Destacamento de trabalhadores
Determinação da legislação aplicável 2
Instituições competentes Centros Distritais do ISS, I.P. Instituições de segurança social das Regiões Autónomas Secretaria Geral ou equivalente ou o departamento que exerça as funções de gestão e administração de recursos humanos no organismo a que está vinculado o funcionário destacado Instituições designadas pelas autoridades competentes Departamento de Prestações e Contribuições (DPC) do ISS, I.P. Direção Regional da Solidariedade e da Segurança Social dos Açores Centro de Segurança Social da Madeira Organismo de ligação Direcção-Geral da Segurança Social 9 de outubro de 2015 3
Aplicação dos Regulamentos da União Europeia Reg. (CE) nº 883/2004, alterado pelo Reg. (CE) nº 988/2009 e Reg. (CE) nº 987/2009 Título II (Art.º 11.º a 16.º Reg. (CE) 883/2004/ (Art.º 14.º a 21.º Reg. (CE) 987/2009 (sujeição a uma única legislação) Regras gerais (Art.º 11.º Reg. 883/2004) Regras especiais relativas a destacamento de trabalhadores (Art.º 12.º Reg. 883/2004) Regras especiais em caso de exercício normal de atividade no território de dois ou mais Estados-membros (Art.º 13.º Reg. 883/2004) Regra especial relativa a direito de opção dos agentes contratuais das Comunidades Europeias (Art.º 15.º Reg. 883/2004) Aplicação provisória de uma legislação (Artigos 6.º e 16.º do Reg. 987/2009) Regra de exceção (Art.º 16.º Reg. 883/2004) 4
Aplicação dos Regulamentos da União Europeia Reg. (CE) nº 883/2004, alterado pelo Reg. (CE) nº 988/2009 e Reg. (CE) nº 987/2009 Regras especiais relativas a destacamento Título II, Art.º 11.º a 16.º RB e Título II, Art.º 14.º a 21.º RA Continua a ser aplicável a legislação de segurança social do país de envio durante um período até 24 meses A instituição competente de segurança social emite o Documento portátil A1 e o CESD para efeitos de assistência médica 5
Aplicação dos Regulamentos da União Europeia Reg. (CE) nº 883/2004, alterado pelo Reg. (CE) nº 988/2009 e Reg. (CE) nº 987/2009 Regras especiais relativas a destacamento Título II, Art.º 11.º a 16.º RB e Título II, Art.º 14.º a 21.º RA Elementos a ter em conta na verificação do enquadramento na segurança social: Destacamento de trabalhadores por conta de outrem o trabalhador destacado deve ir realizar no outro país um trabalho por conta da entidade empregadora o que implica que exista, durante todo o período de destacamento, um vínculo orgânico entre o empregador responsável pelo destacamento e o trabalhador destacado a entidade empregadora que destaca o trabalhador deve exercer normalmente a actividade no país de envio a actividade noutro país deve ser de natureza temporária o destacamento não pode ser concebido para a substituir outro trabalhador que antes tenha sido destacado 6
Aplicação dos Regulamentos da União Europeia Reg. (CE) nº 883/2004, alterado pelo Reg. (CE) nº 988/2009 e Reg. (CE) nº 987/2009 Regras especiais relativas a destacamento Título II, Art.º 11.º a 16.º RB e Título II, Art.º 14.º a 21.º RA Elementos a ter em conta na verificação do enquadramento na segurança social: Trabalhadores por conta própria o trabalhador deve exercer normalmente a actividade por conta própria no país de origem a actividade que vai ser exercida no outro país deve ser semelhante à exercida no país de origem a actividade noutro país deve ser de natureza temporária 7
Destacamento de trabalhadores por conta de outrem Regra especial Art.º 12.º, nº 1 RB + Art.º 14.º RA Elementos para avaliar o exercício de actividade substancial por parte do empregador que destaca trabalhadores o lugar onde a empresa destacante tem a sua sede social e a sua administração; o efectivo de pessoal administrativo da empresa destacante que trabalha nesse Estado e no Estado para o qual o trabalhador foi destacado a presença exclusiva de pessoal administrativo no Estado de envio exclui, per se, a aplicação das disposições que regem o destacamento à empresa em questão; o lugar onde o trabalhador destacado é recrutado; o lugar onde é celebrada a maior parte dos contratos com os clientes; o direito aplicável aos contratos celebrados pela empresa destacante com os seus clientes e com os seus trabalhadores; 8
Destacamento de trabalhadores por conta de outrem Regra especial Art.º 12.º, nº 1 RB + Art.º 14.º RA Elementos para avaliar o exercício de actividade substancial por parte do empregador que destaca trabalhadores o número de contratos executados no Estado de envio e no Estado para o qual o trabalhador foi destacado; o volume de negócios realizado pela empresa destacante no Estado de envio e no Estado para o qual o trabalhador foi destacado durante um período suficientemente significativo (por ex., um volume de negócios realizado no Estado de envio correspondente a aproximadamente 25% do volume de negócios total da empresa pode ser um indicador suficiente, mas os casos em que o volume de negócios é inferior a 25% exigem maior escrutínio) - em princípio, é possível avaliar o volume de negócios com base nas contas publicadas da empresa relativas aos 12 meses anteriores. No entanto, no caso de uma empresa recém-fundada, é mais indicado avaliar o volume de negócios desde o início da actividade (ou um período mais curto, caso seja mais representativo da actividade da empresa); há quanto tempo uma empresa está estabelecida no Estado-Membro de envio. 9
Destacamento de trabalhadores por conta de outrem Regra especial Art.º 12.º, nº 1 RB + Art.º 14.º RA Trabalhadores recrutados para serem destacados Critério a ter em conta para além das restantes condições aplicáveis ao destacamento: imediatamente antes do início da sua actividade a pessoa destacada para outro Estado-Membro deve estar inscrita no sistema de segurança social do Estado-Membro em que o respectivo empregador está estabelecido (Artigo 14.º, n.º 1, RA). Um período de, pelo menos, um mês pode ser considerado suficiente para preencher este requisito. Para períodos mais curtos, a avaliação será feita caso a caso, devendo igualmente ser considerados todos os restantes factores (Decisão n.º A2 da Comissão Administrativa). Este requisito é preenchido com o exercício de uma actividade por conta de outrem para qualquer empregador no Estado de envio, não sendo necessário que, nesse período, a pessoa já trabalhasse para o empregador que solicita o seu destacamento. 10
Destacamento de trabalhadores por conta de outrem Regra especial Art.º 12.º, nº 1 RB + Art.º 14.º RA Destacamento do trabalhador para exercer actividade em várias empresas no Estado-Membro para onde foi destacado elemento essencial e decisivo, neste caso, é que o trabalho continue a ser realizado por conta da empresa destacante. Por conseguinte, é sempre necessário verificar a existência e a continuação, ao longo do período de destacamento, da relação directa entre o trabalhador destacado e a empresa destacante. 11
Destacamento de trabalhadores por conta de outrem Regra especial Art.º 12.º, nº 1 RB + Art.º 14.º RA Destacamento sucessivo do trabalhador para exercer actividade no Estado-Membro para onde foi destacado possível se houver uma interrupção de, pelo menos, 2 meses entre os diversos destacamentos e desde que o trabalho continue a ser realizado por conta da empresa destacante (Decisão n.º A2 da Comissão Administrativa. o destacamento sucessivo em diferentes Estados-Membros dá origem a outros tantos novos destacamentos na acepção do artigo 12.º, n.º 1 do RB. as disposições relativas ao destacamento não se aplicam aos casos em que uma pessoa exerça normalmente actividades em diferentes Estados- Membros em simultâneo. Esses casos, encontram-se abrangidos pelas disposições do artigo 13.º do RB. 12
Destacamento de trabalhadores por conta de outrem Regra especial Art.º 12.º, nº 1 RB + Art.º 14.º RA Quando não pode haver destacamento a empresa para a qual o trabalhador foi destacado o coloque à disposição de outra empresa no Estado-Membro em que ela está situada; a empresa para a qual o trabalhador foi destacado o coloque à disposição de uma empresa situada noutro Estado-Membro; o trabalhador seja recrutado num Estado-Membro para ser enviado por uma empresa situada num segundo Estado-Membro para uma empresa de um terceiro Estado-Membro; o trabalhador seja recrutado num Estado-Membro por uma empresa situada num segundo Estado-Membro para exercer uma actividade no primeiro Estado-Membro; o trabalhador seja destacado para substituir outra pessoa destacada; o trabalhador tenha celebrado um contrato de trabalho com a empresa na qual está destacado. 13
Destacamento de trabalhadores por conta própria Regra especial Art.º 12.º, nº 2 RB + Art.º 14.º RA Elementos para avaliação de exercício normal de trabalho por conta própria exercício de uma actividade por conta própria durante algum tempo antes da data em que se desloca para outro Estado-Membro (pelo menos, 2 meses - Decisão n.º A2 da Comissão Administrativa, sem prejuízo de avaliação caso a caso) e cumprimento dos requisitos necessários ao exercício da sua actividade no Estado-Membro em que está estabelecida e aí continue a manter os meios necessários para prossegui-la após o regresso Outros elementos a ter em conta ter um escritório no Estado de origem; pagar impostos no Estado de origem; Estar sujeito ao pagamento de IVA no Estado de origem; estar inscrito em câmaras de comércio ou organizações profissionais no Estado de origem; ter uma carteira profissional no Estado de origem. 14
Destacamento de trabalhadores Regra especial Art.º 12.º RB Notificação de alterações ocorridas durante o período de destacamento O trabalhador destacado e o seu empregador devem informar as autoridades do Estado de envio (Centro Distrital do ISS, I.P. em Portugal) de qualquer alteração que ocorra durante o período de destacamento, nomeadamente: se o destacamento solicitado acabou por não ocorrer ou se terminou antes da data prevista; se a actividade foi interrompida em circunstâncias diferentes das interrupções de curta duração inerentes a doença, férias, formação, etc.; se o trabalhador destacado foi afectado pelo seu empregador a outra empresa do Estado de envio, nomeadamente, em caso de fusão ou de transferência da empresa; A instituição competente do Estado de envio (Centro Distrital) deve informar as autoridades do Estado para o qual o trabalhador foi destacado, se for esse o caso e, a pedido, em caso de ocorrência de alguma das alterações atrás mencionadas. Os trabalhadores por conta própria que vão exercer actividade temporária noutro Estado- Membro, devem também comunicar qualquer alteração ao Centro Distrital. 15
Verificação de enquadramento nas regras especiais relativas ao exercício normal de actividade no território de dois ou mais Estados-membros Regra especial Art.º 13.º RB + Art.º 14.º RA Elementos a ter em conta Trabalhadores por conta de outrem o exercício normal de actividade por conta de outrem em dois ou mais Estados-membros exercício de parte substancial da actividade por conta de outrem em dois ou mais Estadosmembros tendo em conta a situação previsível para os próximos 12 meses Trabalhadores por conta própria o exercício normal de actividade por conta própria em dois ou mais Estados-membros Se a actividade a exercer no outro Estado é actividade semelhante à exercida no Estado de origem em que Estado é exercida a parte substancial da actividade exercida por conta própria em dois ou mais Estados-membros, tendo em conta a situação previsível para os próximos 12 meses em que Estado se situa o centro de interesse do trabalhador por conta própria, tendo em conta a situação previsível para os próximos 12 meses 16
Verificação de enquadramento nas regras especiais relativas ao exercício normal de actividade no território de dois ou mais Estados-membros Regra especial Art.º 13.º RB + Art.º 14.º RA Actividades por conta de outrem exercidas em dois ou mais Estadosmembros (art. 13.º RB) 2 ou mais entidades empregadoras em Estados-membros diferentes Aplicação da legislação do Estado da residência 1 entidade empregadora; residência no EM A, actividade no EM A e B parte substancial em A 1 entidade empregadora; residência no EM A, actividade no EM A e B sem parte substancial em A 1 entidade empregadora; residência no EM A, actividade nos EMs B e C Aplicação da legislação do Estado da residência Aplicação da legislação do Estado em que a entidade empregadora tem a sede ou domicílio Aplicação da legislação do Estado em que a entidade empregadora tem a sede ou domicílio 17
Aplicação provisória de legislação Art.º 16.º RA para aplicação Artº 13.º RB exercício de actividade em dois ou mais EMs A pessoa que exercer uma actividade em dois ou mais EMs deve informar a instituição designada pela autoridade competente do EM da residência A instituição do lugar da residência determina sem demora a legislação aplicável. Essa determinação inicial é provisória e informa as instituições dos outros EMS em que também é exercida actividade Essa determinação torna-se definitiva no prazo de 2 meses após a instituição designada pelas autoridades competentes ter sido informada, a não ser que a instituição do outro EM informe a instituição do EM da residência, até ao final do prazo de 2 meses, que não pode aceitar essa determinação ou que discorda desse enquadramento. Em casos de incerteza sobre a determinação da legislação aplicável, a pedido de uma das instituições designadas pelas autoridades competentes dos EMs, a legislação aplicável é determinada de comum acordo, tendo em conta o disposto nos artigos 13.º RB, Art.º 14.º RA, Decisão A2) Se a pessoa não informar a instituição designada pela autoridade competente do EM da residência, esta determina oficiosamente, sem demora, a legislação aplicável logo que tenha conhecimento do facto eventualmente através da instituição do outro EM 18
Aplicação dos Regulamentos da União Europeia Título II, art.º 11.º a 16.º RB e Título II, art.º 14.º a 21.º RA Pagamento de contribuições As pessoas que exercem actividade em dois ou mais Estados-Membros são consideradas como se exercessem todas as suas actividades por conta de outrem ou por conta própria e recebessem a totalidade dos seus rendimentos no Estado- Membro cuja legislação é aplicável Cooperação entre instituições As instituições pertinentes comunicam à instituição competente do EM cuja legislação é aplicável, as informações necessárias para estabelecer a data em que a legislação passa a ser aplicável e as contribuições que as pessoas e os empregadores são devedores nos termos da legislação aplicável 19
Aplicação dos Regulamentos da União Europeia Título II, art.º 11.º a 16.º RB e Título II, art.º 14.º a 21.º RA Obrigações do empregador (Art.º 21.º RA) nº1, art.º 21.º RA um empregador que tenha a sua sede ou centro de actividades fora do EM competente deve cumprir as obrigações previstas pela legislação aplicável aos seus trabalhadores nomeadamente a obrigação de pagar as contribuições previstas por essa legislação, como se tivesse a sua sede ou centro de actividades no EM competente. nº 2 do art.º 21.º RA prevê possibilidade de acordo entre o empregador que não tenha a sua sede ou centro de actividades fora do EM competente e o trabalhador no sentido deste dar cumprimento às obrigações do empregador no que respeita ao pagamento das contribuições, sem prejuízo das obrigações subjacentes do empregador. O empregador comunica tal acordo à instituição competente.» correspondente ao Art.º 109.º Reg. (CEE) nº 574/72 - Acordo relativo ao pagamento de contribuições 20
Destacamento para países com convenções bilaterais Antes do destacamento A empresa deve, com antecedência, solicitar o destacamento à segurança social do Centro Distrital que a abranja, enviando uma carta com: Os dados da empresa que destaca Os dados do trabalhador Os dados da empresa para onde vai destacado O período de destacamento 21
Destacamento para países com convenções bilaterais Se quiser pedir um prolongamento Se a convenção bilateral permitir prolongar o destacamento, deve ser pedida autorização à Unidade de Instrumentos Internacionais. Para isso, a empresa envia ao Centro Distrital / Unidade de Instrumentos Internacionais o extrato dos salários do trabalhador e documentos que demonstrem que a atividade no estrangeiro é temporária. 22
FIM Obrigada 23