PROVA DE APTIDÃO ARTISTICA

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PROVA DE APTIDÃO ARTISTICA RELATÓRIO GLOBAL DOS PROJETOS Patrícia Coelho, nº18, 12ºD2 Trabalho elaborado para a disciplina de Projeto e Tecnologias Especialização em Fotografia, professora Joana Castelo. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 1

Índice 1. Introdução 3 1.1 Trabalho de reportagem 4 1.2 Pré-produção 4 1.2.1 Pesquisa 4 1.2.2 Ideia 5 1.2.3 Testo justificativo 5 1.2.4 Sinopse 6 1.3 Produção 6 1.3.1 Sessões 6 1.3.2 Revelação 6 1.3.3 Impressão 7 1.4 Pós-produção 8 1.4.1 Processo de seleção 8 1.4.2 Organização de imagens 8 1.5 Reflexão do projeto 8 2. Trabalho de opção-arquitetura 9 2.1 Introdução 9 2.2 Pré-produção 9 2.2.1 Pesquisa 9 2.2.2 Ideia 10 2.2.3 Sinopse 10 2.3 Produção 10 2.3.1 Sessões 10 2.4 Pós-produção 11 2.5 Reflexão do projeto 11 3. Retrato de Corpo 12 3.1 Introdução 12 3.2 Pré-produção 12 3.2.1 Pesquisa 12 3.2.2 Ideia 12 3.2.3 texto justificativo 12 3.2.4 Sinopse 13 3.3 Produção 13 Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 2

3.3.1 Sessões 13 3.4 Pós-produção 13 3.4.1 Seleção de imagens 13 3.4.2 Edição de imagens 13 3.5 Reflexão do projeto 13 4. Trabalho de autorretrato 14 4.1 Introdução 14 4.2 Pré-produção 14 4.2.1 Pesquisa 14 4.2.2 Ideia 14 4.2.3 Texto justificativo 14 4.2.4 Sinopse 15 4.3 Produção 15 4.3.1 Sessão 15 4.3.2 Seleção 15 4.4 Pós-produção 15 4.4.1 Impressão 15 4.5 Reflexão do projeto 16 5. Conclusão 17 Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 3

Introdução No final do meu percurso de três anos, na escola Artística de Soares dos Reis, tivemos de adquirir vários conhecimentos técnicos e conceptuais para o desenvolvimento de uma prova de aptidão artística. Os quatro projetos que realizei têm como tema o Porto, sendo que o último terá que ser um autorretrato. O trabalho final tem com subtemas, reportagem, um projeto de opção( arquitetura, paisagem, moda), retrato de corpoconceptual, e autorretrato. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 4

1. TRABALHO DE REPORTAGEM 1.1 Introdução Um dos trabalhos que irá fazer parte da Prova de Aptidão Artística é um trabalho de Fotografia de Reportagem, que terá que conter 12 imagens finais. Para este projeto, terei que encontrar um tema factível de ser fotografado no contexto de reportagem sem nunca me desviar do tema e da ideia em contexto, pois isso tornará o meu projeto mais harmónico no que me vai ajudar a ter referências para me seguir na maneira como irei identificar as minhas fotografias. Defini que a minha proposta de reportagem iria ser fotografada em pelicula a preto e branco, para poder realçar a antiguidade do local e o facto de estar abandonado. Também optei por esta técnica pois dava me mais manuseamento a nível de construção de imagem. 1.2 Pré Produção 1.2.1 Pesquisa Para encontrar um tema para a minha reportagem, comecei por pesquisar assuntos pessoais, também pesquisei em jornais, vendo as notícias atuais e comecei a prestar mais atenção às imagens que consumo durante o meu dia-dia pensando em trabalhos possíveis. Surgiram-me muitas ideias para possíveis temas como retratar famílias imigrantes, retratar a vida dos malteses no complexo mineiro e o Porto enquanto vida noturna. A minha ideia inicial foi retratar a vida noturna no porto, o espirito de comunidade entre as pessoas. Baseei-me numa musica de Rui Videira e de Filipa Azevedo. Decidi começar com este tema porque primeiro o tema geral era o porto e por isso o escolhi, pois eu sinto-me muito confortável no Porto enquanto, ambiente noturno, então decidi captar várias imagens deste espirito.eu com estas imagens tento transparecer a vivacidade do porto, através da cor e da quantidade de pessoas. A minha segunda ideia consiste em refletir a competência de um grupo de ginástica acrobática. Mostrando as qualificações que estes têm e também de que forma representam o porto, já participaram em vários concursos televisivos, sendo que num deles chegaram á final. Este grupo é constituído por 19 elementos todos eles moradores do bairro do Cerco, eles conheceram-se lá e, desde muito cedo que praticam ginástica.as minhas fotografias representam a união e o ambiente desportivo que se encontra entre eles. A minha terceira e final ideia, é apresentar o complexo mineiro, que envolve o Porto unicamente como ponto de exportação de carvão. Com esta ideia, pretendo mostrar a vida dura de todas as pessoas que lá trabalhavam. Este é um trabalho muito complexo, porque a pesquisa foi muito aprofundada, desde conversas com pessoas que me testemunharam a vida nas minas até a ida ao museu. Esta pesquisa foi uma mais valia para o meu trabalho, porque consegui perceber e consegui fotografar a desgraça que as pessoas passavam nas minas. Um dos relatos mais importantes, foi do senhor Nelson Mázola, que acompanhou desde muito cedo a vida dos seus pais, ele relatou casos de pessoas que trabalhavam lá, desde o momento de entrada até á sua morte. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 5

Passo a explicar o relato, este senhor contou-me a vida das pessoas. Todas as pessoas que entravam nas minas vinham do Porto, dai o nome de Malteses. A estas pessoas, foi-lhes retirada a identidade e deram-lhes um número e a partir desse momento as pessoas eram chamadas por este. Estas pessoas devido á extração de carvão e ás poeiras apanhavam várias doenças como a tuberculose e silicose, moravam em barracos e a higiene não era a melhor. Contudo, as pessoas conseguiam angariar algum dinheiro. Estas famílias tinham bastantes filhos o que também facilitava um pouco, devido á dificuldade financeira, tinham direito a duas refeições por dia, havia uma terceira, mas esta era só aos domingos. Aos domingos os trabalhadores das minas iam pedir de porta em porta, mas, iam pedir a pessoas que tinham tanto ou menos do que eles, logo essa tentativa era falível. O complexo mineiro teve mais do que um dono inicialmente os chefes eram alemães, depois Portugal tentou tomar conta de todo o complexo e conseguiu, ai entra o Porto, este era o centro das exportações, mas o complexo mineiro só exportava para dentro do pais, os países mais abrangentes eram Bragança, Lisboa e Faro. Em suma o complexo mineiro foi uma mais valia para o Porto, porque existia muita gente a trabalhar no mesmo e a exportar muito. Assim comecei a elaborar os meus estudos para me organizar muito melhor. 1.2.2 Ideia Ao fotografar o complexo mineiro (S. Pedro da Cova) pretendo mostrar como era o dia-a-dia dos malteses. Considero que este trabalho tem impacto na sociedade por causa dos horrores que estas pessoas passaram, mesmo sabendo que foi para dar mais confortabilidade á cidade do Porto e ao país. 1.2.3 Texto Justificativo As dificuldades que estas pessoas passaram, dão me vontade de renascer noutro mundo, porque como é que pessoas conseguiam ter a maldade de fazer com que outras pessoas vivessem em condições miseráveis e são incapazes de resolver aquelas situações, e ainda dão mais trabalho.( tenho o testemunho de um senhor que tanto o pai como a mãe foram mineiros e para estes terem melhores condições de vida e porem descansar um pouco, o pai dele chegou a partir o pulso para poder ficar uma semana em casa a descansar e a mãe do mesmo, morreu com uma doença típica do local, a silicose, ela estava a desfalecer no local de trabalho e os capatazes calcavam-lhe as mãos para que ela trabalhasse). Optei por este conceito, porque tenho a noção de que toda a gente conhece as minas mas não conhecem o complexo mineiro nem nada do que o rodeia. 1.2.4 Sinopse O meu projeto de reportagem consiste em representar as más condições de vida dos malteses. Pretendo retratar as condições em que estas pessoas trabalhavam, sendo que fotografei o complexo mineiro de S. Pedro da Cova, era o maior complexo mineiro do pais, de onde se extraia o melhor carvão. Estas minas abasteciam vários postos em todo o pais. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 6

1.3 Produção 1.3.1 Sessões A primeira vez que fui ás minas para ver os locais mais apelativos, e eventualmente uma segunda vez levei a minha máquina fotográfica digital para ter uma noção de como iria retratar as minhas fotografias, ai consegui ver os meus erros e com a ajuda da professora analisei melhor as fotografias e deparei-me com um grande problema, que foi o enquadramento, se fazia imagens com muita confusão ou muito simples e fortes. Apesar dessa visita ter sido curta e rápida facultou-me algum à-vontade com o espaço. Após esta visita breve fui ao local mais umas 4 vezes fotografar já em pelicula em algumas tardes livres, nunca no momento da disciplina porque ainda fica muito longe da escola. Durante as sessões a minha dificuldade foi encontrar um lugar seguro onde me podia apoia, a mim e ao tripé, para conseguir fotografar os ponto pretendidos. Consegui fotografar o local pretendido, á hora pretendida. 1.3.2 Revelação Depois de ter usado alguns filmes passo para outra fase, a fase da revelação, passo a explicar passo a passo. Para proceder à revelação de um filme a preto e branco, começo por preparar todo o material necessário, lavando: tanque de revelação, espirais, termómetro. Depois disso, seco todo o material principalmente as espirais para poder ir para a sala escura onde organizo o material para ser mais fácil encontra-lo quando estiver completamente escuro. Então, já no escuro, retiro o filme da cassete e coloco-o na espiral. Posteriormente coloco a espiral dentro do tanque e tapo-o com duas tampas. Depois disso posso então ligar as luzes e passar para a parte da química. Primeiramente preparo todos os químicos, e para isso tenho que observar a tabela que no revelador indica e dar o tempo necessário e quantidade exata para o revelador. Neste caso utilizei filmes HP5, em que a solução era 1+5, em 8 minutos. Antes de misturar a água com o revelador, tenho que me certificar que a água está a 20 graus. Após passarem os 6 minutos contados pelo cronómetro, retiro o revelador e coloco o banho de paragem. Depois disso, coloco o fixador que atua durante quatro minutos e meio e faço o mesmo processo que o revelador. Depois retiro o fixador e deixo o tanque em água corrida durante 10 minutos. Depois disso a revelação está então concluída e posso colocar os filmes a secar num fio com uma mola em cima e em baixo para este permanecer esticado. Depois do filme estar seco passado umas horas, corto o filme de 6 em 6 fotogramas, e guardo-o bem para este não apanhar impurezas. 1.3.3 Impressão Ao ter as imagens escolhidas, procedo à impressão das fotografias no laboratório. Assim, coloco a lente (sempre com a abertura em 8 ou 11) no ampliador e ligo-o, confiro para ver se está tudo bem. Depois, acerto o marginador para a medida que pretendo. Defino um local para ter todo o material que preciso: a caixa de papel fotográfico (que deve permanecer fechada), uma lupa de focagem, uma capa com os filmes, e um pedaço de cartolina preta. Com isto começa-se a preparar a parte da química, e para isso precisamos de quatro tinas: uma tina de metal para o revelador, uma tina com banho de paragem, uma tina com fixador, e outra tina com água que serve como a lavagem. Além destas quatro, uma pequena tina seca para levar os testes fora do Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 7

laboratório à luz branca para ver os resultados. O processo de impressão começa na zona seca, colocando o filme no porta-negativos com a parte brilhante para cima. A seguir, ligo o temporizador (sempre com tempos muito altos, a começar no 85s e acabar no 260s) contínuo para acertar o enquadramento, e confirmo se o filtros estão desligados para se conseguir ver melhor a imagem. Assim, podemos focar primeiro a olho nu e depois com a ajuda da lupa de focagem. Quando a imagem estiver bem enquadrada e bem focada, pegamos num pedaço de papel que devemos colocar num local bem definido para que consiga captar no teste os momento de maior luminosidade e de menor luminosidade com o temporizador nos 60 segundos, começo por dar em toda a imagem, de seguida com a ajuda da cartolina passo de 5 em 5 até aos 85 segundos, por norma todas as minhas imagens têm tempos altos e altos contrastes. Assim passo para a zona húmida, onde coloco o teste na tina de revelador durante 2 minutos, sendo que durante 1 minuto e meio sempre a agitar e durante 30 segundos com a emulsão virada para baixo, 30 segundos no banho de paragem e 3 minutos no fixador. Depois disso, o teste está pronto para poder ser observado à luz branca, onde vou perceber qual o tempo de exposição mais correto e se devo colocar ou não algum filtro que dê mais contraste à minha imagem. Devemos fazer os testes necessários até percebermos qual é a exposição e o filtro corretos. Depois, passamos a impressão da fotografia final e para isso realizamos o mesmo processo, e também o mesmo processo na parte húmida, sendo que difere o tempo no fixador que deve ser de 4 minutos. Logo que passarem os 4 minutos, a fotografia deve ficar numa tina com água corrente. Quando procedo à impressão das outras fotografias, devo levar sempre a primeira imagem impressa, para me certificar de que estas tem coerência entre si em termos de exposição e de contraste. As fotografias depois de impressas devem ficar em água, e depois permanecer secar de preferência ao natural, até secarem por completo. 1.4 Pós-Produção 1.4.1 Processo de Seleção No computador depois de realizar as digitalizações consegui selecionar as fotografias. Já no laboratório, comecei por fazer os testes, ai depois de muitas realizações consegui encontrar os tempos exatos para realizar todas as minhas fotografias. Contudo tive muitos problemas com algumas fotografias, desde máscaras, aumento do contraste na mesma fotografia e aumento do tempo. As minhas fotografias têm uma boa coerência, porque com máscaras consegui alterar o céu, então coloquei o céu completamente branco em todas elas, foi um processo bastante difícil, porque havia algumas com um céu bastante intenso. Em suma, penso que com todos estes problemas aprendi a ampliar bem. Seleção das fotografias finais: Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 8

1.4.2 Organização das Imagens Complexo Mineiro (S. Pedro da Cova) Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 9

1.5 Reflexão do Projeto No inicio do período esta muito indecisa se havia de fazer este trabalho a película, mas no final, em converso com as minhas colegas decidi faze-lo, para também fotografar película em primeiro para seguidamente ter mais tempo para os restantes projetos. Depois de ir a algumas vezes ao local e de ver as fotografias apercebi-me de que foi muito bom fotografar em película no meu primeiro projeto, e principalmente num projeto de reportagem. Isto porque ao fotografar em película tenho que ter em atenção todos os momentos e mais importante o tempo para poder escolher o rolo. Eu senti que se tivesse realizado este trabalho com uma máquina fotográfica digital, não teria conseguido o resultado de antigo e de abandono com pretendia interesse neste trabalho. Esta foi uma aprendizagem muito importante para o meu trabalho e ainda bem que o adquiri logo no primeiro projeto. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 10

2. TRABALHO DE OPÇÃO arquitetura 2.1 Introdução O segundo projeto proposto para a Prova de Aptidão Artística é designado como Projeto de Opção, porque podemos escolher entre Arquitetura, Moda e Paisagem. Neste trabalho serão apresentadas 12 fotografias finais acompanhadas de um texto justificativo. Destas três opções eu escolhi arquitetura, porque coma minha personalidade tendo mais para fazer um trabalho global do que para um trabalho individualista. Além disso, este é um tema que tenho por hábito fotografar, ou até mesmo olhar de forma fotográfica, e então decidi optar por realizar um trabalho sobre uma temática onde tenho mais à vontade. Dentro da categoria de arquitetura vou fotografar o alinhamento de fachadas nas casas típicas do Porto. 2.2 Pré Produção 2.2.1 Pesquisa Quando fiz a pesquisa para a escolha do tema do trabalho anterior de reportagem, já me tinha surgido a ideia de fazer fotografia tipo postal, então olhei á minha volta e decidi logo fotografar as casas típicas e características do porto. Contudo, pensei que este tema seria mais adequado a um trabalho de arquitetura, então esperei até se começar a trabalhar neste projeto, e quando se começou não fiz pesquisa sobre outro tema pois já me tinha decidido por este. Porém, quando pensei neste tema, foi porque sempre me iludiu a quantidade de casas pequenas e todas do mesmo tamanho que existe por todo o Porto, e as variadíssimas coisas que isso pode representar. Embora, me tenha decidido logo pelo tema de arquitetura vagueei um pouco e ainda me saltou á vista fazer a opção de paisagem, sendo que para este tema eu escolhi, os parques mais representativos do Porto, como o Parque da Cidade, Serralves, Palácio de Cristal, Parque da Lavandeira e por ai. Porém um dia em conversa com a professora e também através do meu diário fotográfico, ela sugeriu-me que fizesse sobre arquitetura. Assim que comecei a trabalhar neste projeto, pesquisei sobre o tema que eu já tinha delineado para o meu trabalho, então dirigi-me á biblioteca Almeida Garrett, no palácio de cristal e ai encontrei várias informações sobre tudo o que procurava, desde de construções de á muitos anos atrás até agora. O meu trabalho sofreu algumas alterações enquanto estava a ser produzido, sendo que a parte da pesquisa foi feita não só no início (depois de me decidir pelo tema) mas em várias alturas, até mesmo depois de já ter fotografado uma vez, pois necessitava de ver mais atentamente outros pontos de vista. Mostro de seguida, algumas imagens que encontrei na minha pesquisa. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 11

2.2.2 Ideia Neste trabalho pretendo fotografar as fachadas das casas tipicas do Porto. Primeiro pensava que queria mostrar só as cores das casas e tudo que tenha a haver com elas. Porém assim que comecei a fotografar, a grandiosidade das casas começou a ser um problema, porque eu tinha de as fotografar de cima para baixo. Contudo, em termos da fotografia estas inclinações deixaram de ser um problema, porque comecei a fotografar de pontos que estivessem ao mesmo nível que as tais casas. Com isto, pretendo mostrar como estas casas, ficam bem no quadro que é o Porto. Como segundo plano para o meu trabalho tentei incluir em todas as fotografias não só as casas antigas, mas também as casas novas mas com fachadas antigas. Optei por fotografar este tipo de reliquias do Porto, porque penso que são aquelas que transmitem melhor a sensação dehumildade porque como são as mais velhas chamam mais à atenção e mostram como tudo é estimado. Na forma de fotografar, incluíndo nos enquadramentos, poderia ter optado por uma forma mais rígida (o que fiz em muito poucas e nunca totalmente rígido) mas não o fiz porque devido á desordem das proprias casas. 2.2.3 Sinopse O exterior das casas tipicas do Porto com uma forte compatibilidade em todo, mostrada num conjunto de 12 fotografias. 2.3 Produção 2.3.1 Sessões As sessões fotográficas deste projeto foram bastante diferentes das de reportagem. Nestas sessões já tive que tomar mais opções conscientes, porque os objetos que fotografo são casas, pelo que não estão em constante mudança como antes. Senti muitas mais dificuldades em fotografar este projeto por várias razões: porque não costumo fotografar arquitetura, por estar dependente das condições de luz, e também por não conseguir muitas vezes a proximidade ou a distância necessária para fotografar. Á medida que fui fotografando, fui conseguindo ganhar mais à vontade e perceber qual a melhor forma de fotografar para conseguir bons resultados, mas um obstáculo muito grande que nunca ultrapassei foi a questão do céu, pois foi-me frequentemente difícil conseguir informação, e para além disso, nos dias em que tive Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 12

oportunidade de fotografar o tempo estava sempre bastante incerto e o céu não ficou linear em todas as fotografias. Em relação aos enquadramentos, tentei sempre que possível conseguir enquadrar toda a casa dentro do enquadramento, excepto quando esta estaria coberta pela natureza, pois a minha ideia era fotografar a casa exteriormente como um todo e não os seus detalhes e pormenores. No entanto, os enquadramentos diferem bastante uns dos outros pois tenho alguns mais frontais que mostram rigidez, outros que pouco mostram das casas e mostram mais a humildade das casas. Agora, no inico do terceiro periodo, consegui finalmente todas as imagens que queria, embora també tive algumas difuldades, as mesmas que referi anteriormente. 2.4 Pós-produção Assim que exportei as imagens para o computador, organizei-as numa pasta e posteriormente. De seguida, começei a fazer a seleção. Para começar, excluí as imagens que estavam desfocadas, que não apanhavam toda a casa no enquadramento, que estavam com falhas no tempo de exposição, de enquadramentos indesejaveis e de casas que não mostravam uma completa humildade. Depois disso, observei todas as imagens, até que também em conversa com a professora ela sugeriu que eu imprimisse todas as imagens selecionadas e fui retirando aquelas que, a título pessoal não me agradavam tanto, e assim se foram excluíndo as hipóteses. Depois, já com poucas imagens, como vou unir dois pontos de vista diferentes, tentei igualar as imagens, o que foi um pouco difícil e sinto que não consegui da melhor forma. Seguidamente, ainda com mais do que 12 imagens, começei a trabalhar em pós produção nas fotografias dessa pré seleção. Comecei por importar todas as imagens para o photoshop e ai melhorei muito a temperatura de core os enquadramentos. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 13

Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 14

2.5 Reflexão do Projeto Este foi o trabalho em que senti mais dificuldades, talvez por não costumar fotografar estes ambientes com luz natural e este tema em questão. Penso que devia ter explorado melhor a questão do enquadramento para conseguir adquirir uma melhor coerência no trabalho. A maior dificuldade de todo o trabalho foi conseguir condições de luz idênticas em todos os locais e em todas as imagens, principalmente porque como fotografei em dias diferentes a luz natural não estava sempre igual. Tive também bastantes dificuldades em colocar uma temperatura de cor idêntica em todas as imagens porque com condições de luz diferentes e com referentes diferentes a mudança de cor reagia de forma diferente em cada um dos espaços. Apesar disso, gostei muito de realizar este trabalho porque nunca tinha feito nada do género e como transpareci na introdução, é algo pelo que me costumo interessar desde criança. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 15

3. TRABALHO DE RETRATO CORPO 3.1 Introdução O último trabalho a ser realizado para a Prova de Aptidão Artística é um trabalho de Retrato Corpo que tem que estar mais uma vez ligado com o Porto. Este projeto à semelhança dos anteriores será composto por doze imagens e um texto justificativo. Este meu trabalho relacionado com o Porto irá retratar a quantidade de pessoas existentes no Porto, como turistas. Este será realizado em digital pois assim terei mais oportunidade de experimentar espaços e de fazer mais experiências, é a cores para dinamizar mais as minhas imagens. 3.2 Pré Produção 3.2.1 Pesquisa A parte da pesquisa neste trabalho foi bastante importante. O meu conceito não estava definido quando comecei a faze-la, sendo que o que me faltava era conseguir ver imagens para o meu conceito. Essa visão de imagens foi-se construindo e desenvolvendo à medida que fui fazendo pesquisa, e toda ela baseou-se em ver sites com trabalhos de fotógrafos, profissionais ou não. Consegui desenvolver a minha ideia e foi-me mais fácil perceber aquilo que queria fazer depois de fazer toda a pesquisa. Desta, destacaram-se várias imagens cujo autor com um trabalho que me fez ver nas suas fotografias um ambiente dinâmico, um ambiente de cumplicidade, que era o que eu pretendia mostrar nas minhas imagens. Depois de ter em mente as fotografias, comecei por pesquisar ambientes que se relacionassem com o meu trabalho. Não fotografei muito, mas o que fotografei foi o suficiente para manter coerente todo o meu trabalho. 3.2.2 Ideia/Conceito Com este projeto procuro estabelecer uma ligação entre as pessoas e a cidade. A ideia é capturar pessoas de corpo inteiro. Com isto pretendo, em Photoshop fazer uma montagem em que coloco as pessoas a cair do céu como uma das imagens de René Magritte. A principal ideia do meu conceito é criar proximidade das pessoas com o espaço. Nas fotografias as pessoas estarão sempre em pé e com o corpo morto, para enfatizar o facto de elas estarem a cair do céu. O corpo estará sempre com o rosto frontal e lateral. A personagem estará sempre também com vestida normalmente, como o dia-a-dia, para criar um ambiente mais informal para com a cidade. 3.2.3 Texto Justificativo O Porto ao longo dos anos tem sido modificado aos poucos mas, neste três últimos anos tem tido uma grande procura por pessoas vindas de fora, foi ficando muito mais culturalizado. Com o meu projeto de retrato de corpo, pretendo projetar para o publico isso mesmo. 3.2.4 Sinopse Em doze imagens pretendo mostrar o Porto e quão dinamizada ele está hoje em dia. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 16

3.3 Produção 3.3.1 Sessões As sessões que realizei para este projeto foram bastante diferentes das anteriores porque estas não requeriam um estudo prévio daquilo que eu iria fazer. Quando decidi fazer este projeto, foi logo no mesmo dia, de imediato foi simples foi pedir a personagens que se colocassem em pé em frente de uma parede branca e fotografei. Para estas fotografias, utilizei luz normal, num dos corredores da escola, mas visto que tenho fotografias de exterior, tive alguns problemas com a exposição, sendo que tive a necessidade de estar no Porto ás sete e meia, para apanhara luz do dia ainda ténue. A maior dificuldade deste trabalho foi conseguir fazer enquadramentos interessantes, de forma a conseguir incorporar todas as imagens numa só. 3.4 Pós Produção 3.4.1 Seleção de Imagens Na seleção de imagens para o meu projeto comecei por escolher imagens com um ambiente luminoso, sendo que foi complicado visto que a luz do dia não era a melhor. No entanto, como me foi difícil conseguir encontrar 12 espaços onde estas características onde pudesse incorporar as pessoas, acabei por conseguir encontrar as doze. Em primeiro lugar, selecionei todas aquelas comum ambiente mais concentrado, com elementos característicos, e depois então selecionei as outras fotografias mais diferentes. Foi uma seleção muito difícil de realizar porque como queria ter várias coisas por onde escolher tinha muitas fotografias diferentes e mesmo assim nem todas se enquadravam neste tipo de estética que pretendia para o trabalho. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 17

3.4.2 Edição de Imagem Neste trabalho usei alguma edição de imagem no Photoshop, para retirar alguns lixos e pormenores de que não me apercebi que existiam durante o ato fotográfico, para isso à semelhança do que fiz no projeto de arquitetura, utilizei o clone, o patch tool e a borracha para me ajudarem a conseguir uma imagem fiel. Em relação à cor da imagem, utilizei muito contraste. No final, as minhas imagens ficaram até relativamente bem, como eu procurava. Apenas algumas ficaram com alguma discrepância de cor, devido ao espaço envolvente. 3.5 Reflexão do Projeto Este trabalho foi um dos projetos mais complicados para mim, porque eu deixei revolutear muito quase até ao fim do tempo de entrega, então não gosto muito do trabalho final. Embora eu tenho conseguido fazer um trabalho muito coerente, estou um pouco descontente, porque não fiz tudo com tempo e como queria realmente. Com isto reflito e aprendo que para manter todo um trabalho bem feito é preciso calma, e tempo, coisa que não tive por minha culpa. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 18

4. TRABALHO DE AUTORRETRATO 4.1 Introdução Outro dos projetos para a Prova de Aptidão Artística é a realização de um autorretrato em analógico, com o objetivo de obter um rigor na luminosidade e perceber as capacidades do aluno de trabalhar a iluminação. 4.2 Pré-Produção 4.2.1 Pesquisa Para este trabalho pretendo fazer uma fotografia, com inspiração num trabalho de Man Ray. Inicialmente tinha optado por fazer um autorretrato que envolve-se o preconceito que eu tenho do meu corpo. Entretanto, em conversa com uma amiga, fez-me perceber que não teria muito sentido fazer um autorretrato do meu complexo mostrando-o, então mudei a minha ideia totalmente e procurei em mim mais um ponto da minha personalidade. Assim tive de fazer o meu autorretrato no estúdio de fotografia. Portanto, optei por realizar a minha segunda opção. Para a realização deste autorretrato pesquisei algumas imagens para me inspirar em termos de iluminação e de poses, mas já tinha no pensamento aquilo que queria fazer. Assim, tratei de perceber qual seria o material de iluminação que iria precisar, quais os acessórios, qual a roupa a utilizar para tornar o autorretrato mais rico. 4.2.2 Ideia No meu autorretrato pretendo mostrar uma atitude de fragilidade. Apesar de ser um autorretrato com uma imagem complexa. Consiste em eu colocar a minha cabeça deitada e depois frontal, através dai consigo exprimir a minha fragilidade para com os obstáculos que me são apresentados. Como tal, queria uma imagem dramática para que corresponde-se com este conceito de fragilidade. Para isso, só pude usar um flash e com a ajuda de duas colegas de turma, assim consegui realizar o meu autorretrato. Apenas existia um flash apontado para a minha cara e o fundo era negro. 4.2.3 Texto Justificativo Toda a minha fragilidade começou quando vim para a Escola Artística de Soares dos Reis. No décimo ano não senti tanto, mas no décimo primeiro e no décimo segundo comecei a sentir, desde o momento em que os professores me pediam para eu seguir em frente e eu não conseguia ultrapassar aquele obstáculo, desde ai fui sempre assim e até agora ainda não consegui ultrapassar os meus obstáculos. Queria retratar este problema no meu autorretrato, porque penso que vou conseguir superar. 4.2.4 Sinopse Um autorretrato que envolve a fragilidade, com a tentativa de superação. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 19

4.3 Produção 4.3.1 Sessão O meu autorretrato foi realizado no estúdio da escola e para isso tive que montar todo o material com a ajuda das minhas colegas de turma. Para o realizar, precisei de apenas um flash, e um fundo com cenário preto. Comecei por testar primeiro em digital, para depois passar para analógico. De seguida, passei para analógico. Existiu também uma produção de maquilhagem para conseguir obter uma expressão mais frágil. As flashadas eram dadas do lado esquerdo e depois do lado direito. Primeiro realizei testes de iluminação em digital, utilizando uma colega como modelo para estudar o enquadramento. Depois, fiz autorretratos também em digital para estar certa da minha expressão facial, e depois então fiz os autorretratos com a camara analógica. 4.3.2 Seleção A minha seleção foi rápida, foi através da prova de contacto em anaógico. Todas as fotografias estavam com enquadramentos e com iluminação semelhante, sendo que na minha seleção o que passou a ser mais importante foi escolher de acordo com a expressão facial, ou seja em que a expressão demonstrasse aquilo que eu pretendia: fragilidade.a seleção das fotografias foi fácil visto que tinha quase sempre em todas as imagens a expressão facial que queria. No entanto selecionei duas finais que se enquadravam no meu conceito. 4.4 Pós Produção 4.4.1 Impressão Depois de ter escolhido qual a fotografia que ia utilizar para o meu autorretrato, segui para o processo de impressão. Este processo foi em tudo identico ao que costumo fazer para os outros projetos em analógico, no entanto feito com mais cuidado e com uma precisão maior porque além de ser apenas uma única fotografia a sustentar um trabalho, é impressa num tamanho Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 20

muito grande e isso faz com que os cuidados tenham que aumentar significativamente. Assim, durante a impressão fiz testes com pedaços de papel maiores do que o que costumo fazer, para conseguir ver as diferentes tonalidades do negativo, sendo que comecei com tempos altos, tipo 100, o diafragma estava a 11 e o contraste a 5, fazendo testes de 20 em 20 e assim percebi qual o tempo mais adequado. A partir disto, e com o concelho do professor, comecei a ampliar. Depois da primeira ampliação apercebi-me de que tinha uma mancha muito branca, então passei novamente á realização de testes para conseguir perceber como fazer, e como solucionar aquela mancha. Assim precisei de realizar uma mascara, que cobrisse toda a imagem e deixa-se aquela mancha destapada. Depois deparei-me também que uma das caras estava muito escura com o tempo que seu estava a dar, logo também fiz uma máscara. O tempo para todo o autorretrato é de 150, sendo que para uma das caras é 120 e para a mancha preta é de 175, sempre com o contraste 5 e o diafragma de 11. 4.5 Reflexão do Projeto No inico do ano quando me foi apresentado o projeto de PAA e me disseram que teria de realizar um projeto de autorretrato, eu fiquei entusiasmada e até vi que conseguia fazer muito bem um, porque achava que me conhecia totalmente. Agora quando me deparei mesmo com o projeto, fiquei completamente sem saber o que fazer. Pesquisei muito mesmo e não consegui ter ideia nenhuma, até ver o aviamento da PAA e ai percebi que não conseguia acabar então decidi retratar isso a fragilidade. Sendo assim consegui acabar o autorretrato tal e qual o que queria. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 21

Conclusão Com realização destes quatro projetos, aprendi que se deve insistir para conseguirmos os objetivos que pretendemos. Embora trabalhoso gostei muito de ter finalizado a Paa, um prova de esforço. Patricia Alexandra da Silva Coelho Nº18 12ºD2 Página 22