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O Peixinho e a Minhoca Arádia Raymon

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O peixinho muito guloso nadou ao encontro da minhoca de boquinha aberta para abocanhá-la. Mas quando ele se aproximou a pobre minhoca disse chorosa: - Não me devore, lindo peixinho, porque se você me comer ficará preso no anzol do Zezinho e será comido por ele no almoço. Ouvindo isso, Garibaldi parou e ficou olhando a minhoca que se contorcia para escapar do anzol, sem, contudo obter resultado. - Salve-me, lindo peixinho, ou vai virar o almoço do Zezinho - falou ela. - Está bem, mas o que eu vou comer se não posso comê-la? - disse o peixinho.

- Ora, coma frutinhas, a lagoa está cheia de pequenas frutas, bem vermelhinhas que caem das árvores, - respondeu a minhoca. - Aposto que são muito mais saborosas do que eu - enfatizou a minhoca, certa de que o convenceria. Garibaldi, penalizado com a sorte da minhoca, prometeu ajudá-la.

E chamou sua irmãzinha Nicole que nadava por ali para ajudá-lo a retirar a sua nova amiga do anzol, onde se achava presa. - Nicole, venha. Ajude-me a tirar essa pobre minhoca do anzol, - falou o peixinho - isso é um truque do menino da fazenda para nos pescar. Ele acha que vamos morrer pela boca. Ah! Ele aprenderá uma lição - disse zangado o pequeno lambari.

E os dois peixinhos, com muito cuidado, puxaram a minhoca bem devagar, até que ela conseguiu se desprender do anzol. Um pouco ferida a pobre minhoca disse: - Obrigada Garibaldi, obrigada Nicole, vocês salvaram a minha vida e em reconhecimento eu vou avisar a todas as minhas irmãs para que elas sempre alertem os peixinhos da lagoa sobre os perigos do anzol. E assim todos os peixes saberão que uma minhoca mergulhada na água é uma armadilha.

- Também vamos fazer a nossa parte, vamos ensinar aos nossos irmãos, os peixes, que atrás de um bom petisco flutuante sempre se esconde um anzol - disse Garibaldi. - Isso, meus amiguinhos, alertem os seus irmãos, porque vocês peixes são tão inocentes, caem todos os dias na mesma armadilha dos homens - comentou a minhoca sentindo-se um pouco mais forte, apesar do ferimento.

- Adeus, meus amiguinhos peixes - disse a minhoca entrando na terra do barranco da lagoa e cavando uma saída para a superfície. Garibaldi e sua irmãzinha ficaram acenando em despedida, salvos pelo menos desta vez.

Quando já iam nadar de volta ao fundo da lagoa, Nicole deu um sorriso maroto. - Espere Garibaldi, - disse ela - vamos pregar uma peça no Zezinho. E dizendo isso, com muito cuidado, prendeu o anzol da vara de pescar do Zezinho numa bota velha que estava jogada no fundo da lagoa.

Depois, puxou a linha com força, como se um peixe tivesse sido fisgado e saíram correndo, ou melhor, nadando rapidamente. Zezinho sentiu a puxada e pensando ter pegado um peixe grande, fisgou com gosto, levantando a vara na maior alegria.

Quando acabou de tirar a linha toda para fora da água, Zezinho não acreditou no que via. Lá estava uma bota velha molhada, com a boca aberta, pingando lama do fundo da lagoa, como se estivesse rindo dele. E de fato lhe pareceu ouvir risadas vindas do fundo da lagoa, como se os peixes mangassem dele. - Mas seria possível isso? - pensou Zezinho.

- Ora, mas e essa? Que peixe danado, escapou de novo; mas era grande, ah, se era - falou Zezinho para os seus botões, recusando-se a crer que tinha sido enganado pelos peixes da lagoa. Assim, entre desapontado e meio zangado, desistiu da pescaria e foi para casa correndo a tempo de saborear o delicioso almoço repleto de muitas verduras e legumes que sua mãe tão bem preparava.

- Uai, Zezinho, hoje você está bom de boca, hein, filho - disse a mãe mal crendo no que os seus olhos viam. Nesse dia, Zezinho, que gostava mesmo era de comer peixe frito e não apreciava os vegetais, ao lembrar da cara da bota velha pendurada no seu anzol, comeu sem reclamar todas as verduras e legumes servidos pela mãe no almoço. E, desde então, passou a gostar mais de legumes e verduras que de peixe frito.