A IMPORTÂNCIA DA DUE DILIGENCE TRIBUTÁRIA

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Transcrição:

A IMPORTÂNCIA DA DUE DILIGENCE TRIBUTÁRIA Histórico A nova dinâmica dos negócios com a quebra de barreiras geográficas para atuação do capital nos investimentos e novos empreendimentos exigiu das empresas e prestadores de serviços, especialmente na área jurídica, finanças e contabilidade, o manuseio de novas técnicas para avaliação e quantificação dos riscos para a determinação do exato preço de aquisição de ativos e participações societárias. Surge então as DUE DILIGENCES, consideradas técnicas jurídicas de auditoria em apoio às especialidades financeiras e contábeis, direcionadas aos principais aspectos dos riscos legais de uma empresa (tributário, trabalhista, ambiental, societário, regulatórios, contratos públicos e privados, consumidor, responsabilidade civil, etc). Surge ao lado dos movimentos de compliance e governança corporativa após os grandes escândalos corporativos norte-americanos (dentre eles o da Enron, que acabou por afetar drasticamente a empresa de auditoria Arthur Andersen) e da crise de confiança no mercado financeiro e de capitais após o desabamento do modelo ético utilizado pelo mercado no ano de 2008. Surge daí um processo de normatização para a padronização das práticas societárias e contábeis no EUA através da Sarbanes-Oxley em 2002 (SOX-) e da International Financial Reporting Standart, iniciado em 1973, tornando obrigatória as normas padrões de contabilidade em 2009 (IFRS). No Brasil os efeitos são sentidos com a reforma da lei das S/As em 2011 e as normas anticorrupção no ano de 2013 para a responsabilização objetiva administrativa e civil de empresas pela prática de atos contra a Administração Pública, nacional ou estrangeira e da recepção da IFRS e sua adaptação à realidade empresarial brasileira através do Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Aos poucos, estas técnicas de auditorias foram entrando no cotidiano das empresas, não somente para valoração dos ativos em importantes operações societárias de M&A (mergers and acquisitions), sigla em inglês para designar transações e organização de negócios, mas para a gestão dos riscos empresariais e orientação de negócios à medida que os riscos legais passaram a influir diretamente nos riscos de crédito, de mercado e operacionais. Ocorre que realidade legislativa brasileira, principalmente para os aspectos tributários, remontou a técnica e a utilização deste método de auditoria. O excesso

legislativo desorientado, as inúmeras obrigações acessórias imputadas aos contribuintes que consomem boa parte dos recursos gerenciais e as sofisticadas técnicas de arrecadação e responsabilização tributária obrigam os gestores a fazer uso da auditoria legal com mais frequência, não somente pelos adquirentes e interessados na aquisição de uma determinada empresa, mas internamente, como instrumento de orientação para os negócios e gestão de riscos, até mesmo porque hodiernamente governança e conformidade tributária (compliance) é fator decisivo na eficiência operacional e financeiras da empresa, até mesmo de sua sobrevivência. As diversas auditorias (civil, ambiental, trabalhista, regulatória, seguros, partes relacionadas, imobiliário, anticorrupção, concorrencial, propriedade intelectual, seguros, etc) apesar da significativa importância na fixação do preço dos ativos de uma empresa e na determinação de sua exposição ao risco, não protagonizam como a tributária, por guardar esta, proximidade com as técnicas e informações contábeis (análise de demonstrações financeiras e de conformidade) e o desempenho econômico da empresa (EBITDA, etc), somado à realidade brasileira de excessiva dificuldade para a manutenção de métricas seguras de conformidade com a legislação tributária desconcertante. Uma definição Também conhecida como devida diligência ou auditoria legal para os aspectos tributários, a Due Diligence Tributária é considerada uma das técnicas mais complexas e sofisticadas do mundo corporativo utilizada nas principais e mais importantes decisões estratégicas da empresa, tais como reestruturações, planejamento tributário, planejamento sucessório, blindagem patrimonial, operações societárias (fusões, aquisições de empresas, incorporações, transformações, venda de ativos), capitação de recursos, etc. É uma verdadeira varredura nos registros e histórico não registrado da empresa em busca de passivo contingente não quantificado, qualificado e provisionado no balanço patrimonial, servindo ainda à análise de desempenho econômico da empresa sobre os seus principais indicadores (liquidez, endividamento, margem bruta, margem operacional líquida e EBITDA), declaração de conformidade segundo as melhores técnicas contábeis e de atendimento de obrigações tributárias acessórias. De sua essência, é uma importante ferramenta de gestão de riscos corporativos pois auxilia a alta gestão da empresa no estabelecimento e gerenciamento da matriz de riscos da empresa, garantindo confiabilidade às informações apresentadas a fornecedores, nos contratos públicos (declaração de idoneidade econômica e financeira), para os investidores, adquirentes da empresa e ao mercado financeiro em geral.

É muito comum em grandes companhias, pela disponibilidade de contratação destes serviços e da existência de uma equipe interna preparada, o uso frequente desta metodologia de varredura dos principais riscos para a orientação de novos empreendimentos e na restruturação de negócios, lembrando que a atividade empresária resume-se no trabalho de gerenciar riscos e obter lucro. É por fim, ferramenta de administração estratégica e governança corporativa pela confiabilidade das informações da empresa e assertividade nas decisões tanto interna como de terceiros. Um relatório de due diligence bem preparado é um valioso instrumento na condução e direcionamento dos negócios pois como já foi dito, além de levantar passivo contingente não identificado pela empresa e outros não provisionados, estabelece uma matriz de riscos e prioridades para o gestor nas principais decisões estratégicas da empresa. A técnica financeira da avaliação de ativos VALUATION- é precedida necessariamente por uma due diligente tributária, que devida a sua extensão e precisão acaba impactando decisivamente na avaliação da empresa. Principais benefícios Benefícios... Apoio na precificação e análise exposição aos riscos- Valuation. Potencialização da Gestão Tática e Estratégica para assuntos fiscais, trabalhistas, societários, contratuais, ambiental, consumidor, terceiro setor, regulatórios, concorrenciais e mercado de capitais; Oferta de informações premissas para a tomada de decisões em assuntos organizacionais, planejamento de marketing e estratégias de comunicação; Efetiva implantação do modelo de gestão de decisões com base no modelo de stakeholders e elevação do Capital Reputacional da Empresa. Identificação e elevação do nível de governança corporativa da empresa auditada. Desenvolvimento da Matriz de Gestão de Riscos, específica para o negócio averiguado. Entrega de relatório de due diligence servindo de eficiente instrumento de comunicação. Etapa indispensável no planejamento tributário, reestruturação de negócios, blindagem patrimonial e planejamento sucessório. Alcance de uma Due Diligence Tributária É difícil precisar o alcance de uma auditoria legal tributária. A depender do método utilizado pela consultoria tributária, poderá apenas visar o mapeamento de

todo o contexto que a empresa está inserida, as práticas tributárias por ela realizadas e seus relacionamentos com todas as partes interessadas, ou apenas na análise do contencioso judicial e administrativo tributário da empresa, e sua classificação de perda em remota, provável ou possível. Acreditamos ser indispensável, além da análise dos conflitos tributários que a empresa está envolvida, mas também suas principais práticas, a elencar: Responsabilidade Tributária-Legislação Correlata Responsabilidade de Sucessores Responsabilidade de Terceiros Responsabilidade por Infrações CHEK-LIST (Processos Judiciais e Administrativo, Parcelamento de Tributos, Benefícios Fiscais, Créditos Tributários, Procedimentos Administrativos Fiscais, Análise de Relatórios Internos). CHECK-LIST Auditoria Contábil-Fiscal (Lucro real- adições, exclusões, cisão parcial, extinção de participação societária, equivalência patrimonial, reavaliação e bens, IPI, ICMS, ISSQN e obrigações acessórias) CHEK-LIST para as obrigações acessórias (IR, IPI, PIS, COFINS, ICMS, ISS) Metodologia Como já adiantamos, a complexidade do trabalho de due diligence tributária está intimamente ligada à necessidade de atuação multidisciplinar (entre advogados, auditores, consultores financeiros e economistas), gestão de escopo (finalidade e prioridades específicas) e qualidade, revelando indispensável a utilização de técnicas de gestão de projetos, com a nomeação de coordenador para o gerenciamento de escopo, tempo, custo, qualidade, recursos humanos, aquisições, integração, comunicação e riscos. Como funciona A due diligence tributária é analiticamente composta pelos seguintes grupos de processos, e como todo procedimento de auditoria, é minuciosamente gerida por técnicas de gestão de projetos:

Formação de equipe multidisciplinar Relatorio de Auditoria Reunião de contextualização e definião de escopo Análise de documentos (due diligence) Solicitação de documentos Disponibilização de Documentos