A Indústria de Defesa

Documentos relacionados
Luciano Coutinho Presidente


Indicadores de Performance para a gestão de resultados. Fabiano Simões Coelho

REFORMA DA PREVIDÊNCIA: POR QUE FAZER? EFEITOS DA DEMOGRAFIA EXIGEM AJUSTE DE REGRAS

DIRETORIA DE ESTUDOS SOCIOECONÔMICOS, INFORMAÇÕES E DESENVOLVIMENTO URBANO E RURAL DEPARTAMENTO DE SISTEMA DE INFORMAÇÕES

Perspectivas para 2012

VII SITRAER Simpósio de Transporte Aéreo. Rio de Janeiro 27 de novembro de 2008

Mineração e sua Importância na Economia Brasileira

INOVAÇÃO COMO ESTRATÉGIA AO CRESCIMENTO DA INDÚSTRIA

Cenário Macroeconômico Brasileiro

Infraestrutura Logística para otimização da cadeia farmacêutica. Frederico Bussinger

EVOLUÇÃO RECENTE DAS EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS PRINCIPAIS BLOCOS ECONÔMICOS E PAÍSES DE DESTINO Julho / 2004

ANEXO B. DADOS MUNDIAIS DE ENERGIA

Agenda da MEI :

Atuação CAIXA em Concessões e Parcerias Público-Privadas

I Cenário Mundial. II Contexto Internacional e o Brasil. III Brasil: Situação Externa e Interna. Tendências. IV Paraná em Destaque V Brasil:

Pereira Barreto, 21 de maio de 2010 Ilona Becskeházy

A IMPORTÂNCIA DA TERCEIRIZAÇÃO PARA A INDÚSTRIA QUÍMICA

Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Secretaria de Comércio Exterior

Indústria Mineral Brasileira e Paraense Belém, 20 de março de 2013

MB ASSOCIADOS. A agenda econômica internacional do Brasil. CINDES Rio de Janeiro 10 de junho de 2011

Antonio Delfim Netto

Tendências Mundiais e Brasileiras. André Medici Economista de Saúde Banco Mundial

Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais FIEMG

Educação Profissional, Competitividade e Inovação

Maio, Consumo dos torcedores de futebol no Brasil

PERFIL DO AGRONEGÓCIO MUNDIAL

A Política Fiscal Brasileira em Tempos de Crise

Integração regional: Fundamentos, autonomia e multipolaridade

Planejamento e Gestão Estratégica

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES

Tendências do Setor de Cosméticos e os Desafios da Região da Amazônia para Focar em Produtos Diferenciados e Ingredientes Exóticos. O que Fazer?

A Importância Estratégica dos ODS e Exemplos de Sucesso na Implementação. 20ª Semana do Meio Ambiente FIESP São Paulo, 7 de junho de 2018

EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS DE COUROS E PELES

Transcrição:

A Indústria de Defesa Sergio Vaquelli Diretor Titular Adjunto COMDEFESA - Departamento da Indústria de Defesa Workshop A Base Industrial Mineira de Defesa FIEMG - Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais 05 de novembro de 2013 1

Indústria FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo CIESP Centro das Indústrias do Estado de São Paulo Por meio de 131 sindicatos, a FIESP representa cerca de 150.000 empresas e indústrias do Estado de São Paulo (40% do PIB nacional) 43 escritórios regionais em todo o estado representando cerca de 10.000 indústrias IRS Instituto Roberto Simonsen Instituto de pesquisas especializado em temas industriais. Estas entidades trabalham juntas na defesa da indústria, provendo serviços e suporte às instituições e empresas associadas. 2

Educação SESI Serviço Social da Indústria Provê serviços sociais às famílias dos empregados das indústrias, principalmente nas áreas de educação, cultura, esportes e saúde 215 escolas básicas com mais de 273.000 crianças, jovens, adultos e idosos SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Promove a educação profissionalizante através de escolas técnicas e universidades fornecendo recursos humanos qualificados para a indústria 157 escolas técnicas (70 móveis) e 9 universidades com mais de 1 milhão de matrículas por ano. 35 laboratórios com 750 serviços tecnológicos. 3

COMDEFESA A missão do COMDEFESA - Departamento da Indústria de Defesa da FIESP está pautada em dois objetivos que norteiam os projetos: Desenvolver a indústria nacional e fomentar a Base Industrial de Defesa; Valorizar as missões constitucionais das Forças Armadas. BASE INDUSTRIAL DE DEFSA DEFESA FORÇAS ARMADAS Contatos com Autoridades Propostas de leis e decretos Mobilização de industrias e entidades de classe e da opinião pública Fomento a investimentos produtivos e à educação Base para fóruns de debates 4

Contexto Geopolítico do Brasil Àrea > 3 milhões km 2 População > 100 milhões Canadá Australia Rússia Índia China Paquistão Bangladesh EUA Brasil Indonésia Nigeria Reino Unido França Alemanha Japão México Holanda Itália Espanha Coréia do Sul Economia (PIB) > US$ 750 bilhões 5

Mercado de Defesa no Brasil Situação atual Evolução positiva do Brasil no cenário geopolítico mundial; Definição de novas políticas para a Defesa Nacional; Ambiente de crescimento dos orçamentos e gastos militares (mas o país ainda gasta muito pouco comparado com outros países); Existe claro interesse governamental no desenvolvimento da indústria de defesa nacional; 6

Mercado de Defesa no Brasil Situação atual Planos estratégicos e de reequipamento das forças armadas; Novos programas de defesa sendo iniciados; Ambiente regulatório em evolução positiva. Aprovação da Lei 12.598; Base industrial de defesa apresenta sinais de recuperação e movimentos de reestruturação. 7

Políticas de Defesa e Ambiente Regulatório Estratégia Nacional de Defesa (2008) Eixos estruturantes Organização das Forças Armadas Reestruturação da Indústria de Defesa Recursos Humanos Principais metas da Estratégia Nacional de Defesa Monitoramento e Controle, Mobilidade e Presença Áreas estratégicas: Espacial, Nuclear e Cibernética Autonomia da Indústria Nacional de Defesa

Políticas de Defesa e Ambiente Regulatório Livro Branco de Defesa Nacional (2012) Atualização e detalhamento da Estratégia Nacional de Defesa Situação atualizada das Forças Armadas e suas capacidades Novos planos e Programas Lei 12,598 22 de Março de 2012 Regulamentos para aquisições de Produtos de Defesa Indústrias e Produtos Estratégicos de Defesa Ambiente tributário para a Indústria de Defesa

A Base Industrial de Defesa Brasileira Situação atual é resultado de longos período de baixos investimentos em defesa; Algumas empresas estão em melhor situação por não dependerem do mercado de defesa para sua sobrevivência e crescimento; A maioria das empresas enfrenta dificuldades e desafios para se desenvolver, lançar novos produtos e competir no mercado. 10

Desafios para a sobrevivência e crescimento Desafios Econômico-Financeiros: Ambiente orçamentário da Defesa. Garantia de fontes de recursos para a Defesa sem os riscos de contingenciamento; Disponibilidade e acesso a financiamento pelas pequenas e médias empresas; Garantias contratuais. 11

Desafios para a sobrevivência e crescimento Redução da participação relativa da Defesa no Orçamento da União 12

Desafios para a sobrevivência e crescimento 13

Desafios para a sobrevivência e crescimento O nível atual de investimentos no orçamento do Ministério de Defesa é cerca de 40% do necessário para a execução dos Planos Estratégicos das Forças Armadas Planos Estratégicos das Forças Armadas 2010-2030 R$ bilhões MD + MB + EB + COMAER TOTAL R$ 360 bi R$ 18 bi/ano Fonte: MD, END, PEAMB, EB, PEMAER 14

Desafios para a sobrevivência e crescimento Desafios Regulatórios: Implementar a Lei 12.598. Implantação da sistemática de homologação dos EED, ED, PEE, PRODE. Implementar o RETID; Aumentar o efetivo e a capacidade do Ministério da Defesa no setor ligado à Indústria de Defesa; Buscar reduzir os impactos do Custo Brasil. 15

Desafios para a sobrevivência e crescimento Desafios de Capacitação da Indústria: Formação de mão-de-obra especializada; Incentivos à capacitação tecnológica das empresas; Incentivos e investimentos à Pesquisa Tecnológica e Inovação. Iniciativa positiva do INOVA AeroDefesa precisa ser expandida. 16

Desafios para a sobrevivência e crescimento Adaptação da Indústria às novas modalidades de contratação das Forças Armadas: Contratos de serviços de logística tipo CLS (Contractor Logistics Support) e PBL (Performance Based Logistics); Contratos com empresas integradoras nacionais; PPP Parcerias Público-Privadas. 17

Desafios para a sobrevivência e crescimento Desafios Comerciais: Criação de novos programas de defesa com foco no desenvolvimento das pequenas e médias empresas do setor sem a participação das grandes empresas; Incremento da atuação do governo federal em todos os níveis no apoio às exportações de material de defesa. Trading em estruturação. 18

Por que gastar em Defesa? 19

Gasto em Defesa é Investimento... O investimento em Defesa é uma alternativa econômica para o Brasil. Nos últimos anos, cada REAL investido em desenvolvimento de sistemas de Defesa gerou cerca de 10 vezes este valor em divisas de exportação Fonte: EMBRAER Por que gastar em Defesa? 20

Por que gastar em Defesa? Defesa como indutora do Desenvolvimento Alto valor agregado dos produtos Fonte: OCDE 21

Por que gastar em Defesa? EM DEFESA NÃO SE GASTA, SE INVESTE! 22

A Indústria de Defesa COMDEFESA - Departamento da Indústria de Defesa FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Telefone: 11 3549 4677 Fax: 11 3549 4671 E-mail: comdefesa@fiesp.org.br 23