PE. JOÃO DE DEUS GÓIS



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Transcrição:

PE. JOÃO DE DEUS GÓIS

1 Liturgia: vida para a Igreja O que é Liturgia? Liturgia é a celebração de um povo reunido em nome do Senhor, que fez de nós irmãos, filhos do mesmo Pai, membros do mesmo corpo, ramos da mesma árvore. A Liturgia cria e expressa a comunidade cristã porque ela é uma interpretação do sentido da presença cristã no mundo. Através dela, o cristão pode chegar a uma consciência eficiente e criadora de sua fé cristã. Cristo está presente nos sinais e nos símbolos sacramentais. São eles os seus meios de comunicação. Por esses sinais, conseguimos perceber e entender a realidade da presença de Cristo na Igreja e no mundo. Cristo está presente na Igreja, especialmente nas ações litúrgicas. Está presente na sua Palavra, pois é Ele quem fala, quando, em sua Igreja, se lê a Sagrada Escritura. Está presente quando a Igreja ora e louva, porque Ele mesmo disse: Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali eu estarei no meio deles (Mt 18,25). 7

Por que a Liturgia é vida para a Igreja? A vida da Igreja resume-se no serviço do Cristo que salva. Por isso, a Igreja é sinal, instrumento e sacramento visível de unidade e salvação. Esse serviço é, de modo especial, a Liturgia. Etimologicamente, a palavra grega litourgia quer dizer serviço em favor do povo. Pela Liturgia, a Igreja atualiza o mistério pascal do Cristo, para a salvação do mundo, e louva a Deus em nome de toda a humanidade. A Liturgia é, sem dúvida, o momento culminante da vida da Igreja, da atuação do Espírito Santo e da presença do Cristo glorioso. O verdadeiro significado da Liturgia não se esgota aqui. Vai mais além. É a vida da Igreja, na qual o Cristo se faz presente, operando a salvação do seu povo. Liturgia, portanto, é a salvação celebrada, vivida. Como a Igreja define a Liturgia? Na encíclica Mediator Dei, Pio XII assim se expressou:... Não é apenas a parte externa e sensível do culto, nem muito menos o aparato de cerimônias ou conjunto de leis e regras... é o exercício do múnus sacerdotal de Cristo. 8

Na constituição Sacrosanctum Concilium (SC), 7, encontramos:... Exercício do múnus sacerdotal de Cristo manifestado por sinais sensíveis, realizando de maneira própria a santificação do homem. No mesmo documento, no SC, 10, define-se: A Liturgia é simultaneamente meta para a qual se encaminha a ação da Igreja, e fonte donde promana toda a sua força. Qual a diferença entre ação litúrgica e exercícios espirituais? Ação litúrgica Ação litúrgica é a presença da obra de nossa redenção. Sua meta é a manifestação do mistério de Cristo e de sua Igreja na vida dos homens. Por isso, temos, na ação litúrgica: a Igreja que, por seus ministros, proclama a Palavra de Deus; e a Igreja que celebra os mistérios da redenção e introduz neles os homens. A ação litúrgica, por excelência, é a EUCARIS- TIA. Nela, celebra-se a páscoa de Cristo, na Igreja em marcha, rumo à casa do Pai. 9

Exercícios espirituais Exercícios espirituais são todas as celebrações, reuniões, preces, devoções tradicionais, como via- -sacra, terço, adoração sem a bênção do Santíssimo Sacramento. Que relação existe entre catequese e Liturgia? A catequese e a Liturgia se interpenetram. A catequese é anúncio vivo. É celebração encarnada da fé. A fé se manifesta na celebração litúrgica: o verdadeiro encontro com Deus e com os irmãos. A Liturgia é, pois, também catequese, porque a celebração nos impulsiona à vivência do que ensinamos e aprendemos (cf. Const. sobre a Sagrada Liturgia, 33). Que lugar ocupa a Liturgia no plano de Deus? Deus organizou um plano que parte dos profetas e chega até nós. Deus quer o prolongamento desse plano. A Liturgia se inscreve na continuação das maravilhas de Deus desde a criação até a Jerusalém Celeste. Qual o papel da Liturgia na missão de Cristo? Para unir e reunir os homens em Deus, Cristo permanece presente, ativo, hoje e sempre, na celebração litúrgica. Nele, encontra-se a plenitude do culto divino. Logo, trata-se de uma ação. Ação de 10

Deus por Cristo, com Cristo e em Cristo. Esta ação exige nosso engajamento: entrada do homem no movimento pascal de Cristo; e Cristo é o caminho. Somos peregrinos nos caminhos do Evangelho. Sempre em marcha êxodo. Toda a vida de Cristo é litúrgica e sacerdotal. Está a serviço da glorificação do Pai, da libertação dos homens, da destruição do mal e da reconciliação de todos os homens com Deus. Qual o papel da Liturgia na vida da Igreja? É o próprio Deus que envia seus profetas, sua Palavra, seu Filho, seus apóstolos, sua Igreja. E eles são enviados para: pregar a boa-nova, anunciar o Evangelho a toda criatura; realizar a obra da salvação, oferecendo sacrifícios e celebrando os sacramentos, em torno dos quais gira toda a vida da Igreja. A Igreja desempenha sua função em três níveis, conforme as três modalidades do ministério de Jesus Cristo: 1. pregação; 2. celebração; e 3. culto. 11

São três as maneiras de manifestar e realizar a salvação. Por isso, a Igreja e a Liturgia cristã juntas manifestam Cristo ao mundo, depois de pentecostes. Para concluir, podemos dizer que LITURGIA é a Igreja viva como sacramento, isto é, como sinal e instrumento de união íntima com Deus. Para debate em grupos 1. Quais os sinais da presença de Cristo na Igreja e no mundo? 2. Como buscar motivação para que a Liturgia seja estudada e vivida? 3. Busquemos aprofundar as explicações em torno da Liturgia. 4. Como integrar catequese e Liturgia? 5. Posso despertar maior amor à Liturgia? De que maneira? 12

2 Tempo litúrgico O que é o tempo litúrgico? A celebração do mistério pascal é o ponto central do culto religioso cristão, no seu desenvolvimento cotidiano, semanal e anual. No decorrer do ano, juntamente com a solenidade da Paixão, é também celebrada a Ressurreição do Senhor. Durante o ciclo anual, desenvolve-se todo o mistério de Cristo, comemorando-se também os aniversários dos santos. Nos períodos do Ano litúrgico, os fiéis são motivados a aperfeiçoar sua formação cristã e aprofundar sua fé por meio de exercícios espirituais e corporais, pela instrução e oração, pelas obras de penitência e misericórdia. O Ano litúrgico inicia-se no primeiro domingo do Advento e termina com a solenidade de Cristo Rei. 13

Qual o significado do domingo na Liturgia? Todos os dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do Povo de Deus, principalmente pelo sacrifício eucarístico e pela recitação do ofício divino. Seguindo a tradição apostólica, o domingo é o dia da celebração do mistério pascal. É o principal dia de festa, pois cada domingo é uma páscoa. Qual o sentido das solenidades, festas e memórias? No ciclo anual, celebrando o mistério de Cristo, a Igreja venera também, com particular amor, a Santa Virgem Maria Mãe de Deus, e propõe à piedade dos fiéis as memórias dos mártires e outros santos: confessores, virgens, viúvas, pastores, apóstolos e outros. 14

3 Ciclo anual O que é ciclo anual? É o período durante o qual a Igreja celebra todo o mistério de Cristo: da Encarnação ao dia de Pentecostes e à espera da vinda do Senhor. Como se divide o ciclo anual? O ciclo anual divide-se em Páscoa, Natal e Tempo comum. Páscoa Tempo da Quaresma este tempo visa a preparar a celebração da Páscoa. A Liturgia quaresmal dispõe os catecúmenos para a celebração do mistério pascal, pelos diversos graus de iniciação cristã, pela celebração do Batismo e penitência, e dispõe os fiéis pela renovação da graça. O tempo da Quaresma 15

16 vai da Quarta-feira de Cinzas à missa da Ceia do Senhor, exceto a Quinta-Feira Santa. A Semana Santa tem como objetivo recordar a Paixão de Cristo desde sua entrada messiânica em Jerusalém. Na Quinta-Feira Santa, o bispo benze os óleos e concelebra com seu presbitério como sinal visível de comunhão e participação. Tríduo Pascal Cristo realizou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus, sobretudo pelo seu Mistério Pascal, quando, no ato de sua própria morte, renegou a morte e, ressucitando, renovou a vida. Por isso, o Tríduo Pascal e a Ressurreição do Senhor (que começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor) resplandecem como ápice de todo o ano litúrgico. Tempo Pascal os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes devem ser celebrados como se fossem um só dia de festa. O aleluia é símbolo dessa alegria. Os domingos desse tempo são I, II etc. de Páscoa. No quadragésimo dia de Páscoa, celebra-se a ascensão do Senhor no Brasil, ela foi transferida para o VII domingo de Páscoa, ou seja, o domingo seguinte ao quadragésimo dia de Páscoa.

Natal Tempo do Advento: é tempo de preparação para as solenidades do Natal. Nesse tempo, se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens. É também o tempo em que, por meio dessa lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda de Cristo, no fim dos tempos. O Advento, por isso, apresenta-se como um tempo de piedosa e alegre esperança. Compreende os quatro domingos que precedem a solenidade do Natal. Tempo do Natal: após o mistério da Páscoa, a Igreja considera venerável a celebração do Natal do Senhor. Celebra-se a oitava: no domingo dentro da oitava, ou, em falta dele, no dia 30 de dezembro, celebra-se a festa da Sagrada Família; 26 de dezembro: Santo Estêvão, protomártir da Igreja; 27 de dezembro: são João, apóstolo e evangelista; 28 de dezembro: os santos Inocentes; 29, 30 e 31 de dezembro: dias dentro da oitava; e 1 o de janeiro: oitava do Natal, celebramos a solenidade da Santa Mãe de Deus, 17

na qual também se comemora a imposição do santíssimo nome de Jesus 1. Tempo comum Além dos tempos com características próprias, restam no ciclo anual 33 ou 34 semanas. Nelas, não se celebra algum aspecto especial do mistério do Cristo, e, sim, comemora-se o próprio mistério de Cristo em sua plenitude, principalmente aos domingos. Esse período é o Tempo Comum. Inicia-se na segunda-feira seguinte ao domingo depois do dia 6 de janeiro e se estende até a terça-feira antes da Quaresma, inclusive, recomeçando na segunda-feira após o domingo de Pentecostes e terminando antes das primeiras vésperas do primeiro domingo do Advento. Encontro das equipes de Liturgia A Páscoa é a solenidade mais importante dos cristãos. Preparada pela Quaresma (40 dias), é prolongada nos cinquenta dias do Tempo pascal até o Pentecostes (solenidade da vinda do Espírito Santo). Na Páscoa, festejamos a vitória de Jesus sobre a morte. Na vida do cristão, Páscoa deve ser todo dia. 1. O domingo entre os dias 2 e 6 de janeiro é II domingo depois do Natal. A epifania do Senhor é celebrada no dia 6 de janeiro aqui, no Brasil, entretanto, celebra-se no domingo entre os dias 2 e 8 de janeiro. No domingo depois do dia 6 de janeiro, celebra-se a festa do batismo do Senhor. 18

É preciso estar atento a todos os sinais de vida e de morte para realizar tudo a favor da vida. A Semana Santa, que inclui o Tríduo Pascal, visa a recordar a Paixão e a Ressurreição de Cristo, desde a sua entrada messiânica em Jerusalém [cf. Normas sobre o Ano Litúrgico e o Calendário (NALC), 31]. Como preparar a Semana Santa, o Tríduo Pascal e a Páscoa? Preparar um encontro com todos os grupos que formam a Equipe Paroquial de Liturgia, reunindo as pessoas que têm alguma responsabilidade na preparação das celebrações a fim de delinear e agendar as tarefas. Consultar o pároco sobre assuntos referentes à celebração da Semana Santa e do Tríduo sagrado. Seria bom que ele desejasse participar do encontro e apresentasse sugestões. Um grupo para cada dia. Haverá Círculos Bíblicos? Missão Popular? Via-sacra? Onde? Quando? Quem coordenará? Qual o texto a ser utilizado? Celebração da RECONCILIAÇÃO? (Mutirão nas Foranias, ou Celebração comunitária da Penitência) dia, hora, para que toda a comunidade tome conhecimento. CELEBRAÇÃO INDIVIDUAL DA PENITÊNCIA, dia e hora. 19

Domingo de Ramos No domingo de Ramos, da Paixão do Senhor, a Igreja penetra no mistério do seu Senhor crucificado, sepultado e ressuscitado, o qual, ao entrar em Jerusalém, prenunciou sua majestade. Os cristãos levam ramos em sinal do régio triunfo que, sucumbindo na cruz, Cristo alcançou. De acordo com a palavra do Apóstolo: Se com ele padecemos, com ele também seremos glorificados (Rm 8,17), deve-se na celebração e na catequese deste dia salientar o duplo aspecto do mistério pascal [Cerimonial dos Bispos (CB), 263]. O que deve ser feito: Reunir um grupo para cuidar somente desse dia. Usar paramentos vermelhos. Marcar horário e local para a bênção dos ramos preparar um cartaz, anunciando o horário. Pensar onde será a bênção. Só pode haver bênção de ramos onde houver procissão são inseparáveis. Ver Diretório Litúrgico. A missa com a leitura participada da PAIXÃO DE CRISTO. Providenciar ramos para a bênção e para a procissão. Guardar os ramos para a Quarta- -feira de Cinzas do próximo ano. Fazer a coleta da Campanha da Fraternidade. 20

Durante a segunda, a terça e a quarta-feiras santas, haverá Via-sacra? Por quais ruas passará? Em que horário? Quem serão os responsáveis? Como prepará-la? Cristo operou a redenção do homem e a perfeita glorificação de Deus, principalmente, por meio do seu mistério pascal. Morrendo, Ele destruiu nossa morte, e, ressuscitando, restaurou a vida. Por esse motivo, o sagrado Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor nos é apresentado como o ponto culminante de todo o ano litúrgico. A mesma proeminência que tem o dia do Senhor ou o domingo na semana, a solenidade da Páscoa tem no ano litúrgico (NALC, 18). O Tríduo Pascal não é a preparação do domingo da Ressurreição, mas, sim, segundo as palavras de Santo Agostinho, o sacratíssimo Tríduo do Crucificado, Sepultado e Ressuscitado (CALI, 55). O Tríduo Pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor começa com a missa vespertina da Ceia do Senhor, possui o seu centro na Vigília Pascal e encerra-se com as vésperas do domingo da Ressurreição. Quinta-feira Santa Quem irá à Catedral representar a comunidade na Missa dos Santos Óleos? No caso concreto do Vicariato Suburbano, irão representantes escolhidos pela Pastoral dos Ministros Extraordinários da 21

Sagrada Comunhão (MESCs) para a Catedral, na Quinta-Feira Santa. Missa da Ceia do Senhor Nessa missa, celebrada na tarde da Quinta-feira Santa, a Igreja dá início ao Tríduo Pascal e se propõe a comemorar aquela última ceia na qual o Senhor Jesus, tendo amado até o fim os seus que estavam no mundo, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do vinho, e os entregou aos Apóstolos para que também os tomassem, e lhes mandou, a eles e aos seus sucessores no sacerdócio, que também os oferecessem. Nessa missa, faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia, memorial da Páscoa do Senhor, na qual se perpetua no meio de nós, através dos sinais sacramentais, o sacrifício da nova lei e da instituição do sacerdócio, pelo qual se eterniza no mundo a missão e o sacrifício de Cristo; e também da caridade com que o Senhor nos amou até a morte (CB, 297). O que deve ser feito: Reunir um grupo para cuidar apenas desse dia. Cada paróquia tem seu modo de agir e devemos colaborar, aperfeiçoar e ouvir as sugestões do pároco, da equipe e de outras pessoas. Usar paramentos brancos. Preparar a missa, o altar, as alfaias, os objetos sagrados e os cantos (não esquecer as partículas para a Sexta-Feira Santa). 22

Como será feita a cerimônia do LAVA- -PÉS, a fim de que fique claro o sentido de serviço mais que de humildade? Quais os participantes catequistas, evangelizadores, missionários, ministros, outras pessoas que sempre prestam serviço à comunidade? Onde ficarão até o momento da celebração? Os escolhidos deverão ser preparados quem os preparará? Como fazer para que a missa apareça como verdadeira CEIA, refeição? (Altar no centro? Colocar toalhas no altar somente depois da oração dos fiéis, à vista de todos? Distribuir a comunhão eucarística também sob as duas espécies?) ADORAÇÃO local, horário, pauta dos adoradores (crianças, jovens, pastorais, movimentos, equipes). Haverá subsídios preparados para ajudá-los na oração? Preparar os textos com antecedência, folhas de canto etc. Sexta-feira Santa Celebração da Paixão do Senhor Neste dia, em que Cristo, nossa Páscoa, foi imolado (1Cor 5,7), torna-se clara realidade o que desde há muito havia sido prenunciado em figura e mistério: a ovelha verdadeira substitui a ovelha figurativa e, 23

mediante um único sacrifício, realiza-se plenamente o que a variedade das antigas vítimas significava. Com efeito, a obra da redenção dos homens e perfeita glorificação de Deus, prefigurada pelas suas obras grandiosas no povo da ANTIGA Aliança, realizou-a Cristo Senhor, principalmente pelo mistério pascal da sua bem-aventurada Paixão, Ressurreição de entre os mortos e gloriosa Ascensão, mistério este pelo qual, morrendo, destruiu a nossa morte e, ressuscitando, restaurou a nossa vida. Foi do lado de Cristo adormecido na Cruz que nasceu o admirável sacramento de toda a Igreja [Sagrado Concílio (SC), 5]. Ao contemplar Cristo, seu Senhor e Esposo, a Igreja comemora o seu próprio nascimento e sua missão de estender a todos os povos os salutares efeitos da Paixão de Cristo, efeitos que hoje celebra em ação de graças por dom tão inefável (CB, 312). O que deve ser feito: Não esquecer que seu símbolo mais importante é a cruz. Preparar a coleta para os lugares sagrados. Reunir um grupo para esse dia. ADORAÇÃO continuação pauta dos adoradores, horário. Usar paramentos vermelhos. Como será feita a leitura da Paixão, para que o povo possa participar melhor? 24

SOLENE AÇÃO LITÚRGICA horário mais conveniente. Não há missa. Desde o Concílio Vaticano II, existe a comunhão eucarística nesse dia, com as partículas consagradas na missa da Quinta-feira Santa. ALTERNATIVAS: Procissão com a imagem de Jesus morto? Por quais ruas passará? A Via-sacra será na Igreja? A Via-sacra será nas ruas? Por quais delas passará? Marcar o local das estações. Haverá exposição das imagens do Senhor morto e da Senhora das Dores? Sábado Santo Dia silencioso Dia Alitúrgico O que deve ser feito? É um dia sem qualquer celebração, por isso, alitúrgico. Deve ser marcado por um grande respeito. Vigília pascal Segundo antiquíssima tradição, essa noite deve ser comemorada em honra do Senhor (cf. Ex, 42). A vigília que nela se celebra, em memória da noite 25

santa em que Cristo ressuscitou, deve ser considerada a mãe de todas as vigílias (Santo Agostinho), pois é nela que a Igreja se mantém de vigia à espera da Ressurreição do Senhor, celebrada com os sacramentos da Iniciação Cristã (CB, 21). A vigília pascal é o cume do ano litúrgico. Sua celebração se realiza de noite; mas de maneira a não começar antes do início da noite e a terminar antes da aurora do domingo. O que deve ser feito: Reunir um grupo para esse dia. Em nosso Vicariato, fazemos a entrega dos Santos Óleos às paróquias pelos representantes do Batismo, Crisma e Saúde. Horário: às 10 horas, na Paróquia Nossa Senhora do Rosário. Celebração solene da VIGÍLIA PASCAL horário. Onde será feita a bênção do fogo novo, para que todos possam ver e ouvir com facilidade? Quem enfeitará o círio pascal (a vela grande da Páscoa)? Providenciar estilete e os cravos para a bênção do círio. Usar paramentos brancos. Destacar, de maneira participativa, o canto do PRECÔNIO PASCAL (EXÚLTET); velas, flores, incenso, repique de sinos (na hora do Glória). 26

Batismo de adultos (se houver). Renovação das promessas do Batismo. Como solenizá- -las? O padre fará a bênção da água para os fiéis levarem às suas casas? Em caso afirmativo, pedir que todos tragam água em vasilhas. Providenciar cantores, leitores, instrumentistas. De que maneira destacar o canto de ALE- LUIA e a proclamação do EVANGELHO DA RESSURREIÇÃO? Domingo da Ressurreição O que deve ser feito: Usar paramentos brancos. Realizar missas festivas. Marcar o horário das missas. Como solenizar todas as missas desse dia? Com a aspersão da água benta, após a renovação das promessas batismais? Com a bênção solene? Com alguma lembrança para os fiéis participantes? Reunir todos os grupos que trabalharam na Semana Santa. Os presidentes das celebrações devem se lembrar de: preparar tudo com sua equipe; 27

ensaiar as partes musicais que cabem ao presidente da assembleia; eventualmente, utilizar as bênçãos próprias indicadas no missal, caso não venham no folheto litúrgico; vibrar com aquilo que se está celebrando; valorizar o esforço de sua comunidade; e após as celebrações da Semana Santa e da Páscoa, reunir-se com seus colaboradores para uma revisão dos trabalhos. 28 Observações: a) Horário das confissões ajudar as pessoas a buscar a confissão com antecedência, para facilitar os que não são muito participantes a se confessar também. b) Os ramos quem os providenciará? c) O pessoal para o lava-pés quem preparará os designados? d) Círio pascal a comunidade deverá prepará-lo, mas poderá também encomendá-lo. e) As velas para o sábado santo não esquecer as vasilhas com água para a bênção na Vigília (programada pelo celebrante). f) Comentaristas e leitores para os diversos dias escolhê-los e prepará-los bem. g) Local da adoração será na Igreja ou no salão paroquial? Será em uma capela?

h) Os cantos separar os cantos do folheto litúrgico acrescidos ou não de outros mais adequados, os quais a comunidade conheça. (Prepará-los em uma folha e ensaiá-los bem.) Tempo pascal Os cinquenta dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes devem ser celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, como um grande domingo (Santo Atanásio; cf. NALC, 22). Os domingos deste tempo são tidos como domingos da Páscoa e, depois do domingo da Ressurreição, são chamados de segundo, terceiro, quarto, quinto, sexto e sétimo domingos da Páscoa. O domingo de Pentecostes encerra esse tempo sagrado de cinquenta dias (NALC, 23). No Brasil, celebra-se no sétimo domingo da Páscoa a solenidade da Ascensão do Senhor. Para debate em grupos 1. Qual a principal festa do Ano Litúrgico? 2. E os momentos mais fortes da Liturgia? 3. Como celebrá-los? 4. O que celebramos em cada domingo com o sacrifício da missa? 29

5. Como participar melhor do Natal e da Páscoa na Liturgia da Igreja? 6. O que nos dizem as festas em honra de Nossa Senhora? 30