AUTO DA BARCA DO INFERNO

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Transcrição:

AUTO DA BARCA DO INFERNO Gil Vicente (resumo) Português, 9º Ano Prof. António Alves

Auto da Barca do Inferno é uma peça onde, após a morte, as personagens vão parar a um rio que hão de atravessar na Barca do Inferno ou na Barca do Paraíso. Cada batel tem o seu arrais e ambos esperam a chegada dos passageiros. O primeiro a chegar é um fidalgo, depois um onzeneiro, um parvo, um sapateiro, um frade, uma alcoviteira, um judeu, um juiz, um procurador, um enforcado e quatro cavaleiros. Um a um aproximam-se do Diabo, carregando o que na vida lhes pesou. Perguntam para onde vai a barca e, ao saber que vai para o inferno, ficam horrorizados e dizem-se merecedores do Céu. Aproximam-se, então, do Anjo que os condena ao inferno pelos seus pecados. O Fidalgo, o Onzeneiro, o Sapateiro, o Frade (e sua amante), a Alcoviteira (Brísida Vaz) o Judeu, o Corregedor (juiz), o Procurador e o Enforcado são todos condenados ao inferno pelos seus pecados. Apenas o Parvo é absolvido pelo Anjo. Os Cavaleiros nem sequer são acusados, pois deram a vida pela Igreja.

O FIDALGO O primeiro a embarcar é um Fidalgo, que vem acompanhado por um Pajem, que lhe leva o manto e uma cadeira. O Diabo mal vê o Fidalgo diz-lhe para entrar na sua barca. Este dirige a palavra ao Diabo, perguntando-lhe para onde ia aquela barca. O Diabo responde que o seu destino era o Inferno. O Fidalgo resolve ser sarcástico e diz que as roupas do Diabo pareciam de uma mulher e que sua barca era horrível. O Diabo não gostou da provocação e disse-lhe que aquela barca era a ideal para tão nobre senhor. O Fidalgo, admirado, diz ao Diabo que tem quem reze por ele, logo o inferno não será a sua paragem, mas acaba por saber que o seu pai também já encontrara guarida naquela barca.

O Fidalgo tenta entrar noutra barca e, por isso, resolve dirigir-se à do Anjo. Começa por lhe perguntar para onde é a viagem e diz que aquela é a barca que procura, mas é impedido de entrar, devido à sua tirania. Segundo o Anjo, aquela barca era demasiado pequena para tão grande fidalgo, ou seja, não havia ali espaço para todas as maldades que cometera em vida. O Fidalgo demonstra não querer perceber tais verdades e começa a elogiar o Anjo. Mas o Anjo nem o quer ouvir. Assim, o Fidalgo, desolado, vai para a Barca do Inferno. Porém, e antes disso, pede ao Diabo que o deixe tornar a ver a sua amada, que se queria matar por ele. O Diabo diz-lhe que a mulher que ele tanto amava o enganava e que tudo o que ela lhe escrevia era mentira. Também a sua esposa dava já graças a Deus por ele ter morrido; o melhor era, portanto, embarcar logo, pois ainda viria mais gente. O Diabo manda o Pajem, que acompanhava o Fidalgo, ir embora, pois ainda não era sua hora.

O ONZENEIRO De seguida, chega ao cais um Onzeneiro, que pergunta ao Diabo para onde vai aquela barca. O Diabo diz-lhe para entrar e pergunta-lhe o que o levou a demorar tanto. O Onzeneiro queixa-se de que morreu de forma imprevista, enquanto andava na safra do apanhar, e que nem dinheiro tinha para pagar ao barqueiro. Não querendo entrar na Barca do Diabo, resolve dirigir-se à Barca do Anjo, a quem pergunta se podia embarcar. O Anjo diz-lhe que não entrará naquela barca por ter roubado muito e por ter sido ganancioso. O Onzeneiro acaba por entrar na barca do Inferno.

JOANNE, O PARVO Aproxima-se, agora, um Parvo, que pergunta se aquela barca era a dos tolos. O Diabo afirmou que era aquela a sua barca. Entretanto, o Diabo perguntou-lhe de que é que ele tinha morrido. Depois disso, o Parvo dirige uma série de insultos ao Diabo e tenta, de seguida, embarcar na barca da Glória. O Anjo disse-lhe que, se ele quisesse, poderia entrar, pois durante a sua vida os erros que cometeu não foram premeditados.

O SAPATEIRO Um Sapateiro, com o seu avental e carregado de formas, é quem chega agora à barca do Diabo. Este fica espantado com a carga que o Sapateiro traz: pecados e formas. O Sapateiro diz ao Diabo que não entraria ali, pois enquanto viveu sempre se confessou, foi à missa e rezou pelos mortos. O Diabo desmascara-o e dizlhe que não vale a pena continuar a mentir. O Sapateiro, incrédulo, dirige-se à barca da Glória, mas o Anjo diz-lhe que a carga que trazia não caberia na sua barca e que a do Inferno era a única para ele. Vendo que não conseguira o pretendido, o Sapateiro dirige-se à barca do Inferno, onde entra.

O FRADE Um Frade, acompanhado de uma moça, trazendo numa mão um pequeno escudo e uma espada na outra, um capacete debaixo do capuz, a cantarolar uma música e a dançar, diz ao Diabo ser da corte. O Diabo não lhe presta atenção e pergunta-lhe se a moça que ele traz é sua e se no convento não o censuravam por isso. O Frade respondeu-lhe que no convento todos fazem o mesmo que ele. O Diabo diz-lhe que o comportamento evidenciado durante toda a vida abrira caminho para esta paragem. O Frade não se conforma e resolve, juntamente com a moça, ir ao batel do Céu, encontram-se com o Parvo, que os convence do seu destino: o inferno. O Frade dirigiu-se, de novo à barca do Inferno e aí embarca com a moça que o acompanha.

BRIZIDA VAZ, A ALCOVITEIRA A Alcoviteira, Brízida Vaz, chega ao cais relatando o que trazia e afirmando que iria para o Paraíso, mas o Diabo contesta e diz-lhe que aquela barca é a que lhe está destinada. Brízida vai implorar ao Anjo que a deixe entrar na sua barca, pois ela não queria arder no fogo do inferno, dizendo que tinha o mesmo mérito que o de um apóstolo. O Anjo diz-lhe que se vá embora e que não o importune mais. Triste por não poder ir para o Paraíso, Brízida vai caminhando em direção ao batel do Inferno, onde entra, já que era o único meio possível para seguir a sua viagem.

O JUDEU Logo após o embarque de Brízida Vaz, vem um Judeu, carregando um bode. Chegado ao batel dos danados, chama o marinheiro e pergunta-lhe a quem pertence aquela barca. O Diabo questiona se o bode também era para entrar junto com o Judeu. Este, por sua vez, afirma que sim, mas o Diabo não permite a sua entrada na barca. O Judeu resolve pagar alguns tostões ao Diabo, para que ele permita a entrada do bode. Vendo que não consegue, roga-lhe várias pragas, apenas pelo facto do Diabo não fazer a sua vontade. O Parvo, para troçar do Judeu, perguntou se ele tinha roubado a cabra. O Diabo ordena o fim daquela discussão e manda o Judeu entrar na sua barca.

O CORREGEDOR Depois do Judeu ter embarcado, veio um Corregedor, carregado de processos com sua vara na mão. O barqueiro, ao vê-lo, fica feliz, pois esta seria mais uma alma que ele conduziria para o fogo ardente do Inferno. O Corregedor era um dos eleitos para a sua barca, porque durante toda a sua vida foi um juiz corrupto, que aceitava perdizes como suborno. O Diabo começa a falar em latim com o Corregedor, pois era usado pela Justiça e pela Igreja, e era considerada uma língua culta. Os dois começam a discutir em latim e o Corregedor, por se achar superior ao Diabo, quer também demonstrar-lhe que, pelo facto de ser um juiz prestigiado, não poderia entrar em tal barca. O Diabo vai perguntando sobre todas as suas falcatruas, e cita, inclusive, a sua mulher, que aceitava suborno dos judeus, mas o Corregedor garantiu que nisso ele não estava envolvido, esses eram os lucros de sua mulher e não os seus.

O PROCURADOR Enquanto o Corregedor estava nesta conversa com o Diabo, chega um Procurador, carregando vários livros. Depara-se com o Corregedor e, espantado por encontrá-lo ali, questiona-o para onde ia. O Diabo responde pelo Corregedor, dizendo que vai para o Inferno e que também era bom ele ir entrando logo. O Corregedor e o Procurador não queriam entrar na barca, pois diziam-se homens de fé, sabedores da existência de outra barca em melhores condições, que os conduziria para um lugar mais ameno - o Céu. Quando chegam ao batel divino, o Anjo e o Parvo mostram-lhes que as suas ações os impediam de entrar na barca da Glória, pois tudo o que tinham feito de mal era agora altura de pagar, com a ida das suas almas para o Inferno. Os dois entram, por fim, no batel dos condenados e deparam-se com Brízida Vaz, que se regozija com esta entrada, pois enquanto viveu foi muito castigada pela Justiça.

O ENFORCADO Após a entrada destes dois oficiais da justiça, vem um homem que morreu enforcado e, ao chegar ao batel dos mal-aventurados, começou a conversar com o Diabo. Tentou explicar que não iria no batel do Inferno, pois já tinha sido perdoado por Deus ao morrer enforcado. O Diabo diz-lhe que está enganado e predestinado a arder no fogo infernal. Desistindo de tentar fugir ao seu destino, acaba por obedecer às ordens do Diabo para ajudar a empurrar a barca e a remar, pois o momento da partida aproxima-se.

OS QUATRO CAVALEIROS Depois disso, chegam quatro Cavaleiros, a cantar. Cada um traz a Cruz de Cristo, para demonstrar a sua fé, pois tinham lutado numa Cruzada contra os Muçulmanos, no norte da África. Ao passarem na frente da Barca do Inferno, cantando, segurando as suas espadas e escudos, o Diabo não resiste e diz-lhes para entrarem, mas um deles responde-lhe que quem morre por Jesus Cristo não entra em tal barca. Tornaram a prosseguir, cantarolando, em direção à barca da Glória, sendo muito bem recebidos pelo Anjo, que já estava à sua espera há muito tempo. Assim sendo, os quatro Cavaleiros embarcaram para o Paraíso, já que morreram pela expansão da fé e por isso estavam isentos de qualquer pecado.