OS PRINCIPAIS ORÇAMENTOS

Documentos relacionados
COLÉGIO ESTADUAL PARANÁ EFMP

MODELO SIMPLIFICADO DE PLANO DE CONTAS ATUALIZADO COM A LEI Nº /07.

Prática - desenvolvimento de sistemas Av. Assis Brasil 1800/302 - Porto Alegre - RS - CEP: Empresa: Plano referencial 9 - Partidos Políticos

Modelo de Plano de Contas Detalhado

Tiago Loli RA: Vinícius Ferreira Silva RA: Yuri Ura RA: ENGENHARIA E ANÁLISE DE VALOR PROJETO LIVE AÇAÍ

Plano de Contas Simplificado para Empresas com Atividades Mistas

BALANCETE ANALÍTICO - SETEMBRO/2018

MODELO DE PLANO DE NEGÓCIO

MODELO DE PLANO DE NEGÓCIO 2018 Faça a LEITURA com ATENÇÃO de todas as INFORMAÇÕES

CONCEITO. É o agrupamento ordenado de todas as contas que são utilizadas pela contabilidade dentro de determinada empresa. Profa.

FAPAN Faculdade de Agronegócio de Paraíso do Norte DRE DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO DO EXERCÍCIO

FÓMULAS DE LANÇAMENTOS

AVALIAÇÃO DE RESULTADOS E INDICADORES FINANCEIROS

GESTÃO DE FLUXO DE CAIXA E AVALIAÇÃO DE RESULTADOS E INDICADORES FINANCEIROS

Plano Financeiro. Projeto Empreendedor Redes de Computadores

ROTEIRO PARA PLANO DE NEGÓCIOS

ITR - Informações Trimestrais - 31/03/ FRAS-LE SA Versão : 1. Balanço Patrimonial Ativo 1. Balanço Patrimonial Passivo 2

SINDICATO DOS SERVIDORES E FUNCIONARIOS PUBLICOS DO MUNICIPIO DE AVARE E REGIAO FL. 1 PG. 1

Código da Conta Descrição Saldo Anterior Débitos Créditos Saldo Atual

Disciplina: Constituição de Novos Empreendimentos

Código da Conta Descrição Saldo Anterior Débitos Créditos Saldo Atual

CONTABILIDADE GERAL. Demonstração do Resultado do Exercício. Receitas, Despesas e Apuração do Resultado do Exercício Parte 2. Prof.

*** BALANÇO PATRIMONIAL ***

ITR - Informações Trimestrais - 30/09/ FRAS-LE SA Versão : 1. Balanço Patrimonial Ativo 1. Balanço Patrimonial Passivo 2

CRF/BA. Comparativo da Despesa Paga CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DA BAHIA - CRF-BA CNPJ: / Página:1/6

CRF/BA. Comparativo da Despesa Paga CONSELHO REGIONAL DE FARMÁCIA DO ESTADO DA BAHIA - CRF-BA CNPJ: / Página:1/6

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS ESCOLA DE GESTÃO E NEGÓCIOS CONTABILIDADE AVANÇADA 1/2019

1 D: Compra de Mercadorias ,00 D: ICMS a recuperar 6.300,00 C: Banco S/A ,00. 2 D: Salários a pagar 9.000,00 C: Caixa 9.

*** BALANÇO PATRIMONIAL ***

Capítulo Planejamento Orçamentário DESENVOLVIMENTO DE UM MODELO DE ORÇAMENTO. Aspectos preliminares importantes. Planejamento orçamentário

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS ESCOLA DE GESTÃO E NEGÓCIOS CONTABILIDADE AVANÇADA 1/2017 Exercício de Fixação 1

Orçamento dos Custos. Indiretos de Fabricação. Prof. Alexandre Silva de Oliveira, Dr.

Exercício Nº 37. O Balanço Patrimonial de uma empresa em 31/12/X0 apresentava as seguintes contas:

Plano de Contas Código Descrição Natureza

UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO FACULDADE DE ECONOMIA, ADMINISTRAÇÃO E CONTABILIDADE DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE E ATUÁRIA

Demonstração de Fluxo de Caixa (DFC) Contabilidade Intermediária II Fucamp/2017

Destina-se ao fornecimento de dados pessoais do proponente e de suas atribuições no projeto proposto.

PARECER TÉCNICO N.º 01/2017 DO CONSELHO FISCAL DO SINDIFISCAL- TO SOBRE A PRESTAÇÃO DE CONTAS DE 2016

Balancete Analítico (Valores em Reais)

CONRERP/RS - 4ª Regi Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas CNPJ: /

CUSTOS DE PRODUÇÃO 1. De acordo com as Terminologias Contábeis, assinalar (V) se for Verdadeiro ou (F) se for Falso nas sentenças abaixo:

Métodos de Apuração do Resultado

CONRERP/RS - 4ª Regi Conselho Regional de Profissionais de Relações Públicas CNPJ: /

Etapas do Plano de Negócios

Etapa 7 Plano Financeiro

Balancete Analítico (Valores em Reais)

DEMONSTRATIVO DE RECEITAS E DESPESAS EXERCÍCIO TÍTULO DA CONTA DESCRIÇÃO DA CONTA TOTAL R$

PLANO DE CONTAS Critérios Para Elaboração Com base nas Leis nºs /2007 e /2009

Contabilidade. Objeto, objetivo e finalidade. Bens. Conceito de Contabilidade. Conceitos iniciais - Ativo. Contabilidades específicas:

ANEXO III LISTAGEM ESTRUTURADA DE CONTAS BACHAREL EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS OBSERVAÇÕES QUANTO À LISTAGEM ESTRUTURADA DE CONTAS:

Contabilidade Avançada. Prof. Esp. Geovane Camilo dos Santos Mestrando em Contabilidade e Controladoria UFU

Transcrição:

OS PRINCIPAIS ORÇAMENTOS 1. Introdução Os orçamentos que podem ocorrer em um projeto durante sua vida útil serão apresentados a seguir. Portanto, é importante estabelecer, também, a determinação da vida útil e a determinação do tempo de maturação do investimento. 1.1 Determinação da vida útil do projeto Estabelecer o número de anos de vida útil do projeto. 1.2 Determinação do tempo de maturação do investimento Determinação do tempo para concluir a estrutura física. Sem a qual a empresa não entra em operação. 2. Fluxos de caixa mais importantes para elaboração do orçamento de capital 2.1 Investimento Inicial Obras civis; Instalações; Equipamentos; Máquinas; Móveis e utensílios; Computadores; Terrenos; Veículos; Luvas; Ponto Comercial; Despesas pré-operacionais: Treinamento; Alvará; Registro; Licença. 1

2.2 Receitas do Projeto Estimar financeiramente as receitas anuais e mensais. A projeção de vendas deve ser feita tendo como base à análise de mercado, a capacidade produtiva e a estratégia de marketing da empresa. Dessa forma, essa projeção será mais realista e terá maior probabilidade de ocorrer conforme o planejado. Constituir a projeção das vendas em unidades e valores de uma empresa para algum período futuro, baseado em tendências recentes das vendas, e ainda nas projeções das perspectivas econômicas do país, da região, do setor, e assim por diante, como também a curva de demanda do bem ou serviço prestado, a sazonalidade do bem. 2.3 Compras/Fornecedores/Matéria-Prima Estimar financeiramente as compras, fornecedores, matéria-prima anuais e mensais. Matéria-prima consumida; Compra de mercadoria com fornecedores; Compra de peças ou equipamentos consumidos no produto ou serviço. 2.4 Despesas com Manutenção e Conservação Estimar financeiramente as despesas com manutenção e conservação anuais e mensais. Essas despesas referem-se à manutenção e conservação das instalações: fábrica, loja ou escritório. 2.5 Despesas Gerais Estimar financeiramente as Despesas Gerais anuais e mensais. As contas que se seguem, representam alguns dos itens, podendo sofrer adaptações: Material de escritório; Materiais auxiliares e de consumo; Higiene e limpeza; Copa, cozinha e refeitório; 2

Revistas e publicações; Donativos e contribuições; Transportes, etc. 2.6 Despesas com Transporte Estimar financeiramente as despesas com transporte anuais e mensais. São despesas relacionadas à distribuição dos produtos ou serviços vendidos pela empresa. Exemplos: Combustíveis; Manutenção dos veículos; Seguro; Despesas com estacionamento e pedágios. 2.7 Despesas com Propaganda e Marketing Estimar financeiramente as despesas com transporte anuais e mensais. São despesas vinculadas à promoção de vendas de produtos e prestação de serviços. 2.8 Despesas Fixas Estimar financeiramente as despesas fixas anuais e mensais. Exemplos: Aluguel, condomínio e IPTU; Energia elétrica; Água e esgoto; Telefone, fax, correio; Transporte; Combustível; Seguros. 2.9 Despesas Tributárias Estimar financeiramente as despesas tributárias anuais e mensais. As despesas tributárias serão tratadas no capítulo 5. Trataremos da legislação fiscal vigente incidente sobre as empresas. 3

2.10 Despesas com Mão-de-Obra Contratada Estimar financeiramente as despesas com mão-de-obra contratada anuais e mensais. Exemplos: Despesas com pessoal; Honorários; Pró-labore; Encargos (INSS e FGTS); Vale transportes; Assistência médica e social; Seguros; 13º salário, 1/3 de férias; 2.11 Despesas com Mão-de-Obra Terceirizada Estimar financeiramente as despesas com mão-de-obra terceirizada anuais e mensais. São os gastos com trabalhadores que executam tarefas para a empresa, mas que não são funcionários diretos da empresa e, sim, contratados. 2.12 Despesas com Diretoria Estimar financeiramente as despesas com diretoria anuais e mensais, isto é, todas as despesas com os sócios: pró-labore, encargos e benefícios. 2.13 Valor Residual Representa o valor de liquidação do projeto. 4

3. Considerações Gerais Alguns aspectos devem ser salientados. Primeiramente, nem todas as rubricas apareceram em todos os projetos elaborados. Outro aspecto, é com relação aos nomes dados, que podem ser diferentes. E, por último, a natureza das contas pode diferenciar de acordo com o projeto; por exemplo, a energia elétrica em um projeto siderúrgico, com certeza, não será custo fixo. A sugestão de elaborar fluxos mensais, além dos anuais, é decorrente da necessidade do empreendedor conhecer as projeções dos fluxos de caixa da empresa por um período de doze meses, completando, assim, um ciclo anual inteiro do funcionamento dos negócios. 4. Método direto e Método indireto para elaboração do orçamento de capital É importante ressaltar que a elaboração do orçamento de capital pode ser desenvolvida através de dois métodos: o método direto e o método indireto. O método direto para o orçamento de capital diz respeito apenas às entradas e saídas de caixa do projeto. Pode ser feito quando o planejamento tributário da empresa não depende da apuração do demonstrativo de resultado do exercício da empresa. O cálculo dos impostos só depende das receitas. No método indireto, quando da elaboração do orçamento de capital, primeiro se elabora um Demonstrativo de Resultado, incluindo as despesas com depreciação, amortização, exaustão e juros, que serão deduzidas das receitas, junto com outras despesas, para apurar o lucro líquido. Entretanto, para se obter os saldos do fluxo de caixa serão necessários somar os valores dessas despesas com depreciação, amortização, exaustão e juros, que anteriormente foram deduzidos da receitas. As tabelas-resumo estão apresentadas a seguir: 5

Tabela Resumo Método direto Descrição Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 1 Total de Entradas 1.1 - Receitas de vendas 1.2 - Valor Residual 2 Total de Saídas 2.1 (-) compras 2.2 (-) Despesas Fixas 2.3 (-) Despesas com Mão-de-Obra 2.4 (-) Despesas terceirizadas 2.5 (-) Despesas de diretoria 2.6 (-) Despesas de vendas e marketing 2.7 (-) Despesas gerais 2.8 (-) Despesas manutenção e conservação 2.9 (-) Despesas com Transportes 2.10 (-) Despesas tributárias 2.12 (-) Investimento 3 Fluxo Líquido de Caixa Tabela Resumo - Método indireto Descrição Ano 0 Ano 1 Ano 2 Ano 3 Ano 4 Ano 5 1 Total de Entradas 1.1 - Receitas de vendas 1.2- Valor Residual 2 Total de Saídas 2.1 (-) compras 2.2 (-) Despesas Fixas 2.3 (-) Despesas com Mão-de-Obra 2.4 (-) Despesas terceirizadas 2.5 (-) Despesas de diretoria 2.6 (-) Despesas de vendas e marketing 2.7 (-) Despesas gerais 2.8 (-) Despesas manutenção e conservação 2.9 (-) Despesas com Transportes 2.10 (-) Despesas com tributos sobre as receitas 2.12 (-) Investimento 2.13 (-) Despesas com depreciação, amortização ou exaustão = LAJIR 2.14 (-) juros = LAIR 2.15 (-) Imposto de Renda e Contribuição Social = Lucro Líquido (+) Despesas com depreciação, amortização ou exaustão (+) juros 3 Fluxo Líquido de Caixa 6

Referências Bibliográficas FIPECAPI Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras. Org por: Iudícibus, Sérgio; Martins, Eliseu e Gelbcke, Ernesto Rubens. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações: aplicável também as demais sociedades. 4ª edição. Editora Atlas, 1995 Sanvicente, Antônio Zoratto. Administração Financeira. 3ª edição. Editora Atlas, 1987. Martins, Eliseu. Contabilidade de Custos. 8ª edição. Editora Atlas, 2001. 7