Um continente com muitas histórias www.inventandohistoria.com prof. Thiago
África em números 22,5% das terras do planeta 10% da população mundial 1% da prod. Industrial do mundo 1/3 dos recursos minerais 66% dos diamantes 57,5% do ouro 45% do Cobalto 23% do fosfato e antimônio 17% do Manganês 15%da Bauxita e zinco 10% do petróleo e do cromo
África Negra continente dividido No norte predomínio dos homens brancos do deserto. No Sul predomínio dos negros das florestas e savanas Sahel Faixa de transição assolada por guerras e seca, pelas divisões arbitrárias dos Estados, pela falta de identidade étnica e disputas entre o monoteísmo muçulmano e o politeísmo animista.
Negritude a negritude é o simples reconhecimento do fato de ser negro, a aceitação de seu destino, de sua história, de sua cultura. Aimé Césaire (1976) Para Sanghor: Objetivamente é um fato, a cultura dos povos negros Subjetivamente é a aceitação desse fato Negritude militante assumir o passado e fazê-lo renascer, atualizá-lo e se preciso fecundá-lo pelas influências externas para construir a contribuição dos negros para a civilização universal
Nacionalismo e Independência Nacionalismo antes de 1939 era essencialmente a denúncia do racismo e da injustiça social que resultam da colonização Argumento moral da colonização Povos colonizados são povos colonizáveis portanto inferiores.
O Caso da Argélia Militares e empresários franceses contrários a independência da Argélia 1947 De Gaulle concede alguma autonomia mas mantem como parte da comunidade francesa. Frente de Libertação Nacional (FLN) 1954 início da Guerra práticas de violência e tortura conta a FLN 1962 Plebiscito na França 90% dos votos válidos a favor da independência
Novas ideias chegam ao continente Ideias Nacionalistas e socialistas chegavam da Europa Pan-Africanismo formulado principalmente pelos afro-americanos e europeus Em 1960 cerca de 17 países conquistam independência No Congo o Movimento Nacional Congolês (MNC) teve vitória expressiva Governo Belga e grupos internos iniciam uma das mais sangrentas lutas do continente 1965 General Mobuto assume o poder
Organização da Unidade Africana 1963 união de 32 países africanos, reunidos em Adis Abeba, capital da Etiópia criam a OUA e assinam a Carta Africana Compromisso de auxilio aos países que ainda lutavam pela independência
Divisão Desastrosa Tentativa de colocar dentro das mesmas fronteiras grupos construíram culturas diferentes e eram até mesmo rivais.
Caso da Nigéria Independente em 1960-4 grandes grupos habitavam o país: Ibos (sudeste); Hauassa-fulanis (norte); Iorubas (oeste); Ekois (sul). Governo de coalização Ibos e Hauassa Golpe dos Ibos em 1966 Reação leva ao poder Yakunu Gowon Morte de 300 mil Ibos e exilio de 1 milhão em Biafra (declarada independente em 1967 com apoio de França e Portugal) Ingleses e Soviéticos apoiam Gowon. Biafra é isolada levando milhares a morte pela fome. Em 1970 rendição seguida de massacre.
Governo da Minoria Branca O Caso da África do Sul Apartheid implantado progressivamente 1948 Partido Nacionalista no poder abolição de qualquer direito aos negro Proibição de casamentos entre brancos e negros Áreas de residência exclusivas e transporte publico segregados 87% das terras em posse de brancos Reação do Congresso Nacional Africano liderado por Mandela partiu para a luta armada Mandela condenado a prisão perpétua
África do Sul entre ONU e OUA X EUA e Inglaterra Pressão internacional e revoltas a partir de 1970 levou a necessidade de mudanças 1989 o presidente Frederic de Klerk aboliu o Apartheid e após 26 anos Mandela foi libertado assumindo a presidência em 1994.
As últimas independências Colônias Portuguesas foram as últimas a se tornarem independentes Moçambique, Guiné-Bissau e Angola Lutas iniciadas em 1960 Resistência portuguesa garantida pelo apoio e armas da OTAN. Grupos guerrilheiros no entanto resistiam. Militares portugueses entram em oposição ao governo: Abril de 1974 Revolução dos Cravos pôs fim ao governo do presidente Marcelo Caetano e o novo governo iniciou as negociações de independência
O Caso de Angola 3 grupos guerrilheiros de etnias diferentes com apoios externos diferentes: MPLA Movimento Popular pela Libertação de Angola etnia kimbundo Ideais socialistas ligados a URSS. FNLA Frente Nacional pela Libertação de Angola etnia bakongo UNITA União Nacional pela Independência Total de Angola etnia ovimbundu Pró-capitalistas apoiados pelos EUA e Europa Ocidental. Em nenhum dos casos houve interferência direta das potências, apenas indireta, Cuba enviou tropas para ajudar o MPLA e África Sul auxiliou a FNLA e a UNITA
A Triste Independência de Angola 1975 o MPLA conquistou Luanda e declarou a independência de Angola adotando um sistema de governo socialista. Reação dos outros dois grupos levou a uma guerra civil que durou três décadas As minas terrestres espalhadas por todo o território fizeram de Angola o país com o maior número de crianças mutiladas do mundo. Existe uma expectativa de existência de 5 a 7 milhões de minas não detonadas em Angola. Foram registrados 1607 acidentes e 2638 vítimas entre 1995 e 2001. (dado publicado em 2007)
(FGV) Sobretudo, a partir da década de 60, o continente africano tem passado por um processo de descolonização, isto é, de independência política formal que: a) tem permitido às jovens nações superar o atraso econômico motivado pela exploração das antigas metrópoles. b) desacompanhada da respectiva independência econômica e financeira não conseguiu alterar de forma efetiva as precárias condições de vida da população. c) reestruturou economicamente as novas nações, uma vez que elas deixaram de produzir para os mercados externos e voltaram-se para as necessidades da população local. d) alterou sensivelmente o papel das antigas colônias na divisão internacional de trabalho uma vez que estas passaram a ter autonomia econômica. e) possibilitou a superação das relações de subordinação econômica das antigas colônias através do desenvolvimento de atividades industriais modernas.
(PUC-Campinas) "Recentemente, por questões humanitárias, os Estados Unidos atuaram na Somália mas, poderiam ter optado pelo Sudão ou Etiópia, países vizinhos, com guerras civis e milhões de esfomeados. Nunca o caráter periférico da África foi tão evidente quanto agora, pois não há superpotências que disputem o continente e os países são entregues à própria sorte (ou infortúnio). Da leitura do texto e de seus conhecimentos sobre a África é possível afirmar que a) as disputas internas provocadas pelos clãs tribais têm alterado a posição do continente no cenário mundial, transformando a África numa área de fracos investimentos. b) o processo de islamização forçado, pelo qual passa grande parte da África, restringe as possibilidades de intervenção estrangeira no continente. c) hoje, a busca de mercados consumidores substitui os antigos critérios geopolíticos, e a pobreza da África como um todo, pouco interessa ao mundo desenvolvido. d) vários órgãos supranacionais têm tentado promover a destribalização da parte mais pobre da África, no sentido de torná-la mais atraente aos investimentos estrangeiros. e) a manutenção de regimes autoritários, com guerrilhas e atos de terrorismo, tem dificultado a ação das forças de paz e de certa forma influído na Nova Ordem Mundial.