Obrigações nacionais / estrangeiras Recebeu juros de obrigações nacionais ou estrangeiras? Se recebeu juros de obrigações nacionais ou estrangeiras, a retenção na fonte que tiver sido efectuada pelo BIG ou por outra entidade residente (à taxa de 20%) tem carácter definitivo, pelo que não é obrigado a incluir esses rendimentos na sua declaração de IRS. Caso pretenda, poderá, no entanto, optar pelo englobamento destes juros. A opção pelo englobamento relativamente a estes rendimentos terá as seguintes consequências: Os rendimentos em causa passarão a ser tributados às taxas marginais aplicáveis à sua situação particular, em função da totalidade dos rendimentos englobados, até 42%, e o imposto que tiver sido retido na fonte deverá ser deduzido ao imposto final apurado. A não ser que se encontre abrangido pelos escalões mais baixos do IRS, e tenha uma taxa efectiva de tributação inferior a 20%, não terá interesse em englobar estes rendimentos. A opção pelo englobamento destes rendimentos em concreto determina também a obrigatoriedade de englobamento de outros rendimentos também eles sujeitos a taxas de retenção na fonte com carácter definitivo, tais como: rendimentos de títulos de dívida, nominativos ou ao portador, bem como os rendimentos de operações de reporte, cessões de crédito, contas de títulos com garantias de preço ou de outras operações similares ou afins; rendimentos de valores mobiliários devidos por entidades que não tenham domicílio em Portugal, cujo pagamento tenha sido efectuado pelo BIG ou por outra entidade residente em território Português; juros de depósitos à ordem ou a prazo, ou de certificados de depósito, bem como os lucros das entidades sujeitas a IRC colocados à disposição dos respectivos associados ou titulares, incluindo adiantamentos por conta de lucros e dividendos; valor atribuído aos associados em resultado da partilha que seja considerado rendimento de aplicação de capitais, bem como o valor atribuído aos associados na amortização de partes sociais sem redução de capital; rendimentos auferidos pelo associado na associação em participação e na associação à quota; ganhos decorrentes de operações de swaps cambiais, swaps de taxa de juro, swaps de taxa de juro e divisas e de operações cambiais a prazo; rendimentos de capitais decorrentes de seguros e operações do ramo «Vida» ou de aplicações em fundos de pensões ou em outros regimes complementares de segurança social; saldo positivo entre as mais e menos-valias, resultante da alienação onerosa de partes sociais, incluindo a sua remição e amortização com redução de capital, e de outros valores mobiliários e, bem assim, o valor atribuído aos associados em resultado da partilha que seja considerado como mais-valia; saldo positivo entre as mais-valias e menos-valias resultantes de operações relativas a instrumentos financeiros derivados; 1
saldo positivo entre as mais-valias e menos-valias resultantes de operações relativas a warrants autónomos; saldo positivo entre as mais-valias e menos-valias resultantes de operações relativas a certificados que atribuam ao titular o direito a receber um valor de determinado activo subjacente. Se optar pelo englobamento, não se esqueça de solicitar ao BIG, ou a outra entidade residente em território português, a emissão de uma declaração comprovativa dos rendimentos em causa que tenham sido pagos e das respectivas retenções na fonte efectuadas durante o ano 2006. Este documento deverá ser junto à sua declaração de IRS, devendo ainda ser acompanhado de uma declaração expressa autorizando a DGI a averiguar, junto das respectivas entidades, se, em seu nome ou em nome dos membros do seu agregado familiar, existem, relativamente ao ano de 2006, outros rendimentos da mesma natureza, sob pena de não ser considerada a opção. Se entregar a sua declaração via internet, estes documentos deverão ser remetidos para o Serviço de Finanças do seu domicílio fiscal. 2
Se optar pelo englobamento dos juros de obrigações nacionais, deverá proceder da seguinte forma: Incluir os rendimentos em causa no Anexo E, quadro 4 B, linha 410. Aí deverá mencionar o valor do juro ilíquido e a retenção na fonte efectuada pelo BIG ou por outra entidade residente em território português. No final do quadro 4 deverá mencionar se junta os documentos acima referidos. Se a declaração for entregue via Internet, os documentos deverão ser remetidos ao Serviço de Finanças da área do seu domicílio. 3
No quadro 5 deverá efectuar a discriminação dos rendimentos e retenções, consoante o respectivo titular (A, B ou dependentes). Caso os rendimentos respeitem a vários dependentes, deverão ser agrupados na coluna dos dependentes. Neste quadro, nos campos 503 a 518, deverá ainda identificar as entidades que efectuaram retenções na fonte de IRS e, bem assim, os respectivos valores de IRS retidos. Note que, na identificação dos titulares devem utilizar-se os códigos pré-definidos na declaração modelo 3 de IRS (e.g., A sujeito passivo A, B - sujeito passivo B, D1 dependente não deficiente, DD1 dependente deficiente). Se optar pelo englobamento dos juros de obrigações estrangeiras deverá proceder da seguinte forma (refira-se que, se os juros de obrigações estrangeiras não foram objecto de retenção na fonte Portuguesa, deverão ser obrigatoriamente englobados): A totalidade dos rendimentos (em conjunto com outros rendimentos de valores mobiliários de fonte estrangeira que aqui devam ser declarados) deverá ser incluída na linha 410 do quadro 4 do Anexo J. Este anexo é individual, pelo que caso sejam vários os titulares de juros no mesmo agregado familiar, deverá ser preenchido um anexo por titular. Na linha 410 deverá incluir os rendimentos ilíquido dos juros (ilíquidos de retenção na fonte em Portugal e/ou imposto no estrangeiro). Na mesma linha deverá incluir a retenção na fonte efectuada pelo BIG ou por outra entidade residente em território português, bem como o imposto efectivamente pago no estrangeiro (caso aplicável). 4
Não se esqueça de confirmar a sua opção pelo englobamento no final do quadro, assinalando o campo 1, caso aplicável. Os juros deverão ser discriminados no quadro 6 do Anexo J, em função do país da fonte (indicando-se em cada linha o código 410, o código do país, de acordo com as instruções do Anexo J, e o respectivo valor ilíquido). 5
Se os juros das obrigações forem pagos por agente pagador situado em estados/territórios abrangidos pela Directiva n.º 2003/48/CE ou Directiva da Poupança (i.e., Estados membros da UE Áustria, Luxemburgo e Bélgica, Andorra, Anguilla, Antilhas Holandesas, Aruba, Ilhas Cayman, Guernsey, Jersey, Liechtenstein, Ilha de Man, Mónaco, Monserrat, São Marino, Suíça, Ilhas Turks e Caicos, Ilhas Virgens Britânicas), deverá mencionar o imposto pago nesses países/territórios, no campo no país do agente pagador Directiva da Poupança, indicando o código do país em causa previsto nas instruções de preenchimento do Anexo J. Caso os juros não estejam abrangidos pela Directiva da Poupança, mas tenha sido pago imposto no estrangeiro deverá mencioná-lo no campo imposto pago no estrangeiro - país da fonte. Nesta situação, a coluna no país do agente pagador, Directiva da Poupança não deverá ser preenchida relativamente a estes rendimentos. Caso tenha sido pago imposto no estrangeiro deverá também mencioná-lo no campo imposto pago no estrangeiro (país da fonte), mas este apenas será considerado caso opte pelo englobamento. Neste caso, deverá juntar o documento comprovativo do rendimento e imposto pago no estrangeiro. Caso entregue a sua declaração pela Internet, deverá remeter o documento para o Serviço de Finanças da área do seu domicílio fiscal. Quando os juros forem pagos em moeda estrangeira e liquidados em contas estrangeiras deverá efectuar-se o câmbio de acordo com as seguintes regras: Câmbio de compra na data em que a operação tenha ocorrido; Só quando não for possível comprovar a data referida no ponto anterior, deverá ser utilizado o câmbio a 31 de Dezembro do ano a que os rendimentos respeitam; Não existindo câmbio nas datas acima referidas aplica-se o da última cotação anterior a essa data. A coluna no país do agente pagador, Directiva da Poupança não deverá ser preenchida relativamente a estes rendimentos. No quadro 8, deverá proceder à identificação da entidade que efectuou a retenção na fonte em Portugal, e indicar o valor do imposto retido. Alienou obrigações (nacionais ou estrangeiras)? Os ganhos apurados na alienação de obrigações não está sujeito a IRS, pelo que tais operações não deverão ser incluídas na sua declaração de IRS. 6