O Período Regencial

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Transcrição:

O Período Regencial - 1831-1840 -> primeira experiência brasileira de poder -> "é concluído o processo de emancipação" (Caio Prado Júnior) -> "experiência republicana no seio da monarquia" (João Camilo de Oliveira Torres) -> 1831 (3 meses) - Regência Trina Provisória gerencia a eleição da Regência Trina Permanente Regência Trina Permanente (tendência liberal) * Ato Adicional de 1834 -> cria assembleias provinciais -> código de processo criminal -> estabelece o município neutro do Rio de Janeiro -> muda a Regência Trina para Regência Una -> cria os juízes de paz -> cria a Guarda Nacional É o período mais curto, mas as bases da República brasileira foram solidificadas. O grande debate é a centralização ou a descentralização. Pernambuco era um dos Estados que queriam a centralização e Minas Gerais era um dos que queriam a descentralização. De acordo com a tese de Caio Prado Júnior, com a renúncia de D. Pedro I, o Brasil realmente se emancipou e começou a se conduzir sozinho. Encerra-se o risco da reunificação com Portugal. Regência Trina Provisória -> fazia eleição para eleger a Regência Trina Permanente, composta por 3 representantes, cada um representando um dos poderes (legislativo, executivo e judiciário) enquanto Pedro de Alcântara era incapacitado para governar. Para João Camilo de Oliveira Campos, os regentes foram eleitos numa experiência republicana, apesar do Brasil ainda ser uma monarquia na época. Em menos de 9 anos ocorreram 5 rebeliões, o que mostra o quão instável foi o período. O congresso era composto, em grande parte, de liberais exaltados. "Partido" Português -> querem restaurar o poder de D. Pedro I; estavam apavorados com o Ato Adicional de 1834; enviam súplicas a D. Pedro I -> por isso ficam conhecidos como restauradores; D. Pedro I morre, então perde sentido o ideal deles; se tornam Partido Regressista -> não

querem a descentralização -> temiam o ato adicional. Os portugueses se concentravam no RJ, por isso eles não queriam a descentralização, que os faria perder poder. Partido Brasileiro quer descentralizar (razões distintas) Liberais: Moderados: elites agrárias não muito fortes; querem que o processo de descentralização seja lento e vagaroso (cuidadoso); um processo de descentralização poderia causar rebeliões separatistas; eram maioria no Parlamento. Exaltados: querem a descentralização rápida; achavam que conteriam possíveis rebeliões; elites agrárias fortes, como a pernambucana, achavam que tinham o controle da província; foram maioria dos criadores do Ato Adicional que ocorreu em 1834. Setores médios -> queriam descentralizar para facilitar pressões populares. Essas diferenças resultam em revoltas; estava um turbilhão, uma confusão. Algumas coisas mudam. Os liberais, ao perceberem que o povo poderia tomar o poder, migram para os regressistas e para os progressistas. Os moderados em sua maioria viram regressistas, que eram anti ato adicional. Os exaltados e uma minoria dos moderados viram progressistas, que eram pró ato adicional, com modificações recentralizadoras. Havia muito medo; por isso, ocorrem mudanças na Regência através da Constituição: membro da Regência permanente, apartidário, para facilitar a contenção (repressão) dos movimentos e acalmar a situação caótica -> REGÊNCIA UNA, com Padré Feijó; seria, teoricamente, mais equilibrado. Foi eficiente para sufocar os movimentos. O Ato Adicional representou o que as elites queriam desde 1822. O Ato Adicional em 2 pontos é uma emenda constitucional: regência trina -> regência una e município neutro do Rio de Janeiro) Assembleias provinciais -> permitiam o controle do poder legislativo dentro das provinciais Juiz de Paz -> pessoa reconhecida como autoridade para resolver questões não criminais. Os juízes de paz eram escolhidos pelas assembleias provinciais (ou seja, as elites -> logo, elas dominavam o poder judiciário). Guarda Nacional -> serveria para manter a ordem. A justificativa para sua criação foi que o exército estava pequeno. Quem dominava, mandava nas guardas nacionais eram as Assembleias Provinciais. Ou seja, as elites dominavam o poder Executivo. É a origem do coronelismo. As elites criavam as leis, julgavam e governavam. Elas se aproveitaram da situação do poder moderador estar suspenso, para enfraquecer o poder de D. Pedro II antes dele tomar o poder. Houve uma massiva descentralização, então.

Município neutro do Rio de Janeiro -> a força nacional só poderia intervir em alguma província se a Assembleia Provincial da província do RJ aceitasse e julgasse que seria necessário; Rio de Janeiro agora era território independente da província do Rio de Janeiro. Sede da administração central, no qual as autoridades seriam nomeadas pelo governo imperial. Essa medida agradou aos moderados, uma vez que propiciava uma centralização política. Códigos -> detalham a lei maior e determinam as punições Código de Processo Criminal -> foi criado pelo Congresso Nacional. Detalhava a lei maior e determinava as punições Enquanto o Ato Adicional está sendo implantado, ocorrem 5 revoltas. Cria-se uma certa instabilidade no poder. Revoltas Provinciais -> Cabanagem - Pa -> Balaiada - Ma -> Sabinada - Ba -> Revolta dos Malês - Ba -> Farroupilha - RS Cabanagem, Balaiada e Sabinada -> movimentos de bandeiras populares; progressistas Revolta dos Malês -> revolta exclusiva dos escravos malês Farroupilha -> articulada pela Elite, teve forte apoio popular; separatista Os setores que não foram agraciados pelo Ato Adicional chiam (setores médios, intelectuais, pobres). Por isso, ocorrem rebeliões. Cabanagem - Pa -> maior massacre de uma revolta. +/- 10.000 mortos. Explicita a condição de vida das pessoas de Belém e a briga entre exaltados e moderados. Golpe para não deixar o presidente da província (dos moderados) assumir; os exaltados não tinham exército e usaram do movimento popular que estava surgindo: trabalhadores dos portos -> cabanos; exaltados os armam e os incentivam a depor os moderados. Isso ocorre, porém os cabanos não querem ceder o poder e a situação piora; Moderados e exaltados se juntam para conter -> Conciliação por alto; houve desentendimentos porque não teve um projeto antes; os cabanos foram massacrados. Balaiada - Ma -> tipicamente urbana devido às atividades portuárias; havia muitos artesãos, que viviam de suas rendas nos portos; um dos líderes é João Balaio, um artesão. No período regencial a tributação aumentou e havia quem queria o fim desses pequenos comércios -> levou a revoltas desses artesãos, visto que o Período Regencial estava muito instável. Essas revoltas foram estimuladas pelos exaltados. Houve brigas entre os revoltosos, o que facilitou a repressão, que foi rápida (Duque de Caxias).

Sabinada - Ba -> João Luis de Sabino; projetos para república; foi reprimida. Revolta dos Malês - Ba -> revolta dos escravos malês, refinados, que promoveram um movimento para somente eles serem libertados. Exclui-se como um movimento contra a regência, pró-brasil; é próprio deles. Farroupilha - RS -> 1835 a 1845: a mais longa; liderada pelas elites gaúchas com um amplo apoio popular; buscavam melhores terras, charque; se sentiam excluídos do governo central -> não recebiam apoio/ajuda. O charque argentino chegava mais barato ao RJ que o deles; estavam tendo prejuízos (mais custo, mais perdas, mais tempo); propõe mudanças (na linha navegação Sul-RJ) ou então a separação do Brasil. Se revoltam contra o governo com objetivo separatista (República Guarani (RS) + Juliana (SC)); o povo adere porque acredita que com um país menor teriam mais benefícios e seriam levados mais em conta (ou seja, os farrapos se assemelhavam aos Caudilhos - Sul da América do Sul, pois tinha liderança armada da elite, com apoio popular para o exército, visando a separação; a diferença é que na Farroupilha eles perdem) É tão séria que mudam para Regência Una e colocam Feijó, que era do clero -> acreditavam que como ele era do clero, representaria mais poder; conteve todas revoltas, menos essa, que era muito mais forte; ele é acusado de ineficiência e de apoiá-los e então é retirado do poder. Feijó é identificado como um do Partido Liberal (formado por minoria dos progressistas; queriam manter o Ato Adicional, com mudanças) e entra Araújo Lima (Partido conservador; formado por maioria dos progressistas e pela totalidade dos regressistas; queriam

centralização). Ele demite todos os liberais e os substitui por conservadores. Tenta enfrentar os farrapos mas não consegue. Liberais lançam uma campanha pela emancipação da autoridade de Pedro de Alcântara (15 anos): - eles estavam excluídos da política - queriam conter os movimentos Dessa forma, eles diminuiriam o poder dos conservadores e se aproximaram do futuro rei. Em 1840, D. Pedro II se torna Rei.