SEGURANÇA NAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

Documentos relacionados
FÍSICA EXPERIMENTAL 3001

As figuras a seguir mostram como conectar o instrumento corretamente ao circuito para fazer as medidas de tensão nos resistores.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA EEL7040 Circuitos Elétricos I - Laboratório

Curso Profissional Técnico de Eletrónica, Automação e Comando

電 動 車 輛 充 電 設 施 安 全 技 術 指 引

Aula Prática 6 Circuitos Elétricos III Carga e Descarga da Capacitores

MANUAL DE INSTRUÇÕES

Subestação. Conceito:

Trabalho Prático Nº 6.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO CENTRO UNIVERSITÁRIO NORTE DO ESPÍRITO SANTO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE UBERLÂNDIA FACULDADE DE CIÊNCIAS INTEGRADAS DO PONTAL FÍSICA EXPERIMENTAL III

SISTEMAS ELECTROMECÂNICOS

EXPERIÊNCIA 9 DIODOS SEMICONDUTORES E CURVAS CARACTERÍSTICAS

As condições anormais de operação devem ser limitadas no tempo de duração e na amplitude.

14 - Controle de nível de fluido (água)

MEASUREMENTS Medidas. EXPERIMENTS MANUAL Manual de Experimentos Manual de Experimentos 1 M-1102A

LEI DE OHM E RESISTÊNCIA ELÉTRICA

DEPT. DE ENGENHARIA ELECTROTÉCNICA E DE COMPUTADORES MÁQUINAS ELÉCTRICAS. Caracterização do Transformador Monofásico em Termos de Circuito Equivalente

Sinalização de segurança aplicada aos equipamentos e sistemas de proteção ativa

MEMORIAL DESCRITIVO ELÉTRICO. COREN Subseção de Floriano

EXPERIÊNCIA 2: CIRCUITOS DE POLARIZAÇÃO DE JFET s.

Guia de Instalação. Driver Gráfico de Impressão for WINDOWS

Laboratório de Circuitos Elétricos

2 Workshop processamento de artigos em serviços de saúde Recolhimento de artigos esterilizados: é possível evitar?

A CURVA DO DIODO INTRODUÇÃO TEÓRICA


GUIA DE LABORATÓRIO LABORATÓRIO 6 TRANSFORMADORES

Aula 03. Processadores. Prof. Ricardo Palma

ENERGIA SOLAR EDP AGORA MAIS DO QUE NUNCA, O SOL QUANDO NASCE É PARA TODOS MANUAL DO UTILIZADOR

PUC ENGENHARIA. Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUCSP

Laboratório de Física UVV

Aula prática 03 Medição simultânea de tensão e corrente

Texto Teórico 04: Multímetro e Fonte de Alimentação CC.

LABORATÓRIO DE ELETRICIDADE ANALÓGICA LELA2

O circuito RLC. 1. Introdução

Plano de Trabalho Docente Ensino Técnico

Física Experimental II. Instrumentos de Medida

a) 2,0. b) 2,4. c) 3,0. d) 4,8. e) 7,2.

FÍSICA - 2 o ANO MÓDULO 25 CIRCUITOS ELÉTRICOS: INTRODUÇÃO PARTE 2

EXPERIÊNCIA 5 OSCILOSCÓPIO DIGITAL

Proteção Diferencial. GE Energy Services Industrial Solutions. imagination at work

Data: Experiência 01: LEI DE OHM

NR 35 SEMINÁRIO Um Ano de Vigência da Norma de Trabalho em Altura

Física Experimental III

Aluno: Disciplina: FÍSICA. Data: ELETROSTÁTICA

Hardware: Componentes Básicos. Sistema de Computador Pessoal. Anatomia de um Teclado. Estrutura do Computador. Arquitetura e Organização

BOLETIM DE GARANTIA. (N o 05 / 2013) LED do TIMER pisca frequência de 1Hz / segundo. LED do TIMER pisca freqüência de 1Hz / segundo.

Administração Central Unidade de Ensino Médio e Técnico EIXO TECNOLÓGICO: CONTROLE E PROCESSOS INDUSTRIAIS

eletroeletrônica I Uma máquina industrial apresentou defeito. Máquinas eletromecânicas

Plano de Trabalho Docente Ensino Técnico

MÁQUINAS ELÉCTRICAS I

CRITÉRIOS PARA A CONCESSÃO DO SELO PROCEL DE ECONOMIA DE ENERGIA A LÂMPADAS LED COM DISPOSITIVO DE CONTROLE INTEGRADO À BASE

Capítulo V A IEEE 1584 e os métodos para cálculo de energia incidente e distância segura de aproximação

1º Experimento 1ª Parte: Resistores e Código de Cores

Estratégia de Racionalização de Energia nos Laboratórios de Informática do Curso de Automação Industrial - Campus Ouro Preto - IFMG

Fig Painel do multímetro com a função ohmímetro em destaque.

A Chave de partida compensadora é um dos métodos utilizados para reduzir a corrente de partida de motores trifásicos.

2.1 Movimento Retilíneo Uniforme e Uniformemente Acelerado

A solução ideal para instalações residenciais e terciárias

EXPERIMENTO 1: MEDIDAS ELÉTRICAS

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA ELÉTRICA EEL7040 Circuitos Elétricos I - Laboratório

No contexto das ações de Pesquisa e Desenvolvimento

Anexo 2.8 Especificações do Sistema de Monitoramentoda Frota

Física Experimental B Turma G

FERRAMENTAS DA QUALIDADE FOLHA DE VERIFICAÇÃO

EXPERIÊNCIA 8 TRANSFORMADORES, CIRCUITOS EM CORRENTE ALTERNADA E FATOR DE POTÊNCIA

Sefaz Virtual Ambiente Nacional Projeto Nota Fiscal Eletrônica

DISPOSITIVOS ESPECIAIS

DATA: HORÁRIO DE ENTRADA: HORÁRIO DE SAÍDA: BANCADA: NOMES DOS COMPONENTES DO GRUPO DE TRABALHO:

Lista de Exercícios de Instalações Elétricas

TRABALHO LABORATORIAL Nº 3

Procedimento para solucionar erro na instalação do certificado digital

ENERGIA EM SUA CASA CONHEÇA AS NORMAS E FAÇA UMA INSTALAÇÃO CORRETA E 100% SEGURA.

Experimento 6. Capacitores

CENTRAIS ELÉTRICAS DE RONDÔNIA S.A. CERON PREGÃO MINISTÉRIO DE MINAS E ENERGIA ANEXO XIII DO EDITAL

Lista de exercícios Linhas de transmissão

CIRCUITOS ELÉCTRICOS

Fontes CC. Principais características.

7. A importância do aterramento na Qualidade da Energia.

CENTRO TECNOLÓGICO ESTADUAL PAROBÉ CURSO DE ELETRÔNICA

Especificação do Código de Barras para Bloquetos de Cobrança Sem Registro e Registrada no SIGCB

Relés de Sobrecarga Térmicos 3US

REGULAMENTO DA POLÍTICA DE MANUTENÇÃO E GUARDA DO ACERVO ACADÊMICO DA ESCOLA DE DIREITO DE BRASÍLIA EDB

Proteção Diferencial

Aula 5 Projetos elétricos

Eletricidade Aplicada à Informática

PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE DEPARTAMENTO MUNICIPAL DE ÁGUA E ESGOTOS NS020 LAVAGEM DE REDES DE ÁGUA Revisão: 02 Abr.

Instalação de Carta de Correção Eletrônica Spalla

Aula 6 Corrente Alternada e Corrente Contínua

Rateio por Despesas por Contas Contábeis

Orientações para Inscrição do Grupo e Projeto de Pesquisa

OCUPAÇÃO 19 DESCRITIVO TÉCNICO. Data de Aprovação:18/12/2003 Data de Revisão: Dezembro de 2005

RESOLUÇÃO CONJUNTA ANA, IEMA E IGAM Nº 553, DE 8 DE AGOSTO DE 2011

INSTALAÇÕES AT E MT. SUBESTAÇÕES DE DISTRIBUIÇÃO

Parametrização do Banco de Dados PROGRESS Base de Dados Origem

Dos Serviços de Obras, Arquitetura, Engenharia e Tecnologia, Sanitária.

Processamento de Dados aplicado à Geociências. AULA 1: Introdução à Arquitetura de Computadores

ROTEIRO PARA LABORATÓRIO 1

TCI Sistemas Integrados

AD / DA. EXPERIMENTS MANUAL Manual de Experimentos Manual de Experimentos 1 M-1116A

Transcrição:

SEGURANÇA NAS INSTALAÇÕES ELÉTRICAS Laboratório 6 PROVAR A SENSIBILIDADE DO INTERRUPTOR DIFERENCIAL INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES

PROVAR A SENSIBILIDADE DO INTERRUPTOR DIFERENCIAL OBJETIVOS: 1. Identificar os parâmetros característicos dos interruptores diferenciais. 2. Comprovar a sensibilidade dos dispositivos de proteção diferencial. 3. Comprovar a seletividade amperimétrica dos dispositivos de proteção diferencial. INTRODUÇÃO TEÓRICA: Interruptor diferencial Dispositivo elétrico que deve ser instalado no quadro geral da moradia, comércio ou indústria; a função dele é desconectar o circuito elétrico de forma rápida quando existir uma fuga de corrente à terra. Figura 1 Vista externa de um interruptor diferencial. Figura 2 Vista interna de um interruptor diferencial. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 1

Os interruptores diferenciais caracterizam-se por ter diferentes sensibilidades. A sensibilidade é o valor que aparece nos catálogos e que identifica o modelo. Serve para diferenciar o valor da corrente à qual se deseja que dispare o diferencial; ou seja, o valor de corrente que, se for atingida na instalação, fará com que esta desligue. As diferentes sensibilidades são: Muito alta sensibilidade: 10 ma. Alta sensibilidade: 30 ma. Sensibilidade normal: 100 e 300 ma. Baixa sensibilidade: 0,5 e 1 A. O tipo de interruptor diferencial utilizado nas moradias é de alta sensibilidade (30 ma) ou de muito alta sensibilidade (10 ma), já que são os que ficam abaixo do limite considerado perigoso para o corpo humano. A sensibilidade em um interruptor diferencial é marcada, como, por exemplo, 30 ma, como observado na figura a seguir: Figura 3 Sensibilidade do interruptor diferencial. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 2

SEGURANÇA: NESTE LABORATÓRIO SE TRABALHA COM TENSÕES PERIGOSAS. NÃO ENERGIZE SEM AUTORIZAÇÃO DO PROFESSOR. EQUIPAMENTOS E MATERIAIS: Quantida de Descrição Marca Modelo Observação 01 Fonte de tensão alternada regulável 01 Interruptor diferencial monofásico ID1 01 Interruptor diferencial monofásico ID2 01 Módulo de resistências 01 Multímetro digital Fios para conexão PROCEDIMENTO: A. IDENTIFICAÇÃO DO INTERRUPTOR DIFERENCIAL (ID) 1. Anote no quadro a seguir as características dos interruptores diferenciais a serem utilizados no laboratório: Características ID1 Monofásico ID2 Monofásico Tensão nominal Corrente nominal Sensibilidade U N (V) I N (A) S (ma) Número de polos Normas Tabela 1 Características dos interruptores diferenciais. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 3

B. ENSAIO DE SENSIBILIDADE 1. Monte o seguinte circuito com o interruptor diferencial ID1 monofásico. NÃO ENERGIZE O CIRCUITO! I S A 1 200 W 0-120 V V U S ID1: Interruptor Diferencial 1 S = 30 ma Figura 4 Ensaio de sensibilidade a ID1 monofásico. CHAME O PROFESSOR PARA QUE ELE REVISE SEU CIRCUITO. 2. Varie lentamente a fonte de tensão até que o interruptor diferencial ID1 atue (disparo do interruptor). Anote a leitura dos instrumentos na Tabela 2. Instrumento Voltímetro Us (V) Amperímetro Is (ma) Leitura Tabela 2 Dados do ensaio de sensibilidade a ID1 monofásico. 3. Reduza a tensão da fonte e desligue-a. 3. Monte o seguinte circuito com o interruptor diferencial ID2 monofásico. NÃO ENERGIZE O CIRCUITO! I S A 1 200 W 0-120 V V U S ID2: Interruptor Diferencial 2 S = 30 ma Figura 5 Ensaio de sensibilidade a ID2 monofásico. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 4

CHAME O PROFESSOR PARA QUE ELE REVISE SEU CIRCUITO. 5. Varie lentamente a fonte de tensão até que o interruptor diferencial ID2 atue (disparo do interruptor). Anote a leitura dos instrumentos na Tabela 3. 6. Instrumento Voltímetro Us (V) Amperímetro Is (ma) Leitura Tabela 3 Dados do ensaio de sensibilidade a ID1 monofásico. 6. Reduza a tensão da fonte e desligue-a. C. ENSAIO DE SELETIVIDADE AMPERIMÉTRICA 1. Conecte o circuito mostrado: I S A 1 200 W 0-120 V V U S ID: Interruptor Diferencial S = 300 ma ID: Interruptor Diferencial S = 30 ma Figura 6 Ensaio de seletividade amperimétrica. INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 5

2. Varie a fonte de tensão até que atue algum interruptor diferencial e anote a leitura dos instrumentos na Tabela 4. Instrumento Voltímetro Us (V) Amperímetro Is (ma) Sensibilidade do interruptor que atuou Leitura Tabela 4 Dados do ensaio de seletividade amperimétrica. ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DE RESULTADOS: 1. Dos valores nas tabelas 2 e 3, qual conclusão você tira com relação à sensibilidade dos interruptores? 2. Justifique no ensaio C o disparo do diferencial. 3. Dos resultados do ensaio C, se tivesse que conectar ambos os diferenciais, justifique qual deles conectaria mais perto do disjuntor termomagnético localizado no quadro geral. 4. Em quais casos é utilizada a sensibilidade de 30 ma e quais casos a de 500 ma? 5. O interruptor diferencial substitui o disjuntor termomagnético? INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 6

CONCLUSÕES: Anote uma conclusão para cada uma das experiências realizadas. A. Identificação do interruptor diferencial:.................. B. Ensaio de sensibilidade:.................. C. Ensaio de seletividade amperimétrica:... INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 7

............... INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 8

ANOTAÇÕES: INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE INTERIORES 9