Segurança no trabalho e responsabilidade

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Transcrição:

Segurança no trabalho e responsabilidade Introdução A segurança no trabalho é um item de bastante relevância na construção civil, já que este setor apresenta grandes índices de acidentes. O conhecimento das normas regulamentadoras auxilia no entendimento de quais os equipamentos obrigatórios para uso individual e coletivo, além daqueles necessários à execução de serviços que apresentem maior grau de risco. Normas como a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) fornecem diretrizes para a formação de grupo de apoio à segurança além de orientar sobre a correta utilização de outras ferramentas que desempenham o papel de sinalizadores de pontos críticos no canteiro de obras. Abordaremos ainda o conceito de responsabilidade técnica e civil do profissional construtor e os tipos de contrato nos quais ele pode exercer sua atividade. Ao final desta aula, você será capaz de: conhecer as normas técnicas e normas regulamentadoras que regem a segurança do trabalho na construção civil; os graus de risco de cada atividade; conhecer e identificar os equipamentos de segurança básicos; classificar as atividades mais perigosas e as necessidades específicas desses setores; compreender qual a responsabilidade do profissional da construção civil; conhecer e identificar os tipos de contratos, em especial a subempreitada e a terceirização, conhecendo suas atribuições e responsabilidades. Normas técnicas e regulamentadoras e os graus de risco A construção civil é considerada o ambiente com maior propensão a acidentes de trabalho. Segundo um trabalho da Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP, 2010. p.30), o grau de risco de uma empresa varia entre 1 a 4, dependendo de sua atividade conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), na qual o grau 4 representa o máximo de perigo. A maioria das atividades em obras são consideradas de grau 3 e 4. - 1 -

FIQUE ATENTO Os riscos de acidentes são classificados como: Riscos físicos (ruído, calor, pressão, umidade, vibração, etc.); Riscos químicos (contato com produtos tóxicos); Riscos ergonômicos (atividades que possam causar desconforto como levantamento de peso, ritmo excessivo de trabalho, repetitividade, postura inadequada, etc.) e os Riscos de acidentes (atividades que possam afetar a integridade do trabalhador como a utilização de máquinas sem proteção, incêndio e explosão, etc). O quadro a seguir resume as atividades mais comuns em obras tradicionais e os tipos de risco passíveis na execução das mesmas. Figura 1 - Exemplos de riscos na construção civil Fonte: Elaborado pelo autor, 2017. Visando estabelecer diretrizes para a segurança em vários setores de atividade, o Ministério do Trabalho (MT, 2017) instituiu as normas regulamentadoras (NR). SAIBA MAIS Para conhecer maiores detalhes sobre os riscos e normas associados a todas as atividades da construção civil recomenda-se o acesso ao site: <http://trabalho.gov.br/index.php/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normasregulamentadoras>. Características das normas regulamentadoras: Total de normas: 36 Referente a obras civis: 18 Referente a outros setores: 18 (as outras NR dizem respeito à todas as atividades industriais como por exemplo as desenvolvidas pelas indústrias automobilística e química). As mais importantes são: NR 18 e NR 35. Para a construção civil devemos considerar as seguintes normas regulamentadoras: NR 4: Serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. - 2 -

NR 5: Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA); NR 6: Equipamentos de Proteção Individual (EPI); NR 7: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO); NR 8: Edificações: requisitos técnicos mínimos para garantir segurança e conforto aos operários; NR 9: Programas de Prevenção de Riscos Ambientais PPRA; NR 10 Instalações e serviços em eletricidade; NR 11: Transporte, movimentação, armazenagem e manuseio de materiais; NR 12: Máquinas e equipamentos; NR 15: Atividades e operações insalubres; N R 17: Ergonomia; NR 21: Trabalho a céu aberto; NR 22: Trabalhos subterrâneos; NR 23: Proteção contra incêndios; NR 24: Condições sanitárias e de conforto nos locais de trabalho; NR 26: Sinalização de segurança; NR 33: Norma regulamentadora de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados. Dentre as normas regulamentadoras, duas se destacam como as mais enfatizadas em qualquer área da construção: NR 18: Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção: trata do ambiente de trabalho no canteiro de obras; NR 35: Trabalho em altura: norma para toda atividade executada acima de dois metros, onde haja risco de queda. EXEMPLO Como instrumentos de prevenção e conscientização da importância da segurança no ambiente de trabalho podem-se elencar: Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT); Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA); Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e o Mapeamento de risco (PCMAT), elaborado para mostrar áreas com probabilidade de acidente no canteiro de obras. A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), também especifica regras semelhantes às normas regulamentadoras para regulação da segurança em obras. Segurança em serviços especiais O primeiro tipo de atividade especial na construção civil é a fundação em tubulões pneumáticos (aqueles nos quais o ar comprimido é utilizado para tirar água dos furos), como pode ser observado na imagem a seguir. Nessa situação os riscos e as medidas preventivas são: compressão e descompressão: exige a presença de enfermeiro e médico dentro do canteiro e utilização de regras de compressão e descompressão no período de trabalho de cada ½ hora; poeira e trabalho em espaço confinado: exige utilização de máscara e pulverização de água; desmoronamento: exige perfeito escoramento do furo. - 3 -

Figura 2 - Tubulão pneumático Fonte: MASSARA, 1996, p.6. Um segundo exemplo é o trabalho em túneis e obras subterrâneas de canalizações. Nessa situação os riscos e as medidas preventivas são: poeira (no desmonte e na utilização de concreto jateado): usar máscara; pulverização de água e sistema de ventilação; incêndio e explosão (pelo uso de explosivos): usar sinalização que possa ser vista em ambiente com pouca iluminação e ao mesmo tempo, melhorar esse sistema; elaborando um mecanismo para uso em caso de emergência composto por telefone, extintor e caixa de primeiros socorros; além da execução de saídas de emergência provisórias bem sinalizadas; desmoronamento: exigindo perfeito escoramento da escavação e previsão das áreas de explosão. Um terceiro exemplo é a montagem de estruturas metálicas em altura. Nessa situação os riscos e as medidas preventivas são: queda de altura, esmagamento na etapa de içamento das peças por guincho, entalamento do corpo na estrutura: utilizar o sistema de limitação de queda constando de dispositivo que limite a extensão da queda, como cinto paraquedista, redes de segurança; pontos de ancoragem e cabos-guia; utilizando o conceito de posição ergonômica (melhor posição na relação: operário versus estrutura) ilustrado na imagem abaixo. incêndio e explosão: cuidados especiais com solda. - 4 -

Figura 3 - Trabalho em altura na montagem de estruturas metálicas Fonte: Dwight Smith / Shutterstock Esses casos constituem os de maior atenção quanto à segurança especial, pois englobam o trabalho em altura, falta de ventilação, mudanças de pressão e ambiente confinado ou abaixo do nível da rua. Equipamento de proteção Os Equipamentos de proteção coletiva (EPC) são destinados a grupos de trabalhadores e envolvem medidas como o uso de telas no comprimento total da obra, guarda-corpos e bandejas em edificações com mais de quatro andares (ou altura equivalente) em toda volta da obra onde não houver paredes, sendo instalada após a concretagem da 1ª laje e retirada somente quando terminado o revestimento externo da estrutura. São exemplos de equipamento de uso individual (SEBRAE ES, 2014; NR 6): trabalho em andaime fachadeiro: cinto de segurança tipo paraquedista contra risco de quedas ligado a cabo guia preso na estrutura; pedreiro: bota comum ou de borracha para proteção de pés e pernas, óculos, capacete, protetor auricular (quando necessário), luva de PVC/Látex para proteção das mãos. - 5 -

Figura 4 - Exemplos de equipamento de proteção individual Fonte: Hendrix83 / Shutterstock acabamento com cerâmica: luva química (creme, já que não é possível usa luva convencional), bota, capacete, protetor auricular; instalação elétrica: bota que não tenha nenhuma parte metálica (em função do perigo de choque), capacete, óculos de segurança. - 6 -

FIQUE ATENTO Cabe ao empregador adquirir o Equipamento de Proteção Individual - EPI adequado ao risco da atividade e exigir seu uso; orientar e treinar o operário sobre o uso adequado, substituir imediatamente o EPI, quando danificado ou extraviado; responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica além de comunicar o Ministério do Trabalho e Emprego qualquer irregularidade observada. Cabe ao empregado utilizar o EPI durante todo o exercício de sua atividade. A utilização dos equipamentos de segurança é obrigatória, portanto é necessário que o responsável pela obra adquira esses equipamentos antes do início de qualquer atividade no canteiro. Responsabilidade técnica e tipos de contratação A lei Nº 6.496 de 1977, institui a Anotação de Responsabilidade Técnica na prestação de serviços de engenharia e de arquitetura [...], ou seja, toda a atividade do profissional de construção civil deve seguir essa lei tanto para o projeto, como para execução e mão-de-obra envolvida. Existem dois tipos de contrato para execução de uma obra: contrato de construção por empreitada: o contratante arca com preço fixo combinado em contrato com o construtor; contrato de construção por administração: o construtor recebe um salário pela execução da obra e o contratante arca com todo o custo. No ano de 2017 as diretrizes da lei trabalhista passaram a permitir a contratação terceirizada da empreitada; passando a valer, em vez da chamada responsabilidade solidária (divisão do comprometimento) a responsabilidade subsidiária, onde o responsável pelos débitos trabalhistas passa a ser a empresa terceirizada (Lei n 13429/2017). A segurança no canteiro de obras está diretamente relacionada à responsabilidade técnica e civil e ao tipo de contrato, lembrando que em caso de acidente, além dos custos com o afastamento do operário, o construtor arca com a situação de ficar sem um trabalhador já adaptado ao serviço que ocasiona perda de qualidade e produtividade. Fechamento Nesta aula, você teve a oportunidade de: identificar as normas regulamentadoras para segurança no trabalho; graus de risco; segurança em serviços especiais; conhecer o equipamento de proteção individual e coletivo; grupos especializados como a CIPA; analisar a responsabilidade Técnica (ART) e tipos de contratação da mão de obra. - 7 -

Referências ENSP - Escola Nacional de Saúde Pública Nelson Arouca. Manual de Segurança na Construção Civil. Rio de Janeiro: ENSP, 2010. MINISTÉRIO DO TRABALHO. (MT) Normas Regulamentadoras (2017). Disponível em: <http://trabalho.gov.br /index.php/seguranca-e-saude-no-trabalho/normatizacao/normas-regulamentadoras>. Acesso em 22/12 /2017. SEBRAE ES. 2014. Cartilha de Saúde e Segurança do Trabalho na Construção Civil NR-18. Vitória: SEBRAE ES, MASSARA, V. M. Tubulões à ar comprimido. São Paulo, 1996. - 8 -