Tuberculose, o que é?



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Transcrição:

Tuberculose, o que é? P Á T R I A E D U C A D O R A

O que é tuberculose? A tuberculose é uma doença infecciosa causada por um micróbio visível apenas ao microscópio chamado bacilo de Koch.

Uma doença causada por um micróbio chamado bacilo de Koch.

Formas de tuberculose A tuberculose ataca principalmente os pulmões. Pode atingir também: Pleura Cérebro Meninge Gânglios Rins e Bexiga Fígado Intestinos Pele Ossos

Em geral a tuberculose é nos pulmões, mas pode atingir qualquer parte do corpo.

A transmissão A transmissão é feita pelo ar; Quando o doente tosse, fala ou espirra, elimina bacilos para o ar; As gotículas pequenas contendo bacilos se espalham no ambiente; Podem, então, penetrar pela via respiratória e chegar aos pulmões das pessoas que convivem com o doente; Somente pessoas com tuberculose pulmonar transmitem a doença. Doentes que não transmitem tuberculose: A maioria das crianças; Formas extra pulmonares (rins, gânglios, ossos); Doentes em tratamento regular.

A tuberculose é transmitida pelo ar quando o doente tosse ou espirra!

O adoecimento Nem sempre as pessoas que convivem com um doente de tuberculose desenvolvem a doença. O que acontece quando o bacilo da tuberculose entra em contato com o organismo? Dependendo da resistência da pessoa, ela pode adoecer ou não: O bacilo pode se instalar no pulmão e desenvolver a doença; Pode passar pelo pulmão e instalar-se em outro local do corpo; Às vezes o bacilo fica incubado durante algum tempo e depois desenvolve a doença. Muitas pessoas infectadas nunca desenvolvem a doença (apenas 10% adoecem).

Nem todas as pessoas adoecem de tuberculose. Depende da resistência de cada organismo.

Sintomas A tuberculose pulmonar pode causar: Tosse com ou sem escarro; Febre baixa, geralmente à tardinha; Suor noturno; Falta de apetite; Perda de peso; Cansaço ou fraqueza; Dor no peito. Em alguns casos, hemoptise (sangramento das vias respiratórias): As formas de tuberculose fora do pulmão também provocam sintomas relacionados com o órgão atingido; Tosse por mais de 3 semanas tem que ser investigada.

Tosse por mais de 3 semanas tem que ser investigada!

Como se descobre a tuberculose? Quando a pessoa tem tosse por mais de 3 semanas ou outros sintomas que levem o médico a suspeitar de tuberculose, alguns exames são necessários: Exames de escarro; RX de tórax; Biópsias; Outros exames: urina, líquor, Prova Tuberculínica.

Se o exame do escarro é positivo, dá para ver os bacilos pelo microscópio.

1ª Fase do tratamento = Fase Intensiva (2 meses) RHZE Rifampicina + Isoniazida + Pirazinamida + Etambutol O objetivo desta fase é matar grande quantidade dos bacilos; O doente ganha peso e a febre desaparece; Após 15 dias de tratamento regular, o doente pode deixar de transmitir a tuberculose, porém alguns bacilos continuam vivos no organismo; Doentes com baixo peso utilizam doses menores; A internação só é necessária para casos graves; Os remédios devem ser tomados em horários regulares, todos juntos, de preferência após uma refeição; O doente passará por consulta médica pelo menos uma vez por mês, em datas que serão agendadas; Para garantir a cura, o Tratamento deve ser Diretamente Observado - TDO.

1ª Fase: 2 meses. de 2 a 4 comprimidos/dia. A quantidade de comprimidos depende do peso da pessoa. Os comprimidos devem ser tomados, todos juntos, depois de uma refeição.

2ª Fase do tratamento = Fase de Manutenção (4 meses) RH Rifampicina + Isoniazida Esta fase serve para matar os bacilos que não aparecem nos exames, mas que ainda estão em atividade; É importante não faltar aos retornos nos serviços de saúde; O bacilo de Koch é encontrado geralmente no escarro do doente; O doente deve fazer mensalmente o exame, para ver se está melhorando; Quando o exame se torna negativo, pode haver ainda alguns bacilos que não foram detectados no exame de escarro.

2ª Fase: 4 meses. de 2 a 4 comprimidos/dia. A quantidade de comprimidos depende do peso da pessoa. Os comprimidos devem ser tomados, todos juntos, depois de uma refeição.

Resistência Em geral, o doente melhora dos sintomas logo nas primeiras semanas. Mas isso não significa que já está curado. Entre os bacilos, existem alguns mais fortes que demoram mais a morrer. Quando o tratamento é irregular ou interrompido antes do tempo, os bacilos que ainda não morreram se multiplicam e podem ficar resistentes aos remédios. Um doente com tuberculose resistente pode contagiar seus familiares. O tratamento nunca deve ser interrompido sem ordem médica.

O tratamento dura 6 meses. Nunca pare o tratamento por conta própria.

Reações aos medicamentos É normal a urina ficar avermelhada por efeito dos medicamentos. Outras reações que podem acontecer podem ser resolvidas com orientação médica. Em caso de reações adversas ou perder a consulta agendada, procure o serviço de saúde o mais rápido possível. Mulheres O efeito dos anticoncepcionais orais pode diminuir com o uso da Rifampicina. Sendo assim, outros métodos anticoncepcionais são mais seguros durante ao tratamento da tuberculose. Fornecer preservativos. Encaminhá-la ao ginecologista.

Se necessário, o doente pode comparecer na unidade fora do dia da consulta marcada.

Cuidados Proteger a boca ao tossir; Deixar entrar a luz solar e arejar a casa; Não precisa separar objetos pessoais como talheres, copos, pratos e roupas; Atividades normais, sem excessos; O afastamento do trabalho depende das condições físicas do doente e do exame de baciloscopia; Vida familiar normal; Alimentação normal; Evitar a bebida alcoólica e cigarro o máximo que puder.

Não precisa separar objetos pessoais. O doente pode comer de tudo. Deve evitar a bebida e o cigarro.

Exames dos contatos As pessoas do convívio familiar têm maior risco de se contagiar e adoecer. Por isso, todas devem fazer consulta médica de investigação. Algumas situações que provocam diminuição na resistência física favorecem o desenvolvimento da tuberculose: AIDS é a doença que mais aumenta o risco de adoecer; OUTRAS desnutrição, alcoolismo, diabetes, doença renal, cirurgia do estômago, transplantados, remédios que diminuem a resistência às infecções, alguns tipos de câncer, estresse; O risco de adoecer também é maior nos idosos e crianças; As crianças vacinadas com BCG têm proteção contra as formas graves de tuberculose, como meningite tuberculosa e tuberculose miliar.

Toda a família precisa ser examinada.

Tuberculose tem cura A doença é curável, desde que o tratamento seja correto; O serviço de saúde fornece os medicamentos e o apoio para o doente; O sucesso do tratamento depende do doente, tomando os medicamentos corretamente e não faltando nas consultas agendadas; O tratamento é fornecido pelo SUS; A tuberculose tem cura!

A tuberculose tem cura! Faça todo o tratamento.

Esquema básico (EB) Regime Farmacos Faixa de peso Unidades/dose Meses 2RHZE Fase intensiva RHZE 150/75/400/275 mg comprimido em dose fixa combinada 20 a 35 kg 36 a 50 kg > 50 kg 2 comprimidos 3 comprimidos 4 comprimidos 2 4RH Fase de manutenção RH 150/75 mg comprimido em dose fixa combinada 20 a 35 kg 36 a 50 kg > 50 kg 2 comprimidos 3 comprimidos 4 comprimidos 4 Indicações do Esquema Básico (EB) Caso novo - paciente que nunca usou medicamentos para tratar a tuberculose ou usou por menos de 30 dias. Retratamento - reinicia o tratamento após o abandono ou cura. Para crianças até 10 anos continuará sendo preconizado o esquema (2RHZ / 4RH). Esquema para Meningoencefalite (EM) são 9 meses de tratamento - 2RHZE/7RH. Fonte: Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, MS 2011.

Efeitos adversos menores e condutas Não há necessidade de suspensão do esquema em uso; Os casos devem permanecer na Unidade de atenção Básica. Efeito adverso menor Intolerância digestiva (náusea e vômito) e epigastralgia Artralgia ou artrite Neuropatia periférica Cefaléia e mudança de comportamento (euforia, insônia, ansiedade e sonolência) Suor e urina de cor avermelhada Prurido cutâneo ou exantema leve Hiperuricemia (com ou sem sintomas) Febre Medicamento Rifampicina, Isoniazida, Pirazinamida e Etambutol Pirazinamida e Isoniazida Isoniazida e Etambutol Isoniazida Rifampicina Izoniazida e Rifampicina Pirazinamida e Etambutol Rifampicina e Izoniazida Conduta Reformular os horários de administração da medicação. Considerar o uso de medicamento sintomático. Avaliar a função hepática Medicar com ácido acetilsalicílico e avaliar a evolução Medicar com piridoxina (Vitamina B6) e avaliar a evolução Orientar Orientar Medicar com anti-histamínico e avaliar a evolução Orientar (dieta Hipopurínica) Orientar Fonte: Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, MS 2011.

Cultura e teste de sensibilidade aos farmacos A cultura para micobactéria está indicada nos seguintes casos: Suspeita clínica ou radiológica de tuberculose com baciloscopia repetidamente negativa; Suspeito de tuberculose com amostras paucibacilares (poucos bacilos); Suspeito de tuberculose com dificuldade de obtenção da amostra (por exemplo crianças); Amostras de tuberculose extrapulmonar; Casos suspeitos de infecções causadas por micobactérias não tuberculosas (MNT). Cultura com teste de sensibilidade, independentemente do resultado da baciloscopia, está indicada nos seguintes casos: Pacientes com baciloscopia positiva no final do 2º mês de tratamento; Pacientes imunodeprimidos, principalmente portadores de HIV; Pacientes com antecedentes de tratamento prévio independentemente do tempo decorrido; Falência ao tratamento da tuberculose; Contatos de casos de tuberculose resistente; Populações com maior risco de resistência: profissionais de saúde, população de rua, privados de liberdade, pacientes internados em hospitais que não adotam medidas de biosegurança, instituições de longa permanência e pessoas com difícil abordagem. Fonte: Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, MS 2011.