seeds based on different temperatures and substrates (1)

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Transcrição:

166 seeds based on different temperatures and substrates Technical Article seeds based on different temperatures and substrates (1) PETTERSON BAPTISTA DA LUZ (2)*, ARMANDO REIS TAVARES (3), KATHIA FERNANDES LOPES PIVETTA (4) ABSTRACT Archontophoenix cunninghamiana or Australian King Palm, is a very popular ornamental palm in Brazil. Although A. cunninghamiana is propagated by seeds, few studies have reported on seed germination of this species. Therefore, this study aimed to evaluate the effect of different temperatures and substrates on the germination of A. cunninghamiana seeds. To carry out the temperature experiment, constant temperatures of 20, 25, 30 or 35 C and alternating temperatures of 20/30 C or 25/35 C were used with four replications of 25 seeds each. For the substrate experiment, sand, vermiculite, and sphagnum moss were used with 7 replicates of 25 seeds per treatment in a completely randomized design. All temperatures, except 35 C, favored the germination of A. cunninghamiana seeds (60%). Vermiculite was determined to be best suited for the germination of A. cunninghamiana seeds. Overall, the germination of A. cunninghamiana seeds is slow and uneven, in turn allowing for a longer period of germination. Keywords: Archontophoenix cunninghamiana, diaspore, germination index, Palmae. RESUMO Germinação de sementes de Archontophoenix cunninghamiana (Palmeira real australiana) em diferentes temperaturas e substratos Archontophoenix cunninghamiana ou palmeira real australiana, é uma palmeira ornamental muito popular no Brasil. Embora A. cunninghamiana seja propagada por sementes, poucos estudos têm relatado a germinação de sementes da espécie. Portanto, este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes temperaturas e substratos na germinação de sementes de A. cunninghamiana. Para o experimento de temperatura foram utilizadas as temperaturas constantes de 20, 25, 30 ou 35 C e temperaturas alternadas de 20/30 C ou 25/35 C com quatro repetições de 25 sementes cada. Para a experiência do substrato, foram utilizados areia, vermiculita e musgo esfagno com 7 repetições de 25 sementes por tratamento, em delineamento inteiramente casualizado. Todas as temperaturas, exceto 35 C, favoreceram a germinação de sementes de A. cunninghamiana (60%). A vermiculita foi o substrato mais adequado para a germinação de sementes de A. cunninghamiana. Em geral, a germinação de sementes de A. cunninghamiana foi lenta e desigual, por sua vez, permitindo um período mais longo de germinação. Palavras-chave: Archontophoenix cunninghamiana, diasporo, índice de germinação, Palmae. 1. INTRODUCTION Archontophoenix cunninghamiana is popularly known as Australian King Palm for its native region of Queensland in eastern Australia (LUZ and PIVETTA, 2010). This species has a simple trunk 8 to 10 m high and 18 cm in diameter, cylindrical stipe, 2-3 m long pinnate leaves, white-colored, branched inflorescences when young and reddish spherical fruits (LORENZI, 2004). A. cunninghamiana became an option for heart of palm production as a replacement for the predatory exploitation of native species, especially Euterpe edulis (MARTINS et al., 2003). However, the introduction of the King Palm has led to its invasion of remaining Atlantic Forest fragments. The interaction between plants of the genus Archontophoenix and local avifauna is evident, indicating the consumption of fruits and dispersal of seeds by frugivorous birds (MENGARDO, 2014). Palm trees are mainly propagated by seeds. Several factors affect uniformity and percentage of seed germination. Palm seed germination is usually slow, uneven and low (BROSCHAT, 1994). Temperatures between 20 and 40 C are acceptable for palm seed germination, with best results for most palm species at 30 and 35 C (MEEROW, 1991, BROSCHAT, 1994). However, studies have shown that different species of palms require different ranges of temperatures for germination, such as 35 C for Thrinax parviflora (PIVETTA et al., 2005a), 25 to 30 C for Phoenix roebelenii (IOSSI et al., 2003) and Rhapis excelsa (LUZ et al., 2008a), and 30 to 35 C for Syagrus romanzoffiana (PIVETTA et al., 2005b). 20 to 30 C for DOI: http://dx.doi.org/10.14295/oh.v23i2.889 (1) Received in 05/04/2016 and accepted in 06/06/2017 (2) Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), Cáceres-MT, Brazil. *Corresponding author: petterbaptista@yahoo.com.br (3) Instituto de Botânica (IBt), São Paulo-SP, Brazil. (4) Universidade Estadual Paulista (UNESP), Jaboticabal-SP, Brazil. Licensed by CC BY 4.0

PETTERSON BAPTISTA DA LUZ et al. 167 Phoenix canariensis (PIMENTA et al., 2010), alternate 20-30 C for A. alexandrae (MARTINS et al., 2011), 25 to 35 C for Livistona chinensis (KOBORI et al., 2009), and 24 to 29 C for Dypsis decaryi (LUZ et al., 2008b). Substrate characteristics, such as structure, aeration, water retention capacity and degree of pathogen infestation, may vary according to the type of material used and have a major influence on germination rates (POPINIGIS, 1977). Vermiculite has been recommended as an excellent substrate for seed germination (PIVETTA et al., 2008), although it is not prescribed in the Rules for Seed Analysis (BRASIL, 2009). Vermiculite is free of pests and diseases, has good drainage and water retention capacity, and has been recommended as a substrate for palm seed germination (NAZARIO and FERREIRA, 2010). This study aimed to evaluate the germination of A. cunninghamiana seeds under different temperatures and substrates, due to the specie importance for landscape and floriculture and, nowadays as an important invasive species in tropical areas. 2. MATERIAL AND METHODS A. cunninghamiana seeds were harvested from 10 plants on period of may/june at Jaboticabal, São Paulo State, Brazil. Readily after the harvest mature fruits (red color) were selected and depulped with exocarp and mesocarp removed by friction against a steel mesh screen under running water. After processing, seed moisture content was determined on 5 samples with 20 seeds each by oven drying at 105 C for 24 hours (BRASIL, 2009). The seed moisture content of the seeds was 36.23%. The study comprised of two experiments: 1. The substrate experiment was carried out in sand, vermiculite or sphagnum in alternating temperatures of 25/35 C, with seven repetitions of 25 seeds each. 2. The temperature experiment was carried out under constant temperatures of 20, 25, 30 or 35 C and alternating temperatures of 20/30 C or 25/35 C on vermiculite, with four repetitions of 25 seeds each. The trays were kept in a BOD (Biochemical Oxygen Demand)-type germination chamber with photoperiod of 8 hours of light and 16 hours of darkness in transparent plastic boxes (Gerbox). Irrigation was performed as necessary using distilled water with 0.2% nystatin for fungal control. The germination test was conducted over a period of 45 days or when seed germination was no longer observed. The germination percentage, calculated in accordance with the Rules for Seed Analysis (BRASIL, 2009), and the germination speed index (GSI), calculated according to Maguire formula (1962), were determined. The germination criterion used to calculate in vitro germination (IVG) and germination percentage (GP) was the primary root protrusion (0.1 cm). Data were analyzed for variance and means compared using the Scott-Knott test at 5% probability. The GP data were transformed to arcsin (x/100) 1/2. The statistical analyses were performed by using the statistical program SISVAR. 3. RESULTS AND DISCUSSION Seed moisture content of A. cunninghamiana at harvest was 36.23 %. Water contents lower than 31.5% significantly reduced the germination rate in A. alexandrae seeds and the total loss of germination capacity was verified in seeds with 15.1% of humidity (MARTINS et al., 2003). Seed germination under different temperatures began on the sixth day at temperatures of 25 C, 30 C, 35 C, 20/30, and 25/35 C, and on the ninth day at 20 C. The highest GP occurred between the 6 th and 9 th days, except for the constant temperature of 20 C, which started later, between the 14 th and 16 th days (Table 1). Table 1. Germination percentage (GS) and germination speed (IVG) of A. cunninghamiana seeds under different temperatures. Temperature ( o C) Germination (%) IVG 20 92 A 1.24 B 25 94 A 2.86 A 30 93 A 2.65 A 35 63 B 2.14 A 20-30 91 A 2.59 A 25-35 94 A 3.05 A CV (%) 13.84 17.81 Means followed by the same letter do not differ by Scott-Knott test at 5% of probability. CV - coefficient of variance. Seed germination of A. cunninghamiana occurred with the opening of a circular operculum on the dorsal face of the seed through which emitted the cotyledonary petiole that grew up to 3 cm when the edge expanded and began to grow the primary root between the 6 th and 45 th days (LUZ et al., 2012). Most palms are of tropical origin, and their seeds germinate naturally at temperatures higher than 20 C, such as 25 C for A. alexandrae (TEIXEIRA et al., 2011), 25 or 30 C for A. cunninghamii (PIVETTA et al., 2008) and 25 C for Rhapis excelsa (AGUIAR et al., 2005).

168 seeds based on different temperatures and substrates Temperatures below 5 to 10 C and above 35 C delay and reduce palm seed germination, which then becomes erratic and lacks uniformity (CARPENTER, 1988). Matthes and Castro (1987) obtained different results on the number of days required for germination of A. cunninghamiana seeds; the germination period was 52 to 63 days after sowing; however, the authors did not describe the temperature range or how the seeds were sowed during the germination period. A temperature of 35 C decreased GP by 20% and should therefore not be used for germination of A. cunninghamiana (Table 1). Teixeira et al. (2011) also observed that GP was lower at 35 C, when compared to alternating temperatures on A. alexandrae seed germination. Alternating temperatures of 20/30 and 25/35 C and constant temperatures of 25, 30 or 35 C showed the highest IVG for A. cunninghamiana seeds (3.05) in our study. Rhapis excelsa palms had the highest IVG at 25 C (AGUIAR et al., 2005), and seeds of Oenocarpus minor had the highest IVG at 30 C (SILVA et al., 2006). The substrate vermiculite had a significant effect on seed germination of A. cunninghamiana, affording a GP of 93.14%. Sphagnum and sand had a lower percentage of seed germination with 62 and 68%, respectively (Table 2). Table 2. Germination percentage and germination speed (IVG) of A. cunninghamiana seeds in different substrates. Substrate Germination (%) IVG Sand 86.28 B 1.56 A Vermiculite 93.14 A 1.93 A Sphagnum Moss 78.85 B 1.51 A CV(%) 9.40 22.20 Means followed by the same letter do not differ by Scott-Knott test at 5% of probability. CV - coefficient of variance. Micron vermiculite moistened with 1.0 times its weight with water was had the best performance as substrate for A. alexandrae seeds germination, inducing maximum seed germination and germination rate (MARTINS et al., 2011). Charlo et al. (2006) observed the highest seed germination rates for A. alexandrae on the commercial substrate Plantmax with 86.3% germination, even higher than sand. According to the authors, the high drainage of the sandy substrate reduced the availability of water, while in soil and TAE (mixture of soil, sand and manure), even the most superficial compression represents a mechanical barrier to seedlings emerge. No difference was observed for IVG among the substrates tested. Seed germination of A. cunninghamiana was irregular (Figure 1), thus reinforcing the study of Broschat (1994) who reported that palm seed germination tends to be slow and uneven.

PETTERSON BAPTISTA DA LUZ et al. 169 Figure 1. Seed germination (%) of A. cunninghamiana in different substrates. This characteristic may explain successful invasion and adaptation in Brazilian forests in that slow and uneven germination ensures that sprouting will occur when conditions become more suitable. Based on such evidence, studies on the germination of plant species can help gain insight into the mechanisms that operate in the invasion process, leading to appropriate methods of species control (CHRISTIANINI, 2006). 4. CONCLUSIONS Alternated temperatures of 25/35 C and constant temperature of 25 C resulted in the highest GP and GRI for A. cunninghamiana. Although no substrate increased GR and the best substrate for A. cunninghamiana seed germination was vermiculite. AUTHORS CONTRIBUTIONS P.B.L.: Conception or design of the work, data collection, data analysis and interpretation, drafting the article. A.R.T.: Data analysis and interpretation, drafting and critical revision of the article. K.F.L.P.: Conception of the work, data analysis and interpretation, drafting and critical revision of the article, final approval of the version to be published. REFERENCES AGUIAR, F.F.A.; BILIA, D.A.C.; KANASHIRO, S.; TAVARES, A.R.; BARBEDO, C.J. Germinação de sementes de Rhapis excelsa (Thunb.) Henry ex Rehder: efeitos da temperatura, luz e substrato. Hoehnea, v.32, p.119-126, 2005. DOI: <http://www.ambiente.sp.gov.br/ hoehnea/files/2015/07/321_t09_24_07_2015.pdf> BRASIL. MINISTERIO DA AGRICULTURA, PECUARIA E ABASTECIMENTO. Regras para análise de sementes. Brasília: Mapa/ACS, 2009. 399p. BROSCHAT, T.K. Palm seed propagation. Acta Horticulturae, v.360, p.141-147, 1994. BROSCHAT, T.K.; DONSELMAN, H. Factors affecting storage and germination of Chrysalidocarpus lutescens seeds. Journal American Society for Horticultural Science, v.111, p.872-877, 1986. CARPENTER, W.J. Temperature affects seed germination of four Florida palms species. HortScience, v.23, p.336-337, 1988.

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