Forma de organização econômica e tutorial rural na qual o trabalhador arrenda uma porção de terreno sob condição de reservar parte de sua produção como pagamento ao proprietário. O colono é denominado meeiro quando metade da produção obtida com o cultivo tiver que ser paga ao dono da terra. Relação entre o suserano e o vassalo baseada na honra e lealdade, e estabelecida por grupos formados por guerreiros e seu chefe. Durante a Idade Média, os nobres eram os únicos que entravam em combate. Havia uma relação de troca mútua de serviço e lealdade: serviço militar em troca de terras, segurança, compensação e/ou privilégios. Segundo a estrutura do feudalismo, o vassalo poderia ser por exemplo um nobre, e seu suserano um rei.
OBRIGAÇÕES FEUDAIS Talha: entrega de parte da produção Corveia: trabalho compulsório nas terras do senhor Capitação: imposto pago por cabeça Albermagem: obrigação de hospedar o senhor feudal Banalidades: imposto por uso de bens do senhor Tostão de São Pedro ou dízimo: 10% da produção do servo era pago à Igreja, utilizado para a manutenção da capela local Censo: tributo que os vilões (pessoas livres, vila) deviam pagar, em dinheiro, para a nobreza Taxa de Justiça: os servos e os vilões deviam pagar para serem julgados no tribunal do nobre Formariage: todo servo era obrigado a pagar uma taxa para ajudar no casamento do nobre, regra também válida para quando um parente do nobre iria casar
CLERO REGULAR: vinculados diretamente à igreja (cardeais, bispos,padres, etc) CLERO SECULAR: vinculados às ordens religiosas monásticas (abades, monges, etc) Ordem Franciscana, Ordem Beneditina, Ordem Dominicana, etc
Românico Gótico Catedral de Reims
Clóvis, rei franco da dinastia merovíngia, deu início ao processo de unificação das tribos francas, o que originou o Reino dos Francos, em 481. Clóvis abandonou as práticas pagãs e converteu-se ao catolicismo em 496, fato que terá uma importância decisiva na história dos francos. Com a conversão, Clóvis passa a ter o apoio da Igreja no combate a outros povos germânicos, como burgúndios e visigodos, que eram cristãos arianos - doutrina considerada herética pelo Concílio de Nicéia em 324 - conquistando assim toda a Gália, expandindo assim o território dos francos. Merovíngios A efêmera, mas importante centralização política empreendida por Carlos Magno, além das conquistas territoriais que compreendiam grande parte do antigo Império Romano do Ocidente, fez a Igreja sonhar com a possibilidade de reviver esse império. Na noite de Natal do ano 800, o Papa Leão III coroou Carlos Magno como Imperador do Novo Império Romano do Ocidente. Carolíngios
Para conseguir administrar todo o império Carlos Magno dividiu o império em condados, ducados e marcas, criou as capitulares que eram normas escritas que funcionavam como leis (as primeiras leis escritas da Idade Média) e haviam também os missi-dominici que viajavam pelo reino para controlar os administradores locais. Com sua morte, sucedem-lhe: Carlomano I e Luís I, o Piedoso. A morte deste leva a uma disputa de poder entre seus filhos que, pelo Tratado de Verdum, de 843, dividem o império entre si.
1054 Grande Cisma do Oriente Motivos - Conquista de Jerusalém pelos turcos Seljúcidas (1078) - Peregrinação e penitência - Pagamento de promessa - Guerra Santa - Milenarismo 1095 Criadas no Concílio de Clermont pelo Papa Urbano II Consequências - Acirramento das rivalidades entre cristãos e Muçulmanos - Retomada do comércio mediterrâneo - Intercâmbio cultural entre Ocidente e Oriente - Novos produtos: açúcar e algodão
A primeira (1096 1099) não tinha participação de nenhum rei. Formada por cavaleiros da nobreza, em julho de 1099, tomaram Jerusalém. A segunda (1147 1149) fracassou em razão das discordâncias entre seus líderes Luís VII, da França, e Conrado III, do Sacro Império. Em 1189, Jerusalém foi retomada pelo sultão muçulmano Saladino. A terceira cruzada (1189 1192), conhecida como Cruzada dos Reis, contou com a participação do rei inglês Ricardo Coração de Leão, do rei francês Filipe Augusto e do rei Frederico Barbarruiva, do Sacro Império. Nessa cruzada foi firmado um acordo de paz entre Ricardo e Saladino, autorizando aos cristãos as peregrinações a Jerusalém. A quarta cruzada (1202 1204) foi financiada pelos venezianos, interessados nas relações comerciais. A quinta (1217 1221), liderada por João de Brienne, fracassou ao ficar isolada pelas enchentes do Rio Nilo, no Egito. A sexta (1228 1229) ficou marcada por ter retomado Jerusalém, Belém e Nazaré, cidades invadidas pelos turcos. A sétima (1248 1250) foi comandada pelo rei francês Luís IX e pretendia, novamente, tomar Jerusalém, mais uma vez retomada pelos turcos. A oitava (1270) e última cruzada foi um fracasso total. Os cristãos não criaram raízes entre a população local e sucumbiram.
Consequências - Acirramento das rivalidades entre cristãos e Muçulmanos - Retomada do comércio mediterrâneo - Enfraquecimento da aristocracia feudal - Fortalecimento do poder real - Intercâmbio cultural entre Ocidente e Oriente - Novos produtos: açúcar e algodão
1. A Guerra dos Cem Anos foi a mais longa de toda a Idade Média. Ocorreu entre os anos de 1337 e 1453, envolvendo os reinos da França e Inglaterra. 2. A expansão turca, até o século XV, envolveu o antigo Império Bizantino e a Península Balcânica. Teve seu apogeu com a Tomada de Constantinopla em 1453. 3. O Cisma do Ocidente (séc. XIV). Dividiu a Igreja e contribuiu para a afirmação real na França raízes do absolutismo. 4. Retração comercial e demográfica: guerras, peste, esgotamento dos solos, fome. Jacqueries.
Controle sobre a Igreja, instituições representativas e poderes locais Imposição da justiça real sobre a justiça senhorial Formação do exército nacional Centralização administrativa Repressão política e religiosa Moeda nacional unificada Submissão da nobreza Unificação de pesos e medidas Sacralização e exaltação do Rei através da arte e da propaganda
Estado Nacional francês - Dinastia capetíngia (dos Capetos) - Guerra dos Cem Anos (1337-1453) Estado Nacional inglês - Dinastias dos Plantagenetas e Tudor - Magna Carta (1215) - Guerra dos Cem Anos (1337-1453) - Guerra das Duas Rosas (1455-1485)
Guerra dos Cem Anos (1337-1453) Guerra das Duas Rosas (1455-1485)