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Os transmissores são instrumentos que convertem um sinal qualquer, de um sensor ou elemento primário, em um sinal padrão para ser enviado a distância. Outras funções de tratamento dos sinais, como a filtragem, a linearização e o condicionamento, podem também ser incorporadas ao transmissor. www.iesa.com.br 2
Os receptores tem basicamente a função de processar os sinais recebidos dos conversores ou transmissores. Possuem circuitos para receber, condicionar e processar os sinais, de modo a executar funções de controle e monitoração dos processos industriais. Os receptores convencionais são os controladores, registradores, indicadores e totalizadores. Os mais avançados são os CLPs e SDCDs. www.iesa.com.br 3
CLP (Controlador Lógico Programável) ou PLC - CLP é um equipamento de controle industrial microprocessado, criado inicialmente para efetuar o controle lógico de variáveis discretas, e atualmente é utilizado para todos os tipos de controle. - Possui característica modular composta por cartões de entradas e saídas, de sinais discretos e analógicos (DI, DO, AI, AO). - Grande flexibilidade de programação e de hardware. www.iesa.com.br 4
SDCD (Sistema Digital de Controle Distribuído) ou DCS - SCDC é um sistema de controle industrial microprocessado, criado inicialmente para efetuar o controle das variáveis analógicas, mas foi expandido para todas as aplicações de controle usuais (variáveis discretas, controle avançado, controle estatístico de processo, geração de relatórios, etc). - Por definição, um SDCD é constituído por 3 partes: a interface com o processo industrial (medição e controle), a interface com o operador (IHM, supervisório) e uma via de dados que faz a interligação dos sistemas. www.iesa.com.br 5
Visão Geral do SDCD www.iesa.com.br 6
Rigorosamente, o transmissor não é necessário nem sob o ponto de vista de medição, nem sob o ponto de vista de controle. No entanto, pelo fato dos instrumentos estarem montados geralmente em locais distantes e de acesso restrito, é conveniente disponibilizar os dados do processo em um local centralizado, seguro e num formato padronizado. Neste ponto, a transmissão dos sinais através de um transmissor é essencial. Medição e controle local (sem transmissor) www.iesa.com.br 7
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HISTÓRICO Inicialmente, os primeiros instrumentos utilizados nos processos tinham função meramente supervisora, o que significa que somente permitiam a leitura da variável. A indicação era local e o controle, quando existente, era manual. No final dos anos 30, surgem os primeiros instrumentos pneumáticos de controle e as primeiras teorias de Controle Automático. www.iesa.com.br 10
Inicialmente os controladores pneumáticos eram instalados próximos ao medidor e a válvula de controle que pertenciam a sua malha de controle. Com o passar dos anos estes controladores de campo começaram a ser reunidos em um sala que centralizava os elementos de controle. www.iesa.com.br 11
Foi com a idealização do controle centralizado que surgiu a necessidade do envio a distância de um sinal proporcional a variável medida, ou seja, a transmissão do sinal. Os sinais dos elementos de medição, que se localizavam instalados no processo, eram enviados à sala de controle por um transmissor pneumático. O controlador pneumático processava este sinal e enviava de volta para o campo um sinal para o posicionador, que movimentaria a válvula de controle. www.iesa.com.br 12
Quando se tornou generalizado o emprego da instrumentação pneumática, o sinal padrão adotado foi o de 3 a 15 psi. Atualmente as malhas de controle pneumáticas estão caindo em desuso. No entanto, o sinal pneumático continua sendo largamente empregado na atuação de válvulas de controle. Válvula pneumática (3 a 15 psi) com posicionador elétropneumático www.iesa.com.br 13
Com o avanço da eletrônica nos anos de 1950 e 1960, foi possível a construção de instrumentos eletrônicos para a substituição dos pneumáticos. A partir de 1970 iniciou-se a fabricação destes instrumentos. Inicialmente o sinal elétrico de entrada e saída destes equipamentos não eram padronizados e cada fabricante desenvolvia seu próprio padrão. Posteriormente os fabricantes americanos passaram a utilizar produtos com sinais 4-20 ma, enquanto que a Europa comercializava produtos no padrão 0-20 ma. www.iesa.com.br 14
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O sinal de 4-20 ma se tornou o principal padrão mundial. Isso ocorreu não porque alguém o convencionou, mas porque o "mercado" passou a comprar somente instrumentos com este tipo de sinal analógico. Aos poucos as plantas industriais se adequaram e migraram para os equipamentos eletrônicos. Isso reduziu os custos de manutenção principalmente por estes não possuírem partes mecânicas, como nos instrumentos pneumáticos. Sala de controle com instrumentação eletrônica www.iesa.com.br 16
Curiosidades: Porque não se utiliza transmissão em tensão? O sinal representado por fluxo de corrente esta menos sujeito a interferência eletromagnéticas e não tem o problema de queda de tensão que ocorre em distâncias muito grandes. Porque o mercado escolheu o sinal 4-20mA e não o 0-20mA? O sinal 4-20mA possui o chamado zero vivo, ou seja, o valor em 4mA representa o sistema em funcionamento como se fosse o valor mínimo (zero). No padrão 0-20mA, como o mínimo do sistema é 0mA, a ocorrência de uma falha no instrumento seria interpretada pelo sistema com um o valor mínimo de operação. www.iesa.com.br 17
A próxima evolução da instrumentação ocorreu no final dos anos 80, graças ao o surgimento da eletrônica digital. Por meio dela possibilitou-se a sobreposição de sinais elétricos, ou seja, pelo mesmo par de fios foi possível alimentar o Instrumento (24 Vcc), transmitir a medição da variável (4-20 ma) e ter ainda uma comunicação digital conhecida como HART (Highway Addressable Remote Transducer) para diagnóstico do instrumento. www.iesa.com.br 18
IMPORTANTE: - A comunicação HART pode ocorrer nos dois sentidos, ou seja, do transmissor para o receptor e do receptor para o transmissor - Para enviar uma mensagem, o transmissor envia um sinal de corrente de 1mA pico-a-pico de alta frequência sobre o sinal analógico da corrente de saída. - Para enviar uma mensagem ao transmissor, CLP (receptor) sobrepõe à da alimentação uma tensão de aproximadamente 500mV pico-a-pico. www.iesa.com.br 19
Com a elevação da complexidade dos processos industriais e a necessidade de mais instrumentos, tornava-se inviável ter centenas de malhas de controle cujo os instrumentos eram conectados diretamente a um único sistema de controle central (DDC - Direct Digital Control). Surge então a necessidade da descentralização da arquitetura, que passa a ser dividida em vários subsistemas, porém mantendo o gerenciamento centralizado. www.iesa.com.br 20
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Este novo sistema recebeu o nome de Sistema Digital de Controle Distribuído (SDCD ou DCS na sigla em inglês). O SDCD tem como função o controle de processos de forma otimizada, permitindo a descentralização do processamento de dados e das decisões. Desta forma, é possível fazer o gerenciamento central de vários subsistemas remotos que podem estar a quilômetros de distância um do outro. Sala de controle de um SDCD www.iesa.com.br 22
Atualmente existem muitos instrumentos trabalhando através de redes industriais, como por exemplo: AS-Interface, Profibus, Fieldbus Foundation, Modbus, etc. Alguns protocolos de redes permitem inclusive o processamento de estratégias de controle no próprio instrumento, criando uma arquitetura totalmente distribuída conhecida como FCS (Field Control System). www.iesa.com.br 23
Cartões de Entrada Analógicos Passivos e Ativos Os CLPs ou SDCDs possuem cartões de entradas analógicos que podem ser ativos ou passivos. - O cartão de entrada analógico passivo, apenas recebe o sinal de 4 a 20 ma. - O cartão de entrada analógico ativo, além de receber o sinal de 4 a 20 ma, ele também fornece a alimentação (geralmente 24V). www.iesa.com.br 24
Transmissores a 4 fios Nos transmissores a quatro fios, o sinal 4-20mA é fornecido por um par de fios e a alimentação (24Vcc, 110Vac, 220Vac, etc.) é fornecida por um outro par de fios independente. São empregados principalmente nos instrumentos que requerem potências mais elevadas. O sinal 4-20mA de um instrumento a 4 fios é conhecido também como 4-20mA puro. www.iesa.com.br 25
Alim. Sinal Entrada Analógica Transmissores e Receptores Transmissores a 4 fios Devem ser utilizados com cartões de entrada analógica passivos. FT A desvantagem deste instrumento é o maior custo de instalação, pois geralmente requer cabos independentes para o sinal e para a alimentação, além de uma fonte extra para alimentação do instrumento. + - + - + - + - + - CH1 CH2 CH3 ~ 220V www.iesa.com.br 26
Transmissores a 4 fios www.iesa.com.br 27
Entrada Analógica Transmissores e Receptores Transmissores a 2 fios Nos instrumentos a dois fios, a alimentação é fornecida juntamente com o sinal 4 a 20 ma, sendo que a tensão nominal de alimentação é geralmente 24 Vcc. PT + - + - + - + - CH1 CH2 CH3 São utilizados com cartões de entrada ativos ou passivos com alimentação externa. Por utilizar apenas um único cabo sua instalação e infraestrutura é a mais simples. www.iesa.com.br 28
Transmissores a 2 fios Alguns transmissores a dois fios são insensíveis a polaridade, ou seja, funcionam independente da conexão da polaridade. www.iesa.com.br 29
Detalhes dos Transmissores a 2 fios T Transmissor R Receptor I Corrente T I + - V I + + - V + R Loop de corrente para transmissores a 2 fios www.iesa.com.br 30
Os sistemas 4-20mA são geralmente alimentados com 24V, mas existe também alimentações de 12V, 15V e 36V. Independente da tensão utilizada, o importante é que ela seja maior que tensão mínima requerida pelo transmissor (consultar datasheet do fabricante). A tensão no terminal do transmissor pode variar de acordo com a tensão de alimentação, a queda de tensão nos cabos e a resistência interna do receptor. www.iesa.com.br 31
É possível colocar vários receptores em série com o transmissor (controlador, indicador, registrador, etc.), desde que a fonte de tensão seja suficiente para alimentar o sistema. Na maioria dos receptores, a corrente passa através de um resistor (comumente 250 ohms) gerando uma tensão que é medida pelo dispositivo. O transmissor atua como resistor variável para modular o sinal de 4-20mA. O transmissor deve ser capaz de operar com menos de 4mA. www.iesa.com.br 32
Conexões comuns (2 fios) Cartão de entrada passivo com alimentação externa www.iesa.com.br 33
Conexões comuns (2 fios) Cartão de entrada ativo Observação: A faixa de 0 a 20 ma não é compatível com instrumentos a dois fios, pois é impossível alimentar um transmissor com corrente zero, ou muito próxima de zero. www.iesa.com.br 34
Uma única fonte pode alimentar vários canais, porém um curto circuito pode danificar todos os transmissores. Neste caso devem ser aplicados limitadores de correntes ou outros sistemas de proteção. www.iesa.com.br 35
Cabos Os cabos para a transmissão dos sinais devem possuir no mínimo dreno e blindagem. Em casos especiais, geralmente é requerido que os cabos sejam armados para maior proteção mecânica (instalações navais, por exemplo). Capa externa Armadura Capa interna Blindagem (Shield) Condutores Dreno www.iesa.com.br 36
Montagem O sensor ou elemento primário pode estar localizado a uma certa distância (geralmente pequena) do transmissor (montagem remota). www.iesa.com.br 37
Montagem O elemento primário também pode estar montado diretamente ao transmissor. A possibilidade de realização deste tipo de montagem depende do espaço físico, da visualização do indicador e das condições de operação (temperatura, vibração, etc. ). www.iesa.com.br 38
Transmissores Inteligentes Não existe uma definição exata do que seja um transmissor inteligente, mas entende-se que os transmissores inteligentes (microprocessados) devem apresentar facilidades. Neste sentido estes instrumentos devem permitir a identificação (tag, área, etc.), a configuração (linearização, filtragem, conversão de unidades, funções matemáticas, etc.), a calibração (faixa de medição, zero, span, etc.) e o diagnóstico (tempo de utilização, aquecimento, desvios, mal funcionamento, etc.) www.iesa.com.br 39
Transmissores Inteligentes Este acesso pode ser de forma local, por meio de um comunicador portátil conhecido como hand held ou um computador carregado com o devido programa. O acesso também pode ser feito de forma remota, através da integração com um sistema digital de controle que suporte o protocolo utilizado pelo transmissor. www.iesa.com.br 40