Regilamar Batista Terra Nova de Lima

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Transcrição:

CURSO DE ATUALIZAÇÃO Gestão das Condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde HUMANIZANDO O COTIDIANO NO TRABALHO ATRAVÉS DA MÚSICA Regilamar Batista Terra Nova de Lima São Paulo Julho / 2012

1 1. PROBLEMA E JUSTIFICATIVA O Protocolo nº 008/2011 institui as diretrizes da Política Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do Sistema Único de Saúde SUS. Sendo instituído em seu Art. 1º no âmbito do SUS, as diretrizes da Políticas Nacional de Promoção da Saúde do Trabalhador do SUS. E apresenta os seguintes princípios em seu Art. 2º, no Inciso V, a qualidade do trabalho, entendida como um conjunto de ações que priorizem formas de gestão, participação, divisão e organização do trabalho que permitam a promoção e proteção da saúde do trabalhador do SUS, bem como, no Inciso VIII o principio da valorização dos trabalhadores, que pressupõe reconhecer o papel fundamental do trabalhador do SUS na atenção integral à saúde da população garantindo políticas e ações que permitam o fortalecimento do coletivo de trabalhadores, o crescimento pessoal e profissional do trabalhador (Nescon/UFMG, 2012). Silva (2000) menciona em seu estudo que percebe-se que o número de doenças diretamente relacionadas com o estresse está aumentado, e concomitantemente, a preocupação sob formas de prevenção e cura. O estresse e seus estados crônicos afetam diretamente a execução de tarefas e desenvolvimento do trabalho. E seguindo este pensamento Kananne (1994 in Silva, 2000) afirma que mesmo o trabalho que motiva e gratifica, quando realizado com afinco, exige esforço, capacidade de concentração, de raciocínio, implica desgaste físico e/ou mental, atuando na qualidade de vida. A Musicoterapia é um campo de conhecimento e profissional de formação de terceiro grau específica, que tem como característica principal o uso da música para a saúde das pessoas com base nas experiências musicais. Esse é um campo complexo e multifacetado, com diferentes linhas teóricas e áreas de aplicação que se desenvolve na interlocução com diferentes campos de produção e conhecimento em saúde (Guazina e Tittoni, 2008). As autoras compreendem as práticas musicais como uma produção social e

2 histórica que carrega marcas espaço-temporais, e que podem ser um contexto, território ou produto sonoro operado, situado e validado a partir de certas discursividades que definem suas características estéticas, e possibilitam que diferentes jogos de verdade operem na vida cotidiana para diferentes efeitos de poder. Efeitos estes que podem produzir criação, libertação, bem como normatização, delimitação, entre outros. E afirmam: As relações de poder e seus efeitos são fluxos de força nos modos de subjetivação, e as práticas musicais integram-se nesses fluxos, também existindo em exercício. Da mesma forma, as práticas e saberes musicais estão ligados às maneiras pelas quais os sujeitos se relacionam consigo, se reconhecem como objeto de um saber possível e reforçam, transgridem ou modificam as práticas divisórias4. Portanto, participam ativamente de como, em nossas sociedades, o sujeito se torna e se reconhece como sujeito. (Guazina e Tittoni, 2008, p. 110-111). Pensando na Musicoterapia, o canto coral surge como uma possibilidade de momentos de harmonia, prevenção e promoção a saúde do trabalhador, para diminuir a tensão do cotidiano no ambiente de trabalho, surgiu esta proposta. O canto coral configura-se como uma prática musical exercida e difundida nas mais diferentes etnias e culturas. Por apresentar-se como um grupo de aprendizagem musical, desenvolvimento vocal, integração e inclusão social, o coro é um espaço constituído por diferentes relações interpessoais e de ensinoaprendizagem, exigindo do regente uma série de habilidades e competências referentes não somente ao preparo técnico musical, mas também à gestão e condução de um conjunto de pessoas que buscam motivação, aprendizagem e convivência em um grupo social. O canto coral, enquanto prática social e enquanto atividade educativamusical é estudada por alguns autores que enfatizam os aspectos relacionados aos benefícios desta atividade para o desenvolvimento de seus integrantes nas dimensões pessoal, interpessoal e comunitária. Muitos pesquisadores confirmam a hipótese de que a atividade coral é uma trama rica de possibilidades formadoras de humanização e socialização.

3 Para elaboração deste projeto contamos com a colaboração do médico Jovino Paes Junior e da Educadora de Saúde Pública Regina Célia Batistella Magri. O mesmo já está em execução desde janeiro de 2011, com aproximadamente 30 participantes, e alguns resultados alcançados. Através do desenvolvimento desta atividade, alguns integrantes do Coral manifestaram satisfação no desempenho de suas funções, melhoria na dinâmica profissional, bem como, melhor integração entre os participantes do grupo e com os demais colegas de trabalho. Foram realizadas diversas apresentações em eventos das Unidades da Coordenadoria Regional de Saúde Sudeste CRS SE, em momentos comemorativos, tais como: inaugurações e aniversários de Unidades Básicas de Saúde, Formaturas de Agentes Comunitários de Saúde, 16ª Conferência Municipal de Saúde, entre outras. Propiciando momentos de lazer e qualidade de vida. 2. OBJETIVOS Possibilitar momentos de harmonia, prevenção e promoção à saúde do trabalhador, diminuindo o estresse e a tensão do cotidiano. Proporcionar melhoria de convivência entre os integrantes do grupo; Melhorar a integração dos trabalhadores da CRS-Sudeste; Tornar o ambiente de trabalho mais agradável; Utilizar a prática musical Canto Coral como recurso terapêutico para diminuir o estresse provocado pelo trabalho. Promover satisfação no desempenho das funções laborais, melhoria na dinâmica profissional, bem como, a melhor integração entre os participantes do grupo e com os demais colegas de trabalhos.

4 3. PLANO DE AÇÃO As aulas/ensaios serão ministradas por um musicoterapêuta, as segundasfeiras, no horário das 12:00h às 13:00h, horário determinado estrategicamente, para não inviabilizar as ações do trabalho. Local Auditório Neusa Rosália Moralles pertencente à CRS SE, situado à Rua Padre Marchetti, 557, Ipiranga, São Paulo / SP CEP: 04266-000. Público alvo Servidores / colaboradores da CRS SE interessados; dos seguintes Departamentos: Gabinete da CRS-Sudeste; Diretoria de Gestão de Pessoas da CRS SE; Laboratório do Ipiranga da CRS SE; Ambulatório de Especialidades Dr. Flávio Giannotti. 4. CRONOGRAMA 2011 ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ AULAS/ENSAIOS X X X X X X X X X X X X APRESENTAÇÃO EM EVENTOS X X X X X X X X X X CONFRATENIZAÇÃO X 2012 ATIVIDADES JAN FEV MAR ABR MAI JUN JUL AGO SET OUT NOV DEZ AULAS/ENSAIOS X X X X X X X X X X X X APRESENTAÇÃO EM EVENTOS X X X X X X X X X X X X CONFRATENIZAÇÃO X X ELABORAÇÃO DOS QUESTIONÁRIOS X X X AVALIAÇÃO X APRESENTAÇÃO DE X

5 RESULTADOS 5. INVESTIMENTO Estrategicamente, este trabalho foi pensado para que não se onerasse o serviço público, por sabermos das dificuldades para angariar recursos financeiros. Portanto, todos os trabalhos serão desenvolvidos sem a aplicação direta de recursos financeiros da instituição. Financeiros: Investimento de R$ 20,00 (vinte reais) por participante, que são desembolsados pelo próprio servidor / colaborador, para pagamento dos honorários do Musicoterapeuta Maestro Jorge Salgado; Audiovisuais: Caixa acústica, microfones pertencentes ao acervo da CRS SE (recursos angariados através de contrapartida de oferta de campo de estágio para Universidades Privadas); Instrumentos: quando necessários, serão fornecidos pelo Musicoterapeuta (previamente negociado); Vestimenta: Providenciada por cada participante para serem usadas nas apresentações em eventos. Sendo composta de calça de cor preta, blusa/camisa de cor branca, lenço de cor vermelho e/ou coral (escolhidos estrategicamente para não onerar o participante, pois são peças básicas, que são facilmente encontradas nos guarda-roupas masculinos e femininos); Transporte: Quando das apresentações em eventos, são utilizados com agendamento prévio, os veículos Kombi que são contratados para prestação serviços de transporte para atender as demandas da CRS SE.

6 6. AVALIAÇÃO Aplicação de Questionário para averiguar o grau de satisfação dos Profissionais envolvidos, que resgate qual o seu pensamento antes da participação no coral, e qual a sua opinião; Aplicação de Questionário para avaliar o impacto causado na saúde do participante; Levantamento do Absenteísmo, Licenças médicas, Afastamentos dos servidores / colaboradores participantes; Levantamento de produção dos participantes do projeto; Aplicação de Questionário para avaliar a satisfação dos ouvintes das apresentações nos eventos. 7. REFERÊNCIAS Guazina, L. e Tittoni, J. Musicoterapia institucional na saúde do trabalhador: conexões, interfaces e produções. Psicologia & Sociedade, 21 (1): 108-107, 2009. Kanaane, R. Comportamento humano nas organizações: o homem rumo ao século XXI. São Paulo: Atlas, 1994. In Silva, F. P. P. Burnot: Um desafio à saúde do trabalhador. PSI Revista de Psicologia Social e Institucional, V. 2, nº 1, 2000. Disponível em: http://www2.uel.br/ccb/psicologia/revista/textov2n15.htm. Acesso em: 27/07/2012. Silva, F. P. P. Burnot: Um desafio à saúde do trabalhador. PSI Revista de Psicologia Social e Institucional, V. 2, nº 1, 2000. Disponível em: http://www2.uel.br/ccb/psicologia/revista/textov2n15.htm. Acesso em:

7 27/07/2012. Nescon/UFMG. Gestão das condições de Trabalho e Saúde dos Trabalhadores da Saúde: Caderno de Textos / organizado por Ada Ávila Assunção e Cláudia Rejane de Lima. Belo Horizonte: Nescom-UFMG, 2012.