Resolução de Questões PRF Focus Concursos Direitos Humanos Prof. Miranda CESPE - PRF/PRF/2013 - Acerca dos direitos de cidadania e do pluralismo jurídico, julgue o item que se segue. No Brasil, o pluralismo jurídico configura-se, por exemplo, quando da aplicação de regras criadas por membros de organizações criminosas, distintas das regras jurídicas estabelecidas pelo Estado. Certo ou Errado? A questão acima passa pelos conceitos dos Fundamentos do Direito. Tanto os positivistas quanto os jusnaturalistas buscam a origem das normas em sua fundamentação ideológica. A tendência dos Estados é serem regrados pelo monismo jurídico, onde o ordenamento jurídico obedece uma hierarquia de normas estatais, tendo como ápice a Constituição daquele Estado. É o caso do Brasil. O pluralismo jurídico é quando temos mais de um ordenamento jurídico-legal coexistindo em uma única unidade política organizada. Este conceito se contrapõe ao monismo jurídico Estatal, onde somente o Estado Soberano é possuidor da poder de criar normas jurídicas para a sociedade em que se insere determinada nação. Em matéria de Direitos Humanos o pluralismo jurídico pode vir a confrontar a clássica organização monista, pois normas gerais internacionais de Direitos Humanos poderão ser buscadas como influência positiva em determinados países, confrontando com suas próprias Leis, ainda que não signatários de determinados tratados internacionais gerais sobre Direitos Humanos. Dentro do ordenamento jurídico de um Estado soberano, como no Brasil, não podem surgir mandamentos contra o próprio Estado. Tais mandamentos seriam modalidades de pluralismo jurídico vedados por nossa Constituição Federal de 1988. Assim ensina o professor Norberto Bobbio, ao dizer que organizações criminosas e seitas secretas são espécies de ordem jurídicas não Estatais. Isso torna correta a questão acima apresentada, ao dizer que o pluralismo jurídico configura-se, por exemplo, quando da aplicação de regras criadas por membros de organizações criminosas, distintas das regras jurídicas estabelecidas pelo Estado. Direito Processual Penal Prof. Marcelo Adriano CESPE 2013 - Policial Rodoviária Federal - Após regular instrução processual, mesmo
que se convença da falta de prova de autoria do crime que inicialmente atribuíra ao acusado, não poderá o Ministério Público desistir da ação penal. Em virtude da obrigatoriedade da ação surge o princípio da indisponibilidade, pois, uma vez proposta, a ação penal, seguirá até uma sentença proferida pelo Poder judiciário, pois o Ministério Público não poderá desistir da ação penal. Art. 42, CPP. O Ministério Público não poderá desistir da ação penal. Apesar de o Ministério Público não poder desistir da ação penal, pode pedir a absolvição do acusado, em homenagem a sua autonomia funcional. Mitigação do princípio Esse princípio encontra mitigação na suspensão condicional do processo (art. 89 da Lei 9.099/95): nos crimes cuja pena mínima em abstrato não seja superior a 1 (um) ano de privativa de liberdade, o Ministério Público pode requerer ao juiz a suspensão condicional do processo, após o oferecimento da denúncia. Se o acusado aceitar e cumprir as condições da suspensão, haverá extinção da punibilidade. Resposta: Correta Direito Administrativo Prof. Robson Fachini Um PRF, ao desviar de um cachorro que surgiu inesperadamente na pista em que ele trafegava com a viatura de polícia, colidiu com veículo que trafegava em sentido contrário, o que ocasional a morte do condutor desse veículo. Com base nessa situação hipotética, julgue o item a seguir: Ainda que seja absolvido por ausência de provas em processo penal, o PRF poderá ser processado administrativamente por eventual infração disciplinar cometida em razão do acidente. Informática Érico Araújo Julgue o item subsecutivo, acerca de conceitos relacionados a Internet, intranet e segurança da informação.
Por meio da assinatura digital, é possível garantir a proteção de informações no formato eletrônico contra acesso não autorizado, pois a assinatura digital consiste em técnica capaz de garantir que apenas pessoas autorizadas terão acesso às referidas informações. Resposta: ERRADO A questão trata do acesso não autorizado, ou seja, da confidencialidade. CONFIDENCIALIDADE não contempla uma assinatura digital. A Assinatura Digital é um código anexado ou logicamente associado a uma mensagem eletrônica que permite de forma única e exclusiva a comprovação da autoria de um determinado conjunto de dados (um arquivo, um e-mail ou uma transação). Lembrete para não errar: A S S I N A T U R A INA: Integridade - Não Repúdio Autenticidade. Matemática Prof. Altevir Considerando os dados apresentados no gráfico, julgue os itens seguintes. A média do número de acidentes ocorridos no período de 2007 a 2010 é inferior à mediana da sequência de dados apresentada no gráfico.
Item ERRADO. Os valores associados aos anos de 2008, 2009 e 2010 estão em progressão aritmética. Os valores são 141, 159 e 183. Para estar em PA, a razão deve ser constante. Como a razão ficou diferente, os valores não estão em PA. Item ERRADO. O número de acidentes ocorridos em 2008 foi, pelo menos, 26% maior que o número de acidentes ocorridos em 2005. O aumento no número de acidentes de 2005 para 2008 foi igual a 31, passando de 110 para 141. Calculando o percentual por regra de três: Como 28,18% é maior do que 26%, está correto afirmar que o número de acidentes foi, pelo menos, 26% maior. Item CERTO. Direito Penal Alison Rocha (Agente da PRF CESPE/13) Havendo conflito aparente de normas, aplica-se o princípio da subsidiariedade, que incide no caso de a norma descrever várias formas de realização da figura típica, bastando a realização de uma delas para que se configure o crime. Salve, salve guerreiro (a)! Cuidado com esse tema, pois despenca nas provas da banca CESPE. Você já ouviu falar na antinomia aparente de norma penal? Ou conflito aparente de norma penal? Pois bem, a questão está errada em decorrência da troca que a banca fez entre princípio da subsidiariedade e alternatividade, ou seja, a casca de banana está no termo subsidiariedade, uma vez que a definição correta explicitada no item seria do princípio da alternatividade. Quais são os princípios que resolvem o conflito das normas penais? Lembre-se do Nordeste, que não chove, vive em SECA. 1.Subsidiariedade 2.Especialidade 3.Consunção 4.Alternatividade
O que é princípio da Subsidiariedade? A norma que descreve o todo, isto é, o fato mais abrangente, é conhecido como primária e, por força do princípio da subsidiariedade, absorverá a menos ampla, que é norma subsidiária, justamente porque esta última cabe dentro dela. A norma primária não é especial, é mais ampla.¹ O que é princípio da especialidade? Quer dizer que a norma especial possui todos os elementos da norma geral e mais outros elementos. Neste caso, temos como exemplo: A, homem de 21 anos, mata B, uma mulher de 20 anos, sem motivo aparente. Que crime A praticou? Homicídio simples ou Femicídio, porque matou alguém do sexo feminino (NÃO HAVIA RAZÕES DE GENERO). Agora, se A vem a matar B por razões de gênero (razões de condição de sexo feminino), a partir daí temos o elemento especializador, qual seja: violência doméstica e familiar e/ou menosprezo ou discriminação à condição de mulher (art.121, 2º-A, I e II, do CPB). Observa-se que o crime perpetrado é um homicídio qualificado ou Feminicídio, visto que a norma especial prevaleceu em relação à geral. Cuidado com isso, não confunda Femicídio com Feminicídio conforme explicado acima. O que é princípio da Consunção? Também conhecido por princípio da absorção ocorre quando a norma definidora de um crime constitui meio necessário ou fase normal de preparação ou execução de outro crime, como, por exemplo, as lesões corporais que são absorvidas pela tipificação do delito de homicídio. Lembre-se: "o peixão (fato mais abrangente) engole os peixinhos (fatos que integram aquele como sua parte)".² O que é princípio da alternatividade? Este princípio também é chamado de tipo misto alternativo. Nesse sentido, este princípio é aplicado quando a norma dispuser de várias formas de realização do delito de modo que se o agente praticar um ou mais atos do delito e desde que exista o nexo causal entre as condutas, configurará a incidência de um único crime. É o caso do artigo 28 e 33 da lei de Drogas (lei 11.343/2006). O mesmo ocorre com o traficante que importa maconha, mantém em depósito e vende para terceiros. Neste exemplo, esse traficante será processado pela incidência única do artigo 33. Isso ocorre devido o nexo de causalidade determinado no exemplo. A par disso vejamos uma jurisprudência acerca do tráfico de drogas³. GABARITO: E