TEORIA DA CONTABILIDADE I LGE202

Documentos relacionados
TEORIA DA CONTABILIDADE I LGE202

GRUPO I (Responda em folhas separadas)

CONTABILIDADE II LCE110

LICENCIATURA EM ECONOMIA 2007/2008 CONTABILIDADE II

JMR - Gestão de Empresas de Retalho, SGPS, S.A

Informação Financeira

4. Para efeitos de consolidação de contas, é política do Grupo utilizar, entre outras, as seguintes taxas para cômputo das amortizações anuais:

GRUPO I (Cotação: 5 Valores)

Análise Financeira 2º semestre

Informação Financeira

Contabilidade II - LEC 110 Resolução Exercício nº2 Capítulo I

MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS 2007/2008

Informação Financeira

C N C. Indice 11 - CÓDIGO DE CONTAS CLASSE 1 - DISPONIBILIDADES 11 - CÓDIGO DE CONTAS...1

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2008

INSTITUTO SUPERIOR DE FORMAÇÃO BANCÁRIA Ano Lectivo 2011/2012

MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS 2007/2008

PLC - CORRETORES DE SEGUROS, S.A. EXERCÍCIO DE 2008 RELATÓRIO DE GESTÃO

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO ECONÓMICO DE 2009

ISEG INSTITUTO SUPERIOR DE ECONOMIA E GESTÃO CONTABILIDADE GERAL I. Turno: Nome:

CONTABILIDADE FINANCEIRA II FREQUENCIA EXAME

8.2. Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados

CONTABILIDADE FINANCEIRA II Exame - 1ª Época 1/Junho/2011

o património Noção e elementos constitutivos 39 Factos patrimoniais 42 Equação fundamental da contabilidade... 44

GRUPO I GRUPO II. Balanço da Ostrea, SA

POC CÓDIGO DE CONTAS

Teoria da Contabilidade I

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS N SEGUROS, S.A.

OPERAÇÕES S DE E FIM M DE E EXERCÍCIO

Código de Contas (SNC):

CONTABILIDADE FINANCEIRA II

GESTÃO FINANCEIRA PARA NÃO FINANCEIROS

1.ª Frequência de Contabilidade Financeira Ano letivo

ACTIVO BRUTO E ACTIVO LÍQUIDO ACTIVO LÍQUIDO PROVISÕES IMOBILIZADO:

B A L A N Ç O. Segurajuda - Corretores de Seguros, Lda Data:

CENTRO SOCIAL E PAROQUIAL DA MEADELA

CONTABILIDADE (NíVEIS 1,2 E 3) Curso Geral de Contabilidade

ANEXO AO BALANÇO CONSOLIDADO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS

ERRATA RELATÓRIO E CONTAS

As notas que se seguem respeitam a numeração sequencial definida no POCAL - Plano Oficial de Contabilidade das Autarquias Locais.

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Prestação de contas 2016

NOÇÃO DE COOPERATIVA

Balanço. Valores em Euros EXERCICIOS. ACTIVO NÃO CORRENTE: Ativos fixos tangíveis: Terrenos e Recursos Naturais. Ferramentas e Utensilios

2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras:

ANEXO AO BALANÇO CONSOLIDADO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS CONSOLIDADOS

NOTA 2. Referencial Contabilístico de Preparação das Demonstrações Financeiras. Ajustamentos de Transição em 31 de Dezembro de 2009

Contabilidade Financeira aos Sabados

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO ANO 2014

CÓDIGO DE CONTAS Portaria 218/2015, de 23 de Julho (Em vigor desde 1 de janeiro de 2016)

Demonstrações Financeiras Período findo em 2015

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS DO ANO 2015

FamiGeste 2 SGPS, SA. Relatório e Contas FamiGeste 2 - SGPS, S.A. Rua das Flores, 12 2.º Lisboa Tel: Fax:

FIBEIRA FUNDOS SOCIEDADE GESTORA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO, SA ANEXO ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2006

BALANÇO DO EXERCÍCIO DE 2006

EXAME COLÉGIO DE ESPECIALIDADE DE CONTABILIDADE PÚBLICA

Processo Especial de Revitalização de Francisco Coelho & Filhos, Lda Processo nº 2100/12.5TJVNF do 2º Juízo Cível do Tribunal Judicial de Vila Nova de

Anexo III. Taxonomia M - SNC Microentidades. (a que se refere o artigo 4.º da presente portaria)

SERVIÇOS MUNICIPALIZADOS DE ÁGUA E SANEAMENTO DE VISEU Rua Conselheiro Afonso de Melo VISEU N.º de Identificação Fiscal

Anexo ao Balanço e Demonstração de Resultados Exercício de 2012 FEDERAÇÃO DE TRIATLO DE PORTUGAL NIF

ANEXO AO BALANÇO E À DEMONSTRAÇÃO DOS RESULTADOS (Decreto-Lei nº74/98, de 27 de Março) EM 31 DE DEZEMBRO DE 2009

CONTABILIDADE FINANCEIRA I - 1G105

8.ANEXOS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS 8.2 NOTAS AO BALANÇO E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADOS POR NATUREZA

A.P.T.I.Vila Cova Associação de Protecção à Terceira Idade

C N 2 - CÓDIGO DE CONTAS

Contabilidade Financeira II. Frequência Exame

2. Referencial contabilístico de preparação das demonstrações financeiras:

4.2 Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados

Notas ao Balanço e à Demonstração de Resultados

Balanço. Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P. Gerência de a Activo Código das contas.

Demonstrações Financeiras Período findo em 2012

I - Questões Gerais 1/12. Aluna(o) N.º Turma

AGÊNCIA DE CÂMBIOS CENTRAL, LIMITADA. R E L A T Ó R I O E C O N T A S

FIBEIRA FUNDOS - SOCIEDADE GESTORA DE FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO, SA BALANÇOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2010 E 2009

Informação Financeira

ANEXO AO BALANÇO E ÁS DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS DO EXERCÍCIO FISCAL DE 2007 ( Valores expressos em UROS )

MESTRADO EM GESTÃO DE EMPRESAS 2007/2008

CLASSIFICAÇÃO ORÇAMENTAL E PATRIMONIAL DO POCAL, APROVADO PELO DECRETO-LEI N.º 54-A/99, DE 22 DE FEVEREIRO

Imobilizaçoes corpóreas: Edificios e outras construções

NOVA School of Business and Economics. Exame intermédio de Contabilidade Financeira 2.º semestre 2011/12

BALANÇO ANO 2011 ENTIDADE M.VINHAIS MUNICIPIO DE VINHAIS PAG. 1 EXERCÍCIOS CÓDIGO DAS N N - 1 CONTAS. Imobilizado: Bens de domínio público

Informação Financeira

Transcrição:

LICENCIATURA EM GESTÃO 2006/2007 EXAME RECURSO - 31 de Janeiro 2007 TEORIA DA CONTABILIDADE I LGE202 Normas e Indicações: A prova tem a duração de 2 horas e 30 minutos. Não é permitida a consulta de elementos de estudo, colegas ou professores excepto o código de contas previsto no Plano Oficial de Contas. Deve explicitar todos os cálculos subjacentes às respostas dadas. A prova é constituída por três grupos. O Grupo I com cotação de 8 valores; o Grupo II com cotação de 5 valores e o Grupo III com cotação de 7 valores. Não é permitida a saída da sala durante a prova. Nos 5 minutos finais da prova certifique-se que colocou a sua identificação na folha de resposta. No final do tempo da prova pare de escrever e mantenha-se sentado no seu lugar, até todas as folhas (enunciado+resposta) estarem recolhidas e os docentes darem autorização de saída. Bom trabalho! GRUPO I 1. A Empresa X, pretendendo encerrar as suas contas relativas ao exercício de 2006, contratou os seus serviços para efectuar os lançamentos de rectificação dos resultados (o apuramento dos mesmos é feito informaticamente). Após um trabalho de recolha de elementos foi sistematizada a seguinte informação, com base na qual deverá indicar (através de diário) quais os lançamentos de rectificação a efectuar. 2. Relativamente aos Terceiros recolheu-se a seguinte informação: 2.1 Durante o mês de Dezembro, a Empresa X efectuou uma venda para o Brasil, no montante de 50 000 reais, cotando-se esta moeda a 0,8 euros. No dia 31 de Dezembro de 2006, cada real valia 0,82 euros e a Empresa ainda não tinha recebido o montante desta venda; 2.2 Também em Dezembro, a Empresa X importou dos E.U.A, com pagamento a 120 dias, matérias-primas no montante de 30 000 dólares americanos, numa altura em que cada dólar valia 1 euros. Em 31 de Dezembro de 2006, cada dólar americano estava cotado a 1,15 euros. 2.3 Todas as vendas da Empresa X originam recebimentos a 60 dias. Contudo, o cliente A deve 25 000 euros há 3 meses (para além dos 60 dias), ao passo que o cliente B deve 30 000 euros, já há 10 meses (para além dos 60 dias). A Empresa tem em conta os limites fiscais (CIRC) aplicáveis nesta matéria. 3. A Empresa adopta o regime de Inventário Intermitente e segue as normas presentes no Plano Oficial de Contabilidade. Relativamente às Existências recolheu-se a seguinte informação: 3.1 Stock inicial de Matérias-Primas: 150 000 euros; Stock inicial de Mercadorias: 5 000 unidades, no valor de 200 000 euros; Stock final de Matérias-Primas: 130 000 euros; Stock final de Mercadorias: 6 000 unidades, no valor de 240 000 euros.

3.2 Durante o exercício de 2006, as compras de matérias-primas ascenderam a 1 250 000 euros, ao passo que as compras de mercadorias totalizaram 2 000 000 euros (correspondentes a 50 000 unidades); 3.3 O stock final de mercadorias incluía 500 unidades que, com o decorrer do tempo se degradaram. A Empresa X consegue vender estas mercadorias a 25 euros por unidade, mas será necessário reembalar estas unidades, sendo o custo estimado da operação de 2,5 euros; 3.4 O stock final de produtos acabados era superior ao inicial em 50 000 euros; 3.5 O stock final de produtos e trabalhos em curso era inferior ao inicial em 25 000 euros. 4. Relativamente ao Imobilizado recolheu-se a seguinte informação: 4.1 No que diz respeito ao imobilizado, é de referir que saiu legislação autorizando a Empresa X a reavaliar o seu Activo após serem contabilizadas as amortizações relativas ao exercício de 2006. A restante informação relevante encontra-se sistematizada no quadro seguinte: (valores em euros) Descrição Valor a amortiz ar Ano Vida Útil Método de amortização Coef. Actualização Monetária Imóvel de 315 000 2006 20 anos Quotas Constantes 1 rendimento Edifício sede 250 000 2003 20 anos Quotas Constantes 1.1 Equipamento administrativo e industrial (a) 500 000 2001 8 anos Quotas Degressivas 1.15 Automóvel do Director comercial 20 000 2004 4 anos Base elástica (b) 1.06 (a) Metade do valor do equipamento é de natureza industrial e a outra metade de natureza administrativa. (b) Considere que esta viatura será capaz de percorrer 200 000 quilómetros e que, em 2004 percorreu 40 000 Km., em 2005, 65 000 Km. e em 2006, 40 000 Km. 4.2 A Empresa X, analisando as expectativas a cinco anos do Banco A e da Industria B, decidiu adquirir, durante 2006, mil acções do Banco A a 11 euros e cinco mil acções da Industria B a 7,5 euros. Verificou-se que, em 31 de Dezembro de 2006, na Bolsa, a cotação do Banco A era de 18 euros, ao passo que a da Industria B era de 5,5 euros. 4.3 A Empresa X possui ainda uma participação de 25% no capital da Empresa Z e, quando exigido, adopta o método de equivalência patrimonial na valorimetria dos investimentos financeiros. Durante o exercício de 2006, não foi realizado qualquer lançamento relativo a esta participação. A evolução do Capital Próprio da empresa participada entre 2005 e 2006 foi a seguinte: 31.12.2005 31.12.2006 Capital 500 000 700 000 Reservas de Reavaliação 100 000 - Reservas Livres 100 000 - Reservas legais 50 000 65 000 Resultados Líquido 20 000 50 000

5. Informações diversas 5.1 Foram adquiridas no exercício de 2006, 10 000 acções próprias de valor nominal de 5 euros, por 47 500 euros (à data da operação, não foi feito qualquer lançamento); 5.2 Em 1 de Outubro de 2006, a Empresa X efectuou um depósito a prazo por 6 meses, no montante de 50 000 euros que irá vencer juros à taxa líquida de 3% ao ano. Pedidos: 1. Lançamentos de rectificação em 31.12.2006 Grupo II NOTA: Das 5 (CINCO) questões apresentadas deverá responder somente a 2 (DUAS). 1. Descreva o processo de cálculo e contabilização, previsto no Plano Oficial de Contabilidade, das Dívidas de Terceiros decorrentes de transacções expressas em moeda estrangeira. 2. Caracterize o conceito de Custo de Produção e sua relação com as técnicas de custeio ao nível industrial. 3. Caracterize sucintamente a natureza de algumas operações desenvolvidas pela entidade participada e que obrigam a tratamento contabilístico, segundo o Método de Equivalência Patrimonial, por parte da entidade participante. 4. Descreva sucintamente uma operação de aumento de capital onde seja movimentada a conta Prémio e Descontos de Emissão. 5. Caracterize sucintamente e descreva as principais vantagens estudadas de uma Estrutura Conceptual inerente a um quadro normativo contabilístico.

Grupo III Dados: 1. A empresa XPTO, SA dedica-se à comercialização da mercadoria M. 2. Em anexo, apresenta-se o Balanço e a Demonstração dos Resultados por Naturezas reportados a 31.12.2006 e 31.12.2005. 3. Outras informações: Os montantes presentes na rubrica de Outros Credores são relativas a FSE. Os montantes presentes na rubrica de Outros Devedores dizem respeito à venda de imobilizado. Saldo inicial de Estado e outros entes públicos (Activo) IVA 192.500 Saldo final Estado e outros entes públicos (Activo) IVA 275.000 Saldo final Estado e outros entes públicos (Passivo) IRC 137.500 Variação de Acréscimos e diferimentos Remunerações a pagar 110.000 Subsídios de investimento -137.500 Juros a pagar -27.500 Aquisições de Imobilizado Corpóreo 1.750.000 Alienações imobilizado (Amortizações Acumuladas).750.000 137.500 Preço de Venda das alienações de imobilizado 440.000 Juros e proveitos similares 159.500 Foram consideradas dívidas incobráveis de clientes 40.000 Destruição de Mercadorias provocada por incêndio 10.000 Liquidação de empréstimos obtidos 192.500 Pagamento de dividendos relativos ao Res. Líquido de 2005 27.500 Pedido: 1. Elaboração da Demonstração de Fluxos de Caixa, de acordo com a Directriz contabilística nº 14, pelo método directo, relativa a 2006.

Anexo 1 Balanço da sociedade XPTO em 31.12.2006 ACTIVO 2006 2005 Var. Imobilizado incorpóreo 5.500 5.500 - Imobilizado corpóreo 12.750.000 11.550.000 2.200.000 Amortizações acumuladas -8.250.000-7.562.500-687.500 Investimentos financeiros 1.100.000 1.045.000 55.000 Existências 1.650.000 2.612.500-962.500 Clientes 2.805.000 2.200.000 605.000 Ajustamentos de Clientes -55.000 0-55.000 Estado e o. entes públicos 275.000 192.500 82.500 Outros devedores 495.000 550.000-55.000 Disponibilidades 412.500 467.500-55.000 Total do Activo 11.188.000 11.060.500 1.127.500 CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO Capital social 5.500.000 4.125.000 1.375.000 Reservas 512.500 1.292.500-780.000 Resultados transitados 27.500-55.000 82.500 Resultado líquido 825.000 330.000 495.000 Total do Capital Próprio 6.865.000 5.692.500 2.172.500 Empréstimos bancários (MLP) 2.062.500 1.650.000 412.500 Fornecedores 1.100.000 2.832.500-1.732.500 Fornecedores de imobilizado 275.000 192.500 82.500 Estado e o. entes públicos 137.500 0 137.500 Outros credores 247.500 137.500 110.000 Acréscimos e diferimentos 500.500 555.500-55.000 Total do Passivo 4.323.000 5.368.000 1.045.000 Total do Capital Próprio e Passivo 11.188.000 11.060.500 1.127.500 Demonstração de Resultados por Naturezas em 31.12.2006 2006 2005 Vendas e prestações de serviços 15.125.000 11.000.000 CMVMC -10.450.000-6.875.000 FSE -1.512.500-1.375.000 Custos com pessoal -1.787.500-1.650.000 Amortizações -825.000-687.500 Ajustamentos -55.000 0 Resultados financeiros -225.500-192.500 Resultados extraordinários 693.000 110.000 Imposto sobre o rendimento -137.500 0 Resultado líquido 825.000 330.000