Considerando o Cenário Epidemiológico Nacional de Reemergência da Febre Amarela, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí, por meio da Diretoria de Unidade de Vigilância e Atenção a Saúde- DUVAS /Gerencia de Vigilância em Saúde-GVS e da Coordenação de Vigilância Epidemiológica do Piauí, vem ALERTAR os profissionais de Saúde para que se mantenham sensíveis a identificação precoce de casos suspeitos de FEBRE AMARELA SILVESTRE. ASPECTOS DA DOENÇA A febre amarela é uma doença febril aguda, de curta duração (no máximo 12 dias) e de gravidade variável. A forma grave caracteriza-se clinicamente por manifestações de insuficiência hepática e renal, que podem levar à morte. Deve-se levar em conta seu potencial de disseminação em áreas urbanas. Quanto ao modo de transmissão, somente pela picada de mosquitos infectados, e apresenta um período de incubação geralmente de 3 a 6 dias após a picada do mosquito PERÍODO DE TRANSMISSIBILIDADE: Inicia-se de 24 a 48 horas antes do aparecimento dos sintomas e vai até 3 a 5 dias após o início dos sintomas, período em que o homem pode infectar os mosquitos transmissores. Esse período corresponde ao período de viremia. O mosquito, após ter sido infectado, é capaz de transmitir a doença por toda sua vida. DEFINIÇÃO DE CASOS CASO SUSPEITO Indivíduo com quadro febril agudo (até 7 dias), de início súbito, acompanhado de icterícia e/ou manifestações hemorrágicas, não vacinado contra febre amarela ou com estado vacinal ignorado,residente em (ou procedente de) área de risco para febre amarela ou de locais com ocorrência de epizootia confirmada em primatas não humanos ou isolamento de vírus em mosquitos vetores, nos últimos 15 dias.
CASO CONFIRMADO Critério clínico laboratorial Todo caso suspeito que apresente pelo menos uma das seguintes condições: isolamento do vírus da FA; detecção do genoma viral; detecção de anticorpos da classe IgM pela técnica de MAC ELISA em indivíduos não vacinados ou com aumento de 4 vezes ou mais nos títulos de anticorpos pela técnica de inibição da hemaglutinação (IH), em amostras pareadas; Achados histopatológicos com lesões nos tecidos compatíveis com FA.Também será considerado caso confirmado o indivíduo assintomático ou oligossintomático o, originado de busca ativa, que não tenha sido vacinado e que apresente sorologia (MAC ELISA) -positiva ou positividade por outra técnica laboratorial conclusiva para a febre amarela TRATAMENTO Apenas sintomático, com cuidadosa assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso, com reposição de líquidos e das perdas sanguíneos, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido em Unidade de Terapia Intensiva, com vista a reduzir as complicações e o risco de óbito. CENÁRIO DE OCORRÊNCIA A Febre Amarela Silvestre (FA) ) é uma doença endêmica no Brasil, o padrão temporal de ocorrência é sazonal, com a maior parte dos casos incidindo entre dezembro e maio, e com casos isolados ou surtos que ocorrem com periodicidade irregular, quando indivíduos suscetíveis visitam áreas onde existem mosquitos transmissores infectados. Em 2015, foram registrados nove casos de FA em todo o Brasil, com cinco óbitos. Em 2016, foram confirmados seis casos da doença, nos estados de Goiás (3), São Paulo (2) e Amazonas (1), sendo que cinco deles evoluíram para óbito. Atualmente, o Brasil tem registros apenas de Febre Amarela Silvestre. Os últimos casos de Febre Amarela Urbana (transmitida pelo Aedes aegypti ) foram registrados em 1942, no Acre. A situação Epidemiológica do Brasil em relação a Febre Amarela, atualmente tem um registro de 381 casos notificados, 35 confirmados destes 20 casos evoluíram para óbitos. Os Estados considerados de risco para este agravo: Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.
No Estado do Piauí no período de 2008 a 2016, foram notificados 10 casos procedentes dos Estados: Maranhão, Distrito Federal, e Teresina, porém nenhum caso foi confirmado. Já em 2017 foram notificado 02 casos: 01 procedente de Manhuaçu / Minas Gerais, que há 10 dias fixou residência em Parnaíba. A paciente encontra-se internada em um hospital desta capital, ainda sobre cuidados médicos e aguarda resultado de exames laboratoriais. O caso seguinte refere-se a um caminhoneiro residente também em Parnaíba,que viajou para o Estado do Pará permanecendo por um período de 06 dias, e ao retornar a seu município apresentou febre, cefaleia, dores musculares e ao procurar o serviço de saúde, teve a suspeita diagnóstica de malária, onde o exame realizado apresentou resultado negativo, e a suspeita de Febre Amarela, tendo sido colhido soro e encaminhado ao Instituto Evandro Chagas em Belém. O paciente encontra-se estável. Embora o Piauí até o momento não apresente circulação do vírus da Febre Amarela, o Ministério da Saúde elegeu como áreas prioritários 57 municípios deste Estado, limítrofes aos estados com casos confirmados e de riscos, e pelo fluxo migratório que estes municípios mantêm com estes Estados. COMO RECOMENDAÇÃO O objetivo desta seleção de Municípios é manter a vigilância desta doença bem como, implementação do esquema vacinal em relação a este agravo( em anexo cobertura vacinal) e redobrar a vigilância de mortandade de primatas Deverá ser dada importância quanto a notificação imediata e investigação de mortandade de macacos, informando imediatamente a Secretaria Municipal de Saúde, bem com as Coordenações de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretária de Estado da Saúde,para que sejam tomadas as providências cabíveis ao fato. ALERTA AOS MUNICÍPIOS DE: Avelino Lopes, Barreiras do Piauí, Caracol, Corrente, Cristalândia do Piauí, Curimatá, D. Inocêncio, Dirceu Arcoverde, Fartura do Piauí, Guaribas, Júlio Borges, São Raimundo Nonato e Sebastião Borges municípios que fazem fronteira ao Estado da Bahia, onde existe registro de epizootias de Primatas não Humanos ( macacos). CONTROLE VETORIAL Evitar o acesso de mosquitos transmissores urbanos ou silvestres ao doente, mediante utilização de tela no seu local de permanência, pois ele pode se constituir em fonte de infecção. Fortalecer as ações de combate vetorial nos municípios situados próximos as áreas de transmissão, visando reduzir os índices de infestação para menos de 1%. O detalhamento das ações de controle vetorial deve seguir as orientações do Programa Nacional de Controle da Dengue.
Secretaria da Saúde do Estado ALERTA a população sobre sinais e sintomas da Febre Amarela SINTOMAS DA FEBRE AMARELA APRESENTOU ALGUNS DESTES SINTOMAS? FEBRE CALAFRIOS DORES DE CABEÇA Procure um médico da Unidade de Saúde mais próxima e informe sobre qualquer viagem para áreas de risco nos 15 dias anteriores ao inicio dos sintoma. DOR NAS COSTAS DORES NO PEITO EM GERAL NAUSEAS E VOMITOS Essa orientação vale, principalmente, aqueles que realizaram atividades em áreas rurais, silvestres ou da mata como: pescaria, acampamentos, passeios ecológicos, visitações em rios, cachoeiras ou mesmo durante atividade de trabalho em ambientes silvestres. FADIGA E FRAQUEZA Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, coloração amarelada da pele e do branco dos olhos, hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos orgãos NOTIFICAÇÃO DOS CASOS A Febre Amarela é de notificação compulsória e imediata, por se tratar de doença grave com risco de dispersão para outras áreas do território nacional e mesmo internacional, portanto todo caso suspeito, deve ser prontamente comunicado por telefone, e-mail às autoridades sanitárias (Secretaria de Saúde do Município, e Secretaria de Estado da Saúde do Piauí).
A notificação em casos humanos deverá ser registrada por meio do preenchimento da Ficha de Investigação da Febre Amarela, do Sistema de Informação de Agravos de Notificação SINAN. A notificação em primatas não humanos deverá ser registrada no SINAN por meio do preenchimento da ficha de investigação (Campo 33). O meio mais importante para o controle do agravo é a VACINAÇÃO!!!!!.Avalie a cobertura de Vacinação do seu município. PREVENIR AINDA É O MELHOR REMÉDIO ESQUEMA VACINAL PARA FEBRE AMARELA EM ÁREAS : ACRV e ASRV LOCALIDADE FAIXA ETÁRIA ESQUEMA VACINAL ACRV 9(nove) meses a 59 anos Dose Única ASRV: São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Bahia ASRV: demais estados da Região Nordeste 9(nove) meses de idade 9(nove) meses a 59 anos e para viajantes Dose Única Dose Única ÁREA COM RECOMENDAÇÃO VACINAL ACRV ÁREA SEM RECOMENDAÇÃO VACINAL- ASRV
ANEXO Imunizações - Cobertura - Piauí Cobertura por Município e Ano Região de Saúde (CIR): 22006 Serra da Capivara Imuno: 006 Febre Amarela Período:2014-2017 Município 2014 2015 2016 2017 Total 220070 Anísio de Abreu 89,86 85,31 82,00 59,33 78,83 220192 Bonfim do Piauí 69,05 89,47 93,59 93,59 86,08 220211 Campo Alegre do Fidalgo 77,14 72,73 75,00 73,21 74,60 220245 Capitão Gervásio Oliveira 45,45 133,33 82,35 60,78 74,57 220250 Caracol 66,49 80,12 71,15 57,05 68,83 220285 Coronel José Dias 85,42 94,34 66,13 79,03 80,44 220335 Dirceu Arcoverde 24,00 32,29 39,29 4,76 25,27 220345 Dom Inocêncio 75,00 96,55 77,66 75,53 80,80 220375 Fartura do Piauí 32,76 31,71 54,17 70,83 47,54 220455 Guaribas 78,57 59,70 1,69 76,27 55,29 220535 João Costa 70,45 110,53 92,11 94,74 91,14 220553 Jurema 77,46 48,65 112,90 64,52 74,72 220556 Lagoa do Barro do Piauí 145,71 70,77 88,89 69,44 93,91 220955 São Braz do Piauí 56,60 108,51 90,00 20,00 66,82 221000 São João do Piauí 99,64 62,86 101,68 68,69 82,59 221035 São Lourenço do Piauí 82,35 94,55 49,09 74,55 74,37 221060 São Raimundo Nonato 65,42 76,68 37,94 29,85 51,83 221135 Várzea Branca 75,00 123,81 87,50 90,28 92,93 Total 73,82 75,51 67,17 55,33 67,91 Fonte: Programa Nacional de Imunizações Notas: Data de atualização dos dados: 26/10/2017
Imunizações - Cobertura - Piauí Cobertura por Município e Ano Região de Saúde (CIR): 22002 Chapada das Mangabeiras, 22006 Serra da Capivara Imuno: 006 Febre Amarela Período:2014-2017 Município 2014 2015 2016 2017 Total 220045 Alvorada do Gurguéia 48,81 59,46 101,35 72,97 69,93 220070 Anísio de Abreu 89,86 85,31 82 59,33 78,83 220110 Avelino Lopes 70,53 68,48 55,49 22,53 54,47 220130 Barreiras do Piauí 21,74 33,33 108 28 41,67 220190 Bom Jesus 89,18 84,32 96,46 82,52 88,06 220192 Bonfim do Piauí 69,05 89,47 93,59 93,59 86,08 220211 Campo Alegre do Fidalgo 77,14 72,73 75 73,21 74,6 220245 Capitão Gervásio Oliveira 45,45 133,33 82,35 60,78 74,57 220250 Caracol 66,49 80,12 71,15 57,05 68,83 220275 Colônia do Gurguéia 85,19 84,93 103,66 73,17 86,79 220285 Coronel José Dias 85,42 94,34 66,13 79,03 80,44 220290 Corrente 26,37 69,68 76,78 44,31 54,18 220300 Cristalândia do Piauí 66,42 77,14 69,91 23,01 59,14 220310 Cristino Castro 40 42,07 109,09 92,21 68,95 220320 Curimatá 92,31 62,05 48,5 38,92 61,14 220323 Currais 58,23 63,29 90,91 79,22 72,76 220335 Dirceu Arcoverde 24 32,29 39,29 4,76 25,27 220345 Dom Inocêncio 75 96,55 77,66 75,53 80,8 220360 Eliseu Martins 17,86 82 68,63 47,06 52,88 220375 Fartura do Piauí 32,76 31,71 54,17 70,83 47,54 220440 Gilbués 79,12 89,95 34,41 1,08 51,14 220455 Guaribas 78,57 59,7 1,69 76,27 55,29 220535 João Costa 70,45 110,53 92,11 94,74 91,14 220552 Júlio Borges 115 53,61 24,64 56,52 60 220553 Jurema 77,46 48,65 112,9 64,52 74,72 220556 Lagoa do Barro do Piauí 145,71 70,77 88,89 69,44 93,91
220660 Monte Alegre do Piauí 38,16 70,17 42,94 29,41 45,77 220665 Morro Cabeça no Tempo 70,13 70,42 17,24 20,69 47,73 220740 Palmeira do Piauí 64,18 118,75 47,37 50 70,9 220760 Parnaguá 47,8 60,69 39,16 57,83 51,1 220870 Redenção do Gurguéia 94,9 65,66 57,24 67,76 71,45 220885 Riacho Frio 130,43 59,15 46,34 23,17 62,17 220920 Santa Filomena 93,18 90,83 86,73 45,92 79,13 220930 Santa Luz 87,5 82,14 59,04 39,76 66,46 220955 São Braz do Piauí 56,6 108,51 90 20 66,82 220975 São Gonçalo do Gurguéia 53,57 84,85 123,33 80 85,95 221000 São João do Piauí 99,64 62,86 101,68 68,69 82,59 221035 São Lourenço do Piauí 82,35 94,55 49,09 74,55 74,37 221060 São Raimundo Nonato 65,42 76,68 37,94 29,85 51,83 221062 Sebastião Barros 55,88 7,58 1,54 29,23 23,86 221135 Várzea Branca 75 123,81 87,5 90,28 92,93 Total 69 72,74 67,27 52,24 65,33 Fonte: Programa Nacional de Imunizações Notas: Data de atualização dos dados: 26/10/2017