PROJETO CAMINHOS SEGUROS

Documentos relacionados
cada órgão de segurança, através de publicação, de forma acessível.

Secretaria Municipal de Defesa Social PREFEITURA MUNICIPAL DE SANTA CRUZ DO CAPIBARIBE

PLANO ESTRATÉGICO DE SEGURANÇA DE PARATY

Contra a corrente. Evolução recente e desafios da criminalidade no RS Com ênfase em POA. Júlio Francisco Gregory Brunet & Luiz Tadeu Viapiana

POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO ESTADO MAIOR GERAL

POLICIAMENTO COMUNITÁRIO Segurança Urbana Lisboa Cidade da Praia

DESAFIOS DO ENFRENTAMENTO AOS CRIMES LETAIS INTENCIONAIS NO ESPÍRITO SANTO

I ENCONTRO LUSO-BRASILEIRO DE RISCOS. Marcos de Castro Simanovic Major PM

CEDM RS Conselho Estadual dos Direitos da Mulher

Política Nacional de Segurança Pública - PNaSP

SEGURANÇA NOS CAMPI DA UFRJ

PROPOSTAS GT SEGURANÇA CIDADÃ

DIRETORIA DE INTELIGÊNCIA

Escola de Formação Política Miguel Arraes

MATRIZ CURRICULAR. (E) Carga horária obrigatória de escolha: 0 (ON) Carga horária optativa de ênfase: 0

PREFEITURA MUNICIPAL DE ITABUNA

11º BATALHÃO DE POLÍCIA MILITAR. Prestação de contas

O Papel do Município na Segurança Pública

BRIGADA MILITAR PARCEIRA NA PREVENÇÃO AO USO INDEVIDO DE DROGAS

UNIJUÍ: Universidade Regional do Nordeste do estado do Rio Grande do Sul

Segurança Pública, Redes e Governança

Depende da aprovação do Plano

Temístocles Telmo Ferreira Araújo Major PM Chefe da Divisão Operacional

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura de Santana Tucuruvi

Prefeitura Municipal de Várzea Nova publica:

MANUAL DE RELACIONAMENTO

Política Nacional de Segurança Pública - PNaSP

Programa LBV Criança: Futuro no presente! Categoria do projeto: I Projetos em andamento (projetos em execução atualmente)

Manual Brigada de Incêndio. Manual IFRS - POA

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura de Parelheiros

Inquérito Civil nº 008/02-IC ADITIVO DE TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura de Pirituba Jaraguá

ANEXO 3 COMITÊS ESTADUAIS DE ENFRENTAMENTO À HOMO-LESBO-TRANSFOBIA

A IMPORTÂNCIA DA INTEGRAÇÃO NA SEGURANÇA DOS CONDOMÍNIOS

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL DE OLIVEIRA

SELEÇÃO DE TUTORES A DISTÂNCIA ANEXO Ii DISCIPLINA/EMENTA/PERFIL DO CANDIDATO/NÚMERO DE VAGAS VAGA= Vaga imediata CR= Cadastro de Reserva

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura de São Miguel Paulista

Diretoria de Ensino Guarulhos Norte PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO. 1 - E.E Jardim Santa Cecilia

PROJETO DE REFORMA E ADEQUAÇÃO DO 13º BATALHÃO DA POLÍCIA MILITAR DE PERNAMBUCO

EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS NO PLANO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura da Vila Maria Vila Guilherme

Sra. Liana Vidal Nogueira de Miranda mãe representante do 7º ano EF Sra. Patricia Martins Rocha mãe representante do 9º ano EF

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura do Butantã

Programa de Educação Ambiental na Ilha Diana - PEA

ESTADO DO PARANÁ POLÍCIA MILITAR DIRETORIA DE PESSOAL CENTRO DE RECRUTAMENTO E SELEÇÃO. EDITAL n.º 1.490/2013-CRS

PLANO DE TRABALHO 2011

O DESPERTAR PARA UM TRÂNSITO MAIS SEGURO

EDITAL Nº 001/CMET- PMAC/2017, 21 DE DEZEMBRO DE 2017.

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura de Jaçanã / Tremembé

Seminário Executivo Soluções Inteligentes de Segurança Pública

Plano de Segurança Viária Município de São Paulo. Subprefeitura de Itaquera

SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA GABINETE CONVÊNIO Nº /2007

PROJETO FINANCIADO EM CMDCA de Cubatão

Transcrição:

ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA BRIGADA MILITAR PROJETO CAMINHOS SEGUROS Porto Alegre, junho de 2016.

2 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA BRIGADA MILITAR PROJETO: CAMINHOS SEGUROS 1 APRESENTAÇÃO Em novembro de 2015, um pequeno grupo de professores e alunos realizaram contatos com as Instituições de Ensino Superior (IES) para propor alternativas para reduzir a insegurança no Centro Histórico de Porto Alegre, em especial, no horário noturno. Esta iniciativa foi motivada pelas inúmeras narrativas de alunos vítimas de violência nos deslocamentos das instituições de ensino até os pontos de ônibus e metrô. No primeiro momento foi instituído o Fórum Permanente para o Desenvolvimento do Centro Histórico de Porto Alegre, (FPDCH/PoA) porque havia, além da segurança, a necessidade de abordar questões voltadas para o desenvolvimento e revitalização do centro histórico; sendo elencamos três grupos de trabalhos (GT): 1º GT Segurança (envolvendo prioritariamente as instituições de ensino) 2º GT- Ações Sociais (envolvendo a Rede de Acolhimento e Igrejas) 3º GT- Turismo e Cultura (envolvendo a rede hoteleira). O FPDCH/PoA foi inicialmente composto por Representantes/Diretores/ Mantenedores/ Alunos/ Professores de instituições de ensino do Centro/POA, dentre elas: ACM, Alcides Maia, Bom Jesus Sèvigné, IFRS-POA, Factum, FacCentro, Fadergs, Fatepa, Ftec, Iergs, Klimus, Monteiro Lobato, QI, Senac, Uniasselvi, Universitário. Estas instituições perfazem, dentre seu corpo docente/discente e apoio técnico administrativo um contingente de mais de 25 mil pessoas circulando no Centro de Porto Alegre à noite. Em janeiro de 2016, o professor Telmo e a aluno Ângela apresentam para a comissão GGIM, a proposta de criação dos caminhos seguros. Neste evento encontravam-se representantes de várias secretarias municipais, da BM, GM e PC. Em

3 fevereiro a BM, convida o professor Telmo para desenvolver a proposta dos caminhos seguros. Em março iniciam-se as reuniões do FPDCH, com a participação de novos integrantes. Em abril tem início o projeto na primeira versão dos caminhos seguros. 2 PROPOSTA E JUSTIFICATIVA O GT Segurança apresentou como uma alternativa, criar os Caminhos Seguros, ou seja, estabelecer um grupo de ruas onde houvesse o maior fluxo de pessoas e onde privilegiassem o maior número de instituições educacionais, na busca de uma maior segurança com ações mais efetivas de patrulhamento motorizado nestes caminhos, nos horários de maior risco entre as 20h e 23 horas. O 9º Batalhão de Polícia Militar é responsável pelo policiamento em 19 bairros, incluindo a área central de Porto Alegre, espaço territorial que concentra os poderes políticos e econômicos da região sul do país. Conforme já mencionado, o centro histórico concentra inúmeras IES, públicas e privadas, com atividades à noite, promovendo uma grande circulação de pessoas nos passeios públicos. Em razão das características dos grandes centros urbanos, e da conjuntura atual do estado, que enfrenta uma grave crise econômica e financeira, que acaba refletindo no aparato de segurança pública, reduzindo a capacidade de resposta frente ao aumento dos índices de criminalidade, resultando no crescimento dos números de vítimas de roubos na área central. Fato exaustivamente explorado pela mídia, que aumenta a sensação de insegurança. A escassez de recursos humanos e o consequente aumento dos índices de roubos a pedestre faz com que o comando do 9º BPM, e comando da BM desenvolvam a operação Avante Centro, alcançando resultados impactantes através das ações de repressão aos mais diversos tipos de delitos praticados no centro histórico. A atividade de policiamento é dinâmica, e a Brigada Militar busca se ajustar às diversas situações e realidades do seu tempo. Em tempos de crise, a necessidade faz com que os gestores públicos superem as limitações impostas, desenvolvendo estratégias de gestão mais efetivas. A atividade policial se caracteriza pela utilização de vários processos de policiamento, ou seja, meios de locomoção que o policial militar utiliza para realizar suas atividades, tanto na prevenção quanto na repressão ao crime. Dentre os diversos tipos de processo, o processo motorizado (viaturas leves e motocicletas) é o mais usual. Neste sentido, após detalhado estudo da proposta original, o comando da 1ª Companhia, apresenta um planejamento piloto regulado pela Ordem de Serviço 048/16 - Caminhos Seguros, prevendo o emprego de uma viatura diariamente para atuação no patrulhamento preventivo. Esta viatura foi remanejada do turno da manhã para a noite. Este projeto justifica-se, primeiramente pela legitimidade de sua iniciativa: a sociedade civil organizada protagonizando ações em parceria com os órgãos de segurança pública. O projeto

4 alcançará mais de 25 mil pessoas de forma direta (alunos, professores, funcionários) e se considerarmos os parentes de forma indireta, esse público poderá chegar a mais de 50 mil pessoas. 3 PRIMEIRO ITINERÁRIO PROPOSTO PARA OS CAMINHOS SEGUROS 4 PRIMEIRA COMPOSIÇÃO DO FPDCH\POA

5 5. OBJETIVO GERAL Aproximar comunidade escolar e órgãos de segurança pública através do projeto Caminhos Seguros, com foco no fortalecimento da credibilidade do serviço prestado bem como no desenvolvimento de uma cultura de construção coletiva de segurança pública, (responsabilidade de todos) com a participação efetiva da sociedade civil organizada no desenvolvimento e planejamento de ações em segurança pública. 6 OBJETIVOS ESPECÍFICOS - desenvolver cultura de cidadania participativa; - compreender o conceito de segurança pública como dever do estado e responsabilidade de todos; - desenvolver comportamentos seguros nos passeios públicos; - divulgar ações dos órgãos de segurança pública afetos a realidade da comunidade local. 7 AÇÕES

6 - reuniões periódicas do GT/Segurança: participam professores, alunos, funcionários, servidores públicos federais, estaduais e municipais; - criação de rotas no Centro Histórico, denominados caminhos seguros; - criação de grupos de whatsapp, das Instituições de Educação Superior e seus alunos com a Brigada Militar; - desenvolvimento de ações pedagógicas: palestras, concursos, cartazes, folders, mídias sociais; - divulgação de ações dos órgãos de segurança pública. 8 METAS I Fase: Reduzir os índices de roubo a pedestre na área central em cinquenta por cento, no período de 60 dias. II Fase: Reduzir os índices de roubo a pedestre na área das IES, em sessenta por cento, no período de 60 dias. a. METODOLOGIA O método utilizado está sustentado na gestão por resultados, utilizando-se dos indicadores e metas propostos pelo comando do 9º BPM. As formas de atuação tanto do setor público quanto da própria comunidade são múltiplas, em razão da complexidade do fenômeno. As estratégias de enfrentamento da violência e criminalidade passam por ações pedagógicas envolvendo policial e aluno, planejamento de ações conjuntas, fortalecimento da confiança mútua, divulgação das ações na mídia, e culmina com a intervenção direta nos autores de ilícitos. Ações preventivas: i) As atividades pedagógicas serão desenvolvidas utilizando-se metodologias que privilegiem a participação dos alunos e suas experiências profissionais e pessoais no desenvolvimento de comportamentos seguros. ii) construção do sentimento de segurança a partir das ações desenvolvidas, bem como da divulgação periódica dos resultados alcançados. iii) atuação das patrulhas nos caminhos seguros. Ações repressivas: i) Operação Avante Centro; ii) Efetivo Motociclistas Avante;

iii) Efetivo orgânico. 7 9 AVALIAÇÃO Mensalmente, através do monitoramento estatístico da ferramenta Avante. 10 CRONOGRAMA Fase I: primeiro semestre de 2016, diagnóstico, projeto piloto dos caminhos seguros na área da 1ª Cia, emprego de uma viatura, apresentação para o comando do 9º BPM. Fase II: projeto Caminhos Seguros na área do 9º BPM, emprego de motociclistas, apresentação para o comando da BM. 11 ÁREA ABRANGIDA Centro, Cidade Baixa; Independência, Bom Fim, Rio Branco, Farroupilha, Santana, Marcirio Dias. Porto Alegre, RS, 13 junho de 2016. MARCUS VINICIUS GONÇALVES OLIVEIRA Ten Cel Comandante do 9º BPM

8 ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA BRIGADA MILITAR ATA DE PARTICIPAÇÃO Nome RG INSTITUIÇÃO