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Transcrição:

PLANO MUNICIPAL DE SANEAMENTO 1. INTRODUÇÃO O Plano Municipal de Saneamento de Patos de Minas abrange a sede municipal, os distritos de Areado, Santana de Patos, Pindaíbas, Bom Sucesso de Patos, Major Porto e Pilar, além dos povoados de Horizonte Alegre, Sertãozinho, Baixadinha dos Gonçalves, Boassara, Santa Maria, Alagoas, Lanhosos e Arraial dos Afonsos. O Plano foi elaborado a partir de levantamentos de campo realizados pela Secretaria Municipal de Infra-Estrutura, com o apoio da equipe técnica da COPASA Companhia de Saneamento de Minas Gerais, procurando-se definir critérios para implementação de políticas públicas que promovam a universalização do atendimento e a eficácia das intervenções propostas. Prevê a implantação de instrumentos norteadores de planejamento relativos a ações que envolvam a racionalização dos sistemas existentes, obtendo-se o maior benefício a um menor custo. Com isso, espera-se aumentar os índices de satisfação da população, contribuir para a redução das desigualdades sociais existentes e desenvolvimento econômico da região, proporcionando uma melhoria na qualidade de vida. Na priorização das ações, foram consideradas a otimização na aplicação dos recursos e a necessidade de responder ao desafio de oferecer um serviço público de qualidade. 2 DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO 2.1 SISTEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA 2.1.1 Sede Municipal A sede do Município possui uma população estimada em 133.054 mil habitantes (dados extraídos do censo do IBGE de 2007), sendo o índice de atendimento de 97,15%, em relação ao abastecimento de água, porém com disponibilidade a 100% da população. As principais atividades econômicas são: prestação de serviços, agropecuária e indústria. Há uma tendência de crescimento da cidade na direção norte e noroeste.

No que diz respeito ao abastecimento de água, a sede do Município conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação é feita diretamente no Rio Paranaíba, com vazão aduzida de 400 L/s dos 750 L/s de vazão outorgada, por meio da Estação Elevatória de Água Bruta. A Adutora de Água Bruta, que interliga a Estação Elevatória de Água Bruta à Estação de Tratamento de Água, é composta por 2 (duas) linhas paralelas, tubos em FºFº, diâmetros DN 400, DN 450 e DN 600, com extensão de 3141 m, 232 m e 50 m respectivamente. A Adutora de Água Bruta encontra-se em bom estado de conservação e possui seu caminhamento ao longo de logradouros públicos. O tratamento é realizado por Estação Tratamento de Água (ETA) do tipo convencional, em concreto armado, com floculadores mecânicos, decantadores convencionais e filtros rápidos, operando com vazão de 400 L/s. Da ETA a água é aduzida por meio de 16 (dezesseis) Estações Elevatórias de Água Tratada com potência instalada variando de 2 cv a 200 cv. O sistema ainda é composto por 26,2 Km de Adutora de Água Tratada, em PVC, DEFºFº e FºFº, com diâmetros variando de DN 75 a DN 400. O sistema de reservação possui 26 (vinte e seis) reservatórios distribuídos em pontos estratégicos da cidade com capacidade variando de 30 a 3.000 m³, totalizando um volume de 14.002 m³. O sistema distribuidor de Patos de Minas é dividido em 4 (quatro) grandes setores de abastecimento: Zona Baixa, Zona Média, Zona Alta e Zona Industrial, que são alimentados pelas unidades de bombeamento e reservação citadas anteriormente. O sistema de distribuição conta, ainda, com 516.785 m em tubos de PVC, Cimento Amianto, FºFº e DEFºFº, com diâmetros variando de DN 25 a DN 400. - Redes de distribuição subdimensionadas nos bairros Alvorada, Nova Floresta e Nossa Senhora de Fátima; - Alta incidência de vazamentos, gerando necessidade de substituição de redes antigas na parte central da cidade; - Altas pressões nas redes de distribuição em determinados setores da cidade, gerando necessidade de adequação das pressões disponíveis aos usuários; - Produção de água insuficiente para acompanhar o crescimento da cidade, gerando necessidade de realização de obras nas unidades de captação, tratamento e reservação.

2.1.2 Distrito de Areado O Distrito de Areado possui uma população estimada em 646 habitantes, sendo o índice de atendimento de 95,3%, em relação ao abastecimento de água, porém com disponibilidade a 100% da população. No que diz respeito ao abastecimento de água, o Distrito conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação é feita diretamente no Ribeirão Areado com vazão 3,5 L/s e composta de uma Elevatória de Água Bruta. A adução entre a Elevatória de Água Bruta e a Estação de Tratamento de Água é feita por rede adutora em PVC PBA, DN 50, com extensão de 36 m. O tratamento acontece em Estação de Tratamento de Água pré-fabricada, em fibra de vidro, com vazão de 2,5 L/s. A Adutora de Água Tratada interliga a Estação de Tratamento de Água ao reservatório elevado, em PVC PBA, DN 75, com extensão de 404 m. A reservação constitui de um reservatório elevado metálico com capacidade para 60 m³. A rede de distribuição possui uma extensão de 5.635 m, feita em PVC JE PB, com diâmetros variando de DN 25 a DN 100. Atualmente não existem deficiências e necessidades no sistema. 2.1.3 Distrito de Santana de Patos O Distrito de Santana de Patos possui uma população estimada em 1.105 habitantes, sendo o índice de atendimento de 100%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o Distrito conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação é realizada por meio de dois poços profundos, com vazões de 3,45 L/s e 3,0 L/s. A adução é realizada por duas adutoras de Água Bruta, em DEFºFº, DN100 mm, com extensão total de 82 m.

O tratamento é feito por cloração simples no tanque de contato, com uma vazão de 6,4 L/s. A Adutora de Água Tratada interliga a elevatória ao reservatório apoiado, por meio de uma tubulação em PVC PBA, DN 100, com extensão de 1.460 m. A reservação constitui de um reservatório apoiado de concreto com capacidade para 60 m³. A rede de distribuição possui uma extensão de 5.518 m, em PVC JE e JS PB, com diâmetros variando de DN 25 a DN 100. Atualmente não existem deficiências e necessidades no sistema. 2.1.4 Distrito de Pindaíbas O Distrito de Pindaíbas possui uma população estimada em 889 habitantes, sendo o índice de atendimento de 98,6%, em relação ao abastecimento de água, porém com disponibilidade a 100% da população. No que diz respeito ao abastecimento de água, o Distrito conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação acontece por tomada direta, em barragem de nível, no Córrego Bauzinho, com vazão de 6 L/s, composta de uma Estação de Água Bruta. O tratamento é feito por uma Estação de Tratamento de Água convencional, em fibra de vidro, com vazão de 5 L/s. A Adutora de Água Tratada interliga o tanque de contato ao reservatório apoiado, toda em PVC PBA, DN 100, com extensão de 487 m, por meio de uma Elevatória de Água Tratada. A reservação constitui de um reservatório semi-enterrado em concreto, com capacidade para 75 m³. A rede de distribuição tem uma extensão de 6.010 m, em PVC JE e JS PB, com diâmetros variando de DN 20 a DN 75. Atualmente não existem deficiências e necessidades no sistema.

2.1.5 Distrito de Bom Sucesso de Patos O Distrito de Bom Sucesso de Patos possui uma população estimada em 549 habitantes, sendo o índice de atendimento de 97,94%, em relação ao abastecimento de água, porém com disponibilidade a 100% da população. No que diz respeito ao abastecimento de água, o Distrito conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação é realizada por tomada direta, em barragem de nível, no Córrego do Bom Sucesso, com vazão 3 L/s, composta de uma Estação de Água Bruta. A Adutora de Água Tratada é em PVC PBA, DN 100, com extensão de 35 m. O tratamento é feito por Estação de Tratamento de Água convencional, em concreto, com vazão de 3 L/s. A reservação constitui de um reservatório apoiado de concreto, com capacidade para 50 m³. A rede de distribuição possui 3.867 m, em PVC JE e JS PB, com diâmetros variando de DN 15 a DN 75. Atualmente não existem deficiências e necessidades no sistema. 2.1.6 Distrito de Major Porto O Distrito de Major Porto possui uma população estimada em 974 habitantes, sendo o índice de atendimento de 97,9%, em relação ao abastecimento de água, porém com disponibilidade a 100% da população. No que diz respeito ao abastecimento de água, o Distrito conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação é feita por dois poços profundos, sendo um com vazão de 5,4 L/s e o outro reserva. O tratamento é feito com simples cloração no tanque de contato. A Adutora de Água Tratada interliga o tanque de contato ao reservatório apoiado, em FºFº DN 125, com extensão de 430 m. A reservação constitui de um reservatório apoiado, em concreto armado, com capacidade para 150 m³.

A rede de distribuição possui 6.326 m em PVC JS, com diâmetros variando de DN 20 a DN 75. Atualmente não existem deficiências e necessidades no sistema. 2.1.7 Distrito de Pilar O Distrito de Pilar possui uma população estimada em 893 habitantes, sendo o índice de atendimento de 96,87%, em relação ao abastecimento de água, porém com disponibilidade a 100% da população. No que diz respeito ao abastecimento de água, o Distrito conta com um sistema público operado pela COPASA, em regime contínuo. A captação é feita por dois poços profundos, com vazões de 2,5 L/s e 3,1 L/s. A adução de água bruta acontece por meio de duas adutoras, em PVC PBA, DN 75 e extensão de 2.765 m. O tratamento acontece por cloração simples no tanque de contato do reservatório apoiado, com vazão de 6 L/s. A reservação constitui de um reservatório apoiado em ferro-cimento, com capacidade para 100 m³. A rede de distribuição possui 6.957 m, em PVC JE e JS PB, com diâmetros variando de DN 25 a DN 100. Atualmente não existem deficiências e necessidades no sistema. 2.1.8 Povoado Horizonte Alegre O Povoado de Horizonte Alegre possui uma população estimada em 80 habitantes, sendo o índice de atendimento de 80%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação é feita em um manancial superficial, alimentado por nascentes, acima da antiga barragem já assoreada. Desta nascente, a água segue por gravidade, por

meio de 3 tubos de ½, até a reservatório apoiado de concreto de 10 m³, localizado abaixo da nascente. Também funciona como poço de sucção para a estação elevatória de água localizada junto ao reservatório apoiado. Ressalte-se que esse manancial tem apresentado redução de vazão no período de estiagem, além de ser de difícil acesso. A Adutora de Água Bruta recalca a água a um desnível de cerca de 70 m, através de 1 km de tubulação, em PVC DN 50 mm, até um reservatório elevado de 35 m³. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. Elevatória - está implantado um conjunto motobomba de 5 cv para recalque da água do reservatório apoiado, que funciona como poço de sucção, até o reservatório elevado de 35 m³. A bomba está superdimensionada e em boas condições de uso. A reservação constitui de um reservatório elevado em concreto de 15 m³, localizado no centro do povoado. Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.9 Povoado Sertãozinho O Povoado de Sertãozinho possui uma população estimada em 183 habitantes, sendo o índice de atendimento de 80%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação é feita por um poço profundo, cuja vazão de 1,4 L/s, onde é bombeada para o reservatório apoiado de concreto a aproximadamente 200 m. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação constitui de um reservatório apoiado, em estrutura de concreto de 35 m³, localizado na Praça da Igreja (parte alta da localidade). Ressalta-se que acima deste reservatório apoiado existem três casas que estão sendo abastecidas por meio de bombas submersíveis individuais.

Inexiste projeto de implantação da rede de distribuição. É composta de aproximadamente 319 m de tubos em PVC, com diâmetros de DN 25 e DN 40 mm. Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.10 Povoado Baixadinha dos Gonçalves O Povoado de Baixadinha dos Gonçalves possui uma população estimada em 180 habitantes, sendo o índice de atendimento de 100%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação e por um poço profundo, com vazão de 1,4 L/s. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação constitui de um reservatório metálico com capacidade para 10m³, localizado próximo ao poço. A rede de distribuição possui uma extensão de 3.103 m, em PVC JS e PB, com diâmetro variando de DN 25 a DN 50, não existindo projeto da sua implantação. Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.11 Povoado Boassara O Povoado de Boassara possui uma população estimada em 253 habitantes, sendo o índice de atendimento de 100%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A fonte de produção da localidade é um manancial superficial, alimentado por nascentes próximas ao ponto de captação, denominado Brejão. A vazão captada é de 1,8 L/s. Este manancial tem apresentado redução de vazão no período de estiagem.

A adução interliga, por gravidade, a captação ao reservatório semi-enterrado de 14 m³. Possui cerca de 1.300 m em PVC DN 40 mm. Existe, ainda, uma adutora que faz a interligação do reservatório semi-enterrado ao reservatório apoiado de 15 m³, em tubulação de PVC DN 40 mm, com extensão de 174 m. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação constitui de 2 (dois) reservatórios, totalizando 29m³, sendo um com 15 m³ e o outro com 14 m³. O reservatório semi-enterrado funciona como caixa de reunião da água, que vem da captação superficial, e poço de sucção para a Elevatória de Água Tratada. A rede de distribuição possui 1.652 m em PVC JS, FG e Polietileno, com diâmetros variando de DN 25 a DN 40 mm, não existindo projeto da sua implantação. Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.12 Povoado Santa Maria O Povoado de Santa Maria possui uma população estimada em 80 habitantes, sendo o índice de atendimento de 80%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação é feita em um córrego sem nome oficial, com duas nascentes e uma represa, por meio de tomada direta na barragem existente. Não existem dados sobre vazão. A água captada é transportada por gravidade em adutora de PVC DN 75 até um filtro de areia, distante aproximadamente 50 m. Após filtrada, é acumulada em um tanque que funciona como poço de sucção da elevatória de água bruta. A Adutora de Água Bruta é em PVC DN 40 mm com 2.500 m de extensão, e interliga a elevatória ao reservatório apoiado de concreto, situado no início da comunidade. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação constitui de um reservatório apoiado de concreto com capacidade para 12 m³.

A rede de distribuição possui 1.172 m, em PVC PBA, DN 40, não existindo projeto da sua implantação. Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.13 Povoado de Alagoas O Povoado de Alagoas possui uma população estimada em 650 habitantes, sendo o índice de atendimento de 80%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação conta com 2 (dois) poços profundos, sem cavaletes, sem informação de vazão. Atualmente a água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação conta com 2 (dois) reservatórios elevados, metálicos, com capacidade total de 35m³. A rede de distribuição é composta por 2.550 m, em PVC JE e JS PB, com diâmetros variando de DN 25 a DN 50 mm. Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.14 Povoado Lanhosos O Povoado de Lanhosos possui uma população estimada em 118 habitantes, sendo o índice de atendimento de 100%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação conta com um poço profundo, sem cavalete, com vazão de 1,4 L/s.

Adução de Água Bruta - do poço a água é bombeada para o reservatório elevado metálico de 10 m³, localizado junto ao poço, em diâmetro de 40 mm e extensão de 10m. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação conta com um reservatório metálico, localizado no pátio da Escola Municipal, com capacidade para 10 m³. Adução - a interligação do reservatório elevado à rede de distribuição é feita por 40 m de tubulação, em PVC PBA, com diâmetro 40 mm. Esta tubulação está implantada dentro da área da escola, em local de difícil manutenção. A rede de distribuição possui 319 m, em PVC JS, DN 25 mm, não existindo projeto de sua implantação. - Inexistência de tratamento para a água distribuída. Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.1.15 Povoado de Arraial dos Afonsos O Povoado de Arraial dos Afonsos possui uma população estimada em 182 habitantes, sendo o índice de atendimento de 80%, em relação ao abastecimento de água. No que diz respeito ao abastecimento de água, o povoado conta com um sistema público operado pelo Município. A captação é feita em um córrego sem nome oficial, com uma nascente e em um poço tubular profundo no período de seca. Não existem dados sobre vazão. A Adutora de Água Bruta é em PVC, com diâmetros de DN 75, 50 e 25 mm com 4.000 m de extensão. A água distribuída não recebe nenhum tipo de tratamento. A reservação constitui de um reservatório elevado metálico com capacidade para 15 m³. A rede de distribuição possui 890m, em PVC, DN 32 e 25, não existindo projeto da sua implantação. Inexistência de tratamento para a água distribuída.

Inexistência de padronização e medição da água distribuída. 2.2 SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO 2.2.1 Sede municipal Quanto à coleta de esgotos, a sede municipal conta com sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra- Estrutura, sendo o índice de atendimento aproximado de 95%. Todos os bairros são atendidos, porém verificam-se, em pontos específicos e localizados, falhas de atendimento e de operação. As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de manilhas cerâmicas, com diâmetros variando de 150 a 400 mm, numa extensão aproximada de 515 km. Essas redes coletoras conduzem os despejos a interceptores e emissários de manilhas cerâmicas, com diâmetros entre 150 e 400 mm, numa extensão total de 35,97 km, que os lança nos seguintes cursos d água: Rio Paranaíba, Córrego Monjolo, Ribeirão da Fábrica, Córrego Água Limpa e Córrego da Cadeia, sem qualquer tipo de tratamento. Os interceptores existentes - com cerca de 35,97 km, distribuem-se da seguinte forma, ao longo das sub-bacias: Descrição DN (mm) Extensão (m) Cidade Nova 200/250 1.600,00 Colônia Penal 250/300 3.020,00 Limoeiro 200 a 400 8.260,00 Córrego do Monjolo/Ribeirão da Fábrica 350/400 5.400,00 Planalto/Gramado 200 a 300 3.440,00 Córrego da Cadeia 200 a 400 5.200,00 Caramuru 200 1.350,00 Sebastião Amorim 200 1.700,00 Novo Horizonte/Alto da Colina 200 1.200,00 Jardim Panorâmico 150 1.700,00 Santa Luzia 250 500,00 Mocambo/Nova Floresta 200 1.750,00 Rua Genésio Garcia 200 850,00 TOTAL 150 a 400 35.970,00

Além das redes coletoras e interceptores, o Sistema de Esgotamento Sanitário constitui-se de aproximadamente 36.200 ligações prediais, em tubos de PVC e manilhas cerâmicas, diâmetro 100 mm, e poços de visita na sua maioria com padrão COPASA. - Inexistência de Estação de Tratamento de Esgoto; - Todo o esgoto coletado é lançado in natura nos cursos d água; - Muitas redes coletoras subdimensionadas e/ou saturadas; - Lançamento indevido de águas pluviais nas redes coletoras de esgoto; - Lançamento indevido de esgoto em galerias pluviais; - Inexistência de interceptores/elevatórias de esgoto em grandes áreas urbanas; - Vazamentos e entupimentos nas redes coletoras de esgoto existentes. - Refluxo de esgoto no imóvel de usuários; - Constantes manutenções corretivas nas redes, ligações e interceptores; - Falta de estrutura para uma manutenção adequada da rede; - Inexistência de manutenção preventiva nas redes, ligações e interceptores; 2.2.2 Distrito de Bom Sucesso de Patos Quanto à coleta de esgotos, o Distrito de Bom Sucesso de Patos conta com um sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura, sendo o índice de atendimento de 85%. As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de tubos de PVC, diâmetro 100 mm. Esta rede coletora conduz os despejos a um sistema de tratamento composto de gradeamento, 04 (quatro) caixas sépticas, dispostas em série, com filtro anaeróbio. A descarga é feita pela equipe de manutenção e encaminhada ao leito de secagem. - Redes coletoras de esgoto com funcionamento deficiente; - Baixa cobertura de redes coletoras de esgoto; - Funcionamento precário da estação de tratamento de esgoto. 2.2.3 Distrito de Santana de Patos Quanto à coleta de esgotos, o Distrito de Santana de Patos conta com sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra-Estrutura, sendo o índice de atendimento de 95%. As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de manilhas cerâmicas, com diâmetros de 100 e 150 mm, numa extensão total de aproximadamente 10 km. Esta rede coletora conduz os despejos a interceptores de manilhas cerâmicas, com diâmetros 150 mm, que os lança no rio Espírito Santo, sem qualquer tipo de tratamento.

- Redes coletoras de esgoto com funcionamento deficiente; - Baixa cobertura de redes coletoras de esgoto; - Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.4 Distrito de Pindaíbas Quanto à coleta de esgotos, o Distrito de Pindaíbas conta com um sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra- Estrutura, sendo o índice de atendimento de 90%. As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de manilhas cerâmicas, diâmetro 100 e 150 mm. Essas redes coletoras conduzem os despejos a interceptores de PVC, com diâmetro 150 mm. 85% do esgoto coletado chega a Estação de Tratamento de Esgoto, que é composta dos seguintes unidades: gradeamento, caixa de areia, reator UASB e leito de secagem. O restante do esgoto coletado - 15% é lançado em uma grota sem qualquer tipo de tratamento. - Redes coletoras de esgoto com funcionamento deficiente; - Baixa cobertura de redes coletoras de esgoto; - Funcionamento precário da estação de tratamento de esgoto. 2.2.5 Distrito de Areado Quanto à coleta de esgotos, o Distrito de Areado conta com um sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra- Estrutura, sendo o índice de atendimento de 98%. As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de tubos de PVC, diâmetro 100 mm. Esta rede coletora conduz os despejos a um sistema de tratamento composto de gradeamento e 03 (três) caixas sépticas, em série, com filtro anaeróbio. A descarga é feita pela equipe de manutenção e encaminhada ao leito de secagem. - Redes coletoras de esgoto com funcionamento deficiente; - Baixa cobertura de redes coletoras de esgoto; - Funcionamento precário da estação de tratamento de esgoto. 2.2.6 Distrito de Major Porto Quanto à coleta de esgotos, o Distrito de Major Porto conta com um sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra- Estrutura, sendo o índice de atendimento de 90%.

As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de tubos de PVC, diâmetro 100 mm. Esta rede coletora conduz os despejos a um sistema de tratamento composto de gradeamento, 4 (quatro) caixas sépticas, em série, com filtro anaeróbio. A descarga é feita pela equipe de manutenção e encaminhada ao leito de secagem. - Redes coletoras de esgoto com funcionamento deficiente; - Baixa cobertura de redes coletoras de esgoto; - Funcionamento precário da estação de tratamento de esgoto. 2.2.7 Distrito de Pilar Quanto à coleta de esgotos, o Distrito de Pilar conta com um sistema público operado pelo Município de Patos de Minas, através da Secretaria Municipal de Infra- Estrutura, sendo o índice de atendimento de 70%. As redes coletoras são, em sua maioria, constituídas de manilhas cerâmicas, com diâmetros de 100 e 150 mm, que os lançam em cursos d água existentes sem qualquer tipo de tratamento. - Redes coletoras de esgoto com funcionamento deficiente; - Baixa cobertura de redes coletoras de esgoto; - Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.8 Povoado de Horizonte Alegre O Povoado de Horizonte Alegre não conta com sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. O povoado é atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas, em série, com filtro anaeróbio. Desde a sua implantação não se tem notícia de realização de descargas. Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.9 Povoado de Sertãozinho O Povoado de Sertãozinho não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. O povoado é atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais.

Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.10 Povoado de Baixadinha dos Gonçalves O Povoado de Baixadinha dos Gonçalves não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. O povoado é atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais. Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.11 Povoado de Boassara O Povoado de Boassara não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. O povoado é atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais. Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.12 Povoado de Santa Maria O Povoado de Santa Maria não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. Se situa em um espigão, sendo que a única rua é um divisor de águas. É atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais. Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.13 Povoado Alagoas O Povoado de Alagoas não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. É atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais.

Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.14 Povoado de Lanhosos O Povoado de Lanhosos não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. A localidade é atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais. Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 2.2.15 Povoado de Arraial dos Afonsos O Povoado de Arraial dos Afonsos não conta com um sistema de coleta dinâmico e tratamento de esgotos. A localidade é atendido por sistema estático, constituído de fossas sépticas individuais. Inexistência de sistema adequado de coleta de esgoto. Falta de destinação apropriada do esgoto doméstico. Inexistência de tratamento de esgoto. 3. IMPACTOS SOBRE O ESTADO DE SAÚDE DA POPULAÇÃO Os dados obtidos na Secretaria Municipal de Infra-Estrutura, de Planejamento e Urbanismo e de Saúde foram essenciais para a análise objetiva da situação sanitária local, assim como para a tomada de decisões e para a programação das ações de saneamento ambiental. A busca por medidas de melhorias para o estado de saúde da população reflete a preocupação do Município de Patos de Minas com a situação local, principalmente no que se refere ao acesso aos serviços, às condições dignas de vida e a fatores ambientais. Nesse sentido, um dos indicadores oficiais utilizados pelo Município foi o componente longevidade do Índice de Desenvolvimento Humano/IDH, publicado pelo PNUD (Programa Nacional das Nações Unidas), que mede a expectativa de vida da população.

No caso específico do município de Patos de Minas, o IDH/Longevidade - 0,816 é o 58º maior de Minas Gerais, inferior ao de outros municípios do mesmo porte como: Poços de Caldas - 0,850 (4º); Varginha - 0,817 (52º),. É inferior, ainda, ao de municípios vizinhos como: Ituiutaba 0,848 (6º), Carmo do Paranaíba - 0,829 (21º), Coromandel - 0,826 (35º) e Patrocínio - 0,823 (45º). Outro indicador utilizado foi o componente renda do IDH, que no caso do município de Patos de Minas é de 0,728 (46º maior IDH/renda de MG), ficando atrás de Varginha 0,765 (12º) e Poços de Caldas - 0,787 (3º). Quanto à saúde da população, as informações obtidas junto Secretaria Municipal de Saúde indicam um inexpressivo número de internações e atendimentos hospitalares, devido a doenças infecto-contagiosas de veiculação hídrica (foi diagnosticado apenas um caso de hepatite, no período de janeiro a agosto de 2008). 4. OBJETIVOS E METAS Visando à oferta de serviços públicos de qualidade, foram estabelecidas as seguintes metas: Disponibilizar o abastecimento de água a 100% da população da Sede Municipal de Patos de Minas e Distritos de Bom Sucesso de Patos, Santana de Patos, Pindaíbas, Areado, Major Porto e Pilar, além dos Povoados de Horizonte Alegre, Sertãozinho, Baixadinha dos Gonçalves, Boassara, Santa Maria, Alagoas, Lanhosos e Arraial dos Afonsos pelos próximos 2 (dois) anos; Disponibilizar a oferta de serviços de coleta e tratamento de esgotos sanitários a no mínimo 100% da população da Sede Municipal de Patos de Minas e dos Distritos de Bom Sucesso de Patos, Santana de Patos, Pindaíbas, Areado, Major Porto e Pilar, além das localidades rurais de Horizonte Alegre, Sertãozinho, Baixadinha dos Gonçalves, Boassara, Santa Maria, Alagoas, Lanhosos e Arraial dos Afonsos pelos próximos 4 (quatro) anos; em etapas definidas conforme o índice de adesão aos serviços; Implantar imediatamente os serviços de proteção dos mananciais e do lençol freático, responsáveis pelo abastecimento de água à população. 5. PROGRAMAS, PROJETOS E AÇÕES De forma a atingir as metas estabelecidas, propõe-se a elaboração de projetos visando à adequação e/ou implantação dos sistemas existentes, compreendendo:

5.1 Sistemas de Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário: - Avaliação da situação atual quanto ao dimensionamento e funcionamento das unidades, identificando e quantificando os problemas encontrados; - Proposição de soluções adequadas às metas estabelecidas. 5.2 Proteção e conservação de Mananciais: - Definição de mananciais para fins de abastecimento de água visando futuras expansões; - Elaboração de plano de proteção de nascentes e das margens dos mananciais. 5.3 Expansão Urbana: - Impedir a construção de imóveis nas margens dos córregos que cortam a cidade, de modo a permitir a implantação dos interceptores; - Exigir dos incorporadores de loteamentos a definição, pela operadora dos serviços de abastecimento de água, de disponibilidade de água; - Exigir dos incorporadores de loteamentos a definição, pela operadora dos serviços de esgotamento sanitário, de disponibilidade para interligação ao sistema público para encaminhamento dos dejetos até à ETE; - Impedir a poluição dos mananciais por parte dos usuários de terrenos, especialmente à montante da captação, tais como agricultores e mineradoras. - Seguir o Plano Diretor Municipal e o Plano Municipal de Saneamento Abastecimento de Água e Esgotamento Sanitário. 6. MECANISMOS DE AVALIAÇÃO SISTEMÁTICA Prevê a avaliação sistemática dos programas, projetos e ações propostos, consubstanciada na elaboração de relatórios periódicos que meçam a sua eficiência e eficácia ao longo do tempo, estruturando-se e implantando-se os seguintes indicadores: - Freqüência de análise da qualidade da água Objetivo: atender aos padrões de potabilidade do Ministério da Saúde no aspecto de freqüência de análise da água distribuída; - Qualidade físico-química da água distribuída Objetivo: mostrar a qualidade físico-química da água distribuída ao usuário do sistema de abastecimento em cada ponto de coleta do município; - Qualidade microbiológica da água distribuída Objetivo: mostrar a qualidade microbiológica da água distribuída ao usuário do sistema de abastecimento de água do município;

- Índice de perdas do sistema Objetivo: mostrar o índice de perdas do sistema de abastecimento de água do município; - Atendimento a solicitações de serviços Objetivo: mostrar o percentual de serviços de água e esgoto atendidos fora do prazo previamente estabelecido. - Análise da qualidade da água dos mananciais Objetivo: mostrar o nível de sólidos em suspensão, quantidade de produtos remanescentes da utilização de agrotóxicos e remanescentes da atividade industrial ou mineradora presentes na água e quantidade de matéria orgânica. - Eficiência do Tratamento de Esgotos Objetivo: mostrar o a eficiência da unidades de tratamento de esgotos, através do atendimentos das portarias do CONAMA/COPAM 7. INTERAÇÕES RELEVANTES COM OUTROS INSTRUMENTOS 7.1 Comitê de manejo de bacias hidrográficas As ações do presente Plano Municipal de Saneamento estão em consonância com os planos de manejo dos Comitês de Bacias Hidrográficas locais, garantindo a utilização racional e sustentável dos recursos hídricos disponíveis. Deverá ser constituído grupo de trabalho para acompanhar os estudos existentes e promover a compatibilização deste Plano Municipal de Saneamento com os planos de manejo dos comitês das bacias hidrográficas, sempre que houver revisão de um ou de outro. 7.2 Plano Diretor de Desenvolvimento do Município As ações do presente Plano Municipal de Saneamento estão em consonância com o Plano Diretor do município. Qualquer alteração em um ou outro deverá ser precedida de estudos criteriosos, de forma a garantir a continuidade do processo e a implementação das ações propostas. 8. REVISÕES Este Plano Municipal de Saneamento deverá ser revisado no prazo máximo de 4 (quatro) anos ou sempre que se fizer necessário.