EMBARQUE DOS SUÍNOS STRESS PRE- ABATE



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Transcrição:

EMBARQUE DOS SUÍNOS STRESS PRE- ABATE Exemple bien être et mortalité 1

FASES I MPORTANTES ANTES DO EMBARQUE Preparação o dos animais Seleção dos animais segundo o peso Mescla de animais de diferentes grupos Jejum Espera dos grupos na sala de envio Condução ao ponto de embarque O SPLI T MARKETI NG Vantagens Redução dos custos de produção Aumento da renda pela venda dos animais Aumento do ganho de peso Desvantagens Aumento do consumo diário Redução da eficiência alimentar 2

EFEI TO DA TEMPERATURA AMBI ENTE SOBRE A MORTALIDADE % 0.24 0.23 0.22 0.21 0.2 0.19 0.18 0.17 0.16 0.15 < 0 7.5 15 22.5 >22.5 % mortalidade O embarque deve ser rápido para limitar a degradação do ambiente interno do caminhão Temperatura no caminhao (C) Temperatura Embarque Velocidade do ar Transporte Velocidade do ar (m/s) Hora Chevillon, 2005 3

P o r c s f r a g i l i s é s % 0.35 0.30 0.25 0.20 0.15 0.10 P = 0.09 Suínos cansados na granja 0.05 0.00 Courte Distance au point de chargement Longue DISTÂNCIA CURTA = 0 a 30 metros LONGA= 60 a 90 metros Ritter, 2006 Suínos cansados e lesionados no frigorífico Porcs fragilisés et blessés % 0.30 0.25 0.20 0.15 0.10 0.05 P = 0.06 0.00 Courte Longue Distance au point de chargement SALA DE ESPERA NA GRANJA 4

CARACTERÍ STI CAS DA SALA DE ESPERA 10 baias para un grupo de transporte de 100 suínos (10 suínos/ baia) Solo perfurado Portas móveis e ajustáveis segundo o tamanho do grupo Paredes llenas Duchas, iluminação e proteção contra as adversidades climáticas A PREPARAÇÃO NA SALA DE ESPERA Melhora das condicões e da qualidade do trabalho do produtor e do caminhoneiro Redução o do stress para os suínos (-25% de mortalidade) Redução o do tempo de embarque 50 minutos 20 minutos Sala de espera Embarque direto 5

EFEI TO DO EMBARQUE ATRAVÉS DA SALA DE ESPERA % lesões na pele Sala de espera 20,0 Embarque direto 3,3 Aumento lesões ao abate + 15,3% + 28,6 % SI STEMAS DE EMBARQUE Plataforma de embarque Rampa (Inclinaç( Inclinação, desenho,, material) Elevador/plataforma hidráulica/ piso móvel 6

PLATAFORMA DE EMBARQUE EFEITO DA PLATAFORMA DE DE EMBARQUE SOBRE A MORTALIDADE DURANTE O TRANSPORTE % 1.7 1.6 1.5 1.4 1.3 1.2 1.1 1 0.9 0.8 1.2 Plataforma 1.6 Sem plataforma 7

EFEI TOS DA PLATAFORMA DE EMBARQUE SOBRE O RI TMO CARDÍACO 180 160 140 120 100 rc/min 80 60 40 20 0 Sem plataforma Plataforma EMBARQUE COM RAMPA 8

CARACTERÍ STI CAS DA RAMPA DE EMBARQUE Inclinação o < 20 (ideal 0-9 ) Piso revestido de borracha Largo bastante para deixar passar 2-3 suínos ao mesmo tempo EMBARQUE COM ELEVADOR 9

TAXA DE RI SCO DE PRODUÇÃO DE CARNE PSE SEGUNDO O SI STEMA DE EMBARQUE Tendência PSE Rampa 47,05 Elevador 41,30 PSE Normal 5,83 54,25 4,45 47,12 Guàrdia et al., 2004 10

MATERI AL PARA O MANEJO DE SUÍNOS 11

MATERI AL E FACI LI DADE DE MANEJO 120 100 80 Tempo, seg. 60 40 20 0 Tábua Bastão elétrico McGlone & Anderson, 2002 RI TMO CARDÍ ACO SEGUNDO O MATERI AL DE MANEJO UTI LI ZADO 160 Intervençâo ritmo cardíaco por minuto 150 140 130 120 110 BARULHO BASTÃO ELÉTRICO TÁBUA BASTÃO DE BORRACHA 100 [-70;-10[ [-10;0[ 0[0;30[ [30;45[ [45;60[ [60;90[ [90;180[ [180;480[ INTERVALO DE TEMPO ANTES E DEPOIS DA INTERVENÇÂO (em segundos) Chevillon, 2005 12

UTILIZAÇÃO O DO BASTÃO ELÉTRICO E CORTISOL Cortisol salivar ( g/dl) 0.35 0.3 0.25 0.2 0.15 0.1 0.05 0 ** ** * 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Tempo Bastão el. Tábua Brundige & Zanella, 1998 UTILIZAÇÃO O DO BASTÃO ELÉTRICO E O RITMO CARDÍ ACO 250 rc/min 200 150 100 *** ** Bastão el. Tábua 50 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Brundige & Zanella, 1998 13

UTILIZAÇÃO O DO PALO ELÉTRICO E TEMPERATURA CORPORAL T o retal 103 102.8 102.6 102.4 102.2 102 101.8 101.6 101.4 101.2 101 *** ** 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 Bastão el. Tábua Brundige & Zanella, 1998 BASTÃO ELÉTRI CO E NANI Manejo NANI % Lactato, mm/l Normal 0 a 4.0 a Agressivo 20,4 b 25,2 b Normal = mangueira de plástico e ritmo moderado Agressivo = bastão elétrico e ritmo rápido Benjamin, 2005 14

CAUSAS DA UTILIZAÇÃO O DO BASTÃO ELÉTRICO NO EMBARQUE Tamanho do grupo Ausência das baias de espera (48%) e da plataforma de embarque (36%) Número de baias insuficiênte (36%) ITP, 1996 TAMANHO DO GRUPO E NANI 38% NANI com manejo individual 54% NANI com manejo em grupo ph do sangue lactato, glicose e temperatura retal Benjamin, 2005 15

RACOMANDAÇOES SOBRE A PLATAFORMA E A RAMPA Grandin et al., 2003 Chevillon, 2001 CRAC-CARC, CARC, 2001 Largo da plataforma m - 1,2-2,2 2,2 1,5 Largo da rampa m 0,8-0,9 0,9 - - Número de suinos em grupo 2 2-3 - Salaun, 2001 Gingras e Godbout, 1999 SCARM, 1997 0,8-1,5 2,1 0,9-1,0 - - 0,85-1,0 2-4 - 2 DESENHO DA PLATAFORMA DE EMBARQUE Rampa de embarque Mais estreito para suínos de 108 kg Espaço da largura de um suíno 16

POSIÇÃO DO MANI PULADOR Utilisar a distância de fuga natural do suino Distância Natural De Fuga Tábua ITP/JAN 2001 33 CONDIÇÕES DE EMBARQUE E MORTALIDADE Qualidade do embarque Adequada Adequada Ruim Ruim Qualidade do manejo Adequada Normal Normal Ruim Mortalidade 5 14 2 38 (Robertson, 1987) Robertson, 1987 17

DUCHAS Molhar com água os suínos em temperaturas de: > 10-15 15 C C (ITP, 1997) Na hora do embarque na granja 18

VANTAGEM DA DUCHA Uma aspersão de 5 min no caminhão permite de baixar a temperatura corporal de 3 a 4 C e reduz o risco de mortalidade durante o transporte Lugar de medida Temperatura Corporal Saida da baia de engorda Suínos excitados 34 C Sala de espera Suínos calmos 29 C Caminhão antes da ducha 32 C Caminhão após a ducha 28 C 19

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