GEOMORFOLOGIA FLUVIAL: PROCESSOS E FORMAS
Revista Brasileira de Geomorfologia Ano 9, número (2008) Salgado et al. Produção brasileira em revistas nacionais (200-2005) Produção brasileira em revistas internacionais (200-2005)
Outros: 66/Total de Artigos: 855 Fonte: Adaptada de IAG/AIG Newsletter No. 25 (-3/2009)
A Geomorfologia Fluvial interessa-se pelo estudo dos processos e das formas relacionadas ao escoamento dos rios Principal agente geomorfológico: (a) principal elemento da paisagem terrestre (b) maior agente erosivo A evolução do relevo está fundamentalmente associada às mudanças na rede de drenagem, afetando as taxas de erosão e os processos geomorfológicos (Willett et al. 204) Engloba o estudo dos rios e das bacias hidrográficas A quantidade de água que alcança o canal expressa o escoamento fluvial que é alimentado pelas águas superficiais e subterrâneas A velocidade das águas de um rio depende de fatores como: declividade do perfil longitudinal, volume das águas, forma da secção transversal, coeficiente de rugosidade do leito e viscosidade da água
Sistema fluvial = bacia de drenagem Rio principal Afluentes Divisores Subsistemas Área de coleta Área de transporte Área de dispersão - Estuário - Delta
DELTA
ESTUÁRIO
Processos Fluviais: Transporte, Erosão e Deposição Estes processos alternam-se no decorrer do tempo e, espacialmente, são definidos pela distribuição da velocidade e da turbulência do fluxo dentro do canal As correntes fluviais podem transportar a carga sedimentar de diferentes maneiras (suspensão, saltação e rolamento), de acordo com a granulação das partículas (tamanho e forma) e das características da própria corrente A carga em suspensão constitui-se de partículas finas (silte e argila), que se conservam suspensas na água até a velocidade do fluxo decrescer A carga de fundo é formada por partículas de tamanhos maiores (areia, e cascalho) que saltam ou deslizam ao longo do leito fluvial
Tipos de leito - corresponde ao espaço ocupado pelo escoamento das águas e pode ser divido em : Leito de vazante: utilizado para o escoamento das águas baixas Leito menor: bem delimitado, encaixado entre as margens O escoamento das águas nesse leito tem a freqüência suficiente para impedir o crescimento da vegetação Leito maior (planície de inundação): regularmente ocupado pelas cheias (periódico ou sazonal) ou em intervalos irregulares (excepcional)
Tipos de vales: as formas dos vales representam a força erosiva do rio que lhes deu origem, agindo sobre materiais de características diversas Os vales podem ser: - profundo com vertentes inclinadas formando V - profundo com vertentes inclinadas e concavidade na base formando U - assimétrico com vertentes inclinadas distintas - chato ou aberto
Tipos de canais - a fisionomia que o canal exibe ao longo do seu perfil longitudinal é descrita como: Retilíneo, Anastomosado e Meandrante
Canais Retilíneos: Os exemplos de canais retos são pouco freqüentes, representando trechos de canais curtos, à exceção daqueles controlados por linhas tectônicas (linhas de falhas, diáclases ou fraturas) A condição básica para a existência de um canal reto está associada a um leito rochoso homogêneo que tem igualdade de resistência à ação das águas
Canais Anastomossados: caracterizam por apresentar grande volume de carga de fundo que ocasionam sucessivas ramificações, ou múltiplos canais que se subdividem e se reencontram, separados por ilhas assimétricas e barras arenosas As ilhas são fixas ao fundo do leito mas as barras arenosas são bancos de detritos móveis carregados pelos cursos de água e ficam submersos durante as cheias
Canais Meândricos: São encontrados com freqüência nas áreas úmidas cobertas por vegetação ciliar Descrevem curvas sinuosas e semelhantes entre si, possuem um único canal que transborda suas águas na época das cheias e são distintos dos outros padrões pelo valor do índice de sinuosidade igual ou inferior a,5 Essas formas meandrantes representam um estado de estabilidade do canal
Provance - França Fonte: Leonardo Santos (206)
FÁCIES PEDOLÓGICAS ASSOCIADAS À PLANÍCIES FLUVIAIS : ESTUDO NA PORÇÃO NORTE DA SERRA DO MAR PARANAENSE Fonte: Silva e Santos (20)
DEPÓSITO DE CALHA FLUVIAL ILHA FLUVIAL BARRA DE ATALHO BARRA DE PONTAL MEANDRO ABANDONADO
DEPÓSITO DE PLANÍCIE PLANÍCIE DE INUNDAÇÃO TERRAÇO FLUVIAL SULCO
Índice de Sinuosidade, Extensão do Segmento e Área do Corpo d água
Número e Área de Meandros Abandonados
Número e Área de Barras de Pontal
Número Número e Área de de Ilhas Ilhas Fluviais
O perfil longitudinal de um rio expressa a relação entre seu comprimento e sua altimetria, que significa gradiente O perfil típico é côncavo com declividades maiores em direção à nascente (perfil de equilíbrio)
Bacia hidrográfica - é uma área da superfície terrestre que drena água e sedimentos para uma saída comum, num determinado ponto de um canal fluvial - O limite de uma bacia de drenagem é conhecido como divisor de drenagem ou divisor de águas - Uma determinada paisagem pode conter um certo número de bacias drenando para um reservatório terminal comum (oceanos, lagos)
- A bacia de drenagem pode desenvolver-se em diferentes tamanhos, que variam desde a bacia do rio Amazonas até bacias com poucos m2 - Bacias de diferentes tamanhos articulam-se a partir dos divisores de drenagem principais e drenam em direção a um canal principal, constituindo um sistema de drenagem hierarquicamente organizado
Padrões de drenagem: referem-se ao arranjo espacial dos cursos fluviais influenciados em sua atividade morfogenética por características litológicas (natureza e disposição das camadas) e pela evolução geomorfológica Os padrões mais comuns são: dendrítica, treliça, retangular e radial
Padrão Dendrítico Padrão Paralelo Padrão Treliça e Retangular
Padrão de Drenagem Anelar. Imagem RVL- GEMS, Banda X, 9/972. Folha SD.24-V-C.
Hierarquia Fluvial: Processo de se estabelecer a classificação de determinado curso d água no conjunto total da bacia na qual se encontra. Método de Strahler (952) modificou o método de Horton (945) - os menores canais (sem tributários) ª ordem - confluência de dois canais de ª ordem 2 ª ordem (só recebem afluentes de ª ordem) - confluência de dois canais de 2ª ordem 3ª ordem (recebem afluentes de ª e 2ª ordem) - e assim sucessivamente
2 2 3 2 2 2 3 2 2 3 4 2
2 2 2 2 3 4 3 2 4 2 2 4 2 2