FIDC NP Precatório Federal 4870 1 Condomínio: Fechado Administrador: Oliveira Trust DTVM S.A. Prazo: 12 anos Gestor: Oliveira Trust DTVM S.A. Data de Registro: 03/09/2008 Custodiante: Deutsche Bank S.A. Banco Alemão Classes Seniores e Subordinadas Auditor: KPMG Auditores Independentes Nr. Séries: Única Assessor Legal: Dias de Souza Advogados Associados Política de Investimento: Concentração: Benchmark Subordinação 10% Cotistas Mínimo de 70% do PL em Direitos Creditórios performados, em linha com critérios de elegibilidade e política de investimento definida no regulamento do FIDC. Restante: títulos de emissão do Tesouro Nacional; títulos de emissão do Banco Central do Brasil; operações compromissadas lastreadas nos títulos mencionados, anteriormente contratadas com Instituições Autorizadas; e cotas de fundos de investimentos referenciados à taxa DI administrados por Instituições Autorizadas, com liquidez diária. Um único Direito Creditório pode representar 100% do PL IPCA- E + 11,0% a.a. para as Cotas Seniores (sem benchmark para Cotas Subordinadas) 1 Cotista Sênior e 1 Cotista Subordinado (set/12) Regulamento 26/03/2009 Rating Classe / Série Sênior / 1ª Série 3T12 (atual) 2T12 1T12 Inicial (jul/08) - Analistas Leonardo dos Santos Pablo Mantovani Tel.: 55 11 3377 0706 Tel.: 55 11 3377 0702 leonardo.santos@austin.com.br pablo.mantovani@austin.com.br Subordinadas bra-(sf) bra-(sf) bra-(sf) - Validade do Rating: 31/jan/2013 FUNDAMENTOS DO RATING O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 23 de novembro de 2012, reafirmou o rating da Primeira Série de Cotas Seniores e bra-(sf) das Cotas Subordinadas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados Precatório Federal 4870-1 (FIDC NP PRECATÓRIO FEDERAL 4870-1). A perspectiva se manteve estável. Esta classificação estará permanentemente sujeita a alterações, de acordo com a metodologia de análise desta agência, motivo pelo qual recomenda que se verifique a classificação atualizada acessando o site www.austin.com.br. O presente monitoramento trimestral compreendeu a análise da evolução dos riscos relativos ao FIDC NP PRECATÓRIO FEDERAL 4870-1 no terceiro trimestre de 2012 (período compreendido entre os meses de julho e setembro). Desde a data de seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (03 de setembro de 2009) até o encerramento do 3º trimestre de 2012, o Fundo mantinha posição de 1 (uma) Cota Sênior e 202 Cotas Subordinadas. A classificação se fundamentou na metodologia de avaliação de risco de FIDCs em análise apoiada nas informações disponibilizadas pelo Custodiante, como: Posição da Carteira Diária, Atas das Assembleias, Alvarás de Levantamento dos pagamentos, as quais foram consideradas suficientes e colaboraram para a fundamentação dos ratings, alinhadas à metodologia da Austin Rating. Porém, para este monitoramento não foi recebido do Administrador do Fundo o parecer do Assessor Legal atualizado como forma de relatar a evolução processual dos precatórios, bem como o questionário com a relação dos pagamentos já realizados no ambiente do fundo e o mapa de evolução de cotas. O FIDC NP - Precatório Federal 4870-1 tem como objetivo proporcionar aos seus cotistas a valorização das suas cotas, por meio da aplicação de recursos na aquisição de direitos creditórios, de acordo com a sua política de investimento e critérios de elegibilidade constantes no regulamento do fundo. Em caráter complementar, o fundo aplicará seus recursos em Outros Ativos, de acordo com a sua política de investimento. Desse modo, as aplicações do FIDC estarão compostas primordialmente de um único direito creditório, conforme definido no capitulo VII, número 1 do regulamento do fundo
(direitos creditórios detidos pela cedente contra a União, derivados de ação judicial estabelecida pela reclamante contra a União, que deu origem ao precatório n 2006.01.98.037874-7). A classificação reflete o perfil do lastro do Fundo (um precatório expedido na esfera Federal), ao histórico de pagamento de parcelas, bem como no baixo risco de liquidez, uma vez que o Fundo adota o Regime de Caixa para o pagamento aos Cotistas vis-à-vis o longo prazo de duração do Fundo. Entretanto, a classificação poderá sofrer impacto negativo, no caso de alteração da opinião do assessor legal quanto ao êxito na ação, bem como, pela manutenção de decisão judicial contrária ao Fundo por longo prazo. A classificação também incorpora a maior insegurança jurídica ligada às sucessivas ações impetradas pela União, visando suspender os pagamentos das parcelas do precatório e a reversão da cessão dos créditos e, por outra parte, as recentes decisões desfavoráveis ao Fundo na Justiça Federal. Como fator positivo, destaca-se o pagamento de três parcelas no ambiente do Fundo e, a consequente amortização das Cotas Seniores e Subordinadas, de acordo com o Regime de Caixa adotado. Como fato relevante, destaca-se o pagamento da 6ª parcela do precatório no montante de R$ 49.823.020,44 no dia 27 de julho de 2012, com consequente amortização das cotas. A partir do histórico das cotas fornecido pelo Fundo, foi verificada a amortização no valor de R$ 180.700,70 por cota para as Cotas Seniores e, posteriormente, R$ 254.112,22 por cota para as Cotas Subordinadas, tal fato considerado de maneira positiva nesta classificação. Ademais, em dezembro de 2011 foi apurada uma falha na metodologia de precificação das cotas do Fundo em virtude da desatualização da cesta de índices empregados como referência, sendo que a atualização da planilha utilizada operava com informações obsoletas, de acordo com o Deutsche Bank. O erro foi corrigido no dia 16 de dezembro de 2011 pelo Custodiante e posteriormente reportado ao Administrador mediante troca de mensagens eletrônicas ocorrida nas últimas semanas do referido mês. No entendimento da Austin Rating o perfil de risco do Fundo não se deteriorou pelos fatos mencionados. A reafirmação da classificação fundamenta-se basicamente nos seguintes aspectos: (i) na elevada rentabilidade dos direitos creditórios que compõem o ativo do FIDC. Esta é definida essencialmente pela importante taxa de desconto (diferença entre o valor atualizado do crédito e o valor de aquisição pelo FIDC), pela qual o FIDC NP - Precatório Federal 4870-1 adquiriu o Precatório (único direito creditório a ser adquirido pelo FIDC). Neste sentido, a taxa de desconto aplicada no crédito cedido ao fundo (precatório) representa uma elevada proteção para que os cotistas, tanto detentores de Cotas Seniores como das Cotas Subordinadas, recebam o valor do principal investido. No caso das cotas seniores, destaca-se que o nível de desconto aplicado na cessão, o significativo nível de subordinação se materializam em fatores mitigadores de risco. Estes garantem em alto grau o pagamento, não exclusivamente do principal, mas também viabilizam a realização do benchmark de remuneração estabelecido para as Cotas Seniores; (ii) foram consideradas as características estruturais do FIDC dispostas no seu Regulamento, destacando-se os pontos mitigadores de risco, as características de seu único lastro, o precatório expedido contra a União, a ser pago em 10 parcelas anuais conforme disposto na EC 30. Até a data desse monitoramento restam pendentes de pagamento pela União, cinco parcelas, sendo que o primeiro pagamento realizado no ambiente do Fundo realizou-se em abril de 2009, o segundo em outubro de 2010 e o terceiro em agosto de 2011; (iii) é importante destacar que a meta de rentabilidade mensal para as Cotas Seniores tem sido alcançada ao longo do histórico do Fundo, garantida pelas Cotas Subordinadas que têm sua rentabilidade recomposta a cada pagamento das parcelas anuais. Apesar do IPCA apresentar variação média no primeiro semestre de 2012 de 0,38% ao mês, a rentabilidade do fundo apresentou retorno médio mensal de 1,29%, ou seja, sempre superior a 200% do IPCA; (iv) foi considerado positivamente o pagamento de três parcelas do precatório nº 1999.34.00.008662-2 no ambiente do Fundo, em abril de 2009, no valor de R$ 36.403.732,59 (3ª parcela do precatório); em outubro de 2010, no valor de R$ 42.107.190,91 (4ª parcela do precatório); e agosto de 2011 no valor de R$ 48.210.225,37 (5ª parcela do precatório). Portanto, como o Fundo adota a amortização de cotas em Regime de Caixa, ocorreu amortização parcial das Cotas Seniores e Subordinadas, posteriores aos pagamentos. De acordo com o regime de caixa adotado pelo fundo, a amortização parcial das cotas subordinadas é permitida após a amortização das cotas seniores. Embora o histórico não signifique garantia do futuro cumprimento do cronograma para a amortização deste crédito (de acordo com os termos estipulados na EC30/2000 e EC 62/2009), configura um precedente importante com respeito à amortização do mesmo, com impacto positivo no seu perfil de risco. Os pagamentos se iniciaram em 2005 (no ambiente do fundo a partir de 2009), quando foram pagas duas parcelas, seguidos por pagamentos das parcelas subsequentes em maio de 2006, abril de 2007, janeiro de 2008, maio de 2009, maio de 2010 (recursos depositados pela União em maio e levantados pelo Fundo em novembro de 2010) e julho de 2011. Desta forma, encontram-se pendentes de amortização e recebimento pelo Página 2 de 9
Fundo as cinco parcelas finais; (v) a União, responsável pelo pagamento do precatório, tem apresentado nos últimos exercícios significativas melhoras na capacidade de pagamento da sua dívida. Ademais, o recente histórico de pagamentos de precatórios da União tem sido favorável, este tem se caracterizado por: pagamentos de precatórios em dia (cumprimento de cronograma estipulado pela Justiça Federal); antecipação de pagamento de parcelas (com o objetivo de economizar com pagamentos de juros e correção monetária). A classificação ponderou, com elevado peso, a conjunção destes dois fatores melhora na capacidade de pagamento da União, evidenciado entre outros aspectos, pela melhora na relação Dívida Líquida Total/PIB, passando de 39,1% em 2010 para 35,0% em maio de 2012 e também no cumprimento da meta de superávit primário para 2011 alcançando 3,11% do PIB e 3,33% em fev/12 e no perfil de risco de crédito da União e cumprimento de suas obrigações associadas ao pagamento de precatórios os quais, no entendimento do Comitê de Risco da Austin Rating, são fatores determinantes do perfil de risco deste crédito e, consequentemente, do Fundo; e (vi) o elevado percentual de Cotas Subordinadas, superior a 99% do PL ao longo dos últimos trimestres, representa importante fator de proteção para as Cotas Seniores contra eventuais perdas associadas a descasamentos, entre as taxas que remuneram o lastro e o seu benchmark. Paralelamente, a elevada participação de Cotas Subordinadas reduz o risco de descasamento de taxas por não apresentarem meta de remuneração. Dentre os fatores que limitam a classificação das Cotas, citamos: (i) A origem do crédito cedido ao fundo está ligada a um processo de desapropriação de terras, onde tanto os proprietários do precatório como o devedor (União) diferem sobre a sua validade/mérito, sendo necessária a mediação da justiça para decidir sobre a validade quanto ao montante do crédito. A postura do devedor tem sido a de frustrar o pagamento desta obrigação durante todo o processo judicial. Isso denota, no parecer desta agência, um caráter de inadimplemento, por parte do devedor, com relação ao devido cumprimento das suas obrigações e uma posição desfavorável ao devedor, com relação ao cumprimento das obrigações vinculadas ao precatório; (ii) Dado o longo prazo para a amortização do Precatório, restando ainda 05 (cinco) parcelas anuais pendentes, existe a possibilidade de deterioração nas finanças da União, o que pode afetar o devido cumprimento do cronograma de pagamento do Precatório (ex.: o início dos pagamentos não garante a continuidade dos mesmos); (iii) a carteira do fundo está concentrada em um único direito creditório (Precatório) e concentrada em um único devedor (União Federal), ferindo critérios de pulverização de risco e; (iv) A promulgação da EC 62, e consequente alteração do indexador da correção dos valores dos precatórios de IPCA-E + 6% a.a. para o índice oficial de correção e percentual de juros incidentes sobre a caderneta de poupança (Taxa Referência TR + 6% a.a.), implica no aumento da exposição ao risco de mercado, na medida em que há descasamento entre as taxas de correção do lastro do Fundo e o benchmark pretendido para as Cotas Seniores. Ao longo dos últimos trimestres o Fundo tem apresentado desempenho satisfatório desde o início de seu funcionamento, atingindo o benchmark estipulado para as Cotas Seniores e rentabilizando de maneira significativa as Cotas Subordinadas pela marcação a mercado do valor dos direitos creditórios, acumulando rentabilidade de 18,30% e 30,46%, respectivamente, em 2011. De janeiro até o fim do terceiro trimestre de 2012, a rentabilidade acumulada das Cotas Seniores foi de 12,36% e das Cotas Subordinadas 27,67%, ao passo que a inflação (IPCA) neste período foi de 3,77%. Histórico do Direito Creditório Com base na Lei nº 4.870/65, o Governo Federal estipulava preços do setor sucroalcooleiro, por meio do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool IAA. Esta lei definia o critério para fixação de preços, que deveriam ser embasados por pesquisas contábeis e outras técnicas complementares da Fundação Getúlio Vargas FGV. Entretanto, houve divergência entre os valores alcançados pelos estudos da FGV e os preços definidos pela União, sendo que, é nesta diferença, apurada durante o período de dezembro de 1989 e novembro de 1994 que tem origem a ação movida pela Usina Santa Elisa S.A.. A ação (n 94.0015714-2) teve trânsito em julgado, proferido em setembro de 1998, favorável à Usina Santa Elisa, prevendo indenização de R$ 309.478.315,91 em favor da reclamante, válida para março de 2006, objeto de execução de sentença de execução n 1999.3400.0088662-2, sendo expedido o precatório n 2006.01.98.037874-7. Em junho de 2006, o precatório foi apresentado para o pagamento, obedecendo às determinações da Emenda Constitucional N 30, de 13 de setembro de 2000 (EC 30/00), para inclusão no orçamento do ano seguinte, desta forma, a primeira das dez parcelas anuais previstas foi paga em 25 de abril de 2007 no valor de R$ 31.895.593,68. A segunda parcela foi paga em janeiro de 2008 no valor de R$ 33.137.136,68 e a terceira, em abril de 2009, no valor de R$ 36.403.732,59. A quarta parcela foi paga em 2010, no montante de R$ 42.107.190,91, a quinta parcela foi paga em Página 3 de 9
agosto de 2011 no valor R$ 48.210.225,37 e a sexta em julho de 2012 no montante de R$ 49.823.020,44, o que levou a amortização parcial das cotas, de acordo com o critério de caixa adotado pelo Fundo. Em relação à ação rescisória (n 2000.01.00.130156-0) ajuizada novembro de 2000, junto ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região TRF1, declarando violação literal de lei n 4870/65, foi julgada improcedente em março de 2009. Desta forma, ainda resta a União recorrer ao STJ e STF, entretanto, o Assessor Legal considera remota a possibilidade de êxito da União Federal. A União também ajuizou Medida Cautelar (nº 2006.01.00.024208-4) com o objetivo de bloquear o pagamento das parcelas, sendo que esta foi indeferida por se considerada improcedente pelo TRF-DF, entretanto, a União pode recorrer da decisão. O trânsito em julgado do acórdão foi certificado em novembro de 2010 e enviado ao arquivo judicial. Caso a decisão de manter a Usina Santa Elisa no pólo ativo da ação de execução nº 1999.34.00.008662-2 e permitir a compensação de créditos e débitos entre credor e devedor, o Fundo incorre nos seguintes riscos: (a) os pagamentos das parcelas anuais serão levantados em nome da Usina Santa Elisa, diretamente na conta de titularidade do Fundo, através de procuração. Neste caso haverá incidência de alíquota de 3% de imposto de renda na fonte, ao contrário do que acontece quando os recursos são levantados diretamente no ambiente do Fundo; (b) retenção de quantia suficiente para satisfação do crédito tributário, sem detalhamento de como a operação seria realizada. Desta forma, pode haver margem para interpretação de que os recursos provenientes dos pagamentos das parcelas podem ficar retidos até a decisão final sobre a Execução Fiscal; (c) Retenção do montante referente aos débitos inscritos em dívida ativa da Usina Santa Elisa. Assim, o Fundo deverá buscar ressarcimento da redução dos valores junto à Usina Santa Elisa; e (d) o valor de R$ 18.074.052,43 do débito inscrito em dívida ativa pode aumentar e impactar em maior medida o Fundo. De acordo com o Assessor Legal, a expectativa é de que a decisão seja favorável à empresa Cedente, opinião que colabora para a definição do perfil de risco do crédito. Vale ressaltar que o risco analisado envolve não somente o pagamento do montante total, mas também o risco de atraso da amortização das parcelas, já que podemos observar que o trâmite de ações que envolvem precatórios tem prazo de definição consideravelmente longo. Evolução Processual no último trimestre No terceiro trimestre de 2012, objeto desta classificação, foi verificado apenas o pagamento da 6ª parcela do precatório no valor de R$ 49.823.020,44 realizado no dia 27 de julho de 2012, conforme documentos enviados para este monitoramento. Contudo, não foi possível verificar a ocorrência de alterações processuais na ação de origem do precatório, pois não foi recebido o parecer atualizado do Assessor Legal do Fundo, de forma a relatar a evolução processual do precatório. Foram apresentados recursos especial e extraordinário, em 18 de fevereiro de 2010, visando reformar a decisão sobre a retenção da parcela para pagamento do débito inscrito em dívida ativa, considerando ao mesmo tempo integralmente válida a cessão do precatório ao Deutsche Bank. Em 25 de março de 2011, os recursos foram admitidos pela Vice- Presidência do TRF da 1ª Região e em 04 de outubro de 2011 o recurso especial da empresa foi autuado no STJ. O processo foi distribuído ao juiz da 1ª Turma e os autos estão finalizados desde o dia 07 de novembro de 2011. Paralelamente, foi protocolada petição requerendo que fosse determinada a retenção dos valores decorrentes de execução fiscal movida contra a Usina Santa Elisa somente nas últimas parcelas do precatório, tendo em vista que (a) existem bens oferecidos em garantia na execução fiscal, capazes de saldar o crédito; (b) a empresa peticionou naqueles autos requerendo a sua adesão ao parcelamento previsto na Lei nº 11.941/09; e (c) o valor da última parcela do precatório é mais do que suficiente para quitar o débito fiscal. Em 09 de Junho de 2011, foi publicado despacho mantendo a decisão que determinou o processamento do agravo interposto pela União de forma retida. A decisão transitou em julgado em 19 de Julho de 2011 e, na mesma data, os autos foram remetidos à primeira instância. Em relação à expectativa de êxito, o assessor jurídico mantém sua opinião expressada em pareceres anteriores, indicando que a União Federal não possui razão em qualquer de suas alegações, mostrando-se igualmente improcedentes aquelas adotadas como razões de decidir na parte em que se atendeu ao pleito da União, pela Quinta Turma do TRF-DF. Em relação ao 1º trimestre de 2012, objeto deste monitoramento, não ocorreram alterações significativas e modificações no curso do processo que incorressem em modificação do perfil de risco do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados Precatório Federal 4870-1 (FIDC NP - Precatório Federal 4870-1). Página 4 de 9
INFORMAÇÕES UTILIZADAS A classificação se fundamentou na metodologia de avaliação de risco de FIDCs e também se apoiou nas informações disponibilizadas pelo Custodiante, como Posição da Carteira Diária, Atas das Assembleias demonstrações financeiras auditadas, as quais colaboraram para a fundamentação deste relatório, em aderência à metodologia da Austin Rating para avaliação de riscos de Fundos de Investimentos. Para este monitoramento não foi recebido pelo Administrador do fundo o parecer do Assessor Legal atualizado. Ressalta-se que as últimas demonstrações financeiras disponibilizadas pelo Fundo, de 30 de abril de 2011, foram auditadas com ressalvas, dada a inexistência de informação na qual fosse possível comprovar a sobretaxa de risco adequada a ser utilizada na marcação do valor justo dos direitos creditórios do Fundo. O rating considerou a legislação vigente para o pagamento dos precatórios (EC 30/2000 e EC 62/2009) bem como para as cessões (presente no Código Civil), sendo que, eventuais alterações no marco legal ou regulatório, poderão impactar no perfil de risco das Cotas avaliadas de forma significativa. As informações disponibilizadas foram consideradas satisfatórias e colaboraram para a fundamentação deste relatório em aderência à metodologia de classificação de risco. A presente análise de monitoramento teve por base informações consideradas fidedignas encaminhadas pelas partes responsáveis pelo fundo (Gestor, Administrador, Custodiante) e auditores contratados para a verificação por lastro. Desse modo, a Austin Rating não utiliza mecanismos para verificação das informações recebidas pelas partes acima citadas. A análise considera a premissa que a cessão dos direitos creditórios para o fundo é válida, definitiva e verificada pelos responsáveis e, portanto, os recebíveis não estão sujeitos a vícios que poderiam sujeitar o FIDC a riscos de fungibilidade/formalização do lastro. Enquadramento Parâmetro Jul/12 Ago/12 Set/12 Dir. Creditórios / PL Mínimo 50% enquadrado enquadrado enquadrado Subordinação 10,0% enquadrado enquadrado enquadrado Benchmark IPCA + 11% a.a. enquadrado enquadrado enquadrado Posição da Carteira e % do PL Títulos/Datas 16/07/2012 % 31/07/2012 % 15/08/2012 % 31/08/2012 % 13/09/2012 % 28/09/2012 % Direitos Creditórios 179.665.569 99,7 131.834.695 99,3 133.155.098 99,0 134.269.960 99,1 135.937.279 99,1 138.080.133 99,2 Total Dir. 179.665.569 99,7 131.834.695 99,3 133.155.098 99,0 134.269.960 99,1 135.937.279 99,1 138.080.133 99,2 Creditórios Op. 1.184.251 0,7 1.274.760 1,0 1.254.940 0,9 1.249.099 0,9 1.224.780 0,9 1.219.883 0,9 Compromissadas Caixa 12.275 0,0 25.669 0,0 12.139 0,0 10.854 0,0 14.702 0,0 11.943 0,0 Total Geral da Carteira 180.862.094 100,4 133.135.124 100,2 134.422.177 100,0 135.529.913 100,0 137.176.761 100,0 139.311.959 100,0 PDD 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 PL 180.227.138 100,0 132.819.242 100,0 134.459.693 100,0 135.481.456 100,0 137.136.773 100,0 139.262.925 100,0 Página 5 de 9
Composição da Carteira 400.000.000 350.000.000 300.000.000 250.000.000 200.000.000 150.000.000 100.000.000 50.000.000-16/7/2012 31/7/2012 15/8/2012 31/8/2012 13/9/2012 28/9/2012 Direitos Creditórios Op. Compromissadas Caixa LP Posição do PL Data Cota Sênior Cota Subordinada Quant. $ / Unid. $ Total Quant. $ / Unid. $ Total % do PL $ Total do PL 28/09/2012 1 928.448,57 928.448,57 202 684.824,14 138.334.476,12 99,33% 139.262.924,69 31/08/2012 1 916.241,55 916.241,55 202 666.164,43 134.565.214,20 99,32% 135.481.455,75 31/07/2012 1 904.563,98 904.563,98 202 653.042,96 131.914.678,50 99,32% 132.819.242,48 29/06/2012 1 1.071.038,85 1.071.038,85 202 873.636,47 176.474.566,95 99,40% 177.545.605,80 31/05/2012 1 1.059.843,08 1.059.843,08 202 855.839,04 172.879.485,15 99,39% 173.939.328,23 30/04/2012 1 1.047.494,95 1.047.494,95 202 839.526,77 169.584.407,20 99,39% 170.631.902,15 30/03/2012 1 1.034.030,70 1.034.030,70 202 810.076,03 163.635.358,48 99,37% 164.669.389,18 29/02/2012 1 1.019.993,20 1.019.993,20 202 788.282,95 159.233.155,09 99,36% 160.253.148,29 31/01/2012 1 1.006.642,41 1.006.642,41 202 767.409,88 155.016.795,23 99,35% 156.023.437,64 30/12/2011 1 991.581,18 991.581,18 202 744.090,39 150.306.259,03 99,34% 151.297.840,21 30/11/2011 1 977.695,70 977.695,70 202 783.816,74 158.330.981,07 99,39% 159.308.676,77 31/10/2011 1 965.119,50 965.119,50 202 753.901,15 152.288.031,63 99,37% 153.253.151,13 30/09/2011 1 949.865,47 949.865,47 202 733.336,48 148.133.968,56 99,36% 149.083.834,03 Página 6 de 9
Evolução no Valor do PL Total (em R$) 1.100.000 1.080.000 1.060.000 1.040.000 1.020.000 1.000.000 980.000 960.000 940.000 920.000 900.000 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 190.000.000 180.000.000 170.000.000 160.000.000 150.000.000 140.000.000 130.000.000 120.000.000 110.000.000 100.000.000 Cota Sênior Cota Subordinada (eixo dir.) Rentabilidade Mensal da Cota Data IPCA (%) Cota Sênior Cota Subordinada Rent. (%) % IPCA Rent. (%) % IPCA 28/09/2012 0,57 1,33 233,74 2,80 491,42 31/08/2012 0,41 1,29 314,87 2,01 490,07 31/07/2012 0,43 1,35 313,50 3,69 858,95 29/06/2012 0,08 1,06 1.320,45 2,08 2599,41 31/05/2012 0,36 1,18 327,45 1,94 539,73 30/04/2012 0,64 1,30 203,46 3,64 568,06 30/03/2012 0,56 1,38 245,76 2,76 493,68 29/02/2012 0,45 1,33 294,73 2,72 604,43 31/01/2012 0,21 1,52 723,29 3,13 1.492,36 30/12/2011 0,50 1,42 284,05-5,07-1.013,66 30/11/2011 0,52 1,30 250,59 3,97 763,10 31/10/2011 0,43 1,61 373,47 2,80 652,15 Página 7 de 9
Rentabilidade (em %) 1,8 1,6 1,4 1,2 1,0 0,8 0,6 0,4 0,2 0,0 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 6,00 4,00 2,00 0,00-2,00-4,00-6,00 IPCA (%) Cota Sênior Cota Subordinada (eixo dir.) 35,0 Rentabilidade Acumulada (em %) 30,0 25,0 20,0 15,0 10,0 5,0 0,0 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 IPCA Cota Sênior Cota Subordinada Página 8 de 9
Escala Nacional de Ratings de Crédito de Longo Prazo para Cotas de FIDCs Para a classificação de Cotas emitidas por Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, a Austin Rating utiliza uma escala nacional, identificada pelo prefixo br. A escala de rating de crédito de longo prazo de Fundos prevê a utilização dos diferenciadores + (mais) e (menos) entre as categorias AA e B, os quais servem para identificar uma melhor ou pior posição dentro destas categorias de rating. A partir de 27 de setembro de 2012, a Escala de Ratings de Crédito de Cotas de FIDCs da Austin Rating passou a incluir o sufixo (sf), que serve para diferenciar ratings de emissões em finanças estruturadas dos demais ratings. braaa(sf) As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência próxima a zero, a qual garante excepcional margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma elevadíssima relação entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é quase nulo. braa(sf) bra(sf) As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência baixíssima, a qual garante ótima margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma relação muito elevada entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é irrisório. As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência muito baixa, a qual garante margem de cobertura muito boa para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma relação elevada entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é muito baixo. brbbb(sf) As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência baixa, a qual garante boa margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma relação adequada entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é baixo. brbb(sf) brb(sf) As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência em nível médio, podendo afetar a margem de cobertura para o pagamento do principal acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma relação apenas razoável entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é moderado. As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência em nível acima da média do segmento, a qual pode afetar fortemente a margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma relação menos do que razoável entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é médio. brccc(sf) As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência elevada, a qual afetou a margem de cobertura para o pagamento do principal acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma baixa relação entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira, condicionando a desvalorização de suas cotas. O risco é alto. brcc(sf) brc(sf) As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência muito elevada, a qual afetou fortemente a margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma relação muito baixa entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira, condicionando forte desvalorização de suas cotas. O risco é muito alto. A elevadíssima inadimplência da carteira levou o FIDC à situação de default. Não mais existe qualquer tipo de proteção adicional. O risco é altíssimo. Rating é uma classificação de risco, por nota ou símbolo. Esta expressa a capacidade do emitente de título de dívida negociável ou inegociável em honrar seus compromissos de juros e amortização do principal até o vencimento final. O rating pode ser do emitente, refletindo sua capacidade em honrar qualquer compromisso de uma maneira geral, ou de uma emissão específica, onde é considerada apenas a capacidade do emitente em honrar aquela obrigação financeira determinada. As informações obtidas pela Austin Rating foram consideradas como adequadas e confiáveis. As opiniões e simulações realizadas neste relatório constituem-se no julgamento da Austin Rating acerca do emitente, não se configurando, no entanto, em recomendação de investimento para todos os efeitos. Para conhecer nossas escalas de rating e metodologias, acesse: www.austin.com.br Todos os direitos reservados. 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