Direito do Ordenamento e do Urbanismo As disciplinas que têm o território como objeto Direito do Ordenamento do Território Direito do Urbanismo Do ponto de vista jurídico apresentam-se como partes especiais do direito administrativo Os interesses em causa (interesses públicos e o seu confronto com os interesses privados) As entidades envolvidas Os instrumentos jurídicos utilizados Asgarantias (administrativas e contenciosas) 1
1. O ordenamento do território 5 Organização das estruturas humanas e sociais num determinado quadro geográfico Ação e prática de dispor num determinado território os homens e as suas atividades Desenvolvimento equilibrado das regiões e organização física do espaço 6 Uma visão global dos problemas que as implantações territoriais e atividades humanas determinam no território Visa articular as várias políticas setoriais que incidem sobre o território de forma a articula-las e coordena-las 2
7. Uma moderna função pública orientada para os problemas colocados pela utilização do espaço (território). Fornece os instrumentos adequados à concretização/materialização de um modelo territorial 8 A) Espacialização das várias políticas públicas Expressão territorial das várias políticas públicas setoriais (sociais, económicas, culturais, etc.) Preocupação com as questões de localização física das várias actividades (aeroportos, infraestruturas, etc.), utilização dos solos e organização e gestão das atividades no solo 9 B) Considerações mais amplas do que de mera espacialização: preocupações económicas, sociais, políticas e ambientais (políticas territoriais e de desenvolvimento económico-social) C) Perspectivas de longo prazo e métodos de prognose 3
10 Ordenamento do território Função pública horizontal que deve condicionar as funções públicas setoriais, com a finalidade de corrigir os desequilíbrios territoriais de forma a tornar compatíveis os interesses públicos do desenvolvimento económico e da melhoria da qualidade de vida 11 Caraterísticas: Função corretora de desequilíbrios territoriais de acordo com critérios de qualidade de vida (correção de assimetrias regionais) Função de ordenamento espacial relacionada com a política económica Função horizontal, integradora e global 2. Direito do Urbanismo 4
As conceções Restrita: a urbe e os seus problemas Intermédia: a ocupação para fins urbanísticos de todo o território Ampla: a ocupação, usos e transformação de todo o território (dificuldade de distinção de outras áreas, designadamente o ordenamento do território) 14 Critério misto de distinção - Objetivos: mais amplos no ordenamento do território do que no urbanismo - Conteúdo: meras diretivas, opções, orientações e estratégicas direcionadas para as entidades públicas com atribuições sobre o território, enquanto as de urbanismo contêm normas de ocupação dos solos precisas e operativas - Eficácia jurídica: os instrumentos de ordenamento de território têm como destinatários as restantes entidades públicas não sendo diretamente vinculativos dos particulares, enquanto os de urbanismo vinculam estes directamente 15 3.Ordenamento do território /urbanismo: têm o território como matéria prima 5
16 Os Factores determinantes na ocupação do território Elementos de estabilidade do território As fronteiras do Estado, mas em articulação com as dos tratados da União Europeia A rede urbana Os municípios na organização e gestão do território Elementos de instabilidade do território População Os níveis supra-municipais da gestão do território, designadamente a Admi-nistração local do Estado 17 As questões territoriais A oposição litoral-interior Os dois grandes pólos: áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto Aspectos de relevo a ter em consideração A Administração do Território A infra estruturação do território Redes de transportes, Redes de telecomunições Redes de energia Redes de saneamento básico Redes de equipamentos colectivos (de educação, de saúde, desportivos, culturais 18 4. Os problemas urbanísticos/ territoriais em Portugal 6
19 o reforço da litoralização e da aceleração do processo de urbanização; abandono e degradação dos centros históricos, com a deslocação da população para periferias sub-equipadas e desqualificadas; a urbanização indisciplinada e com tendências dispersivas (densidade populacional elevada fora de alguns perímetros urbanos), com um alargamento sobredimensionado e irrealista de perímetros urbanos o aumento do número de fogos devolutos e degradados dentro dos perímetros urbanos dos grandes centros e o seu congestionamento durante o dia ; 20 a irracional ocupação dos solos, fruto de iniciativas privadas que surgem desgarradas, sem articulação e carentes de movimentos associativistas e de parcerias público-privadas de relevo, consistindo quase sempre em licenciamentos isolados; as deficiências e insuficiências nas infraestruturas urbanas e nos equipamentos e espaços públicos; a falta de articulação de planos de municípios vizinhos e dos planos em geral; a realização de operações urbanísticas ilegais; a frequente e indesejável segregação social do espaço; 21 a perda de identidade de algumas periferias urbanas e, em situações mais flagrantes, também dos centros urbanos; a marginalização de extensas áreas rurais ou perda das suas caraterísticas tradicionais; a inflexibilidade do regime de conservação da natureza (um regime de tudo ou nada, devido à inexistência de regimes intermédios em zonas tampão) a deficiente fiscalidade urbanística, favorecendo a tendência para a especulação imobiliária; a ausência de uma política dos solos; 7
22 5. As questões integradas no direito do urbanismo e do ordenamento do território 23 O planeamento do território e urbanístico (o urbanismo de expansão) O direito dos solos (o urbanismo de expansão) O direito público da construção (o urbanismo de expansão/reabilitação urbana) 24 As novas preocupações Reabilitação, requalificação e renovação urbanas em geral, incluindo: Fenómeno da recuperação das áreas urbanas de génese ilegal os programas POLIS (Programa de Requalificação Urbana e Ambiental de Cidades) A reabilitação, requalificação e renovação dos centros históricos 8
Evolução das questões urbanísticas O urbanismo do talento urbano (preocupado, sobretudo, com as infra-estruturas, arquitectura e a tecnologia da cidade); O urbanismo ecológico (que junta às preocupações precedentes as do património, espaços e estética urbana) O urbanismo de desenvolvimento social (vocacionado para a prevenção e cura dos males sociais de uma civilização urbana). 26 6. A constituição e o direito do urbanismo e do direito do território 27 Distinção e intima relação entre direito do urbanismo, do ordenamento do território, do ambiente e a garantia do direito à habitação O urbanismo e o ordenamento do território como tarefas e funções públicas O urbanismo e o ordenamento do território como um espaço de condomínio de interesses estaduais, regionais e locais (cfr. repartição de poderes de planeamento) 9
28 Colaboração entre vários sujeitos de direito público na formação e execução de instrumentos de planeamento O direito de participação dos interessados na elaboração dos planos, em geral, e na atividade urbanística da Administração Pública em particular Princípio da justa ponderação de interesses públicos e privados e da superação de conflitos entre os mesmos Principio da publicidade dos planos 29 Principio da legalidade e da proporcionalidade do plano Princípio da igualdade Garantia constitucional da propriedade privada dos solos e o princípio da intervenção da Administração pública nos solos Princípio da indemnização 10