) da Amazonas Energia, na Data de Referência Anterior (DRA) do período de referência, foi considerado o valor de R$ 1.218,0 milhões.tal valor foi obtido pelo somatório da receita, obtida utilizando-se o mercado de referência, que correspondeu à R$ 1.208,2 milhões e o valor de bolha econômica de R$ 9,8 milhões. R$ mil Discriminação Reajuste nov - 10 Revisão nov - 09 Reajuste nov - 08 Reajuste nov - 07 Reajuste nov - 06 Ativo Imobilizado em Serviço Bruto 1.400.644 1.361.324 2.528.066 2.252.576 2.119.274 ( - ) Depreciação Acumulada (777.097) (772.383) (1.281.992) (1.142.290) (1.074.692) ( - ) Obrigações Vinculadas ao SPEE (129.577) (170.840) (62.226) (55.445) (52.164) Ativo Imobilizado em Serviço Líquido 623.547 418.101 1.183.848 1.054.841 992.418 ( + ) Almoxarifado 67.985 55.353 25.723 22.920 21.563 Investimento Remunerável (Base de Remuneração) 691.532 473.454 1.209.571 1.077.761 1.013.981 Bens 100% Depreciados 396.077 253.053 99.050 88.256 83.033 Variação do IGPM % 8,81-12,23 6,29 3,13 Cota de Depreciação (Taxa Média Anual 3,90%) - - - - - Os valores acima apresentados são regulatórios e não contábeis e representam a Base de Remuneração Regulatória (BRR) do processo de distribuição da Amazonas Energia, recalculada através do Relatório de Fiscalização Econômica e Financeira RF-AmE n 039/2010-SFF, emitido pela Superintendência de Regulação Econômica e Financeira SFF/ANEEL. Os valores referentes ao ano de 2010, correspondem ao recalculo da BRR, após a entrega do Laudo de Avaliação, pela Organização Levin do Brasil, e depois de concluída a Fiscalização do mesmo pela Agência Reguladora - ANEEL. 4

2.4 Procedimentos de Distribuição de Energia Elétrica no Sistema Elétrico Nacional (PRODIST). O PRODIST tem por objetivo normatizar e padronizar as atividades técnicas relacionadas ao funcionamento e desempenho dos sistemas de distribuição de energia elétrica de todas as concessionárias distribuidoras de energia. As principais responsabilidades, de caráter geral, das distribuidoras com relação ao PRODIST são de manter nas agências de atendimento, em local de fácil visualização e acesso, exemplares do PRODIST para conhecimento e consulta dos interessados, ou disponibilizá-los por meio de mídias eletrônicas (CD) ou por meio de correio eletrônico e observar o princípio da isonomia para todas as decisões que lhe forem facultados no PRODIST, adotando procedimento único para toda a área de concessão outorgada. O PRODIST apresenta a seguinte composição: Módulo 1 - Introdução Módulo 2 Planejamento da Expansão do Sistema de Distribuição Módulo 3 Acesso ao Sistema de Distribuição Módulo 4 Procedimento Operativo do Sistema de Distribuição Módulo 5 Sistemas de Medição Módulo 7 Cálculo de Perdas na Distribuição Módulo 8 Qualidade da Energia Elétrica Módulo 6 Informações Requeridas e Obrigações 2.5 Fiscalizações 2010 No decorrer do exercício de 2010, a Companhia passou por dez processos de fiscalizações que foram efetivadas na UTE Distrito, UTE Mauá (Bloco Expansão 60 MW), UTE Tabatinga, UTE Itacoatiara, UTE Aparecida (Blocos I e II), e UTE Mauá (Blocos I, II, III e IV), UTE Flores, UTE Cidade Nova e UTE São José. Foi também realizada fiscalização para verificar a adequação da Resolução Normativa ANEEL nº 338 de 25 de novembro de 2008, com o intuito de determinar a BRR da Amazonas Energia para o segundo ciclo de Revisão Tarifária. Foram feitas ações por parte da ANEEL nos registros contábeis e patrimoniais da Companhia, bem como foi realizada fiscalização de campo, por amostragem, em Manaus e em mais dez municípios do Interior do Estado, tanto para os ativos de distribuição como para os ativos de geração. Ao final da fiscalização foram obtidos os subsídios necessários para a composição do resultado final da BRR da Amazonas Energia. 2.6 Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e de Eficiência Energética (PEE) Os Projetos de P&D desenvolvidos pela Companhia estão direcionados para a busca de inovações para fazer frente aos desafios tecnológicos e de mercado enfrentados pela Companhia, enquanto que os Projetos de Eficiência Energética (PEE) têm como objetivo demonstrar à sociedade a importância e a viabilidade econômica de ações de combate ao desperdício de energia elétrica, de melhoria da eficiência energética de equipamentos e de criação de hábitos racionais de uso da energia elétrica. O quadro a seguir mostra que, em 31/12/2010, com os recursos de PEE já compromissados, a Companhia ultrapassa em R$ 224 mil o saldo acumulado dos recursos de PEE a serem aplicados; e, quanto aos recursos de P&D ainda precisa-se aplicar R$ 2.236 mil, que será 5

atingido com o projeto Desenvolvimento de Modelo Referência para Empresas de Distribuição, fundamentado na experimentação de aplicações de conjunto de tecnologia SmartGrid, projeto piloto a ser implantado em Parintins-AM - Smart Grid Parintins/AM, orçado em R$ 11.143 mil, a iniciar em 2011. Recursos R$ mil Projetos Saldo a Aplicar Compromissado Novos Projetos PEE 13.731 13.955 224 P&D 7.945 5.709-2.236 2.6.1 Projetos de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) A Amazonas Energia contrata a execução de Projetos de P&D desde o ano 2000. Possui um acervo de 33 projetos dos quais 26 já foram concluídos e 07 estão em andamento normal. Dos 33 projetos, destacam-se 8 na temática de Fontes Alternativas de Geração de Energia; 07 voltados para o Combate às Perdas Comerciais; 05 na área de Eficiência Energética e 04 em Supervisão, Controle e Proteção de Sistemas de Energia Elétrica. Desta forma, em 73% dos seus projetos de P&D, a Companhia investe em: inovações tecnológicas na busca de fontes alternativas de geração de energia elétrica mais eficiente e ambientalmente corretas, que possam substituir a geração térmica a Diesel do seu parque gerador; no combate às perdas comerciais; na melhoria da eficiência operacional e de desempenho dos equipamentos principais dos seus sistemas de geração, transmissão e distribuição e na melhoria de seus sistemas operacionais, de supervisão, de controle e proteção de equipamentos e instalações elétricas. Até 2010, a Companhia já investiu R$ 10.607 mil em projetos de P&D, sendo que, apenas nos dois últimos anos, os investimentos de R$ 4.566 mil representaram 43% do total investido, o que denota o esforço que a Companhia está empreendendo na consecução das metas colimadas de cumprir as determinações do Agente Regulador e Fiscalizador dessa atividade, a ANEEL, quanto à aplicação dos montantes anuais regimentares. Em 2010, a Companhia deu continuidade a 08 projetos de P&D iniciados em anos anteriores, sendo que o projeto Sistema Eletrônico para Gerenciamento de Cargas da Rede Secundária de Distribuição de Energia Elétrica foi concluído ainda no primeiro trimestre; e, em dezembro, iniciou o projeto Geração de Energia Elétrica com Etanol da Mandioca na Amazônia, de custo total previsto de R$ 3.813 mil. Foram efetivamente pagos R$ 1.585 mil, na execução de projetos de P&D, em 2010. O projeto intitulado Geração de Energia Elétrica com Etanol da Mandioca na Amazônia, só foi iniciado em dezembro, portanto, em 2010, só houve a execução física; a financeira só ocorrerá a partir de 2011. Nos demais 6 (seis) projetos já foram investidos R$ 2.736 mil, dos quais R$ 973 mil em 2010. Os projetos Impactos na Geração de Eletricidade devidos a Implantação de Sistemas de Produção de Biodiesel no Estado do Amazonas e Monitoramento e Diagnóstico Inteligente da Rede de Transformadores de Distribuição, extrapolaram os seus cronogramas físicos, em 12% e 44%, respectivamente, por meio de termos Aditivos de Prazo firmados com a Companhia, estendendo a finalização do primeiro para dezembro/2010, e a do segundo para março/2011. 2.6.2 Projetos de Eficiência Energética (PEE) A Companhia elabora e executa Projetos de PEE desde o ano 2000. Possui um acervo de 23 projetos dos quais 21 já foram concluídos e 02 estão em andamento normal. 6

Até 2010, a Companhia já havia investido R$ 15.092 mil na Capital e R$ 2.740 mil no interior do Estado do Amazonas, em projetos de PEE concluídos e R$ 5.543 mil em projetos em andamento, com investimento total de R$ 23.375 mil, sendo que, apenas nos dois últimos anos, os investimentos de R$ 8.633 mil representaram 37% do total investido, o que denota o esforço que a Companhia está empreendendo na consecução das metas colimadas de cumprir as determinações do Agente Regulador e Fiscalizador dessa atividade, a ANEEL, quanto à aplicação dos recursos. Dos 23 projetos de PEE, destacam-se 09 (39%) que se destinaram ao atendimento a comunidades de baixo poder aquisitivo, mais precisamente ao beneficiamento de consumidores da subclasse residencial baixa renda, da capital (06 projetos) e do interior (03 projetos); 05 (22%) a atendimento ao Poder Público (3 na capital e 2 do interior); e 05 aos consumidores residenciais (03 na capital e 02 no interior), que, juntos, representam 83% do elenco de projetos de PEE que a Companhia já concluiu ou está executando. Os dispêndios com projetos de PEE em andamento ocorreram, quase que na sua totalidade, na capital. Em 2010, a Companhia retomou os investimentos em PEE para o interior, em projeto que visa beneficiar 5.000 unidades consumidoras da subclasse residencial baixa renda, com a substituição de refrigeradores. Os últimos investimentos em PEE, para o interior, haviam ocorridos em 2007. Em 2010, a Amazonas Energia deu continuidade a um projeto de PEE iniciado em 2009, intitulado Eficiência Energética nas unidades consumidoras de baixo poder aquisitivo no município de Manaus ; e, em agosto, iniciou o projeto Eficiência Energética nas unidades consumidoras de baixo poder aquisitivo no interior do Amazonas, de custo total previsto de R$ 7.079 mil. Foram efetivamente pagos R$ 5.367 mil, na execução de projetos de PEE, em 2010. 3 GOVERNANÇA CORPORATIVA O modelo de governança corporativa praticado pela Amazonas Energia baseia-se nos princípios de transparência, equidade e prestação de contas, tendo entre suas principais características a definição clara dos papéis e responsabilidades do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva na formulação, aprovação e execução das políticas e diretrizes referentes à condução dos negócios da Companhia. A Companhia busca o desenvolvimento sustentável por meio do equilíbrio entre os aspectos econômicos, financeiros, ambientais e sociais de seus empreendimentos, com o intuito de aprimorar o relacionamento com os seus acionistas, clientes, colaboradores e sociedade. 3.1 Assembléia Geral A Assembléia Geral Ordinária (AGO) ocorreu no dia 30 de abril de 2010, ocasião em que foi aprovado o Relatório de Administração e as Demonstrações Contábeis referentes ao exercício social findo em 31/12/2009, além da destinação do resultado do exercício, eleição dos membros titulares e suplentes do Conselho Fiscal, bem como a fixação da remuneração dos membros dos Conselhos de Administração e Fiscal e da Diretoria Executiva da Companhia. Ocorreram três Assembléias Gerais Extraordinárias em 2010. Nas duas primeiras, realizadas nos dias 11 de março e 05 de abril de 2010, por meio das quais foram aprovadas as eleições de novos membros do Conselho de Administração da Companhia, em função do pedido de renúncia do Conselheiro Representante do Ministério de Minas e Energia (MME) e em substituição ao Conselheiro Diretor-Presidente da Companhia, ambos com o objetivo de cumprirem o mandato remanescente iniciado em 23/04/2009 e a findar-se na Assembléia Geral Ordinária que se realizará em 2012. Na terceira e última Assembléia, realizada no dia 17 de dezembro de 2010, foi aprovada a Reforma do Estatuto Social da Companhia, com base nos pareceres da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, da Secretaria do Tesouro Nacional e do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais, ato no qual foi aprovado o aumento do Capital Social da Companhia. O Capital Social, em 31 de dezembro de 2010, 7

totalmente integralizado está distribuído conforme demonstra o quadro a seguir: Composição Acionária Acionistas R$ mil % Ações Ordinárias % ELETROBRAS 4.330.917 100 6.276.666.628 100 3.2 Conselho de Administração O Conselho de Administração, órgão colegiado de funções deliberativas, com atribuições previstas na Lei e no Estatuto Social da Companhia, reuniu-se 25 vezes durante o ano de 2010. É composto por seis membros, sendo que dentre eles um é o Diretor-Presidente, outro é indicado pelo Ministro de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão e os demais, são eleitos na forma do Estatuto Social, respeitadas as disposições legais pertinentes. O Conselho de Administração é composto pelos seguintes membros: Membros José Antônio Muniz Lopes (Presidente) Pedro Carlos Hosken Vieira Ricardo de Paula Monteiro Telton Elber Corrêa Willamy Moreira Frota José Roberto de Moraes Rêgo Paiva Fernandes Júnior Representação ELETROBRAS ELETROBRAS ELETROBRAS ELETROBRAS ELETROBRAS Ministério de Planejamento, Orçamento e Gestão 3.3 Conselho Fiscal O Conselho Fiscal da Amazonas Energia é de caráter permanente, composto por três membros titulares e respectivos suplentes, eleitos pela Assembléia Geral Ordinária (AGO), sendo um indicado pelo Ministério da Fazenda, respeitado o disposto no inciso III do art. 1º do Decreto nº. 757, de 19 de fevereiro de 1993, todos brasileiros e domiciliados no país, observados os requisitos e impedimentos fixados pela Lei nº. 6.404, de 15 de dezembro de 1976, cujo mandato é de apenas um ano, porém, podendo ser reeleitos. Em 2010, o Conselho Fiscal reuniu-se 13 vezes para fiscalizar os atos dos administradores da Companhia, acompanhar a execução patrimonial, financeira e orçamentária, além de pronunciar-se sobre os assuntos de sua competência, sendo composto pelos seguintes membros: Membros Jésus Alves da Costa (Presidente) Wagner Montoro Júnior Tércio Marcus de Souza Representação ELETROBRAS ELETROBRAS Ministério da Fazenda 3.4 Diretoria Executiva A Diretoria Executiva da Companhia reúne-se, ordinariamente, uma vez por semana, com a maioria de seus membros e, extraordinariamente, mediante a convocação do Diretor- Presidente. No ano de 2010, foram realizadas 58 reuniões, objetivando assegurar o funcionamento regular da Companhia. A Diretoria Executiva é composta pelos seguintes membros: 8

Membros Pedro Carlos Hosken Vieira Ronaldo Ferreira Braga Luís Hiroshi Sakamoto Pedro Mateus de Oliveira Leonardo Lins de Albuquerque Tarcísio Estefano Rosa Diretoria Presidência Financeira Gestão Comercial Planejamento e Expansão Geração e Transmissão / Operação 3.5 Auditoria 3.5.1 Auditoria Interna A Auditoria Interna encontra-se subordinada ao Conselho de Administração e tem como função geral a execução de atividades inerentes à natureza e especialização de auditoria, segundo os padrões usuais aplicáveis, visando avaliar a adequação e efetividade dos métodos e sistemas de controle interno, estabelecidos nos planos e políticas da Administração Superior da Companhia e a observância dos princípios, orientações, normas e legislação, emanadas dos Organismos Externos de Controle e Fiscalização e dos Poderes da União. 3.5.2 Atividades de Controle Interno As ações de auditoria interna da Amazonas Energia previstas para o exercício de 2010, constaram no Plano Anual de Atividades de Auditoria Interna (PAINT)/2010, aprovado pelo Conselho de Administração por intermédio da Deliberação 359/2009, de 14/12/2009. Em síntese, as principais atividades previstas e realizadas no exercício, foram assim distribuídas: Capital Foram realizados todos os 11 testes previstos nas diversas áreas da Companhia, demandando em termos de homens/horas (h/h), 5.087 horas, equivalentes a 17,11% das horas realizadas pela unidade de Auditoria no exercício; Interior Os testes foram realizados nas agências (sede dos municípios e localidades) previstas no PAINT, consumindo 25,70% das horas efetivas realizadas. As demais horas realizadas foram empregadas em atividades como: trabalhos especiais solicitados pela alta Administração; treinamento dos colaboradores da Auditoria Interna; atendimento às diligências dos órgãos de controle e fiscalização internos e externos; acompanhamento das recomendações/determinações emanadas da unidade de auditoria da ELETROBRAS e de outros órgãos de controle, como Tribunal de Contas da União (TCU) e Controladoria Geral da União (CGU); acompanhamento e coordenação das atividades voltadas ao Processo da Lei Sarbanes Oxley (SOX). Cabe ressaltar que ao longo do exercício, a auditoria interna efetuou o acompanhamento das ações promovidas ou não pelas diversas áreas auditadas em relação às recomendações e sugestões destacadas nos seus relatórios, dando conhecimento às Diretorias e Conselhos, mediante relatórios trimestrais de acompanhamento. Esses relatórios contemplam informações que propiciam novas ações aos gestores nos casos onde as respostas das áreas não atendam as expectativas de eliminar ou mitigar as impropriedades detectadas. Considerando o cumprimento das atividades previstas, nossa avaliação é positiva em relação aos resultados alcançados em 2010. 9

3.5.3 Acompanhamento das Ações Promovidas Pelos Órgãos de Controle Externo No decorrer do exercício de 2010, no que concerne à atuação de organismos governamentais de fiscalização, observou-se marcante atuação do TCU e CGU/AM. Todos os processos relativos ao TCU foram acompanhados pela Companhia, inclusive o processual. Periodicamente, são expedidos relatórios à alta Administração informando, resumidamente, a situação atualizada de cada processo em tramitação no Órgão de Controle Externo, objetivando, nos casos em que couber, prestar informações tempestivas de defesa em relação às não conformidades apontadas. Quanto à CGU/Secretaria Federal de Controle Interno, cabe destacar que no exercício de 2010, o Órgão realizou além das demais diligências, a Auditoria Anual de Gestão, correspondente ao exercício de 2009, que culminou com a expedição do Relatório nº 244091, de 04/08/2010, e com o encaminhamento do Plano de Providências Permanente para que a Companhia se pronunciasse a respeito das impropriedades detectadas no relatório. Todas as recomendações do Órgão foram acatadas e respondidas dentro dos prazos estabelecidos. 3.6 Lei Sarbanes-Oxley (SOX) A Centrais Elétricas Brasileiras (ELETROBRAS), por ter títulos mobiliários negociados no mercado financeiro dos Estados Unidos, mais especificamente na bolsa de valores de Nova Iorque, está sujeita às obrigações impostas pela Lei Sarbanes-Oxley (SOX), incluindo todas as Companhias sob seu controle. A Sarbanes-Oxley é uma lei promulgada pelo governo dos EUA em 2002, aplicada às Companhias de capital aberto, nacionais e estrangeiras, registradas na bolsa de valores dos Estados Unidos, e que estão sujeitas à regulamentação por parte da Security Exchange Commission (SEC). Visando implementar o Programa de Lançamento de suas ações para ADR Nível II, um passo importante a ser cumprido pela ELETROBRAS e suas controladas é o atendimento aos requerimentos contidos na seção 404 da Lei SOX, de forma a determinar o nível dos controles existentes no Sistema ELETROBRAS, em sintonia com as melhores práticas adotadas por outras Companhias do mercado. Uma das obrigações estabelecidas na legislação americana trata-se das informações econômicas financeiras contidas nos Demonstrativos Contábeis, exigindo que as Companhias adotem sistemáticas de documentação e de controles internos para seus processos que dão origem aos números que irão compor os relatórios apresentados aos interessados (acionistas, mercado financeiro, fornecedores, etc.). O Projeto SOX compõe-se das seguintes fases: Fase 1 Planejamento geral do projeto, compreensão da definição de controle interno, organização da equipe de trabalho e avaliação do controle interno no nível da entidade; Fase 2 Compreensão e avaliação dos controles internos em nível de processo, transação ou aplicação; Fase 3 Avaliação da eficácia de forma geral, identificação de pontos a serem aprimorados e estabelecimento de sistemas de monitoramento e certificação da administração sobre os controles internos. Na Amazonas Energia, as atividades para desenvolvimento do Projeto SOX tiveram início em janeiro de 2006. Para o período de 2008/2009 do Projeto, foram revisadas as materialidades das principais contas contábeis da Companhia, mediante procedimento específico, onde houve significativas mudanças quanto ao rol de processos classificados no período de 2005/2006 (1ª fase do Projeto). Em 2009, a Ernst & Young, empresa de auditoria/consultoria contratada pela ELETROBRAS, retomou as atividades de mapeamento dos processos obrigatórios da Amazonas Energia 10

referentes ao Projeto SOX para o período 2008/2009. Após a execução das fases de mapeamento de processos e testes dos controles chaves, teve início em meados de outubro/2009, a fase de retestes dos controles considerados ineficazes na fase anterior, objetivando a avaliação final dos processos prioritários para obtenção da Certificação SOX. Em 2010, a ELETROBRAS apresentou o novo rol de processos prioritários da Amazonas Energia, contudo, em setembro/2010, a Auditoria Externa PriceWaterHouseCoopers alterou o escopo de testes das Companhias do Sistema ELETROBRAS para o exercício, relativos a Certificação SOX, e como uma das principais alterações, houve a saída da Amazonas Energia do escopo de testes desse exercício, entretanto, os trabalhos de atualização dos processos continuaram, considerando a alta probabilidade de inserção da Amazonas Energia no escopo dos trabalhos de 2011. A Auditoria Interna encerrou o exercício com um avanço de realização no patamar de 90% de processos atualizados, os quais serão concluídos no exercício de 2011, conforme planejamento já definido. 4 CENÁRIO ECONÔMICO E PERSPECTIVAS DE CRESCIMENTO DA ECONOMIA AMAZONENSE 4.1 Cenário Econômico O Estado do Amazonas apresenta traços socioeconômicos singulares com relação aos demais entes da União, visto que é grande a assimetria entre as regiões da capital e as redondezas interioranas. Enquanto que aquela responde como motor que alavanca a quase totalidade da economia do estado, a outra fica a mercê de atividades primárias e extrativistas. Acrescente-se que o mercado de energia elétrica amazonense é o único no país totalmente não-interligado, onde a grandeza da região parece multiplicar os desafios para torná-la parte do mundo moderno. Os centros urbanos, inclusive da capital, localizam-se nas áreas centrais da região, dificultando a logística do deslocamento de bens, serviços e pessoas. Suas bacias hidrográficas ainda representam as vias de transportes mais econômicas e servem de integração entre as localidades desprovidas de outros meios de interligação. Embora detenha grandes potencialidades naturais, o interior do estado carece de empreendimentos econômicos capazes de aumentar a produção regional, que garanta o incremento de um sistema sustentável a promover efetivamente a criação de renda e emprego. A principal atividade econômica desenvolvida no interior do Estado do Amazonas está vinculada às atividades primárias, que ocupam grande contingente de pessoas, correspondendo, porém, a uma produção de pouco valor agregado, face ao extrativismo presente em larga escala. As principais são: extração vegetal, mineral e animal. Na extração mineral são obtidos, principalmente, calcário, estanho, silvinita, gás e petróleo; na extração vegetal existe a atividade madeireira, plantas medicinais e de cosméticos, retirada de castanha-do-pará, coleta de frutas regionais, borracha, e na extração animal, a pesca artesanal e comercial para exportação. Vale destacar que na agricultura são produzidos, entre outros, arroz, banana, laranja, melancia e mandioca. Outra fonte de renda é o ecoturismo com os hotéis de selva que se espalham nas entranhas da floresta amazônica. O ano de 2010 começou para o Amazonas com expectativa de grandes acontecimentos: a conclusão das obras do gasoduto Urucu-Coari-Manaus de 662 km, acoplado à nova rede de distribuição de gás natural da capital; a confirmação de Manaus como subsede dos jogos da Copa do Mundo de Futebol de 2014 e as obras civis compulsórias recorrentes; a continuidade das obras da Ponte do Rio Negro que ligará Manaus ao município de Iranduba e a toda região do Médio e Alto Solimões e Purus, através do porto de Manacapuru, com significado intercâmbio do comércio inter-regional; o avanço das obras com licenciamento ambiental da linha de transmissão de Tucuruí, que interligará a região ao Sistema Integrado Nacional (SIN) em 2012; e a aprovação inicial da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 17 no Senado Federal que prorroga os incentivos fiscais da Zona Franca de Manaus até o ano de 2033. Diante dessas perspectivas positivas e embaladas pela recuperação da economia brasileira, ora descolada da insegurança financeira mundial, a economia amazonense logo deu mostras 11

de aquecimento, pois tem na indústria a locomotiva que impulsiona a direção do crescimento regional, que concentra na capital mais da metade da população (51,8%) e valores acima de 80% do PIB estadual. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2010, Manaus concentrou 89,3% dos 32.204 empregos formais no Estado, concentrados na indústria e comércio. Dos 28,7 mil empregos gerados em Manaus, 12.724 mil foram na indústria de transformação do Pólo Industrial de Manaus PIM, 11.261 no setor de serviços e 4.124 no comércio, cujos setores a participação vêm crescendo ano a ano na geração de empregos em todo o Estado, em 2010, serviço e comércio somados registraram com carteira assinada mais da metade dos empregos, com 17.031 vagas criadas. O Produto Interno Bruto (PIB) do Amazonas em 2010 tem mostrado resultados bem significativos que se coadunam com o ambiente propício ao investimento sustentável e à retomada do crescimento da economia nacional, tendo na recuperação do consumo um dos pilares e o caráter exportador dos produtos do PIM. O PIM alcançou níveis de crescimento econômico invejável com o estabelecimento de um parque industrial com mais de 550 Companhias de qualidade ISO-9000, faturamento anual recorde de US$ 35,10 bilhões em 2010, geração de 108 mil empregos diretos e 400 mil indiretos, forte comércio internacional de importação e exportação, desenvolvimento de uma indústria eletrônica de ponta com ampliação do Processo Produtivo Básico (PPB), consolidação de um comércio local de bens e serviços forte, boa infraestrutura básica de hotelaria, aeroportuária, urbanização, etc. Atribui-se aos benefícios socioeconômicos do projeto Zona Franca, a conservação da floresta amazonense em cerca de 95% do manto original, a ausência de conflitos agrários entre proprietários locais e grandes latifúndios, a ampliação de áreas de conservação florestal, muitas delas ainda intocadas pelo homem. O ano de 2010 se encerrou para a Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM) com um balanço de 255 projetos industriais e de serviços aprovados. A estimativa é de que os projetos fomentem conjuntamente mais de US$ 4,4 bilhões em investimentos nos próximos anos com potencial para gerar mais de 13 mil empregos diretos no PIM. 4.2 Perspectivas de Crescimento da Economia Amazonense O cenário que se vislumbra para o Amazonas nos próximos anos é de inflexão positiva no seu desenvolvimento socioeconômico. A implementação dos preparativos para entrar na nova era de crescimento, face às exigências que se faziam sentir a tempos, começou a ser executadas nos últimos anos, a saber: A criação da Região Metropolitana de Manaus em 2007, formada pelos municípios de Manaus, Careiro da Várzea, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Novo Airão, Presidente Figueiredo e Rio Preto da Eva, com objetivo geral de promover a organização, o planejamento e a execução de funções públicas e serviços de interesse comum aos municípios, capitaneado pelo governo do Estado. Existem 32 projetos para esses municípios que demandarão cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos, com obras de estrutura sanitária, rede de esgoto, duplicação da rodovia AM-070 (Iranduba- Manacapuru), melhoramento no complexo da malha viária, construção de 4 mil casas populares em Iranduba, além da revitalização do seu porto fluvial. De obra iniciada, existe a duplicação da estrada do Cacau-Pirera ao Iranduba, com ciclovia, inclusive. A construção da Ponte sobre o Rio Negro que ligará Manaus a Iranduba e à calha do Solimões apresenta-se como marco de transição relevante e servirá certamente para dinamizar a economia do Médio e Alto Solimões, face à facilitação da nova logística com maior celeridade no corredor de desenvolvimento que se abre. As obras já foram iniciadas e a previsão de conclusão é no ano de 2011. Acredita-se que os benefícios iniciais serão: a) expansão dos espaços habitacionais com novo planejamento urbano; b) a partir do novo porto de Manacapuru, recepcionar todas as cargas para Manaus dos municípios dos rios Solimões, Javari, Içá, Juruá, Japurá e Purus, atendendo cerca de 56% da população interiorana; c) atração de investimentos ao longo das rodovias de Manacapuru e Novo Airão, além do incremento do turismo com vocação já identificada nas vias vicinais; d) criação de áreas potenciais de assentamentos produtivos, com 12

escoamento eficiente e e) descobertas de novas demandas de serviços. A interligação da região ao SIN mediante construção da Linha de Transmissão Tucuruí- Manaus de 500 kv, prevista para ser concluída em 2012. Obra do Governo Federal orçada em R$ 3,34 bilhões beneficiará, diretamente ou por desvios vicinais, as cidades de Urucará, Itapiranga, Silves, São Sebastião do Uatumã, Parintins, Maués, Barreirinha, Boa Vista do Ramos, Nova Olinda do Norte, Itacoatiara, até a subestação de Cariri na região de Manaus. O gasoduto Urucu-Coari-Manaus com extensão de 661 km desde o campo de extração no Rio Urucu, com instalações de ramais para fornecimento de gás natural para substituir o consumo de óleo nas termelétricas dos municípios de Coari, Codajás, Anori, Anamã, Caapiranga, Manacapuru, Iranduba e para as UTE de Aparecida e Mauá em Manaus, além dos Produtores Independentes de Energia (PIEs). O início das operações deu-se no final de 2009 na Refinaria de Manaus (REMAN), mas devido ao atraso na adaptação das usinas e obras de tubulação, somente no segundo semestre de 2010, se realizou a geração de energia com o novo combustível. Paralelo a essas iniciativas, estão previstos os investimentos federais no Amazonas constantes do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Estado do Amazonas receberá um aporte de investimentos de mais de R$ 10,4 bilhões, que serão aplicados em duas etapas, cerca de R$ 8,9 bilhões até 2010, (86%) e os R$ 1,5 bilhão restantes nos anos seguintes. Os investimentos estão focados em três eixos de aplicação, a saber: O Eixo Energético terá aporte de R$ 7,3 bilhões (70% dos investimentos). A atuação federal nesse eixo visa garantir a segurança energética e modicidade tarifária para o estado e a região Norte: a) investimentos de R$ 1,6 bilhão até 2010, em exploração e desenvolvimento da produção de petróleo, que permitirá a ampliação e modernização do parque de refino do Estado; b) ampliação da malha de gasodutos garantindo o suprimento de gás natural. O Eixo Logístico é contemplado com 11,6% do orçamento, representando cerca de R$ 1,2 bilhão, e visa ampliar a infraestrutura: a) integrar o território do estado e melhorar as condições da interligação do Amazonas com os demais estados do Norte: BR-319 e BR-317; b) expandir o acesso fluvial aos municípios da região amazônica beneficiando o transporte de passageiros e de cargas ao longo de todo o ano, com maior segurança e eficiência. Destaque às obras que envolvem a manutenção e pavimentação de rodovias, além do projeto Terminal de Passageiros do Aeroporto de Manaus, com investimentos de R$ 1,3 milhão em 2010, e R$ 114,6 milhões a partir de 2011. O Eixo Social e Urbano receberá investimentos de R$ 1,9 bilhão, 18,4% do valor total a ser investido. Esses investimentos visam à melhoria das condições de vida das populações mais carentes do Estado, mas as obras de maior porte nas áreas de saneamento e habitação estão concentradas na capital, deixando os demais municípios com obras de menor significância. As principais ações dão conta da distribuição da energia elétrica e saneamento básico, além da produção habitacional. Manaus será contemplada com ampliação do sistema de abastecimento de água, da coleta e do tratamento de esgoto, projetos de urbanização e na remoção de moradias localizadas em beiras de córrego e em áreas de risco. A confirmação de Manaus como subsede da Copa do Mundo de 2014, veio se somar à onda de realização dos investimentos em curso, que por si só, seriam suficientes para impulsionar o crescimento da região em um momento de exercício conjugado. A aceitação do evento futebolístico pelas autoridades locais tornou obrigatória a realização de novos investimentos em um curto espaço de tempo, monitorado pelas entidades responsáveis pela competição através de metas a serem cumpridas com rigidez no prazo estipulado. Obras de infraestrutura nas áreas de urbanização com abertura e melhoramento de novas vias de trânsito na capital e na região metropolitana, construção de metrô elevado para Veículo Leve sobre Trilhos (VLT- Monotrilho) de 13,6 km de extensão com capacidade para 134 mil passageiros/dia, ampliação da estação rodoviária, do porto fluvial e aeroporto internacional nos terminais de passageiros, duplicação da rede hoteleira, construção de novo estádio de futebol com atendimento diversificado de shopping Center e de novo centro de convenções, extensão dos melhoramentos das praças esportivas e hotéis das cidades da região metropolitana, que 13

servirá de apoio à capital. 4.3 Previsão dos Requisitos de Energia e Demanda para o Período 2011/2020. Em 2010, a carga de energia foi da ordem de 8.355 GWH, evidenciando um crescimento de 9,8% em relação ao ano anterior, enquanto a carga de demanda foi de 1.381 GW, equivalendo a um aumento de 8,6% sobre o verificado no ano de 2009. A projeção dos requisitos de energia e demanda para o período 2011/2020, se baseia nas perspectivas socioeconômicas relacionadas acima e apresenta um crescimento médio anual de 6,5% para a energia requerida e de 5,9% para a demanda. Esse crescimento exigirá investimentos constantes da Amazonas Energia, de forma que possa se oferecer a esse mercado cada vez mais robusto, uma prestação de serviços com qualidade e confiabilidade. Energia (GWh) Demanda (GW) Requisitos 2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 Crescimento Médio Anual (%) Energia 9.109 9.760 10.499 11.008 11.666 12.281 12.903 13.571 14.272 15.020 6,5 Demanda 1.502 1.629 1.729 1.797 1.897 1.978 2.071 2.170 2.275 2.384 5,9 5 ORIENTAÇÕES ESTRATÉGICAS E DIRECIONAMENTOS 5.1 Missão, Visão e Valores Visão 2020: Em 2020, ser o maior sistema empresarial global de energia limpa, com rentabilidade comparável às das melhores Companhias do setor elétrico. Missão: Atuar nos mercados de energia de forma integrada, rentável e sustentável. Valores: Foco em resultados, Empreendedorismo e inovação, Valorização e comprometimento das pessoas, Ética e transparência. 5.2 Plano de Melhoria de Desempenho (PMD) das Empresas de Distribuição (EDE) da ELETROBRAS Foi elaborado um Plano Estratégico com base em diretrizes previamente estabelecidas, com foco na melhoria da qualidade do serviço e no resultado econômico e financeiro, denominado Plano de Melhoria de Desempenho das Empresas de Distribuição da ELETROBRAS (PMD) compreendendo um ciclo de ações para o período de 2010 a 2015, onde estão elencadas todas as ações necessárias para o alcance das Orientações Estratégicas da Companhia, sendo dimensionado para a Amazonas Energia em 2010, um orçamento de investimento no montante de R$ 895,9 milhões. O PMD foi estruturado por Temas correlacionados às Orientações Estratégicas que, na realidade representa um conjunto de desafios comuns as EDE. Depois de analisados, foram estabelecidas metas que estão sendo gerenciadas por todas as empresas de forma alinhada, a fim de se alcançar os resultados previstos. Os principais temas do PMD são os seguintes: Reduzir perdas de energia; Reduzir inadimplência; Programa Luz Para Todos; Qualidade dos serviços; Expansão do sistema de transmissão e distribuição; Adequar o PMSO (Pessoal, Material, Serviços e Outros) à Empresa de Referência; Programas de eficiência energética e de pesquisa e desenvolvimento; Tecnologia de informação e Sustentabilidade; 14

Um dos objetivos priorizados é o ajuste do negócio ao modelo de Empresa de Referência (ER) estabelecido pela ANEEL, considerando os ciclos de revisões tarifárias das distribuidoras de energia elétrica do país, que em linhas gerais, consiste numa empresa buscar uma posição de mais baixo custo dos seus processos, realizando investimentos prudentes e mantendo o nível de qualidade esperado pelos seus consumidores. 5.3 Contrato de Metas de Desempenho Empresarial (CMDE) Em dezembro de 2009, foi assinado o Contrato de Metas de Desempenho Empresarial (CMDE) o qual estabelece critérios, metas, orientações estratégicas e metodologia de apuração para os indicadores pactuados segmentados de Geração e Distribuição, com as seguintes orientações estratégicas: OE01 - Rentabilidade: - Assegurar um Lucro Líquido conforme estabelecido no Contrato de Concessão e estabelecido na Revisão Tarifária Periódica (RTP) da ANEEL, de 9,95% sobre a Base de Remuneração Líquida. OE02 - Pagamento de Dividendos aos Acionistas: - Assegurar o pagamento de 100% dos lucros auferidos na forma de dividendos, após as deduções previstas em lei e na gestão do negócio. OE03 - Produtividade dos Gastos Operacionais: - Assegurar a realização de custos operacionais de operação e administração com PMSO no limite financeiro estabelecido na Empresa de Referência (ER), com o devido ajuste relativo ao crescimento do ativo e do mercado, tomando como referência o limite indicado na RTP/2009. OE04 - Geração de Caixa (LAJIDA): - Assegurar um planejamento e realização de receita e despesa de modo a obter uma Geração de Caixa acima de 20% da Receita Líquida, ao final do horizonte projetado. OE05 Nível de Inadimplência da Conta de Consumidores: - Assegurar um estoque de contas de energia vencidas e não pagas abaixo de 10% do faturamento anual. OE06 Qualidade dos Serviços: - Assegurar índices e padrões de qualidade de serviços aos consumidores conforme estabelecido no contrato de concessão, e avaliação do nível de satisfação do consumidor dentro do melhor índice da área de atuação da controlada. OE07 Perdas de Energia: - Assegurar um nível de perdas de energia global dentro do limite estabelecido pela ANEEL na RTP 2009, e realizar ações para acelerar a redução de perda de energia em nível próximo a melhor prática existente no país. OE08 Investimentos Regulatórios para Operação e Manutenção: - Assegurar a realização dos investimentos em operação e manutenção das instalações em conformidade com os valores e limites fixados na RTP do Ciclo de 2009 a 2010. OE09 Investimento para o Projeto Luz para Todos: - Assegurar a universalização rural através do cumprimento da meta de ligação de consumidores rurais, conforme metas estabelecidas para 2010, entre Controladora e o Ministério de Minas e Energia (MME). OE10 Investimento de Expansão do Sistema Elétrico e Melhoria do Sistema de Medição e Automação para Redução de Perdas e Melhoria da qualidade do fornecimento: - Assegurar as condições e meios necessários à negociação e implementação do Projeto em negociação com o Banco Mundial, visando melhorar o desempenho das operações e resultados da Controlada preconizados no projeto. OE11 Rentabilidade dos Investimentos: Assegurar e viabilizar investimentos que gerem valor presente líquido positivo, considerando a aplicação da taxa de desconto real mínimo de 8,5% ao ano no fluxo de caixa do investimento, conforme parâmetro definido pela controladora. 15

OE12 Endividamento: - Assegurar uma dívida total com empréstimos e financiamentos máximo de 2,5 vezes o valor da Geração de Caixa da Controlada. Após esse limite estabelecer negociação com a Controladora para aportes de recursos das operações e investimentos na forma de aumento do capital social ou autorização para esse endividamento. OE13 Estrutura de Capital: - Assegurar com a Controladora aumento de capital visando sua participação no capital próprio situar-se dentro do parâmetro estabelecida na RTP/2009, com meta de Patrimônio Líquido igual a 50% do ativo total. OE14 Acidente de Trabalho: - Buscar nível zero de acidente de trabalho com empregado próprio e terceirizados. OE15 Clima Organizacional: - Assegurar condições de trabalho que permitam a obtenção de satisfação do empregado. OE16 Aprimorar os Métodos de Gestão: - Assegurar alterações e a melhoria dos métodos de gestão e sinergia entre as empresas distribuidoras envolvendo: i) centralização e padronização das compras de materiais e serviços; ii) controle de estoques; iii) cumprimento das recomendações do diagnóstico contábil e controle interno em geral recomendado pelo auditor externo; iv) implementar e consolidar a nova estrutura organizacional, atribuições e procedimentos operacionais, bem como todas as atividades de controle interno estabelecidos no contrato de concessão; v) implantar novas ferramentas (hardwares e softwares) para melhorar o controle financeiro e operacional; vi) capacitar os empregados; vii) consolidar as políticas de divulgação e comunicação, em especial os recursos da TV Corporativa. OE17 Meio Ambiente: - Assegurar a minimização de impactos ao meio ambiente dentro da área de atuação e influência da controlada. 5.4 Correlação entre CMDE / PMD O quadro a seguir mostra a correlação entre as orientações estratégicas do CMDE e os temas do PMD: CMDE OE01 (Rentabilidade) OE02 (Pagamento de Dividendo aos Acionistas) OE03 (Produtividade dos Gastos Operacionais) OE04 (Geração de Caixa LAJIDA) Correlação entre CMDE e PMD PMD OE06 (Adequar o PMSO à Empresa de Referência) OE08 (Aumentar a Disponibilidade dos Serviços de TIC) OE05 (Nível de Inadimplência da Conta de Consumidores) OE02 (Aumentar a Adimplência Financeira) OE03 (Melhorar a Qualidade dos Serviços) OE06 (Qualidade dos Serviços) OE07 (Desenvolver e Implantar Programas de P&D e EE) OE07 (Perdas de Energia) OE01 (Reduzir Perdas de Energia Elétrica) OE08 (Investimentos Regulatórios para Operação e Manutenção) OE09 (Investimento para o Projeto Luz Para Todos) OE05 (Universalizar o Sistema Elétrico PLPT) OE10 (Investimento de Expansão do Sistema Elétrico e Melhoria no do Sistema de Medição e Automação para Redução de Perdas e Melhoria da Qualidade do Fornecimento) OE11 (Rentabilidade dos Investimentos) OE04 (Expandir o Sistema Elétrico com Rentabilidade) OE12 (Endividamento) OE13 (Estrutura de Capital) OE14 (Acidente de Trabalho) OE15 (Clima Organizacional) OE16 (Aprimorar os Métodos de Gestão) OE09 (Melhorar as Práticas de Gestão de Pessoas) OE17 (Meio Ambiente) OEX (Implantar Processo de Sustentabilidade Sócio Ambiental) 16

5.5 Acompanhamento Físico das Ações do PMD Orientações Estratégicas Total de Ações Concluídas Não Iniciadas Em Andamento Atrasadas OE03 Produtividade dos Gastos Operacionais 11 2-8 1 OE05 - Inadimplência da Conta dos Consumidores 15 1-2 12 OE06 Qualidade dos Serviços 87 21 13 46 7 OE07 Perdas de Energia 4 1 1 1 1 OE09 Projeto Luz para Todos 9 2-7 - OE10 Expansão e Melhoria dos Sistemas 56 7-41 8 OE16 Aprimorar os Métodos de Gestão 18 2 1 9 6 OE17 Sustentabilidade 18 - - 18 - Total 218 36 15 132 35 5.6 Investimentos Realizados em 2010 Os investimentos da Amazonas Energia estão vinculados ao PMD e CMDE, o qual visa atender aos objetivos estratégicos do Sistema ELETROBRAS, promovendo assim, a eficiência, expansão e rentabilidade das Controladas. Nos últimos cinco anos (2005-2010) foram investidos R$ 1 bilhão em projetos de reforço e expansão dos sistemas de geração, transmissão e distribuição do Amazonas, R$ 390 milhões no projeto de universalização rural - Luz para Todos e R$ 82 milhões em Infra-Estrutura e Apoio. No quadro de evolução de investimentos a seguir, observa-se um aumento de 57% no nível de investimentos em 2010, em relação ao ano de 2009, com uma tendência ascendente de investimentos para o próximo ciclo de 2011-2015. Em 2010, a Companhia investiu R$ 117 milhões em ações de manutenção preventiva e revitalização de equipamentos principais e auxiliares das UTE de Aparecida e Mauá, UHE Balbina e grupos geradores do Interior do Estado garantindo a continuidade e confiabilidade do fornecimento de energia. Dando prosseguimento ao projeto de transformação de unidades geradoras para utilização do gás natural foram investidos R$ 14 milhões para a conversão de 2 unidades MS70001B da usina de Mauá com previsão de operação comercial da máquina 08 para janeiro/2011 e da máquina 07 para março/2011 e 4 unidades LM6000 da usina de Aparecida com previsão de operação para teste entre os meses de abril e maio/2011. No interior foram investidos R$ 5 milhões para a complementação da aquisição de 21 grupos geradores a gás natural, referentes a aquisição de transformadores elevadores, painéis de controle de religador e religadores tipo cubículos para as usinas de Anamã, Anori, Caapiranga e Codajás. Considerando o crescimento da demanda de energia previsto para os próximos anos, e visando a integração do Amazonas ao SIN, a Companhia inseriu em seu planejamento estratégico a implantação do sistema de 138/230 kv. Em 2010, foram investidos R$ 36 milhões na manutenção, automação, modernização e ampliação de subestações de 69 kv e na aquisição de terrenos para as subestações de 138 e 230 kv. Os projetos e atividades desenvolvidos na rede de distribuição de energia elétrica impactam diretamente nos indicadores Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (DEC), Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora (FEC) e Tempo 17

Médio de Atendimento (TMA) e no nível de perdas técnicas e comerciais e contribuem para melhorar o atendimento ao Cliente e a qualidade dos serviços fornecidos. A Amazonas Energia investiu em 2010, o montante de R$ 101,6 milhões em ampliação, manutenção de redes e redução de perdas técnicas e comerciais, valor 38% maior do que o realizado em 2009. O quadro e gráfico a seguir, mostram, respectivamente, a evolução dos investimentos no período 2005/2010, e sua composição no ano de 2010. Investimentos Realizados 2005/2010 R$ milhões Programas 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Variação (%) 10/09 Geração 37 37,5 18,1 115 56,3 136,9 143 Transmissão 54 48,1 21,3 41,3 74,4 36,6-51 Distribuição 32,2 24 37,8 52,6 73,7 101,6 38 Luz Para Todos 38,5 34,8 30,1 25,8 92,2 165,2 79 Infraestrutura de Apoio 5,9 7,5 2,5 1,3 14,7 49,4 238 Total 167,6 151,9 109,8 236 311,3 489,8 57 5.7 Plano de Expansão da Companhia Diante da certeza do crescimento integrado de Manaus e demais municípios da região metropolitana, com ampliação da demanda de energia elétrica, estudos desenvolvidos pela ELETROBRAS, ELETRONORTE e Amazonas Energia, identificaram a necessidade de um elenco de obras a ser implantado no curto prazo, para normalizar o atendimento na Região Metropolitana de Manaus. Neste contexto, foi elaborado o Plano de Expansão do Sistema 2010-2015 da Amazonas Energia, que estabelece metas anuais de obras na malha do sistema elétrico, que já vinha operando com risco de colapso do atendimento com corte de carga, inclusive. As inúmeras postergações de obras transcorridas ao longo dos anos levaram ao esgotamento do sistema de substransmissão em 69 kv existente. Da análise dos estudos considerados concluiu-se que, como solução, o sistema de atendimento a Manaus deveria ser dotado de uma rede de distribuição em 138 kv, em virtude do esgotamento do sistema existente em 69 kv, além da superação, por nível de curto-circuito, de diversos equipamentos desse Sistema. No período de 2010 a 2015 os Sistemas de Transmissão e Distribuição terão um crescimento substancial, principalmente no nível de tensão de 138 e 230 kv. Nos quadros a seguir, estão elencadas as obras necessárias para a expansão do Sistema de Transmissão, que engloba a 18

implantação de novas Linhas de Transmissão (LT) e Subestações (SE) e a modernização e ampliação de SE existentes. Sistema 230 Kv Obras Implantação SE Mauá Três (450 MVA; 230/138 kv) Implantação SE Jorge Teixeira (300 MVA; 230/138 kv) Previsão de Energização Abr/12 Mai/12 Implantação LT Jorge Teixeira/Mauá Três (LT 230 kv CD 12,5 km Fev/12 Implantação Conexão LT s 230 kv na SE Lechuga (4 bays 230 kv LT 230 kv CD 3 km) Abr/12 Sistema 138 kv Obras Implantação SE Mutirão (120 MVA; 32,4 MVAr; 15 Alimentadores) Implantação SE Cachoeira Grande (80 MVA; 2121,6 MVAr; 10 Alimentadores) Implantação SE Compensa (80 MVA; 2121,6 MVAr; 10 Alimentadores) Previsão de Energização Abr/12 Abr/12 Abr/12 Implantação LT Jorge Teixeira / Mutirão (LT 138 kv 6 km) Mar/12 Implantação LT Mutirão / Cachoeira Grande (LT 138 kv 7 km) Mar/12 Implantação LT Cachoeira Grande / Compensa (LT 138 kv 10 km) Mar/12 Sistema 69 kv Obras Ampliação Modernização SE Distrito Industrial (106,4 MVA; 32,4 MVAr; 20 Alimentadores) Ampliação Modernização SE Cidade Nova (106,4 MVA; 32,4 MVAr; 20 Alimentadores) Ampliação Modernização SE Seringal Mirim (79,8 MVA; 32,4 MVAr; 15 Alimentadores) Previsão de Energização Mar/11 Mar/11 Mar/11 Implantação SE Jaraqui (26,6 MVA; 4 Alimentadores) Abr/11 Ampliação Modernização SE Cachoeirinha (79,8 MVA; 43,2 MVAr; 14 Alimentadores) Dez/11 Ampliação Modernização SE Distrito II (106,4 MVA; 32,4 MVAr; 18 Alimentadores) Nov/11 Ampliação Modernização SE V8 (106,4 MVA; 32,2 MVAr; 20 Alimentadores) Abr/12 Ampliação Modernização SE Ponta Negra (106,4 MVA; 43,2 MVAr; 20 Alimentadores) Abr/12 Implantação SE Marapatá (53,2 MVA; 21,6 MVAr; 10 Alimentadores) Ago/11 Ampliação Modernização SE Mauá II (53,2 MVA; 21,6 MVAr; 10 Alimentadores) Set/11 Ampliação Modernização SE Pres. Figueiredo (230/13,8 kv) (15 MVA; 10,8 MVAr, 2 Alimentadores) Set/11 Ampliação Modernização SE Iranduba (26,6 MVA; 21,6 MVAr, 8 Alimentadores) Out/11 Implantação SE Manacapuru (26,6 MVA; 21,6 MVAr: 8 Alimentadores) Out/11 Implantação LT Cachoeirinha / Distrito II (LT 69 kv 8,0 km) Abr/11 Implantação LT Ponta Negra / Ponta do Ismael (LT 69 kv 4,5 km) Abr/11 Implantação LT Iranduba / Manacapuru (LT 69 kv 5,0 km) Out/11 Implantação LT Ponta Ismael / Aparecida (LT 69 kv 5,0 km) Abr/11 Ampliação Modernização SEC Ponta do Ismael (4 Bays 69 kv) Set/11 Além das obras de expansão do Sistema de Distribuição, serão também realizados serviços de melhorias, tanto na Média Tensão (MT) quanto na Baixa Tensão (BT) com a utilização de cabos isolados e tecnologia em Spacer Cable, instalação de equipamentos especiais, tais como capacitores, reguladores de tensão e religadores automatizados visando a atender com qualidade e continuidade o fornecimento de energia elétrica aos consumidores da Companhia. Está também prevista a implantação de um Sistema de Gerenciamento de Redes para as 19

cidades do interior objetivando maior controle do ativo e a operação da rede. A tabela a seguir apresenta as necessidades globais de recursos financeiros requeridos para a implantação das obras previstas no Plano de Expansão do Sistema Elétrico 2011/2015, oriundos do Banco Mundial, ELETROBRAS e Amazonas Energia: Plano de Expansão do Sistema Elétrico 2011/2015 R$ milhões Programas 2011 2012 2013 2014 2015 Global Geração 267,6 403,9 196,2 102,9 92,5 1.063,1 Subtransmissão 320,6 635,1 363,1 118,7 144,9 1.582,4 Distribuição 238,9 287 175,1 155,6 100,9 957,5 Luz para Todos 267,8 - - - - 267,8 Infraestrutura e Qualidade Ambiental 91,7 163,6 100,1 59,8 41,4 456,6 Total 1.186,6 1.489,6 834,5 437 379,7 4.327,4 6 PROGRAMA LUZ PARA TODOS (PLPT) O Decreto nº 4.873, de 11 de novembro de 2003, em seu artigo 1º, instituiu o Programa Nacional de Universalização do Acesso e Uso da Energia Elétrica LUZ PARA TODOS, com a finalidade de apoiar financeiramente concessionárias, permissionárias de serviço público de energia elétrica e cooperativas, a promoverem a eletrificação em domicílios e estabelecimentos localizados no meio rural. Conforme a redação dada pelo Decreto nº. 6.442, de 2008, o Programa está destinado a propiciar este atendimento em energia elétrica até o ano de 2010. Para tanto, alocou recursos financeiros da Reserva Global de Reversão (RGR) e da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), esta última criada pela Lei 10.438, de 26 de abril de 2002. Ainda no artigo 3º do Decreto 4.873, encontra-se definido que o Programa será coordenado pelo MME e operacionalizado com a participação da ELETROBRAS e das demais empresas que compõem o Sistema ELETROBRAS. Em 28 de março de 2008, a Manaus Energia S.A, incorporou a CEAM, assumindo assim os Contratos de Subvenção desta última. Para continuidade dos objetivos do Programa no Estado do Amazonas, a União, por intermédio do MME, o Governo do Estado e as concessionárias (Manaus Energia e CEAM), com a interveniência da ANEEL e da ELETROBRAS firmaram no ano de 2004, os TERMOS DE COMPROMISSO no qual estão definidas as metas anuais de atendimento e a participação financeira do Governo Federal através da ELETROBRAS (80%), da Companhia como agente executor (10%) e do Governo Estadual (10%). O quadro a seguir demonstra a participação financeira das entidades envolvidas no Programa Luz para Todos. R$ mil Acumulado até 2010 Total Contratado Total Geral Total Realizado Total Geral ECF* Contratado Realizado ELETROBRAS Estado Companhia ELETROBRAS Estado Companhia 009/04 31.657 3.958 3.958 39.574 16.153 3.958 13.837 33.949 011/04 15.668 2.873 2.060 20.601 10.097 2.873 15.859 28.829 124/05 80.553-8.950 89.503 72.499-11.601 84.100 207/07 4.979 622 622 6.224 2.490 622 2.351 5.463 220/08 96.649-10.739 107.388 86.984-10.233 97.217 267/09 178.520-19.836 198.356 53.556-75.172 128.728 Total 408.027 7.454 46.166 461.646 241.779 7.454 129.053 378.286 *Contratos de Empréstimos e Financiamentos Como existem Convênios entre o Governo do Estado e a Companhia, que ainda não foram assinados, os percentuais de distribuição das participações financeiras das entidades do 20

Programa Luz para Todos, remontam à 90% para a ELETROBRAS e 10% para a Amazonas Energia. Dentre as esperadas vantagens do Programa devem ser destacados o desenvolvimento social e econômico de áreas rurais, com impactos diretos no nível de emprego e a consequente redução dos ciclos migratórios em direção aos centros urbanos, que só serão concretizadas se paralelamente ocorrerem ações integradas entre os órgãos governamentais e sociedade em geral visando a geração de emprego e renda, de modo a não propiciar altos índices de inadimplência que resultarão em cortes no fornecimento da energia elétrica. Devido às peculiaridades da área de concessão da Companhia, principalmente as associadas à sua geografia econômica, dimensões territoriais continentais, logística de transportes e dificuldades de acesso, a execução do programa está requerendo um esforço gigantesco de todos os setores da Companhia envolvidos na execução do Programa, no sentido de que as dificuldades específicas dessa região sejam gradativamente superadas e as metas propostas sejam alcançadas. Diversas ações são necessárias antes da execução das obras, dentre as quais se destacam: o levantamento técnico georeferenciado das localidades a serem atendidas, a fim de que seja definida a forma de atendimento mais adequada (rede de distribuição, geração descentralizada a diesel ou fontes de energia alternativas) e a execução de estudos dos impactos ambientais das obras para a obtenção de licença de implantação dos projetos junto aos órgãos competentes. Posteriormente à execução dos serviços, as ações mais importantes são a realização da fiscalização, acompanhamento e cadastramento das obras. Com um investimento de R$ 165,2 milhões, o Programa Luz Para Todos, ligou 22.400 unidades consumidoras em 2010. Desde o início da execução do Programa, foram construídos 7.073,27 km de rede de distribuição rural e ligados 61.892 domicílios rurais, beneficiando uma população de aproximadamente 309.460 pessoas em todo o Estado do Amazonas, por meio da disponibilização de serviços essenciais e da possibilidade de maior incremento na criação de emprego e renda nessas comunidades rurais. O quadro abaixo demonstra o resumo físico das obras realizadas pelo Programa desde o início de sua execução. Discriminação Quantidade De Obras Consumidores Rede AT(KM) Postes Transformadores Potência Instalada (KVA) Capital 302 7.005 666 10.144 2.955 14.895 Interior 1.310 54.887 7.045 81.573 81.573 107.832 Total 1.612 61.892 7.711 91.717 91.717 122.727 7 GESTÃO DE PESSOAS 7.1 Composição da Força de Trabalho A Companhia encerrou o ano de 2010, com 2.300 empregados do quadro próprio, 2.402 terceirizados/terceirizáveis, 250 estagiários e 94 aprendizes, totalizando 5.046 colaboradores. Em 2010, com a intenção de capacitar e proporcionar aos jovens a inserção no mercado de trabalho, a Companhia aumentou significativamente a contratação de aprendizes e estagiários. A tabela a seguir demonstra a evolução da força de trabalho no período 2008/2010: 21

Composição da Força de Trabalho Total Ano Próprios Terceirizados Terceirizáveis Estagiários Aprendizes Total 2008 2.286 1.303 701 235 49 4.574 2009 2.302 1.813 720 216 55 5.106 2010 2.300 1.606 796 250 94 5.046 Houve redução da mão-de-obra terceirizada em relação a 2009 de aproximadamente 11,42% e aumento na mão-de-obra que desenvolve atividades de conservação, limpeza, manutenção, vigilância e transporte de aproximadamente 10,56%, como decorrência da necessidade de novos investimentos na infra-estrutura da Companhia. A Companhia investiu na contratação de novos aprendizes e estagiários, resultando num aumento, em relação a 2009, de 71% de aprendizes e 16% de estagiários, além de convocar, por meio dos Concursos Públicos já realizados, 71 candidatos dos quais 26 foram admitidos, sendo 9 de nível superior e 18 de nível médio. 7.2 Educação Corporativa Por meio da Resolução 029/2010, houve a divisão do antigo processo de Desenvolvimento e Educação. A parte de educação, responsável pelos treinamentos da Companhia, ficou subordinada diretamente à Diretoria de Gestão, como Processo Local de Educação Corporativa. Ao longo do ano de 2010, a fim de proporcionar à organização a competitividade exigida pelo mercado, foram promovidas 1.076 ações educacionais, 346,5% a mais do que em 2009, resultando num total de 60.493 horas de treinamento, capacitando um total de 3.885 colaboradores, exigindo investimentos da ordem de R$ 2.268 mil, valor aproximadamente 96,9% maior do que o aplicado no ano de 2009. A tabela abaixo mostra a evolução quantitativa desses indicadores nos período 2008/2010. Período Ações Educacionais Colaboradores Capacitados Horas de Treinamento Recursos Investidos R$ mil 2008 124 1.416 41.583 650 2009 241 2.591 57.918 1.152 2010 1.076 3.885 60.493 2.268 É importante ressaltar que todas as ações educacionais realizadas foram desenvolvidas de acordo com o Plano Anual de Educação Corporativa (PAEC), consolidado a partir do Levantamento de Necessidades de Educação (LNE) realizado por Diretoria, contando com a participação e colaboração de todos os Departamentos e Agências que compõem a 22

Companhia. Foram disponibilizadas atividades e recursos educacionais de fácil uso e acesso, por meio da LUME TV Corporativa das Empresas Distribuidoras da ELETROBRAS, uma tecnologia que combina TV e Web. Vale ressaltar que, essa ferramenta tem proporcionado efetivas soluções em educação para a organização, contribuindo estrategicamente para a formação e o desenvolvimento de seu capital intelectual por meio de 783 ações educacionais disponibilizadas no ano de 2010. No ano de 2010, a Amazonas Energia organizou o 1º Rodeio Interno de Eletricistas, onde houve participação da equipe da Empresa de Distribuição Alagoas, propiciando também, a participação dos Eletricistas das seis Empresas Distribuidoras no Rodeio Interno da CEMIG, em Minas Gerais, como também, destacamos a participação dos Eletricistas da Companhia no Rodeio Nacional dos Eletricistas, em São Paulo, no qual a Companhia foi amplamente divulgada durante os dias do Rodeio. A Companhia obteve espaço também na mídia televisiva paulista e nacional, inclusive com entrevista de representante da Companhia. É importante destacar que a equipe da Amazonas Energia distribuiu 80 kits de divulgação com camisas, chaveiros e canetas, tendo sido essencial na valorização e divulgação de nossa marca ELETROBRAS, além de o objetivo principal ter sido alcançado, que é a integração e a valorização do Eletricista. A Companhia propiciou a participação de 58 colaboradores em vários Programas viabilizados pela Universidade do Sistema ELETROBRAS (UNISE), dentre eles destacamos o Programa FOCCUS e Programa Quanta de Desenvolvimento de Lideranças, parceria entre a UNISE e a Universidade da Experiência (UEXP), localizada em Curitiba. Dentre as ações corporativas destaca-se o Programa de Capacitação em Licitações e Contratos, contemplando cinco cursos ministrados pela Zênite Consultoria de Curitiba, dos quais foram realizados três cursos no ano de 2010, contando com a participação de colaboradores de todos os Departamentos das Diretorias, propiciando padronização dos procedimentos a serem adotados por todos os colaboradores inseridos no processo de contratações, o que resultará em eficiência na aplicação dos recursos públicos. 7.3 Plano de Carreira e Remuneração (PCR) e Sistema de Gestão de Desempenho (SGD) A elaboração do PCR teve início em agosto de 2008, conforme cronograma estabelecido pela ELETROBRAS, se desenvolvendo por meio de participação em seminários e reuniões do Grupo de Trabalho, com a validação das etapas feita pelos Superintendentes de Gestão de Pessoas e Diretores de Administração/Gestão Corporativa das Empresas. O PCR visa garantir a equidade e igualdade de tratamento independentemente de sexo, raça, cor, religião, deficiência, estado civil, orientação sexual, situação familiar, idade ou qualquer outra condição. O PCR, com foco em Competências e Resultados, está estruturado em quatro dimensões: Carreira, Cargos, Remuneração e Desempenho, além das bases conceituais e de informação que sustentaram toda a concepção do modelo. A concepção metodológica adotada para a elaboração do PCR está baseada no conceito de competências como orientador da evolução dos profissionais em sua carreira. As competências irão subsidiar todos os processos de Gestão de Pessoas, tais como: carreira, treinamento, desenvolvimento, captação, planejamento estratégico de pessoal, remuneração e avaliação de competências e resultados. O PCR será aplicado em conjunto com o Sistema de Gestão de Desempenho (SGD). Este é um mecanismo que irá permitir às organizações do Sistema ELETROBRAS desenvolver e administrar estrategicamente seus empregados, canalizando os esforços das pessoas para o 23

alcance de objetivos e resultados que garantam a rentabilidade, a sustentabilidade, a competitividade e a geração de valor. O SGD é um processo de planejamento, acompanhamento, avaliação de metas e competências e criação de plano individual de desenvolvimento, comparando o desempenho alcançado com os resultados esperados. Em 2010, foram realizadas várias palestras na capital e nas principais agências do interior com o objetivo de divulgar e esclarecer esta nova ferramenta de Gestão de Pessoas, tendo como consequência a adesão de, aproximadamente, 97% dos empregados. 7.4 Benefícios e Bem-Estar Social O Plano de Proteção e Recuperação da Saúde (PPRS) possui, aproximadamente, 7.804 beneficiários, sendo 2.300 empregados ativos e 5.504 dependentes. O PPRS conta com 164 credenciados, compostos por profissionais de excelente qualidade, que prestam bons serviços aos usuários do plano de saúde. Além disso, os beneficiários, por meio dos Convênios de Reciprocidades celebrados com a ELETRONORTE, FACHESF, FORLUZ e ELETROS, podem ser atendidos em estados das Regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do país. Em 2010, a Companhia realizou investimento na ordem de R$ 17 milhões na saúde suplementar dos beneficiários, abrangendo a assistência hospitalar, médica e odontológica, resultando num aumento de 18% em relação ao ano de 2009. Em janeiro de 2010, concluiu-se o Registro do Produto do PPRS junto à Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), consolidando o processo de criação de um Plano de Saúde próprio. Podemos observar no quadro a seguir os principais benefícios oferecidos aos empregados e seus dependentes, bem como os respectivos recursos aplicados. Principais Benefícios Beneficiários (R$ mil) Auxílio-Creche 307 894 Auxílio-Educação (Escolar) 439 1.199 Auxílio-Educação (Superior) 257 1.420 Auxílio-Alimentação * 18.824 Auxílio-Transporte * 2.214 Convênios de Reciprocidade * 492 Home-Care 6 434 (*) Benefício proporcionado a todos os colaboradores próprios da Companhia Como forma de incentivar os colaboradores a realizarem atividades físicas, e assim melhorarem sua qualidade de vida, foi implantado o Auxílio Academia que reembolsa aos empregados os gastos utilizados com essas atividades. É importante destacar a implantação do Reembolso Eletrônico para ressarcimento de medicamentos, órteses e próteses, o que facilitará as solicitações de reembolso dos empregados e permitirá a execução do processo de forma rápida e transparente. Visando contribuir para o bem-estar e a melhoria da qualidade de vida dos empregados, priorizando o desenvolvimento das suas potencialidades biopsicossociais, foram desenvolvidos os seguintes programas: 24

Programa Bem-Viver cujo objetivo é a prevenção e o tratamento da dependência química, com vista a melhorar a qualidade de vida dos empregados da Amazonas Energia e seus dependentes. Programa Energizar o Conhecimento que tem por objetivo promover a formação de trabalhadores aptos ao exercício da cidadania e com uma melhor qualidade de vida. Programa Saber Cuidar com o objetivo de promover ações que orientem e instrumentalizem os empregados que possuem dependentes com deficiência, com a finalidade de estimular a socialização e o desenvolvimento das potencialidades biopsicossociais. Programa Construindo o Amanhã que tem por objetivo promover a preparação contínua dos empregados da Amazonas Energia para o processo de aposentadoria, visando à construção de um projeto de vida saudável para o empregado e sua família com vista à preservação da qualidade de vida. A quantidade de atendimentos realizados pela área de Serviço Social pode ser visualizada no quadro abaixo: Discriminação Nº de Atendimentos Habilitações Auxílio Doença/Acidente 103 Visitas Hospitalares, Institucionais e Domiciliares 1.211 Tratamento Fora de Domicílio 614 Auxílio Funeral 27 Convênio de Reciprocidade 503 Inclusão/Renovação de Genitor 927 Entrevista Social 261 Plantão Social 336 Viagens às Agências/Balbina 22 Acompanhamento de Casos Sociais 603 7.5 Segurança e Medicina do Trabalho Ao longo de 2010, foram intensificados os serviços de inspeção e fiscalização nas áreas de risco da Companhia, a fim de atender as exigências da ANEEL e da Delegacia Regional do Trabalho (DRT). Para atender a demanda de materiais e equipamentos de segurança da organização, foram realizados investimentos de R$ 1.115 mil em Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva e Recarga de Extintores. Dentre as diversas ações desenvolvidas, destacam-se a emissão de 99 recomendações de segurança e de 547 ordens de movimentação de materiais, a recarga de 642 extintores de incêndio localizados nas unidades da capital e nas agências do interior do Estado, a elaboração de 46 perfis profissiográficos previdenciários e a realização de 1.951 exames periódicos e de 25.378 atendimentos. É importante ressaltar a realização de mais uma campanha de vacinação contra a gripe, que visou reduzir o absenteísmo dos colaboradores decorrentes de infecção gripal, proporcionando ao colaborador e seus dependentes ganhos em saúde e qualidade de vida, o que implica no aumento direto da produtividade e excelência no cumprimento da missão institucional. 25

8 COMERCIALIZAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 8.1 Atendimento aos Consumidores A Amazonas Energia tem consolidado um conjunto de práticas de relacionamento comercial com seus clientes alicerçado principalmente na qualidade de seus serviços, na preservação da credibilidade junto aos clientes, aos acionistas e à sociedade, na sua força de trabalho e na sua contribuição efetiva para o desenvolvimento socioeconômico em toda a sua área de atuação. A Companhia disponibiliza canais de relacionamento que permitem aos clientes realizar negócios, reclamar, sugerir e solicitar serviços de forma eficiente e ágil. 8.1.1 Atendimento Telefônico e Virtual Os serviços de atendimento realizados por meio do telefone ou da Internet, tem como principal característica a sua disponibilidade ininterrupta, ou seja, podem ser utilizados durante qualquer hora do dia. Essa prática de atendimento tem, ao longo dos últimos anos, proporcionado a redução da quantidade dos atendimentos físicos e aumentado a interação entre os consumidores e a Companhia. Em 2010, foram realizados 1.365.698 atendimentos, dos quais, 78% foram provenientes da Central de Atendimento. A Companhia disponibiliza os números 0800 701 3001 (destinado ao atendimento de todos os clientes residenciais e comerciais) 0800 701 8092 (destinado aos clientes industriais do grupo A) e o 0800 098 1524 (exclusivo para registros de danos elétricos). O consumidor pode também se manifestar via Internet, por meio do acesso ao sítio da Companhia (www.amazonasenergia.gov.br), que em 2010, foi responsável por 1% do total de atendimentos. É importante destacar que a Companhia alcançou, em comparação com o ano de 2009, uma redução de 22,71% no Tempo Médio de Atendimento a Emergências (TMAE) em 2010, o que contribuiu bastante para a melhoria da imagem da Companhia junto a opinião pública. 8.1.2 Atendimento Físico O atendimento físico no interior é feito por meio das agências existentes nas localidades. Na capital é realizado em 6 postos de atendimento, conforme mostra o quadro a seguir: Postos de Atendimento em Manaus Dias e Horários de Atendimento Sede 10 de Julho Rua 10 de julho, nº 269 - Centro Segunda a Sexta - 07h30min às 16h PAC Compensa Av. Brasil, nº 1.325 Compensa Segunda a Sexta - 08h00min às 17h PAC Cidade Nova Av. Noel Nutels Cidade Nova I Segunda a Sexta - 08h00min às 17h PAC São José Alameda Cosme Ferreira, nº 8.047 São José Segunda a Sexta - 08h00min às 17h PAC Alvorada Av. Desembargador João Machado, nº 4.922 Segunda a Sexta - 08h00min às 17h PAC Educandos Av. Lourenço Braga, s/n - Educandos Segunda a Sexta - 08h00min às 17h 26

8.1.3 Ouvidoria Em 2010, a Ouvidoria da Amazonas Energia atuou de forma participativa e pró ativa, com ampla recomendação junto às áreas gestoras, sempre com o compromisso do sucesso na relação entre a instituição e o cliente externo e interno, assegurando a preservação do Contrato de Concessão, do Código de Ética do Ouvidor e da qualidade na prestação dos serviços de fornecimento de energia, consubstanciando aos gestores, ações preventivas que permitam atuações específicas alinhadas aos preceitos constitucionais legais. No exercício de 2010, foram efetuados 18.423 contatos com os consumidores. Desse total foram registradas no sistema de Ouvidoria (registros realizados por meio do site, telefone, e- mail, correspondência, atendimento presencial, Sistema de Gestão de Ouvidoria da ANEEL e encaminhados por outras Ouvidorias) 1.815 manifestações, sendo 1.663 da Capital e 152 do Interior, representando um aumento de 38% quando comparado ao exercício anterior, fator decorrente, principalmente, da adequação, pelas áreas de atendimento, à Resolução n.º 373, de 18.08.2009, praticada a partir de 12/2009, a qual estabelece os procedimentos para o tratamento das reclamações dos consumidores, bem como, o dever de informar ao consumidor, cuja reclamação foi indeferida, seu direito de formular manifestação à Ouvidoria da Distribuidora e/ou à ANEEL. Destacamos que as principais causas que motivaram as manifestações foram: reclamação de serviços comerciais fora do prazo, valor cobrado indevidamente na fatura, interrupção no fornecimento de energia elétrica, denúncia feita por consumidores sobre fraude de energia elétrica. 8.1.4 Conselho de Consumidores O Conselho de Consumidores da Amazonas Energia é uma entidade de caráter consultivo, não remunerado e sem personalidade jurídica, composto por 6 membros titulares e 6 suplentes indicados por entidades representativas das classes de consumidores (residencial, comercial, rural, industrial e poder público) e pela Procuradoria de Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON). Vale destacar que o principal objetivo é representar os interesses dos consumidores junto à Concessionária e aos segmentos destas classes. Em 2010, foram realizadas 03 (três) reuniões ordinárias com o objetivo de analisar, propor alternativas, conhecer e acompanhar questões ligadas ao fornecimento de energia elétrica, tarifas e serviços prestados. Também no mesmo ano, o Conselho de Consumidores da Amazonas Energia participou de 01 (uma) reunião do Conselho de Consumidores da Região Norte. Além disso, foram enviados o Plano de Atividades e Metas com previsão para 2011, calendário das reuniões, ficha cadastral atualizada dos conselheiros e atas das reuniões à ANEEL. 8.2 Fornecimento de Energia Elétrica No Estado do Amazonas a Companhia atende a 709.230 consumidores ativos distribuídos pelas classes residencial, industrial, comercial, rural, poder público, serviço público e outros. Na capital, a Companhia atende 442.306 consumidores ativos, entre eles as indústrias do PIM. Em 2010, o fornecimento de energia apresentou um acréscimo da ordem de 8,86%, basicamente em função do aumento de 11,44% no consumo da classe industrial. Na classe residencial o consumo cresceu 5,58%. As classes industrial e residencial representaram, respectivamente, 40% e 23,4% do total do mercado atendido. O consumo médio residencial aumentou 6,52%, passando de 184 kwh/ncr/mês em 2009 para 196 kwh/ncr/mês em 2010, enquanto que o consumo médio total de 752 kwh/nct/mês de 2010, foi igual ao ano anterior. A classe comercial, com 20,6% de participação, registrou um crescimento de 9,56%, devido, principalmente, ao fortalecimento do comércio de uma forma geral. 27

Fornecimento de Energia Elétrica Capital GWh Classes de Consumo 2010 2009 Variação (%) 10/09 Residencial 933,29 884,00 5,58 Industrial 1.597,71 1.433,70 11,44 Comercial 821,14 749,50 9,56 Outras (1) 637,68 591,30 7,84 Total do Fornecimento de Energia 3.982,82 3.658,50 8,86 Consumo Residencial Médio kwh/mês 196 184 6,52 (1) Inclui o consumo próprio [próprio + interno] Observa-se, no gráfico a seguir, a configuração da estrutura de participação das principais classes de consumo na capital, com destaque para a expressiva representatividade da classe industrial, que manteve sua participação sobre o total do consumo em 40%, decorrente do desempenho das indústrias que compõem o PIM. A classe Outras diz respeito ao consumo das classes rural, Poder Público, Iluminação Pública, Serviços Públicos e Consumo Próprio, correspondendo a 16% do consumo total. Ressalta-se que essa estrutura de consumo da Amazonas Energia é totalmente diferente das estruturas de consumo apresentadas nas concessionárias dos Sistemas Isolados da Região Norte do Brasil, onde ainda é predominante o consumo da classe residencial. No interior do Estado do Amazonas, a Companhia fornece energia elétrica para 266.924 consumidores ativos, distribuídos por um território de 1.566.419 km², onde grande parte das localidades possui menos de 1.000 consumidores, o que demonstra a função eminentemente social da Companhia no atendimento às localidades do interior. No ano de 2010, o total do fornecimento de energia elétrica no interior do Amazonas foi de 825,57 GWh, apresentando um crescimento de 17,37% em relação ao ano anterior. Deste total, a classe residencial é responsável por 384,32 GWh, apresentando um consumo residencial médio de 158,00 kwh/mês. A estrutura de consumo do interior do Estado é predominantemente residencial, representando 46% do mercado, contra apenas 7% de consumo industrial e 15% de consumo comercial. 28

Fornecimento de Energia Elétrica Interior GWh Classes de Consumo 2010 2009 Variação (%) 10/09 Residencial 384,32 313,66 22,53 Industrial 54,13 47,10 14,92 Comercial 124,14 105,43 17,75 Outras (1) 262,98 237,19 10,87 Total do Fornecimento de Energia 825,57 703,38 17,37 Consumo Residencial Médio kwh/mês 158,00 138,65 13,96 (1) Inclui o consumo próprio [próprio + interno] 8.3 Incorporação de Novos Consumidores em 2010 Em 2010, na capital foram incorporadas ao sistema 15.465 novas ligações, sendo 14.106 residenciais, 34 industriais, 1.229 comerciais, 16 rurais e 80 de outras classes. No interior foram realizadas 34.758 novas ligações, sendo 20.401 residenciais, 64 industriais, 1.788 comerciais, 12.035 rurais e 470 de outras classes. 8.4 Faturamento da Energia Comercializada O faturamento da energia comercializada totalizou R$ 1.595.912 mil, representando um acréscimo de 2,80% acima do registrado no ano anterior. As classes de consumo residencial e industrial representaram em conjunto 61% do total do faturamento em 2010. O quadro e o gráfico a seguir apresentam, respectivamente, a comparação entre os anos de 2010 e 2009 da energia faturada por classe e sua composição em 2010. Fornecimento de Energia por Classe 2010 2009 Faturamento de Energia - R$ mil Variação (%) 10/09 Residencial 476.134 444.402 7,14 Industrial 499.386 500.667-0,26 Comercial 367.369 357.514 2,76 Outras 253.023 249.903 1,25 Total (1) 1.595.912 1.552.486 2,80 (1) Não inclui o consumo próprio [próprio + interno] e Fornecimento Não - Faturado 29

8.5 Inadimplência 8.5.1 Na Capital A inadimplência dos consumidores alcançou em dezembro de 2010, o valor de R$ 155,1 milhões contra R$ 261,5 milhões em dezembro de 2009, representando um decréscimo de 40,7 % em relação ao ano de 2009, conforme demonstra o quadro a seguir: Classe de Consumo Inadimplência por Classe Débito - R$ milhões (1) 2010 2009 Capital Variação (%) 10/09 Residencial 38,9 128,8-69,8 Industrial 75,2 75,4-0,3 Comercial 26,6 42,5-37,4 Rural 0,12 0,23-47,8 Poder Público Municipal 3,5 5,7-38,6 Poder Público Estadual 8,9 6,8 30,8 Poder Público Federal 1,9 2,0-5 Iluminação Pública 0,0 0 0 Serviço Público 0,0 0,1 0 Parcelamentos Serviço Público - - - (1) Não inclui os débitos vincendos Total Geral 155,1 261,5-40,7 Para a redução do grau de inadimplência, realizaram-se ações de cobrança administrativa e de suspensão de fornecimento de energia elétrica, conforme demonstra a tabela a seguir: Discriminação Janeiro a dezembro de 2010 Cortes 145.907 Religações 78.279 Religações/Cortes (%) 53,6 SPC e SERASA (R$ mil) 225.562 Cobrança Jurídica - (R$ mil) 3.915 Cobrança Administrativa à Vista (R$ mil) 17.935 Cobrança Administrativa Total Parcelada (R$ mil) 85.348 Adicionalmente às ações de rotina já praticadas na Companhia, foram implementadas em 2010, cobranças personalizadas, por meio de visita in loco, envio de e-mail e cartas e contatos telefônicos; flexibilização da política de parcelamento de débitos; suspensão de fornecimento para clientes inadimplentes que formalizaram parcelamento de débitos e lançamento de campanha publicitária incentivando os clientes a negociarem seus débitos com a Amazonas Energia. Muito embora a Companhia tenha se empenhado em adotar ações inovadoras de forma a 30

viabilizar a manutenção do grau de inadimplência em limites confortáveis, o débito das classes industrial, comercial e residencial, que se encontram em fase de cobrança e as concessões rotineiras de liminares judiciais para impedir a suspensão do fornecimento de energia, foram e continuam sendo preponderantes para que essas ações não produzam o resultado almejado, visto que representa um débito aproximado de R$ 141 milhões, valor equivalente a 91% da inadimplência total. 8.5.2 No Interior O quadro a seguir apresenta o estoque da inadimplência gerada no interior do Estado do Amazonas, detalhada por classe de consumo: Inadimplência por Classe - Interior Débito - R$ milhões Variação (%) Classe de Consumo 2010 2009 10/09 Residencial 13,8 14,5-4,8 Industrial 4,5 3,4 32,3 Comercial 4,2 5,2-19,2 Rural 1,6 1,6 0 Poder Público Municipal 13,3 18,2-26,9 Poder Público Estadual 4,5 5,4-16,6 Poder Público Federal 1,6 1,6 0 Serviço Público 1 17,1-94,1 Iluminação Pública 17,9 2,1 752,3 Total Geral 62,4 69,4-10 Exceto as classes Industrial e Iluminação Pública, que tiveram um acréscimo e as classes Rural e Poder Público Federal que mantiveram o nível de inadimplência, todas as demais classes diminuíram o estoque dos débitos, com destaque para Serviço Público e Poder Público Municipal, que reduziram a inadimplência em 94,1% e 26,9% respectivamente. 8.6 Contratos de Compra de Energia na Capital 8.6.1 Compra de Energia Elétrica através de Contratos com Produtores Independentes de Energia A Amazonas Energia possui contratos para suprimento de energia para a capital amazonense com 05 (cinco) Produtores Independentes de Energia (PIEs). Esses contratos foram assinados em 2005 com vigência de 20 anos. A tabela a seguir demonstra o desempenho desses PIEs no exercício de 2010: Produtor Independente Potência Contratada (MW) Média Potência Garantida (MW) Disponibilidade de Potência Contratada (%) Quantidade de Energia Comprada (MWh) Geradora de Energia do Amazonas S/A 60 60 100 526.702 Companhia Energética Manauara 60 60 100 515.422 Rio Amazonas Energia S/A 65 64 99 558.433 Breitener Tambaqui S/A. 60 55 92 481.985 Breitener Jaraqui S/A. 60 60 100 518.172 31

8.6.2 Novas contratações provenientes da Locação de Grupos Geradores de Energia Localização Locadora Potência Contratada (MW) UTE Flores Aggreko Energia Locação De Geradores Ltda 40 UTE Flores Powertech Comercial Ltda 20 UTE Flores Oliveira Energia Geração e Serviço Ltda 20 UTE Cidade Nova Genrent do Brasil Ltda 20 UTE São José Oliveira Energia Geração e Serviço Ltda 20 UTE São José Powertech Comercial Ltda 30 UTE Mauá Powertech Comercial Ltda 30 UTE Mauá Genrent do Brasil Ltda 140 UTE Iranduba Ebrasil Norte Geração de Energia Ltda 50 8.6.3 Compra de Energia Elétrica no Ambiente de Contratação Regulada (ACR) Em 2012, a Amazonas Energia passará a integrar o SIN. Dessa forma, desde 2008 vem participando, na condição de comprador, de leilões de energia promovidos pela SCG/ANEEL. Em 2010, a Companhia participou de 03 leilões, adquirindo Energia Nova e fontes alternativas com duração de 15, 20 e 30 anos. Nas tabelas a seguir constam os leilões que a Companhia já participou, com os respectivos montantes de energia comprada e tarifas praticadas. Fontes Alternativas Leilão Edital Fonte Início 2º (A-3) 07/2010 Total de Energia Comprada (MWh) MW Médio Preço Médio por MWh (R$) Hidroelétrica 1/1/2013 3.539.107 13,46 146,99 Biomassa e Eólica 32.679.982 186,40 134,23 Fonte: CCEE Câmara de Comercialização de Energia Elétrica Energia Nova Leilão Edital Fonte Início Total de Energia Comprada (MWh) MW Médio Preço Médio por MWh (R$) UHE Jirau 05/2008 Hidrelétrica 1/1/2013 16.692.185 63,48 71,37 7 (A-5) 03/2008 8º (A-3) 02/2009 Hidroelétrica 1.444.391 5,49 98,98 1/1/2013 Outras Fontes 17.927.909 136,36 145,23 Hidroelétrica 24.204 0,09 144,00 1/1/2012 Outras Fontes 121.020 0,92 144,60 Belo Monte 06/2009 Hidrelétrica 1/1/2015 33.297.741 126,61 77,97 10º (A-5) 03/2010 Hidrelétrica 1/1/2015 3.602.279 13,70 99,48 11º (A-5) 04/2010 Hidrelétrica 1/1/2015 10.451.164 39,74 67,31 Fonte: CCEE Câmara de Comercialização de Energia Elétrica 32

9 DESEMPENHO OPERACIONAL 9.1 Na Capital A Amazonas Energia visando melhorar a qualidade da energia fornecida a seus clientes vem executando diversas obras e serviços programados conforme normatizado e descrito em PRODIST ANEEL- Módulo 08. As principais providências tomadas pela Companhia para a melhoria do sistema de distribuição de energia elétrica da capital foram: Início da construção de cinco novas Subestações Abaixadoras (69KV/13,8KV) que serão conectadas ao sistema de distribuição de energia elétrica de Manaus com previsão de conclusão em 2011, possibilitando maior confiabilidade e continuidade no fornecimento de energia elétrica, além de aumentar a flexibilidade do sistema. Realização de serviços de manutenção nas subestações, reformas e construção de novas redes, execução de 265 serviços de melhorias e adequações em circuitos de distribuição de energia elétrica e substituição de mais de 1.380 unidades transformadoras de distribuição de energia elétrica por unidades de maior potência para as áreas de abrangência das Subestações de São José, Cidade Nova, Santo Antônio e circuitos considerados críticos. Observação rigorosa ao disposto em PRODIST ANEEL Módulo 08, a cerca das compensações por violação dos indicadores de continuidade e a política de ressarcimento por danos causados em equipamentos elétricos, conforme descrito e estabelecido em Resolução Normativa da ANEEL nº 360, de 14 abril de 2009 e Resolução Normativa da ANEEL nº 61, de 29 de abril de 2004. Os indicadores de qualidade no fornecimento de energia elétrica, DEC e FEC, ficaram fora dos limites padrões estipulados pelo Órgão Regulador ANEEL, no ano de 2010. Entretanto, vale enfatizar a redução significativa de 8,5% na DEC e de 7,13% na FEC referente ao ano de 2009. Indicadores de Qualidade 2010 - Capital Indicador Freqüência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora - FEC Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora - DEC Unidade Meta ANEEL Realizado Nº de Interrupções/Ano 24,82 28,94 Horas/Ano 24,89 47,36 Em 2010, 7% das interrupções ocorreram no sistema de distribuição (oriundos do sistema supridor), 93% das interrupções foram provocadas por agentes internos (oriundos do sistema distribuidor), sendo que: 13,95% das interrupções tiveram origem por sobrecarga; 13,71% das interrupções tiveram origem por problemas na alta tensão; 10,40% das interrupções tiveram origem por problemas de cabo partido; 8,17% das interrupções tiveram origem por problemas de jumper partido; 5,76% das interrupções tiveram origem por vegetação sobre a rede; 4,70% das interrupções tiveram origem nos serviços programados de MT/BT; 4,43% das interrupções não tiveram a identificação da origem e/ou causa; 3,55% das interrupções tiveram origem por ação das descargas atmosféricas e 28,33% das interrupções são atribuídas às diversas outras causas. Vale destacar que 4,70% das interrupções foram programadas, destinadas a melhorias no sistema e na qualidade do fornecimento de energia elétrica aos clientes. Esses desligamentos são precedidos de avisos, trazendo, portanto, um impacto muito menor para os nossos clientes e indicadores. É importante também salientar, que das interrupções originadas pelo sistema de distribuição, 5,76% tiveram como causa a vegetação sobre a rede e 8,1% referem-se a ocorrências que 33

foram provocadas por situações que estão fora do alcance da gestão da Companhia, tais como abalroamentos de postes, papagaios de papel, descargas atmosféricas, etc. Os gráficos a seguir apresentam a evolução histórica dos indicadores médios na capital, no que diz respeito ao tempo em que os consumidores ficaram privados do fornecimento de energia e do número de vezes que faltou o fornecimento. Foi iniciado em 2010, o processo de Certificação ISO 9001:2008 que avalia a coleta de dados e apuração dos indicadores de continuidade individuais e coletivos pertinentes ao sistema de distribuição, concedido pelo Organismo Certificador TUV Rheinland. A certificação está prevista para o inicio do ano de 2011, fato extremamente importante, pois com esta conquista a Companhia pretende avançar mais nos projetos de melhoria contínua do serviço de distribuição de energia elétrica na Capital. 9.2 No Interior No interior do Estado do Amazonas o DEC e o FEC no exercício de 2010, foram de, respectivamente, 116,05 horas e 114,87 interrupções. Esses indicadores apresentaram um acréscimo em seus desempenhos relativos ao ano de 2009, apesar do trabalho que a Amazonas Energia vem realizando no interior, a fim de melhorar a qualidade do serviço. Situações intrínsecas ao sistema (falha de materiais e equipamentos, manobra, etc.) e extrínsecas (fenômenos naturais, meio ambientes), contribuíram decisivamente para o aumento desses indicadores. Os gráficos a seguir apresentam a evolução histórica dos indicadores médios no interior, no que diz respeito ao tempo que os consumidores ficaram privados do fornecimento de energia e do número de vezes que faltou o fornecimento. 34

9.3 Perdas de Energia Elétrica 9.3.1 Na Capital Durante o ano de 2010, a Companhia desenvolveu diversas ações voltadas para a redução das perdas em Manaus, dentre as quais destacamos: Realização de 124.292 inspeções técnicas no segmento de baixa-tensão (grupo B), sendo 95.211 inspeções em unidades consumidoras ligadas e 29.081 inspeções em unidades consumidoras desligadas. No setor de média-tensão (grupo A4/13,8 KV), as ações se concentraram na blindagem e monitoramento remoto da medição de energia das unidades consumidoras. Foi realizada a instalação de 378 equipamentos de medição externa, que somados aos instalados entre 2006 e 2009, perfazem um total de 595 equipamentos, quantidade que corresponde a aproximadamente 30% do total de unidades consumidoras ativas do grupo A4. O processo de faturamento das unidades consumidoras do grupo A4 foi automatizado, permitindo mais agilidade à atividade de leitura, pois eliminou a necessidade das equipes e aumentou a confiabilidade do processo de coleta e cálculo das grandezas envolvidas no faturamento. Como resultante da aplicação dessas ações, que serão intensificadas durante o ano de 2011, o índice de perdas que vinha apresentando uma tendência crescente desde o ano de 2005, foi de 43,2% em 2010, valor praticamente igual ao verificado no ano anterior, sinalizando uma provável reversão na tendência de aumento das perdas. O gráfico a seguir mostra a evolução das perdas no período 2004/2010: 9.3.2 No Interior Ao contrário da capital, as perdas no interior apresentam uma tendência decrescente desde o ano de 2004. As perdas globais anualizadas de energia elétrica caíram de 37,4% em dezembro 2009 para 33,0% em dezembro 2010, ou seja, uma redução de 4,4 pontos percentuais em relação a dezembro do ano anterior. A diminuição das perdas em 2010, é consequência direta da realização de diversas ações, dentre as quais se sobressaem a instalação de medidores de energia elétrica, que reduziu a quantidade de unidades consumidoras taxadas de 21.043 para 12.250, os serviços de ampliação de redes de distribuição para regularização de unidades consumidoras clandestinas e a realização de 81.317 inspeções em unidades consumidoras. O gráfico a seguir mostra a evolução das perdas no período 2004/2010: 35

10 CONCILIAÇÃO DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS REGULATÓRIAS A partir do exercício findo em 2010, as Demonstrações Contábeis apresentadas pela Companhia estão em conformidade com o padrão contábil estabelecido pelo International Accounting Standards Board (IASB) (conhecido também como IFRS) e consubstanciado na Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007, que determina a aplicação desta nova prática contábil a partir do exercício findo de 2010. Neste processo de convergência das normas internacionais de contabilidade, no ano de 2010, destacaram-se a aplicação do pronunciamento contábil que versa sobre a contabilização da concessão de serviços públicos ICPC01, bem como a exclusão do reconhecimento contábil dos ativos e passivos regulatórios, conforme estabelecido no CPC 00 (Estrutura Conceitual). Entretanto, algumas destas novas disposições contábeis não foram acolhidas pela ANEEL por entender que a nova metodologia não é condizente com as disposições regulatórias que disciplinam a Concessão do Serviço Público de Energia Elétrica. Desta forma, a Agência Reguladora editou a Resolução Normativa nº. 396/2010, instituindo a contabilidade regulatória a qual passa a vigorar a partir de janeiro de 2011. Diante do exposto acima, a partir do encerramento do exercício de 2010, a Companhia passou a ter dois resultados: um societário e um regulatório. Conforme estabelecido no Despacho ANEEL nº 4.097/2010, de 30 de dezembro de 2010, a Demonstração do Resultado do Exercício e o Balanço Patrimonial Regulatório, elaborados com base no Balancete Mensal Padronizado (BMP), deverão integrar o Relatório de Administração, sendo apresentada a conciliação entre o resultado das referidas Demonstrações Contábeis Regulatórias e as Demonstrações Contábeis Societárias. 36

Os quadros a seguir, mostram o Balanço Patrimonial (Ativo e Passivo) e a DRE Regulatória com as notas de reconciliação entre o resultado Societário e Regulatório: ATIVO 31.12.2010 Regulatório Ajustes para Societário 31.12.2010 Societário 31.12.2009 Regulatório (Reapresentado) Ajustes para Societário 31.12.2009 Societário (Reapresentado) CIRCULANTE Caixa e equivalentes de caixa 68.189 68.189 25.643 25.643 Consumidores e concessionárias 479.519 479.519 548.161 548.161 Provisão p/ créditos de liquidação duvidosa (161.813) (161.813) (279.831) (279.831) Devedores diversos 40.614 40.614 29.629 29.629 Tributos compensáveis 25.788 25.788 11.053 11.053 Estoques 103.294 (91.154) 12.140 107.407 (76.356) 31.051 Ativos regulatórios 82.314 (82.314) - 313.684 (313.684) - Reembolso da CCC - ISOL - Lei 12.111/09 1.613.228 1.613.228 459.564 459.564 Despesas pagas antecipadamente 1.715 1.715 860 860 Outros créditos 742 742 477 477 2.253.590 (173.468) 2.080.122 1.216.647 (390.040) 826.607 NÃO CIRCULANTE REALIZÁVEL A LONGO PRAZO Partes relacionadas 64 64 223 223 Tributos compensáveis 1.135.138 1.135.138 1.318.591 1.318.591 Depósitos judiciais 70.582 70.582 32.150 32.150 Devedores diversos 3.804 3.804 4.357 4.357 Ativos regulatórios 59.815 (59.815) - 38.961 (38.961) - Ativo financeiro - concessão - 1.253.386 1.253.386-989.337 989.337 Outros créditos 9.070 9.070 9.070 9.070 1.278.473 1.193.571 2.472.044 1.403.352 950.376 2.353.728 INVESTIMENTOS 7.670-7.670 7.670 7.670 IMOBILIZADO 1.701.023 (349.479) 1.351.544 1.698.464 (312.346) 1.386.118 INTANGÍVEL 32.246 648.539 680.785 14.243 666.215 680.458 3.019.412 1.492.631 4.512.043 3.123.729 1.304.245 4.427.974 TOTAL DO ATIVO 5.273.002 1.319.163 6.592.165 4.340.376 914.205 5.254.581 PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A DESCOBERTO) 31.12.2010 Regulatório Ajustes para Societário 31.12.2010 Societário 31.12.2009 Regulatório (Reapresentado) Ajustes para Societário 31.12.2009 Societário CIRCULANTE Fornecedores 2.086.764 2.086.764 914.714 914.714 Folha de pagamento 7.184 7.184 7.275 7.275 Encargos de dívidas 7 7 - - Empréstimos e financiamentos 85.517 85.517 92.300 92.300 Arrendamento financeiro a pagar - 120.485 120.485-108.827 108.827 Taxas regulamentares 12.411 12.411 1.489 1.489 Tributos a recolher 72.906 72.906 59.676 59.676 Obrigações estimadas 20.515 20.515 15.907 15.907 Passivos regulatórios 36.287 (36.287) - 91.309 (91.309) - Parcelamentos 73.842 73.842 68.449 68.449 Outras obrigações 69.370 69.370 20.832 20.832 NÃO CIRCULANTE 2.464.803 84.198 2.549.001 1.271.951 17.518 1.289.469 Empréstimos e financiamentos 413.546 413.546 271.034 271.034 Arrendamento financeiro a pagar - 1.694.547 1.694.547-1.639.448 1.639.448 Passivo atuarial - CVM 600 - - 126 126 Provisões para contingências 110.483 110.483 96.194 96.194 Recursos da CCC 1.020.252 1.020.252 438.535 438.535 Parcelamentos 88.620 88.620 149.304 149.304 Adiantamento para aumento de capital 57.266 57.266 1.573.797 1.573.797 Outras obrigações 25.030 25.030 20.232 20.232 Obrigações com contrato de concessão - 255.511 255.511-32.892 32.892 PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A DESCOBERTO) 1.715.197 1.950.058 3.665.255 2.549.222 1.672.340 4.221.562 Capital Social 4.330.917 4.330.917 2.381.558 2.381.558 Ajuste de avaliação patrimonial (884) (884) (510) (510) Prejuízos Acumulados (3.237.031) (715.093) (3.952.124) (1.861.845) (775.653) (2.637.498) TOTAL DO PASSIVO E PATRIMÔNIO LÍQUIDO (PASSIVO A DESCOBERTO) 1.093.002 (715.093) 377.909 519.203 (775.653) (256.450) 5.273.002 1.319.163 6.592.165 4.340.376 914.205 5.254.581 37

DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO RECEITA OPERACIONAL EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010, E DE 2009 (VALORES EXPRESSOS EM MILHARES DE REAIS, EXCETO QUANDO INDICADO DE OUTRA FORMA) DESCRIÇÃO 31.12.2010 Regulatório Ajustes para Societário 31.12.2010 Societário 31.12.2009 Regulatório (Reapresentado) Ajustes para Societário 31.12.2009 Societário (Reapresentado) Fornecimento de energia elétrica 658.278 (216.579) 441.699 654.109 (16.735) 637.374 Suprimento de energia elétrica 772.435 772.435 600.702 600.702 Receita pela disponibilidade da rede elétrica 269.721 269.721 218.729 218.729 Subvenção CCC - - 576.537 576.537 Receita de remuneração do ativo financeiro - 124.712 124.712-98.439 98.439 Receita de construção - 438.593 438.593-257.749 257.749 Outras receitas operacionais 34.365 (19.227) 15.138 18.410 18.410 DEDUÇÕES À RECEITA OPERACIONAL 1.734.799 327.499 2.062.298 2.068.487 339.453 2.407.940 ICMS (288.339) (288.339) (290.902) (290.902) PIS/PASEP (27.977) (27.977) (33.593) (33.593) COFINS (128.862) (128.862) (151.106) (151.106) Quota para reserva global de reversão - RGR (39.203) (39.203) (33.233) (33.233) Quota para conta de consumo de combustível - CCC (48.630) 5.098 (43.532) (24.275) (10.182) (34.457) Encargos do consumidor - P&D e PEE (14.491) (14.491) (10.851) (10.851) (547.502) 5.098 (542.404) (543.960) (10.182) (554.142) RECEITA OPERACIONAL LÍQUIDA 1.187.297 332.597 1.519.894 1.524.527 329.271 1.853.798 CUSTO SERVIÇO DE ENERGIA ELÉTRICA Energia elétrica comprada para revenda (673.888) 312.289 (361.599) (453.681) 220.646 (233.035) Custo de operação Pessoal (176.618) (176.618) (131.423) (131.423) Material (65.885) (65.885) (26.290) (26.290) Serviços de terceiros (143.890) (143.890) (95.340) (95.340) Custo de construção - (438.593) (438.593) - (257.749) (257.749) Combustível p/ produção de energia elétrica (2.241.098) (2.241.098) (1.663.431) (1.663.431) Recuperação de despesas - compra comb. CCC 1.826.196 1.826.196 1.296.362 1.296.362 Recuperação de despesas - CCC - ISOL - Lei nº 12.111/09 491.259 491.259 230.966 230.966 Depreciação e amortização - Imobilizado e intangível (106.852) (106.852) (101.808) (101.808) Depreciação Arrendamento Financeiro - (46.616) (46.616) - (46.616) (46.616) Amortização - ativos vinculados à concessão - 34.461 34.461 - - Retificadora do Saldo Regulatório - Aplicação do IFRIC 12/ICPC - (16.024) (16.024) - - Aluguéis (161.262) (161.262) (121.277) (121.277) Provisão para perda com prescrição de créditos tributários (201.343) (201.343) Outros custos (224.135) 210.193 (13.942) 64.397 (90.939) (26.542) (1.003.628) (256.579) (1.260.207) (547.844) (395.304) (943.148) (1.677.516) 55.710 (1.621.806) (1.001.525) (174.658) (1.176.183) LUCRO (PREJUÍZO) OPERACIONAL BRUTO (490.219) 388.307 (101.912) 523.002 154.613 677.615 DESPESAS OPERACIONAIS Despesas com vendas (95.620) (95.620) (113.050) (113.050) Despesas gerais e administrativas (151.817) (151.817) (187.934) (24.661) (212.595) Outras receitas (despesas) operacionais (19.648) 241 (19.407) 6.072 94 6.166 (267.085) 241 (266.844) (294.912) (24.567) (319.479) RESULTADO DO SERVIÇO (757.304) 388.548 (368.756) 228.090 130.046 358.136 RECEITAS (DESPESAS) FINANCEIRAS Acréscimos moratórios s/ energia vendida 39.792 39.792 25.420 25.420 Variação monetária ativa 46 46 7.248 7.248 Variação monetária passiva (361) (361) (7) (7) Encargos de dívidas (34.275) (34.275) (159.218) (159.218) Encargos - Arrendamento Financeiro - (332.449) (332.449) - (213.470) (213.470) Outras (115.536) 4.461 (111.075) 11.294 4.459 15.753 (110.334) (327.988) (438.322) (115.263) (209.011) (324.274) OUTRAS RECEITAS (DESPESAS) (507.548) - (507.548) (259.262) (259.262) RESULTADO OPERACIONAL (1.375.186) 60.560 (1.314.626) (146.435) (78.965) (225.400) LUCRO (PREJUÍZO) ANTES CONTRIB SOC. E IR (1.375.186) 60.560 (1.314.626) (146.435) (78.965) (225.400) LUCRO LÍQUIDO (PREJUÍZO) DO EXERCÍCIO (1.375.186) 60.560 (1.314.626) (146.435) (78.965) (225.400) Quantidade de ações (em milhares) 6.276.667 6.276.667 1.750.589 1.750.589 Lucro (prejuízo) por ação (em milhares de ações) (0,22) (0,21) (0,08) (0,13) 38

11 DESEMPENHO ECONÔMICO FINANCEIRO 11.1 Prejuízo do Exercício A Amazonas Energia apresentou em seu balanço societário, no exercício de 2010, um prejuízo de R$ 1.314.626 mil, contra um prejuízo (ajustado) de R$ 225.400 mil obtido no exercício de 2009. Este resultado negativo deve-se principalmente à mudança de práticas contábeis para o padrão estabelecido pelo International Accounting Standards Board IASB (conhecido como IFRS conforme mencionado no item 10 Conciliação das Demonstrações Contábeis Regulatórias). As rubricas que obtiveram variações mais significativas estão explanadas nos itens 11.4 Custos e Despesas Operacionais. A partir do exercício findo em 2010, as Demonstrações Contábeis apresentadas pela Companhia estão em conformidade com o padrão contábil estabelecido pelo IASB e consubstanciado na Instrução CVM nº 457, de 13 de julho de 2007 que determina a aplicação desta nova prática contábil a partir do exercício findo de 2010. 11.2 Receita Operacional A Receita Operacional em 2010, foi de R$ 2.062.298 mil, apresentando um decréscimo de 14,35% em relação a verificada em 2009, conforme demonstra o quadro a seguir: Receita Operacional R$ mil Descrição 2010 2009 (Reapresentando) 2010/2009 (%) Fornecimento Bruto de Energia Elétrica (1) 1.483.855 1.456.805 1,86 Receita de remuneração do ativo financeiro 124.712 98.439 26,69 Subvenção CCC - 576.537 - Outras Receitas 453.731 276.159 64,30 Total 2.062.298 2.407.940 (14,35) (1) Esta rubrica não contempla o faturamento do consumo próprio (administrativo) e interno (usinas e subestações). O decréscimo nesta rubrica ocorreu porque no exercício de 2009 houve um lançamento atípico registrado na rubrica de Subvenção CCC, referente ao valor do ICMS-CCC, cujo montante contabilizado no Passivo foi revertido por força da sentença exarada pela 17ª Vara Federal de Brasília, Seção Judiciária do Distrito Federal, na qual ficou estabelecido que a Amazonas Energia estava desobrigada de lançar em seu passivo o débito correspondente ao valor do ICMS que lhe foi reembolsado, pela CCC-ISOL, nos anos de 2004 a 2008, afastando, portanto, os efeitos da Resolução nº. 303/08 da ANEEL. 39

11.3 Deduções à Receita Operacional As deduções à receita operacional apresentaram uma redução de 2,12% em relação a 2009, conforme apresentado no quadro a seguir: Deduções à Receita Operacional R$ mil Descrição 2010 2009 (Reapresentado) 2010/2009 (%) Quota para Conta de Consumo de Combustíveis (CCC) ( 43.532) (34.457) 26,34 Quota para Reserva Global de Reversão (RGR) (39.203) (33.233) 17,96 Encargos do Consumidor P&D e PEE (14.491) (10.851) 33,55 Impostos e Contribuições sobre a Receita (445.178) (475.601) (6,40) Total (542.404) (554.142) (2,12) 11.4 Custos e Despesas Operacionais Os Custos e Despesas Operacionais em 2010 produziram um montante de R$ 2.396.198 mil, que comparado com o valor de R$ 1.754.924 mil (ajustado) em 2009, evidenciou um acréscimo de 36,54%, conforme demonstrado no quadro a seguir: Custos e Despesas Operacionais R$ mil Custos e Despesas Não Controláveis Descrição 2010 2009 (Reapresentado) 2010/2009 (%) Energia Elétrica Comprada para Revenda (361.599) (233.035) 55,17 Compensação Financeira pela Utilização de Recursos Hídricos (3.918) (7.049) (44,42) Custos e Despesas Controláveis Pessoal (287.261) (228.331) 25,81 Material (70.559) (32.135) 119,57 Serviço de Terceiros (237.066) (184.456) 28,52 Combustível para Produção de Energia Elétrica Líquido (1) (414.902) (367.069) 13,03 Depreciação e Amortização (124.403) (185.748) (33,03) Provisão / Reversão Operacionais (605.077) (305.347) 98,16 Aluguéis (164.489) (125.787) 30,77 Outros Custos/ Despesas (126.924) (85.967) 47,64 Total (2.396.198) (1.754.924) 36,54 (1) Os valores apresentados de Combustível para Produção de Energia Elétrica são os valores líquidos, ou seja, já deduzidos da Recuperação de Despesa CCC. As principais rubricas que contribuíram para este aumento significativo foram: Energia Elétrica Comprada para Revenda A despesa com Produtores Independentes apresentou um aumento de R$ 128.564 mil, gerando um acréscimo de 55,17%, comparando-se com o exercício de 2009. A principal causa deste aumento foi a atualização monetária dos contratos dos Produtores Independentes. A cada ano, na data de aniversário dos contratos, os mesmos sofrem um reajuste nos valores de potência contratada. Material A despesa na rubrica de Material no exercício de 2010 foi de R$ 70.559 mil, 40

superior 119,57% a realizada em 2009, decorrente principalmente da baixa no estoque de peças sobressalentes. Provisões/Reversões Operacionais O saldo desta conta no exercício de 2010, foi de R$ 605.077 mil que, comparado com o total de R$ 305.347 mil do exercício de 2009, apresentou um aumento de 98,16%. Este aumento ocorreu principalmente em função dos lançamentos de provisão para perda com prescrição de créditos tributários no valor de R$ 201.343 mil somado à provisão de Impairment sobre estes créditos, no valor de R$ 267.489 mil, tendo em vista que a Companhia somente poderá utilizá-los a partir de 2013, portanto, os créditos de 2006 a 2008 não serão passíveis de recuperabilidade. Contribuiu ainda de forma significativa para o prejuízo da Companhia o registro de R$243.910 mil referente a Provisão para Perda por Desvalorização dos Ativos Impairment. 11.5 Indicadores Empresariais Descrição 2010 2009 (Reapresentado) 2010/2009 (%) Dados Econômico-Financeiros R$ mil Receita Operacional Bruta 2.062.298 2.407.940 (14,35) Receita Operacional Líquida 1.519.894 1.853.798 (18,01) EBITDA (LAJIDA) (751.901) 284.622 (364,18) Resultado do Serviço (876.304) 98.874 (986,28) Resultado Financeiro (438.322) (324.274) 35,17 Lucro (Prejuízo) Líquido (1.314.626) (225.400) 483,24 Ativo Total 6.592.165 5.254.581 25,46 Dívida Bruta 6.214.256 5.511.031 12,76 Dívida Líquida * 6.146.067 5.485.388 12,04 Patrimônio Líquido 377.909 (256.450) (247,36) Indicadores Econômico-Financeiros Margem EBITDA -49,47% 15,35% -64,82pp** Margem Líquida -86,49% -12,16% -74,34pp** Índice de Endividamento 94,27% 104,88% - 10,62pp** Ações Valor Patrimonial por ação *** 0,06 (0,15) -141,10 Lucro (Prejuízo) por ação *** (0,21) (0,13) 62,67 (*) Dívida líquida de disponibilidades e aplicações financeiras (**) pp pontos percentuais (***) Lote de mil ações O EBITDA (sigla em inglês) ou LAJIDA corresponde ao Lucro Operacional antes da dedução das despesas de depreciação e amortização. O LAJIDA da Companhia está demonstrado no quadro abaixo: LAJIDA R$ mil Descrição 2010 2009 (Reapresentado) 2010/2009 (%) Lucro (Prejuízo) Bruto 1.519.894 1.853.798 (18,01) (-) Despesas Operacionais (exceto Depreciação) (2.271.795) (1.569.176) 44,78 (=) LAJIDA (751.901) 284.622 (364,18) (-) Depreciação e Amortização (124.403) (185.748) (33,03) (=) Lucro (Prejuízo) antes dos Juros e Imposto de Renda (876.304) 98.874 (986,28) (+/-) Resultado Financeiro (438.322) (324.274) 35,17 (=) Lucro (Prejuízo) antes do Imposto de Renda (1.314.626) (225.400) 483,24 (=) Lucro (Prejuízo) Líquido (1.314.626) (225.400) 483,24 41

11.6 Receita (Despesa) Financeira Resultado Financeiro R$ mil Descrição 2010 2009 (Reapresentado) 2010/2009 (%) Acréscimo Moratório sobre Energia Vendida 39.792 25.420 56,54 Variação Monetária Líquida (315) 7.241 (104,35) Encargos de Dívidas (34.275) (159.218) (78,47) Outras (443.524) (197.717) 124,32 Total (438.322) (324.274) 35,17 O Resultado Financeiro Líquido em 2010 teve um aumento de 35,17% em relação ao ano de 2009. Os principais fatores que impactaram no resultado financeiro foram: Acréscimo Moratório sobre Energia Vendida Aumento de 56,54% em relação a 2009, decorrente das receitas de juros sobre as faturas de energia elétrica recebidas com atraso; Encargos de Dívidas - A redução nesta rubrica ocorreu porque a maior parte dos contratos de empréstimos e financiamentos foram capitalizados e revertidos em aumento de capital. Além disso, houve uma reestruturação da dívida, o que permitiu que a mesma pudesse ser negociada utilizando-se taxas de juros menores. Outras aumento de 124,32% em relação a 2009, decorrente principalmente do aumento de outras despesas financeiras, pois foram contabilizados juros sobre atraso de pagamento de fornecedores, em especial a Petrobras, além da atualização monetária dos Produtores Independentes. 12 TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO Em 2010, a Amazonas Energia prosseguiu com os trabalhos de suporte aos sistemas corporativos, destacando a preparação do Sistema Integrado de Gestão para a reestruturação administrativa implantada pela Diretoria Financeira. Novas funcionalidades foram incorporadas aos sistemas já existentes e novos desenvolvimentos e aquisições foram realizados, melhorando o desenvolvimento dos processos empresariais, por meio da redução do retrabalho e da otimização de procedimentos. Nesse contexto, destacam-se a implantação do pagamento eletrônico no Contas a Pagar, do sistema NexoCS de Medicina e Segurança do Trabalho, do Portal RH de controle eletrônico de freqüência, do reembolso eletrônico de benefícios e do Portal de Benefícios. Foram também realizados treinamentos para o uso do Gerenciador Eletrônico de Documentos (GED) e da ferramenta Oracle Discoverer. Foi realizada a atualização tecnológica e de conteúdo do site da Amazonas Energia (www.amazonasenergia.gov.br) e da intranet. O portal da ELETROBRAS Amazonas Energia recebeu o Selo Acessibilidade Brasil em nível 03, certificando que todas as suas informações e serviços podem ser acessados por todas as pessoas, independentemente de suas capacidades físico-motoras e perceptivas. Está disponível, por exemplo, no site da Companhia um chat para que os clientes com deficiência auditiva possam ser atendidos. Em 2010, a Companhia atendeu 4.641 solicitações de serviço para equipamentos de microinformática nas unidades da capital e nas agências do Interior do Estado, equivalendo a uma média de 387 atendimentos mensais. Deu-se continuidade ao programa de renovação do parque de informática com a entrega de 671 novos computadores desktop, 40 notebooks e 28 impressoras de grande porte. Até o final de 2010, a renovação desse parque alcançou 57,8% do total. A meta para 2011 é a renovação total com a aquisição de mais 800 computadores. As agências do interior tiveram os problemas de logística minimizados. Além dos 210 novos computadores entregues, que farão diminuir o número de incidentes de informática com a substituição dos antigos, foram ativados mais 40 links de comunicação, que somados aos que 42

já se encontravam em operação totalizaram 61 links. Interligados à rede corporativa da Companhia, os colaboradores das agências contempladas podem ter acesso aos serviços de Tecnologia de Informação (TI) disponíveis, como internet, intranet e sistemas corporativos, agilizando e facilitando suas atividades diárias. Com a contratação de empresa para prestação de serviços continuados de telecomunicações e de infraestrutura de TI para fornecer à Amazonas Energia conexão dedicada e exclusiva à internet, foi expandida significativamente a largura de banda de 768 KB/s para 14 MB/s. Essa ação demandou a instalação da ferramenta Sourcefire3D, que é uma solução de segurança corporativa para proteção contra invasão de hackers. O AjuriWEB (Sistema Comercial da Companhia) foi migrado para o servidor de internet em abril de 2010. O fechamento contábil do AJURI que outrora levava três dias para finalizar, hoje leva somente 4 horas, o que indica que o tráfego melhorou substancialmente. As realizações mais importantes ocorreram na infraestrutura de servidores (Data Center). Uma nova tecnologia desenvolvida pela empresa IBM, que virtualiza vários servidores, foi implantada com a garantia de mais disponibilidade dos serviços de TI, segurança para as informações, economicidade de energia e, principalmente, poder de processamento e capacidade de armazenamento, proporcionando assim, as condições adequadas para o atendimento das necessidades decorrentes do crescimento dos negócios da Companhia. Com essa modernização foi possível a implantação de um servidor de e-mail próprio, que se encontra ativo e sem paralisações desde setembro de 2010. Foi contratada empresa para implementar a solução de outsourcing de impressão que consiste basicamente na locação de impressoras tendo como objetivo otimizar as operações através de um software de tarifação por página, onde todos os equipamentos e seus insumos ficam sob a responsabilidade da contratada. No ano de 2010, foram instaladas 184 impressoras nesse sistema, sendo 68 nas agências do interior. Com essa solução foi possível melhorar o gerenciamento e controle de custos de impressão, diminuir a quantidade de equipamentos e consequentemente do consumo de energia elétrica, obter maior qualidade e disponibilidade dos recursos de impressão, reduzir a quantidade de fornecedores, eliminar o estoque e as compras de consumíveis, manter a atualização tecnológica do parque de impressoras, melhorar o gerenciamento do processo de impressão e aumentar a velocidade de impressão e de processamento das impressoras. Foi realizada a implantação de um switch core, visando garantir melhores níveis de qualidade e disponibilidade dos serviços de rede internos e externos. Como medida de segurança, foi efetivada a implantação de uma sala cofre com características especiais para proteção de equipamentos eletrônicos e mídias magnéticas contra fogo, água, umidade, gases corrosivos, campos magnéticos e radiações, roubo, vandalismo, arrombamento e acesso indevido. 13 SUSTENTABILIDADE Em 2010, com o propósito de fortalecer a sinergia entre as empresas de Distribuição da ELETROBRAS - EDE, desenvolver a capacidade de cada uma e potencializar seus resultados, foi estabelecida uma gestão para a sustentabilidade norteada pela ética e transparência da Companhia com todos os públicos e o estabelecimento de metas empresariais que impulsionam o desenvolvimento sustentável da sociedade, preservando os recursos ambientais e culturais para gerações futuras, respeitando a diversidade e promovendo a redução das desigualdades sociais. Neste contexto, a Amazonas Energia transformou sua Assessoria de Responsabilidade Social em Processo Local de Sustentabilidade que passou a desenvolver projetos e ações, conforme as dimensões: Social, Ambiental e Econômica, que beneficiam a sociedade e a própria organização, e estão alinhadas às metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) 43

das Nações Unidas. Dentre os projetos desenvolvidos, destacam-se os seguintes: Horta Comunitária - O Projeto Horta Comunitária foi implantado em 2006, em Balbina, município de Presidente Figueiredo. Em 2009 foi transferido para o Município de Itapiranga, onde estão sendo montadas 04 (quatro) casas de vegetação de 352,8 m² cada, para a produção de hortaliças e o desenvolvimento da geração de renda na comunidade. Rádio na Escola - Projeto instalado na Escola Municipal de Balbina e tem como objetivo fortalecer a educação e a difusão tecnológica. Os alunos locutores desenvolvem uma grade de programação que abrange cultura, meio ambiente e entretenimento, com atividades diárias, durante os intervalos da merenda nos três turnos, estimulando o hábito de pesquisar, o senso crítico e o trabalho em equipe, além de desenvolver a oralidade e a entonação. Em 2010, a Rádio na Escola de Balbina atendeu 1.038 estudantes. Clube da Saúde - Desde 2004, o Projeto Clube de Saúde oferece à Vila de Balbina atividades físicas como judô, natação e hidroginástica. Em 2010, foram atendidos 103 alunos no Clube de Saúde, dos quais a natação representou 61% e o judô 39%. O judô participou de grandes campeonatos regionais e nacionais, com um saldo de 32 medalhas, entre ouro, prata e bronze. Estação Digital - Este projeto, implantado na Comunidade de Maracanana, objetiva oferecer a comunidade a inclusão digital, social, cultural e ampliação da cidadania. Em 2010, foram atendidas 60 pessoas tendo como parceiros o Instituto da Amazônia e o Instituto de Tecnologia, Cultura e Pesquisa da Amazônia (ITEC). Cine Amazonas O Cine Amazonas atendeu 222 pessoas em 2010, nas várias apresentações em comunidades. Este é um projeto de cinema itinerante, que visa difundir nas comunidades, por intermédio da exibição de filmes, hábitos de respeito ao meio ambiente, de segurança e de uso racional de energia elétrica. Programa de Voluntariado Empresarial - A Companhia em sua Política de Sustentabilidade consolidada no contexto de um novo modelo de gestão, potencializa o capital humano incentivando a participar de ações socioambientais da Companhia. As ações voluntárias podem constituir uma forte ligação da Companhia com as comunidades de seu entorno, promovendo conhecimento mútuo e reduzindo as resistências de ambas as partes. No ano de 2010, foi lançado o Programa de Voluntariado que deu seus primeiros passos com a capacitação de 29 voluntários e realização de ações como: VI Dia de Difusão da Arte, Ciência e Tecnologia na comunidade de Petrópolis e a Campanha Natalina com a entrega de cestas básicas para os Agentes de Limpeza da Companhia. Gênero e Diversidade - Desde 2007, a Companhia procurando se alinhar às metas do milênio,desenvolveu em seu ambiente corporativo o Projeto Equidade e Diversidade de Gênero. Este projeto consiste em desenvolver novas concepções na gestão de pessoas e cultura organizacional para alcançar a equidade de gênero e diversidade no mundo do trabalho. Em 2010, foi realizada pesquisa de gênero envolvendo todos os empregados da Companhia, tanto do quadro próprio como terceirizados, estagiários e aprendizes, com o objetivo de atualizar o perfil dos empregados da Companhia. Realizou-se ainda o ciclo de palestras sobre Assédio Moral e Sexual. A Companhia participa ainda da 14ª edição do Prêmio SESI de Qualidade no Trabalho (PSQT) 2010, - concorrendo tanto na etapa estadual quanto na nacional - que tem como objetivo identificar e reconhecer empresas em função das boas práticas de responsabilidade social, tendo como foco principal a qualidade de vida dos colaboradores e o ambiente de trabalho. Coral Energia do Amazonas - Busca-se por meio do projeto Coral Energia do Amazonas unir colaboradores da Companhia de diferentes áreas, oportunizando a socialização dos mesmos por meio de uma relação solidária e cultural. Em 2010, com 44

uma programação interna e externa, o Coral se apresentou no I Rodeio de Eletricistas, no I Encontro de Coros das Distribuidoras em Maceió/AL, no Encontro de Coros do ICBEU, nos Musicais Natalinos das unidades da Amazonas Energia e ELETROBRAS Distribuição Roraima/RR e na Fundação de Medicina Tropical do Amazonas em Manaus. Coleta Seletiva - Diante da necessidade de reduzir o descarte de materiais que possam ser reciclados, a Companhia implantou o Projeto de Coleta Seletiva de papéis, que é o primeiro passo para a mudança de hábitos no manuseio de resíduos gerados pela Companhia. Em 2010, participaram das sensibilizações das coletas seletivas 177 pessoas, onde se programou e implantou 89 coletores de papéis nas salas dos departamentos tanto na capital como no interior e foram coletados 2,6 toneladas de papeis em 2010. Consumo Consciente - As ações educativas voltadas ao nosso público interno e externo sobre o consumo consciente passam a contribuir para a mudança de hábitos e a busca de um consumo mais responsável. Em virtude disso, houve a implementação do plano de ação 2009/2011 do Projeto Consumo Consciente que desenvolve ações voltadas a esta temática. Iniciou-se em 2010, ações com campanhas de sensibilizações em que participaram diretamente 121 pessoas e a adoção da ação adote uma caneca, com a distribuição de 3.600 canecas para reduzir o uso de copos descartáveis. 14 RESPONSABILIDADE AMBIENTAL 14.1 Licenciamentos Ambientais As licenças ambientais têm como objetivo atender à legislação ambiental vigente e são obtidas nas fases de planejamento, implantação e operação comercial de todos os empreendimentos que compõe o Sistema Elétrico da Amazonas Energia, de forma a assegurar a sua operacionalidade. Em 2010, a Amazonas Energia obteve as seguintes licenças ambientais: 4 Licenças Prévias, 5 Licenças de Instalação e renovadas 13 Licenças de Operação. Visando a obtenção das licenças ambientais para a expansão do Sistema de Transmissão em 138 kv e ampliação da potência do parque gerador no Estado do Amazonas, foram elaborados os estudos ambientais compostos de Relatórios Ambientais Simplificados (RAS), Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e Estudos de Impacto Ambiental para implantação de 4 usinas a Gás natural no interior do Estado. 14.2 Relacionamento com o Meio Ambiente Em 2010, foram aplicados cerca de R$ 8 milhões em importantes projetos ambientais ( Quelônios do Uatumã e Reabilitação de Mamíferos Terrestres e Aquáticos ), bem como em repasses financeiros para a Manutenção da Reserva Biológica do Uatumã e do Programa Waimiri-Atroari e em ações de mitigação e monitoramento ambiental. A seguir, estão listadas as principais ações realizadas pela Amazonas Energia direcionadas ao meio ambiente: Monitoramento e Destinação Final de Resíduos - Foram descartados adequadamente, em atendimento à legislação ambiental, 1.545,69 m³ de água contaminada, borra oleosa, óleo lubrificante usado e 221,7 toneladas de resíduos sólidos contaminados com resíduos oleosos e outros contaminantes, gerados nas usinas térmicas e subestações; Recuperação de Áreas Degradadas - Encontra-se em pleno desenvolvimento, o Programa de Reflorestamento para a Recuperação de áreas degradadas em Balbina, envolvendo atividades como: coleta de sementes, preparação de mudas, produção de composto orgânico e biofertilizante, utilizado na preparação do solo, tendo como aspecto positivo a redução de custos para a Companhia, vez que o adubo orgânico é 45

preparado com o lixo orgânico gerado no Centro de Preservação e Pesquisa de Mamíferos e Quelônios Aquáticos, de Balbina. Monitoramento da Qualidade da Água do Reservatório - Foram realizadas coletas e análise da água, composto de parâmetros físico-químicos, onde foram monitorados 6 pontos da UHE-Balbina e 5 pontos a jusante, com freqüência trimestral. Foram coletadas amostras de águas em perfil no reservatório (superfície, 2xSecchi, ½ profundidade e profundidade-1) e no rio (superfície e profundidade-1), totalizando 34 amostras trimestrais e 136 amostras anuais. Os parâmetros analisados foram: condutividade, cor verdadeira, DQO, fosfato, nitrito, nitrogênio amoniacal, oxigênio dissolvido, ph, sólidos dissolvidos totais, sólidos totais, sólidos em suspensão, temperatura e turbidez, totalizando 714 amostras analisadas trimestralmente e 2.856 amostras analisadas anualmente. Ações Compensatórias - Foram mantidos em cativeiro, para reabilitação e posterior soltura, mais de 100 espécies de aves, dentre papagaios, araras, curiós, galo da serra, sanhaçus, coruja, curica, biguás, gaviões, periquitos de asa branca, periquitos tuipara, saripora de coleira e socós, para reabilitação e estudos. Foram soltos no Rio Uatumã, como resultado do Projeto Quelônios do Uatumã, aproximadamente, 20.882 filhotes de quelônios. Estão mantidos em cativeiro para posterior soltura, 47 peixes-boi da Amazônia. Somando-se a estas ações, deu-se continuidade a execução dos convênios celebrados com órgãos ambientais: Secretaria de Produção Rural (SEPROR) e IBAMA, com o objetivo de estreitar os vínculos entre a Amazonas Energia e essas instituições no que diz respeito às práticas legais e institucionais voltadas para as questões ambientais. 15 RECONHECIMENTO PRÊMIOS CONQUISTADOS 15.1 Prêmio Empresa Cidadã Em outubro de 2010, a Amazonas Energia recebeu, pelo terceiro ano consecutivo, o certificado de Empresa Cidadã, por intermédio do Conselho Regional de Contabilidade do Estado do Rio de Janeiro (CRC-RJ), da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (FECOMÉRCIO-RJ) e da Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro(FIRJAN), pelas informações sociais, ambientais e contábeis apresentadas no ano base de 2009. O objetivo deste prêmio é de incentivar a realização, publicação e valorização dos Balanços Sociais das empresas, contribuindo para o exercício da cidadania e promovendo os ditames da transparência organizacional. 15.2 Prêmio ABRACONEE Em novembro de 2010, a Companhia foi premiada, em 2 Lugar, pela Associação Brasileira dos Contadores do Setor de Energia Elétrica (ABRACONEE) pela Melhor Divulgação das Demonstrações Contábeis do exercício de 2009, na categoria Companhia de Capital Fechado de Pequeno Porte. A premiação aconteceu durante o XXVI Encontro Nacional dos Contadores do Setor de Energia Elétrica (ENCONSEL), realizado em Foz do Iguaçu Paraná. 15.3 Selo Pró-Equidade de Gênero Em dezembro de 2010, a Companhia recebeu o Selo Pró-Equidade de Gênero, em solenidade ocorrida em Brasília, que visa à promoção da cidadania e à difusão de práticas exemplares entre as empresas. O Selo também é um instrumento de progresso que evidencia o compromisso da Companhia com a equidade de gênero. 46

16 BALANÇO SOCIAL 47