FIDC NP PRECATÓRIOS FEDERAIS DB II
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- David Mirandela Azambuja
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1 23/nov /2012 FIDC NP PRECATÓRIOS FEDERAIS DB II Condomínio: Fechado Administrador: Oliveira Trust DTVM S.A. Prazo: Até 18 de março de 2020 Gestor: Oliveira Trust DTVM S.A. Data de Registro: 31/10/2008 Custodiante: Deutsche Bank S.A. Banco Alemão Classes Seniores e Subordinadas Auditor: KPMG Auditores Independentes Nr. Séries: Única Assessor Legal: Souza, Cescon, Barrieu & Flesch Advogados Política de Investimento: Concentração: Benchmark Subordinação 10% Mínimo de 50% do PL em Direitos Creditórios performados, em linha com critérios de elegibilidade e política de investimento definida no regulamento do FIDC. Restante: títulos de emissão do Tesouro Nacional; títulos de emissão do Banco Central do Brasil; operações compromissadas lastreadas nos títulos mencionados, anteriormente contratadas com Instituições Autorizadas; e cotas de fundos de investimentos referenciados à taxa DI administrados por Instituições Autorizadas, com liquidez diária. Um único Direito Creditório pode representar 100% do PL 11,0% a.a. para as Cotas Seniores (sem benchmark para as Cotas Subordinadas) Nº de Cotistas 1 Cotista Sênior e 1 Cotista Subordinado (set12) Regulamento 22/12/2008 Rating Classe / Série Sênior Subordinadas Validade dos Ratings: Analistas 3T12 Jun/08 2T12 1T12 Leonardo dos Santos Pablo Mantovani (atual) (Inicial) braa(sf) braa(sf) braa(sf) braa(sf) Tel.: Tel.: Estável Estável Estável Estável [email protected] [email protected] braa(sf) braa(sf) braa(sf) braa(sf) Estável Estável Estável Estável 31/jan/2013 FUNDAMENTOS DO RATING O Comitê de Classificação de Risco da Austin Rating, em reunião realizada no dia 23 de novembro de 2012, manteve a classificação braa(sf) e a perspectiva estável para as Cotas Seniores e Subordinadas do Fundo de Investimento em Direitos Creditórios Não Padronizados Precatórios Federais DB II (FIDC NP DB II). Esta classificação estará permanentemente sujeita a alterações, de acordo com a metodologia de análise desta agência, motivo pelo qual recomenda verificar a classificação atualizada acessando o site O presente monitoramento trimestral compreendeu a análise da evolução dos riscos relativos ao FIDC NP PRECATÓRIO FEDERAIS DB II no terceiro trimestre de 2012 (período compreendido entre os meses de julho e setembro). Desde a data de seu registro na Comissão de Valores Mobiliários (31 de março de 2008) até o encerramento do 2º trimestre de 2012, o Fundo mantinha posição de 01 (uma) Cota Sênior e 61 (sessenta e uma) Cotas Subordinadas. A classificação se fundamentou na metodologia de avaliação de risco de FIDCs e também se apoiou nas informações disponibilizadas pelo Custodiante, como: Posição da Carteira em relação ao PL, Atas das Assembleias, Alvarás de Levantamento dos pagamentos, as quais foram consideradas suficientes e colaboraram para a fundamentação do rating, alinhadas à metodologia da Austin Rating. Porém, para este monitoramento não foi recebido do Administrador do Fundo a posição da carteira diária e o parecer do Assessor Legal atualizado como forma de relatar a evolução processual dos precatórios, bem como o questionário com a relação dos pagamentos já realizados no ambiente do fundo. O FIDC NP Precatórios Federais DB II, constituído sob a forma de condomínio fechado, tem por objetivo a aplicação de recursos na aquisição de direitos creditórios, adquiridos do Deutsche Bank que, por sua vez, adquiriu da Usina Rio Brilhante S/A (reclamante), vinculados a créditos que o reclamante detinha contra a União, oriundos de sentença transitada em julgado na ação ordinária n de 15/02/2000, os quais foram caracterizados por meio de emissão do Precatório nº em março de 2003, no montante de R$ ,31. No terceiro trimestre de 2012 não ocorreram fatos importantes, de modo que o último acontecimento relevante refere-se ao último trimestre de 2011, quando foi detectado um erro na metodologia de precificação das cotas do Fundo, em virtude
2 da desatualização da cesta de índices empregados como referência, sendo que a atualização da planilha utilizada operava com informações obsoletas, de acordo com o Deutsche Bank. O erro foi corrigido no mês de dezembro de 2011 pelo Custodiante e posteriormente reportado ao Administrador, de maneira que este evento impactou negativamente a rentabilidade das Cotas Subordinadas Juniores no referido mês. No entendimento da Austin Rating esta correção decorrente do ajuste no modelo de precificação e a magnitude na desvalorização não alteraram o perfil de risco do Fundo. A manutenção da classificação das Cotas Subordinadas e das Cotas Seniores da Primeira Série fundamenta-se basicamente: (i) na elevada rentabilidade dos direitos creditórios que dão lastro ao FIDC. Esta é definida essencialmente pela importante taxa de desconto (diferença entre o valor atualizado do crédito e o valor de aquisição pelo FIDC), pela qual o FIDC NP Precatórios Federais DB II adquiriu o Precatório. Neste sentido, a taxa de desconto aplicada no crédito cedido ao fundo (precatório) representa uma elevada proteção para que os cotistas, tanto detentores de cotas seniores como das Cotas Subordinadas, recebam o valor do principal investido; (ii) é importante destacar que a meta de rentabilidade mensal para as Cotas Seniores tem sido alcançada ao longo do histórico do fundo, com o IPCA atingindo variação média nos últimos 12 meses de 0,43% ao mês e a rentabilidade do Fundo atingindo retorno médio mensal de 1,34% no mesmo período, ou seja, sempre superior a 200% do IPCA. Em 2012, até o mês de setembro o IPCA acumulou alta de 3,77%, enquanto a rentabilidade das Cotas Seniores foi de 12,36% e as Cotas Subordinadas de 17,89%. Ressalta-se que os precatórios que dão lastro ao Fundo tem tido seu valor atualizado de acordo com critério desenvolvido pelo Deutsche Bank para marcação a mercado; (iii) o Fundo mantinha, ao final de setembro de 2012, posição líquida de R$ 738,8 mil em caixa e títulos públicos. Esse volume é considerado satisfatório para eventuais despesas, dado que a amortização é realizada pelo regime de caixa, ou seja, as amortizações são efetuadas de acordo com o recebimento de recursos; (iv) foi considerado positivamente o pagamento de duas parcelas do precatório no ambiente do Fundo, em abril de 2009, no valor de R$ ,74 (correspondente à sexta parcela) em novembro de 2010, no valor de R$ ,90 (referente à sétima parcela) e julho de 2011 no valor de R$ ,32 (relativo à oitava parcela), para tanto aguarda-se o pagamento da nona parcela referente ao ano de Como o Fundo adota a amortização pelo Regime de Caixa, ocorreu amortização parcial das Cotas Seniores e Subordinadas. De acordo com o regime de caixa adotado pelo fundo, a amortização parcial das cotas subordinadas é permitida após a amortização das cotas seniores. Embora esta evolução não necessariamente seja garantia do futuro cumprimento do cronograma para a amortização deste crédito (de acordo com os termos estipulados na EC30/2000 e EC 62/2009), configura um precedente importante com respeito à amortização do mesmo, com impacto positivo no seu perfil de risco. Os pagamentos se iniciaram em 2005 (a partir de 2009 no ambiente do fundo), quando foram pagas duas parcelas, seguidos por pagamentos das parcelas subsequentes em maio de 2006, abril de 2007, janeiro de 2008, maio de 2009, maio de 2010 (recursos depositados pela União em maio e levantados pelo Fundo em novembro de 2010) e julho de Desta forma, encontram-se pendentes de amortização e recebimento pelo Fundo as duas parcelas finais, sendo uma deles previsto para ocorrer em 2012; (v) a União, responsável pelo pagamento do precatório, tem apresentado nos últimos exercícios significativas melhoras na capacidade de pagamento da sua dívida. Ademais, o recente histórico de pagamentos de precatórios da União tem sido favorável, este tem se caracterizado por: pagamentos de precatório em dia (cumprimento de cronograma estipulado pela Justiça Federal); antecipação de pagamento de parcelas (com o objetivo de economizar com pagamentos de juros e correção monetária). A classificação atribuída ponderou com elevado peso a conjunção destes dois fatores melhora na capacidade de pagamento da União, evidenciado entre outros aspectos, pela melhora na relação Dívida Líquida Total/PIB, passando de 39,1% em 2010 para 35,0% em mai/12 e também no cumprimento da meta de superávit primário para o ano de 2011 alcançando 3,11% do PIB e 3,33% em fev/12e no perfil de risco de crédito da União e cumprimento de suas obrigações associadas ao pagamento de precatórios os quais, no entendimento do Comitê de Risco da Austin Rating, são fatores determinantes do perfil de risco deste crédito e, consequentemente, do Fundo; e (vi) o elevado percentual de Cotas Subordinadas, próximo a 98% do PL ao longo dos últimos trimestres, superior a representa importante fator de proteção para as Cotas Seniores contra eventuais perdas associadas a descasamentos, entre as taxas que remuneram o lastro e o seu benchmark. Paralelamente, a elevada participação de Cotas Subordinadas reduz o risco de descasamento de taxas por não apresentarem meta de remuneração. Apesar da existência de elevada subordinação presente no fundo, o Comitê considera que as Cotas Seniores e Subordinadas se encontram em um patamar de risco similar, devido: (i) ao principal ativo do fundo estar constituído por um único crédito (precatório) e um único devedor (União), desse modo, a eventual inadimplência no pagamento do 2
3 crédito (ex.: atraso ou inadimplência na amortização de parcelas do precatório) afetará, de forma similar, o valor das cotas seniores e das cotas subordinadas; e (ii) o fundo prevê no seu regulamento a amortização proporcional das cotas (seniores e subordinadas), em função da parcela do crédito amortizada. Prevê-se a amortização do principal em 3 parcelas, de acordo com um cronograma de pagamentos específico (parcelas iguais, consecutivas e anuais). Embora seja prevista a amortização prioritária e proporcionalmente para as cotas seniores, entende-se que estas parcelas são fixas e realizadas em um único pagamento anual. Entretanto, ressalta-se que, no caso de ocorrência de evento que impacte no valor do Direito Creditório ou que necessite de formação de provisão, poderá haver descolamento entre os níveis de risco das Cotas Seniores e das Cotas Subordinadas. Por outro lado, foram considerados fatores que limitam a classificação, dentre os quais citamos: (i) apesar de o Precatório caminhar para liquidação, com 02 (duas) parcelas à vencer e prazo para encerramento em 2013, existe a possibilidade de deterioração nas finanças da União, mesmo que em grau reduzido em virtude do horizonte do Fundo, impactando de forma negativa sua capacidade de pagamento, o que pode afetar o devido cumprimento do cronograma de pagamento do precatório (ex.: o início dos pagamentos não garante a continuidade dos mesmos) e consequentemente o perfil de risco do FIDC; (ii) os dados históricos do Fundo não apresentam créditos vencidos, por se tratar de apenas um direito creditório. Dessa forma, não há formação de PDD, uma vez que, caso haja inadimplência, terá impacto em todas as suas cotas. Este fator expressa o risco de concentração ao qual está exposto, uma vez que, apesar de o principal devedor ser a União e esta apresentar histórico favorável de pagamentos, não há garantia de que o fluxo de pagamentos se manterá no futuro; (iii) o precatório, ativo subjacente do fundo, apresenta baixa liquidez; (iv) a postura do devedor tem sido a de frustrar o pagamento desta obrigação durante todo o processo judicial. Isso denota, no parecer desta agência, um caráter de inadimplemento, por parte do devedor, com relação ao devido cumprimento das suas obrigações e uma postura não favorável por parte do devedor, com relação ao cumprimento das obrigações vinculadas ao precatório; (v) a promulgação da EC 62, e consequente alteração do indexador da correção dos valores dos precatórios de IPCA-E + 6% a.a. para o índice oficial de correção e percentual de juros incidentes sobre a caderneta de poupança (Taxa Referência TR + 6% a.a.) implica no aumento da exposição ao risco de mercado, na medida em que há descasamento entre as taxas de correção do lastro do Fundo e o benchmark pretendido para as Cotas Seniores; e (vi) de acordo com parecer da auditoria externa, a demonstração financeira de 30 de novembro de 2011, última disponibilizada pelo Fundo, menciona a inexistência de informação na qual fosse possível comprovar a sobretaxa de risco de 12,25% utilizada na marcação do valor justo dos direitos creditórios do Fundo, pois não há um mercado ativo para este tipo de título para que pudesse ser comprovada a adequação das taxas utilizadas, conforme Nota Explicativa nº 3b. Ao longo dos últimos trimestres o Fundo tem apresentado desempenho satisfatório desde o início de seu funcionamento, atingindo o benchmark estipulado para as Cotas Seniores e rentabilizando de maneira significativa as Cotas Subordinadas pela marcação a mercado do valor dos direitos creditórios, acumulando rentabilidade em 2011 de 18,30% e 21,60%, respectivamente. Já no acumulado de 2012 até o terceiro trimestre, a rentabilidade para as Cotas Seniores atingiu 12,36% e as Cotas Subordinadas 17,89%, de modo que a inflação (IPCA) acumulou alta de 3,77% no mesmo período. Histórico do Direito Creditório O Direito Creditório tem origem em ação contra o Governo Federal. Com base na Lei nº 4.870/65, o Governo Federal estipulava preços do setor sucroalcooleiro, por meio do extinto Instituto do Açúcar e do Álcool IAA. Esta lei definia o critério para fixação de preços, que deveriam ser embasados por pesquisas contábeis e outras técnicas complementares da Fundação Getúlio Vargas FGV. Entretanto, houve divergência entre os valores alcançados pelos estudos da FGV e os valores pagos pela União Federal, sendo que, é nesta diferença que tem origem a ação movida pela Destilaria Rio Brilhante S.A. em julho de A ação ordinária nº teve trânsito em julgado em 15 de fevereiro de 2000, em favor da Destilaria Rio Brilhante, incumbindo à União Federal o pagamento de R$ ,31, através do precatório nº , expedido em março de Em 10 de julho de 2003, o precatório foi apresentado para o pagamento, obedecendo às determinações da Emenda Constitucional N 30, de 13 de setembro de 2000 (EC 30/00), para inclusão no orçamento do ano seguinte, entretanto, o pagamento se iniciou em 2005, quando foram pagas duas parcelas, seguidas por pagamentos das parcelas subsequentes em maio de 2006, abril de 2007, janeiro de 2008, abril de Dessa forma, encontram-se pendentes de amortização as duas parcelas finais, com previsão de liquidação do precatório para
4 Durante o trâmite do processo, a União Federal ajuizou embargos à execução, assim como após o trânsito em julgado interpôs agravo de instrumento (AI nº ) em agosto de Quanto ao último, foi negado pelo Tribunal Regional Federal da Primeira Região em maio de 2004 e pelo Superior Tribunal de Justiça, em setembro de Atualmente, existe agravo de instrumento contra despacho denegatório de recurso extraordinário que ainda em fase de apreciação no Superior Tribunal Federal, interposto em maio de A União Federal ajuizou ação rescisória nº em 28 de fevereiro de 2002, declarando violação literal de lei, no entanto, este tipo de ação pode ser apresentado no limite de dois anos após a decisão final judicial. Em dezembro de 2009 ocorreu o trânsito em julgado da decisão final da ação rescisória, não cabendo qualquer recurso contra a decisão que lhe julgou improcedente. A União ingressou com medida visando à suspensão da transferência de titularidade sob a alegação de Fraude na Cessão caracterizada pela existência de débitos fiscais no momento da cessão. Em junho de 2009, o TRF da 1ª Região negou provimento ao recurso da União, acolhendo os argumentos apresentados pelo Fundo e pelo Deutsche Bank, reconhecendo a inexistência de fraude à execução ou a credores e desnecessidade da anuência da União para homologação da cessão. Em agosto de 2009 a União interpôs novo Recurso Especial e tanto o Fundo quanto o Deutsche Bank apresentaram sua exposição ao recurso em outubro do mesmo ano e, em novembro de 2010 foi publicada a decisão emitida pelo TRF da 1ª Região inadmitindo o Recurso Especial. Ademais, o parecer legal emitido, entende ser remota em bases processuais a possibilidade de reforma da decisão que homologou a cessão, pois, entre outros aspectos, a matéria trazida pela União no recurso especial é diferente daquela que discutida no agravo de instrumento, bem como não guarda qualquer relação com o caso concreto. Vale ressaltar que o risco analisado envolve não somente o pagamento do montante total, mas também o risco de atraso da amortização das parcelas, já que podemos observar que o trâmite de ações que envolvem precatórios tem prazo de definição consideravelmente longo. Em dezembro de 2008 ocorreu a inclusão do Deutsche Bank no pólo ativo da ação executiva, sendo que a União interpôs agravo de instrumento conta essa decisão, o qual é apresentado com remota possibilidade de êxito pelo Assessor Legal. Quanto à ação rescisória nº , foi negado o provimento ao recurso especial contra o acórdão que julgou improcedente a esta ação rescisória ajuizada pela União Federal, mantendo-se a decisão proferida pelo TRF da 1ª Região. Após posteriores trâmites, em novembro de 2009 foi proferida decisão negando seguimento ao novo agravo de instrumento interposto pela União, com transito em julgado sobre tal decisão em dezembro de 2009 e em fevereiro de 2010, devidamente certificado. Com isso, encerram-se as possibilidades quanto a qualquer recurso contra a decisão que julgou improcedente a ação rescisória. Evolução processual no último trimestre No terceiro trimestre de 2012, não foi possível verificar a ocorrência de alterações processuais na ação de origem do precatório, pois não foi recebido o parecer do Assessor Legal com informações atualizadas sobre o processo. Ademais, não foi verificado se houve evolução no agravo de instrumento nº contra a decisão denegatória do recurso especial interposto pela União contra a decisão que homologou a cessão de créditos feita pela Rio das Pedras em favor do Deutsche Bank. Conforme o parecer jurídico do Fundo, é remota por razões processuais a possibilidade de que o recurso seja conhecido e analisado pelo STJ. De acordo com o parecer jurídico utilizado como base no relatório de auditoria de 23 de janeiro de 2012, é provável que o presente recurso seja improvido pela 5ª Turma, sendo que até o momento não há previsão de quando o recurso será julgado. Em relação ao recurso da União (nº ) visando reverter a inclusão do Deustche Bank no pólo ativo da ação, ainda encontra-se pendente de decisão. Ressalta-se que de acordo com a opinião do Assessor Legal, é remota a possibilidade de reforma da decisão que homologou a cessão do crédito uma vez que está de acordo com a orientação jurisprudencial sobre o assunto e também porque a fundamentação do Recurso Especial (interposto pela União) não é adequada para tal. O Fundo impetrou o mandado de segurança nº para evitar a retenção de 3% referente a IR- Fonte conforme o entendimento do Gerente do Banco do Brasil. Em 3 de novembro de 2010 foi publicada decisão determinando que este valor fique depositado em conta corrente a disposição do juízo até julgamento final do mandado de segurança. Em 3 de março de 2011, foi realizada a transferência de R$ ,21 para conta judicial na Caixa 4
5 Econômica Federal. Como destacado pelo Assessor Juridico é considerado possível obter êxito na recuperação do montante retido na forma de IRRF referente à 7ª parcela (2ª no ambiente do Fundo). Por fim, em novembro de 2011 foi negado pelo TRF da 1ª Região e no Superior Tribunal Federal o seguimento ao agravo de instrumento contra despacho denegatório de recurso extraordinário (ADD-RE nº ), referente ao recurso interposto pela União na tentativa de impedir a expedição do precatório, com transito julgado em 19 de dezembro de 2011, não cabendo mais recurso. INFORMAÇÕES UTILIZADAS A classificação se fundamentou na metodologia de avaliação de risco de FIDCs e também se apoiou nas informações disponibilizadas pelo Gestor como Composição da Carteira Diária, Atas das Assembleias, demonstrações financeiras, Relatório do Administrador, planilha de evolução de cotas, entre outros. Para este monitoramento não enviado pelo Administrador do fundo a posição da carteira diária, o mapa de pagamentos dos precatórios (ainda que não tenha ocorrido nenhum pagamento) e o parecer do Assessor Legal atualizado. Ressalta-se que as demonstrações financeiras de 30 de novembro de 2011 do Fundo foram auditadas com ressalvas, decorrentes da inexistência de informação na qual fosse possível comprovar a sobretaxa de risco adequada a ser utilizada na marcação do valor justo dos direitos creditórios do Fundo. O rating considerou a legislação vigente para o pagamento dos precatórios (EC 30/2000 e EC 62/2009) bem como para as cessões (presente no Código Civil), sendo que, eventuais alterações no marco legal ou regulatório, poderão impactar no perfil de risco das Cotas avaliadas de forma significativa. As informações disponibilizadas foram consideradas satisfatórias e colaboraram para a fundamentação deste relatório em aderência à metodologia de classificação de risco. A presente análise de monitoramento teve por base informações consideradas fidedignas encaminhadas pelas partes responsáveis pelo fundo (Gestor, Administrador, Custodiante) e auditores contratados para a verificação por lastro. Desse modo, a Austin Rating não utiliza mecanismos para verificação das informações recebidas pelas partes acima citadas. A análise considera a premissa que a cessão dos direitos creditórios para o fundo é válida, definitiva e verificada pelos responsáveis e, portanto, os recebíveis não estão sujeitos a vícios que poderiam sujeitar o FIDC a riscos de fungibilidade/formalização do lastro. ENQUADRAMENTO Parâmetro 30/04/12 31/05/12 29/06/12 Dir. Creditórios / PL Mínimo 50% enquadrado enquadrado enquadrado Subordinação 10,0% enquadrado enquadrado enquadrado Benchmark 11% a.a. enquadrado enquadrado enquadrado Posição da Carteira e % do PL Títulos/Datas 16/07/2012 % 31/07/2012 % 15/08/2012 % 31/08/2012 % 13/09/2012 % 28/09/2012 % Direitos Creditórios , , , , , ,0 Total Dir. Creditórios , , , , , ,0 Títulos Públicos , , , , , ,8 Saldo Tesouraria , , , , , ,0 Total Geral da Carteira , , , , , ,8 PDD 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 0,0 PL , , , , , ,0 5
6 Composição da Carteira /7/ /7/ /8/ /8/ /9/ /9/2012 Direitos Creditórios Títulos Públicos Saldo Tesouraria PL Posição do PL Data Cota Sênior Cota Subordinada Quant. $ / Unid. $ Total Quant. $ / Unid. $ Total % do PL $ Total do PL 28/09/ , , , ,67 97,79% ,30 31/08/ , , , ,72 97,78% ,60 31/07/ , , , ,06 97,77% ,48 29/06/ , , , ,74 97,77% ,82 31/05/ , , , ,89 97,75% ,35 30/04/ , , , ,16 97,75% ,12 30/03/ , , , ,73 97,72% ,29 29/02/ , , , ,49 97,71% ,05 31/01/ , , , ,34 97,70% ,27 30/12/ , , , ,04 97,68% ,99 30/11/ , , , ,78 97,81% ,34 31/10/ , , , ,92 97,79% ,52 30/09/ , , , ,20 97,77% ,57 6
7 Evolução no Valor do PL Total (em R$) out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/ Cota Sênior Cota Subordinada (eixo dir.) Rentabilidade Mensal da Cota Data IPCA (%) Cota Sênior Cota Subordinada Rent. (%) % IPCA Rent. (%) % IPCA 28/09/2012 0,57 1,33 233,74 1,81 316,88 31/08/2012 0,41 1,29 314,87 1,37 334,30 31/07/2012 0,43 1,35 313,50 1,60 372,75 29/06/2012 0,08 1, ,45 1, ,14 31/05/2012 0,36 1,18 327,45 1,41 391,01 30/04/2012 0,64 1,30 203,46 2,51 392,75 30/03/2012 0,56 1,38 245,76 1,94 345,88 29/02/2012 0,45 1,33 294,73 1,89 420,62 31/01/2012 0,21 1,52 723,29 2, ,74 30/12/2011 0,50 1,42 284,05-4,24-848,93 30/11/2011 0,52 1,30 250,59 2,29 440,62 31/10/2011 0,43 1,61 373,47 2,43 564,38 7
8 Rentabilidade (em %) 1,80 1,60 1,40 1,20 1,00 0,80 0,60 0,40 0,20 0,00 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 IPCA (%) Cota Sênior Cota Subordinada (eixo dir.) 3,0 2,0 1,0 0,0-1,0-2,0-3,0-4,0-5,0 20,0 18,0 16,0 14,0 12,0 10,0 8,0 6,0 4,0 2,0 Rentabilidade Acumulada (em %) 0,0 out/11 nov/11 dez/11 jan/12 fev/12 mar/12 abr/12 mai/12 jun/12 jul/12 ago/12 set/12 IPCA Cota Sênior Cota Subordinada 8
9 Escala Nacional de Ratings de Crédito de Longo Prazo para Cotas de FIDCs Para a classificação de Cotas emitidas por Fundos de Investimento em Direitos Creditórios, a Austin Rating utiliza uma escala nacional, identificada pelo prefixo br. A escala de rating de crédito de longo prazo de Fundos prevê a utilização dos diferenciadores + (mais) e (menos) entre as categorias AA e B, os quais servem para identificar uma melhor ou pior posição dentro destas categorias de rating. A partir de 27 de setembro de 2012, a Escala de Ratings de Crédito de Cotas de FIDCs da Austin Rating passou a incluir o sufixo (sf), que serve para diferenciar ratings de emissões em finanças estruturadas dos demais ratings. braaa(sf) As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência próxima a zero, a qual garante excepcional margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma elevadíssima relação entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é quase nulo. braa(sf) bra(sf) As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência baixíssima, a qual garante ótima margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma relação muito elevada entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é irrisório. As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência muito baixa, a qual garante margem de cobertura muito boa para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma relação elevada entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é muito baixo. brbbb(sf) As cotas do FIDC encontram-se suportadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência baixa, a qual garante boa margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. Adicionalmente, o Fundo apresenta uma relação adequada entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é baixo. brbb(sf) brb(sf) As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência em nível médio, podendo afetar a margem de cobertura para o pagamento do principal acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma relação apenas razoável entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é moderado. As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência em nível acima da média do segmento, a qual pode afetar fortemente a margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma relação menos do que razoável entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira. O risco é médio. brccc(sf) As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência elevada, a qual afetou a margem de cobertura para o pagamento do principal acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma baixa relação entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira, condicionando a desvalorização de suas cotas. O risco é alto. brcc(sf) brc(sf) As cotas do FIDC encontram-se lastreadas por uma carteira de recebíveis com inadimplência muito elevada, a qual afetou fortemente a margem de cobertura para o pagamento do principal, acrescido do rendimento proposto. O Fundo apresenta uma relação muito baixa entre os mecanismos de proteção e a inadimplência da carteira, condicionando forte desvalorização de suas cotas. O risco é muito alto. A elevadíssima inadimplência da carteira levou o FIDC à situação de default. Não mais existe qualquer tipo de proteção adicional. O risco é altíssimo. Rating é uma classificação de risco, por nota ou símbolo. Esta expressa a capacidade do emitente de título de dívida negociável ou inegociável em honrar seus compromissos de juros e amortização do principal até o vencimento final. O rating pode ser do emitente, refletindo sua capacidade em honrar qualquer compromisso de uma maneira geral, ou de uma emissão específica, onde é considerada apenas a capacidade do emitente em honrar aquela obrigação financeira determinada. As informações obtidas pela Austin Rating foram consideradas como adequadas e confiáveis. As opiniões e simulações realizadas neste relatório constituem-se no julgamento da Austin Rating acerca do emitente, não se configurando, no entanto, em recomendação de investimento para todos os efeitos. Para conhecer nossas escalas de rating e metodologias, acesse: Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicação poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, da Austin Rating Serviços Financeiros Ltda. 9
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