Município de Albufeira

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Transcrição:

Património arquitetónico religioso Município de Albufeira Igreja Matriz de Santa Maria antiga Igreja Matriz de Albufeira Localização: Rua do Cemitério Velho, Albufeira Elementos arquitetónicos e painel de azulejos seiscentista da antiga Matriz A nascente do Castelo de Albufeira, erguia-se a Igreja Matriz de Santa Maria numa arquitetura de feição tardo-gótica, com fachada principal voltada para a atual Rua do Cemitério Velho, e alçado lateral paralelo á Rua da Bateria. Foi um dos templos cristãos mais antigos do Algarve, já existia em 1320, segundo as fontes escritas consultadas e guardadas no Arquivo Nacional da Torre do Tombo, as quais remontam á época de D. Dinis. Ficou totalmente destruída na sequência do terramoto de 1755. A Igreja Matriz de grande volumetria, dispunha de três naves e tinha como orago Nossa Senhora da Conceição. A construção do edifício obedeceu a preceitos simbólicos no que se refere á geometria, bem como ás relações numéricas de elementos construtivos e

dimensionais, é o caso da cruz latina, inerente á planta do templo, e da carga simbólica do número oito, patente na existência das oito capelas edificadas no seu interior. Apresentava um discurso repleto de referências ao cristianismo, a elementos naturalistas da fauna e da flora, a elementos fantásticos, á tradição popular e a outros motivos decorativos como sejam cordas entrelaçadas, pináculos cónicos, colunas torsas, correntes entre outros visíveis nos seus elementos arquitetónicos, que testemunham o tardo-gótico. No ano de 1567, em carta emanada pela Ordem de Avis, datada de 4 de Janeiro, é concedida autorização para a construção na sacristia da igreja de uma capela para colocar a imagem do Santíssimo. Em 1592, a 14 de Janeiro é feita provisão de licença para Manuel Martins e sua mulher edificarem capela com invocação a S. Brás. Um ano depois, a capela de S. António recebe provisão, em que é concedida licença para possuir órgão. Continuam as campanhas para o melhoramento e conservação do maior e mais imponente templo religioso da então vila, e no ano de 1609, surge nova provisão dirigida ao recebedor da fábrica nova, para a concessão de verba por forma a acabar o retábulo-mor. A Confraria de S. Pedro recebe provisão a 4 de Março de 1614, autorizando a construção de nova capela. Em finais do século XVII, gastam se vinte e cinco mil réis no douramento do retábulo mor da igreja e, em 1685, a fábrica da igreja recebe nova provisão, a 30 de Maio, para remeter á Mesa da Consciência e Ordens quarenta e três mil e novecentos réis para campanha de obras e restauro. O sino é mandado fazer pelo Juiz da Ordem da Comarca de Albufeira, a pedido do então Prior no ano de 1694. Ermida de são Sebastião - Guia Localização: Rua 1º de Dezembro Guia Fachada Principal A Guia á semelhança das outras povoações do Algarve, tem á sua entrada, a Nascente no cimo de uma ladeira, Ermida dedicada a S. Sebastião, próximo do Km 67 da E. N. 125.

Segundo a tradição terá sido este santo, mártir romano, a acabar com a epidemia da peste negra, flagelo que se fez sentir em todo o território nacional desde a Idade Média. Refira-se que também existe na freguesia de Albufeira igreja dedicada a este santo e, que em honra do mesmo, a Confraria de S. Sebastião obteve licença real a 2 de Abril de 1646, para realização de feira anual em Albufeira, sendo que os proventos revertiam a favor da confraria. Trata-se de um templo religioso de pequena dimensão e planta simples retangular, que apresenta nave única e apenas uma cobertura sem volumes escalonados, dispõe de capela-mor de grande simplicidade com arco triunfal e sacristia. Do exterior destaca-se a fachada principal com portal em cantaria com verga recta e pequena janela em consonância com o estilo chão. No interior do templo evidencia-se interessante pintura mural, descoberta quando foi deslocado o retábulo para limpeza e restauro, sendo que ocupa a maior parte da parede testeira da capela-mor. Foi mandado executar pelos responsáveis da Paróquia de Nossa Senhora da Guia pouco depois do grande terramoto de 1755. Igreja Matriz - Paderne Fachada principal da Matriz de Paderne e retábulo da capela-mor Pormenor do retábulo Localização: Praça da República Monumento de Interesse Público

No ano de 1596, a povoação de Paderne transfere-se do Castelo de Paderne para a atual sede de freguesia, com a construção da nova igreja matriz. Os mais antigos vestígios materiais no monumento confirmam uma cronologia de sabor manuelino, em plena primeira metade do século XVI, embora apareçam inúmeros elementos arquitetónicos de épocas posteriores. No interior do templo, da decoração manuelina pervive o arco triunfal de volta perfeita, apresenta motivos torsos que descarregam em grandes bases quadrangulares, bem como a forma e decoração de alguns capitéis das naves, em que se verifica o predomínio de motivos florais. Possui alguns capitéis jónicos e ainda no corpo do templo verifica-se a imponência dos arcos formeiros, de volta perfeita. A obra da igreja estaria praticamente concluída no ano de 1554, sendo que Francisco Lameira refere que o ano de 1506 deverá corresponder ao início da obra. Ainda segundo, aquele autor o projetista da obra terá sido Bartolomeu Rodrigues, conforme inscrição gravada no capitel de uma das colunas, junto ao arco triunfal. Data de 1625, uma provisão de 29 de Abril, ao Pe. Baltazar de Aires para ser edificada na Matriz, capela junto á de N. Sra. do Rosário. Este templo sofreu ao longo dos séculos seguintes sucessivos acrescentos e remodelações ao sabor do estilo arquitectónico predominante em cada época, embora não fossem alterados os elementos estruturais no interior. No ano de 1734, é realizado o douramento do retábulo -mor, conforme mostra a provisão de 8 de Novembro. Na verdade, a primeira metade do século XVIII foi renovadora para o interior do templo. Foram executados novos retábulos, pelo farense entalhador Francisco Martins Xavier, num estilo barroco evidenciado na talha do retábulo da capela-mor, em que merece destaque o trono piramidal do altar do Santíssimo e do Senhor Crucificado. Com o violento terramoto de 1755, naturalmente o edifício sofre danos estruturais. A fachada principal é reconstruída ao sabor neoclássico, bem como outros elementos, e algumas das capelas laterais. No ano de 1828 a Igreja Matriz recebe paramentos novos, oferecidos pelo Marquês do Alegrete, Comendador de Albufeira. D. Miguel irá ordenar a 4 de Fevereiro de 1831, que seja feito o inventário completo dos novos paramentos e alfaias afetos ao equipamento religioso.

Ermida do Pé da Cruz Paderne Fachada Principal da Ermida do Pé da Cruz Localização da Ermida Retábulo da Capela-mor A ermida do Pé da Cruz localiza-se á entrada de Paderne, a cerca de duzentos e oitenta metros da povoação, junto á E.N. 270. A construção do templo remonta ao ano de 1711, conforme inscrição lapidar da fachada principal. Na documentação consultada, o templo aparece mencionado no ano de 1758, tendo sido bastante destruído pelo terramoto de 1 de Novembro de 1755, á semelhança das suas congéneres do concelho. Templo religioso de apenas um corpo, revela grande simplicidade e sobriedade, apresenta planta longitudinal, composta por nave que se inscreve na torre sineira, capela-mor e sacristia. A fachada principal mostra frontão triangular, ladeado por dois pináculos, revelando grande singeleza e prospeto vernaculizado. O seu decorativismo exterior denota elementos do estilo barroco de modelação rural. Destacam-se duas campanhas de obras: uma no ano de 1711, obras de restauro e, em 1715, data da execução/encomenda do retábulo.

Capela de Nossa Senhora da Guia Município de Albufeira Localização: Largo de Nossa Senhora da Guia Fachada principal da Capela e Cemitério Medieval Retábulo Barroco e pormenores do Cemitério Medieval A tradição oral perpetua o sítio onde se encontra edificada a Capela de Nª Sra. da Guia como o local onde terá aparecido a Virgem, daí a construção de templo, no século XV.

À semelhança das suas congéneres medievais encontra-se voltada a nascente e dispõe de cemitério anexo. Tem como orago N. ª Senhora da Visitação, no dia da padroeira, 8 de Setembro, concentrava grande número de devotos, oriundos de vários pontos do Algarve, fazendo-se nesta data grande festa religiosa e arraial. Apesar da sua simplicidade e pequena dimensão congrega preexistências medievais com testemunhos artísticos seiscentistas e do barroco. Das preexistências medievais destaca-se a construção do edifício que obedeceu a preceitos simbólicos no que se refere á geometria em planta bem como as relações numéricas de elementos construtivos, dimensionais e a sua orientação para Nascente. Do século XVII, destacam-se os painéis de azulejos policromados com motivos vegetalistas que revestem o corpo do templo bem como o altar-mor e ainda a imagem de N. ª Sra. da Visitação. Por conseguinte, a capela é bem anterior á criação da freguesia que remonta ao ano de 1617, por vontade dos moradores da povoação. Até aquela data, a localidade encontrava-se circunscrita á vila de Albufeira. Igreja Matriz da Guia Localização: Rua 1º de Dezembro A Igreja Matriz, contígua á povoação, localizada a Nascente, foi conhecida outrora como a Igreja de nossa Senhora da Visitação de Alfontes da Guia. A avaliar pela instituição paroquial, que data de 1617 e ainda, algum do seu formulário e espólio podemos afirmar que se trata de edificação com origem no século XVII. Em meados do século XVIII, não tinha beneficiado e era de D. Lourenço de Santa Maria, Arcebispo e Bispo do Algarve, a quem pertencia a apresentação do templo e tinha três irmandades: Santíssimo Sacramento, Almas e Nossa Senhora do Rosário. Do século XVII, é algum do seu espólio como a imagem de St. António e de Cristo

Crucificado. As imagens de Nossa Senhora do Rosário e de Nossa Senhora das Dores são cronologicamente atribuídas ao século XVIII. A Igreja Matriz apresenta planta longitudinal, composta por nave retangular, em que se inscreve torre sineira, capela-mor, sacristia e capelas laterais. Dispõe de volumes escalonados. A fachada principal a Oeste é composta por dois corpos delimitados por cunhais e pilastras. O primeiro corpo corresponde á torre sineira; o segundo é rematado por empena e, urnas laterais. A fachada Sul apresenta quatro corpos delimitados por cornija com beirados rasgados por cinco vãos, três entaipados por painéis com azulejos de verga curva e de verga recta; a fachada Norte igualmente, de quatro corpos delimitados por duplo beirado e cornija na torre sineira, sendo que a fachada Este de um pano em empena é rasgado por vão em cantaria. Do seu exterior, salienta-se a fachada principal de gosto neoclássico e a torre sineira, ambas reconstruídas após o terramoto de Novembro de 1755. No interior apresenta nave única, coro-alto com balaustrada sobre guarda-vento e sofito em madeira com desenhos geométricos simples. Uma das derradeiras campanhas artísticas que ocorre no primeiro quartel do século XVIII dota o templo de retábulo-mor barroco. Capela da Misericórdia Albufeira Localização: Rua Henrique Calado Fachada Principal da Capela e Albergaria

Bandeiras da Misericórdia Em 1499, a rainha D. Leonor institui na vila de Albufeira o primeiro equipamento de assistência social: a Santa Casa da Misericórdia e de seguida é erguida a Capela da Misericórdia, junto á então Praça de Armas, na atual Rua Henrique Calado. A Misericórdia de Lagos foi fundada igualmente na mesma época, atendendo ás informações contidas nas Memórias Paroquiais, do Pe. Luís Cardoso, pelo que se pode afirmar que se trata das duas mais antigas instituições de caridade no Algarve, sendo que a de Lisboa data de 15 de Agosto de 1498. À Capela da Misericórdia de Albufeira, adossam-se vários anexos como o Hospital e o Albergue, por forma a acolher viajantes e indigentes. Referem as fontes históricas que a instituição deste organismo se deveu a peregrinação realizada á Ermida do Orada pela rainha D. Leonor, aquando de uma sua deslocação a Alvor, tendo desde logo esta assumido, empenhadamente, a necessidade de edificar uma casa que ajudasse os mais carenciados. O templo conserva elementos arquitectónicos quinhentistas e ainda outras préexistências, como é o caso de outras suas congéneres de Alfaiates, Sabugal e Ansião. A construção do edifício seguiu as tendências estéticas e artísticas da região onde se implantou. A fachada denota bastante simplicidade e sobriedade. De planta longitudinal é composta por uma só nave, capela mor, coro-alto com balaustrada, dispõe de sacristia original e sala da mesa da congregação. No interior, a capela-mor é separada do corpo por arco triunfal em cantaria de volta perfeita abatido e apresenta retábulo barroco em talha dourada.