ACORDO DE PARALISAÇÃO 2000 Entre a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias, Pessoa Colectiva nº 500948470, com sede em Lisboa, na Rua Dr. António Cândido, nº 8, 2º andar, abreviadamente designada como ANTRAM, em representação das suas Associadas, neste acto representada por Osvaldo João Pereira da Costa e José António Magalhães, como primeira outorgante e a Associação Portuguesa de Seguradores (APS), Pessoa Colectiva nº 501315497, com sede em Lisboa, na Av. José Malhoa, Lote 1674, 3º, que outorga na qualidade de representante das Companhias de Seguros, relacionadas no Anexo A que integra este contrato, com poderes bastantes e que neste acto é representada por Dra. Alexandra Queiroz e Dra. Paula Amaral como Segunda outorgante, é estabelecido o presente Acordo: Cada uma das representadas da 2ª outorgante é adiante designada por Seguradora. PREÂMBULO 1. Sempre que de um acidente de viação resultem danos num veículo de transporte público de mercadorias propriedade de um associado da ANTRAM da responsabilidade duma representada da 2ª outorgante, comprometem-se ambas as partes interessadas a observar, na resolução de sinistros as disposições a seguir exaradas. 2. Ficam expressamente excluídos deste Acordo os danos sofridos em veículos de transporte especial ou em veículos especialmente adaptados. 3. Sempre que haja lugar à aplicação da Convenção IDS (Indemnização Directa ao Segurado) a 2ª outorgante é representada pela Companhia de Seguros do associado da 1ª outorgante. ARTIGO 1º AVISOS DE SINISTROS 1. Os associados da 1ª outorgante obrigam-se a avisar, pessoalmente, por telefone, telex, telegrama ou fax, a Seguradora, de qualquer sinistro que presuma de responsabilidade desta, logo que dele tenham conhecimento, facultando a cópia da Declaração Amigável devidamente preenchida e assinada, ou a data e o local do sinistro, as matrículas dos veículos intervenientes, a identificação dos condutores, os números das respectivas apólices, descrição do Página 1/7
acidente e respectivo croquis, testemunhas se as houver, informação sumária da extensão dos respectivos danos e o local onde possam ser vistoriados, bem como a autoridade que tomou conta da ocorrência. 2. A Seguradora, pela sua parte, diligenciará para que o veículo seja vistoriado por um seu Perito e avaliada a reparação no mais curto espaço de tempo, ainda que condicionalmente. Providenciará, igualmente, pela obtenção da participação do sinistro do seu Segurado, caso ainda não tenha recebido, e pela rápida realização de averiguação que permita definir as responsabilidades. 3. Havendo dúvidas acerca da responsabilidades da Seguradora, incumbirá ao lesado ordenar, de sua conta, a reparação em conformidade com os valores aceites pelo Perito. No caso de haver necessidade de proceder a desmontagens, deverão as mesmas decorrer por conta do lesado, assim como a própria reparação, de harmonia com os valores acordados com o Perito. ARTIGO 2º REPARAÇÕES DE DANOS NO VEÍCULO 1. A Seguradora aceita como princípio, que a oficina reparadora dos danos provenientes do sinistro seja escolhida pelo proprietário do veículo, desde que a mesma possua condições para executar a reparação com perfeição e se proponha fazê-lo segundo custos e prazos mínimos. 2. Não se observando os requisitos do número anterior, o direito de escolha da oficina é devolvido à Seguradora, que se compromete a entregar o veículo devidamente reparado. 3. No caso de a extensão dos danos determinar uma regularização na base de Perda Total, caso em que o veículo fique destruído ou irrecuperável, a respectiva avaliação que servirá para o efeito de indemnização, será efectuada de comum acordo entre o lesado e a Seguradora. 4. Na falta de acordo, a avaliação decorrerá mediante arbitragem efectuada em termos previstos no Artº. 31 das Condições Gerais da Apólice do Ramo Automóvel. 5. O Lesado conservará sempre o salvado na sua posse, e a indemnização a receber será deduzido o respectivo valor. Página 2/7
6. O valor do salvado será determinado pela melhor oferta, obtida por qualquer das partes para a sua venda. ARTIGO 3º PARALISAÇÕES 1. A Seguradora obriga-se perante a 1ª outorgante, a liquidar aos Associados desta as importâncias constantes do anexo a este acordo para a paralisação dos seus veículos conforme a sua classificação (Anexo 1). 2. A prova a efectuar sobre o tipo de veículo e tipo de serviço consiste na apresentação de fotocópia do livrete e da licença de aluguer emitida pela Direcção Geral dos Transporte Terrestres. 3. Conceito de paralisações e regras de pagamento 3.1. Por paralisação entende-se o período de tempo de imobilização da viatura aguardando peritagem, o período de tempo em que se aguarda disponibilidade dos serviços de reparação na oficina e o período de tempo para reparação dos danos. Não serão considerados os sábados, domingos e os feriados oficiais. 3.2. Desde que o veículo não fique impedido de trabalhar, o tempo de paralisação indemnizável será limitado ao número de dias necessários à reparação dos danos, acordado entre o perito a Seguradora e a oficina reparadora. 3.3. Assim, o Perito da Seguradora e a entidade reparadora devem acordar o número de dias necessários para o reparação da viatura durante o acto da peritagem. 3.4. O Perito indicará no relatório de peritagem o número de sócio da ANTRAM e o número de dias a aguardar peritagem, a aguardar reparação e o número de dias de reparação efectiva. No espaço de tempo que mediar até à data da entrada da viatura na oficina para ser reparada serão da responsabilidade dos Associados da 1ª outorgante as multas e demais despesas relativas a autuações das entidades fiscalizadoras por mau estado de conservação das viaturas. 3.5. Após a definição da responsabilidade na produção do acidente, a Seguradora emite de imediato o recibo de quitação Página 3/7
dos valores de paralisação que enviará ao associado da ANTRAM. 3.6. Qualquer demora imputável ao Lesado será da sua responsabilidade e, consequentemente, no período correspondente, não vencerá direito a indemnização por paralisação. 3.7. Não serão da responsabilidade da Seguradora possíveis prejuízos resultantes para o Lesado e provenientes de atrasos que se verifiquem na desmontagem do veículo para efeito de avaliação, ou na sua reparação, salvo se a oficina tiver sido escolhida pela Seguradora. 3.8. No caso de Perda Total, o período de imobilização será contado desde a data do acidente até à data em que a Seguradora considere, por escrito, o dano como Perda Total. ARTIGO 4º RESOLUÇÃO DE LITÍGIOS 1. No caso de qualquer Associado da 1ª outorgante não aceitar as condições exaradas neste Acordo, esta obriga-se a não patrocinar, através dos seus Serviços de Contencioso, tal pretensão, dados os termos em que se vincula perante a 2ª outorgante, pelo presente Acordo. 2. Fica expressamente ressalvada a hipótese de a ANTRAM, a 1ª outorgante, patrocinar processos judiciais sem estar sujeita à limitação referida no número anterior, desde que se discuta em Tribunal o próprio sinistro e todos os danos dele emergentes. 3. Quaisquer questões que possam emergir da aplicação do presente Acordo serão dirimidas por uma Comissão composta por representantes das respectivas comissões negociadoras da ANTRAM e da Associação Portuguesa de Seguradores. 4. A 1ª outorgante compromete-se, nos termos deste Acordo, a colaborar na investigação de quaisquer irregularidades, nomeadamente nos casos de falsas declarações em participações de sinistros, comprometendo-se ainda a, dentro do previsto nos seus Estatutos, penalizar o responsável ou responsáveis. ARTIGO 5º DISPOSIÇÕES FINAIS Página 4/7
1. Este Acordo é válido pelo período que decorre entre 1 de Janeiro de 2000 e 31 de Dezembro de 2000, sendo automática e sucessivamente prorrogado, por iguais períodos, salvo se denunciado por qualquer uma das partes, com antecedência de 30 dias sobre o seu termo ou de qualquer das renovações. 2. Os valores constantes da Tabela a que se refere o artigo 3º serão automaticamente actualizados em Janeiro de cada ano, pela aplicação da taxa de inflação esperada ao valor que vigorou no ano anterior corrigido pela taxa de inflação desse ano publicada pelo INE. Lisboa, 23 de Março de 2000 Página 5/7
ANEXO I TABELA DE PARALISAÇÕES 2000 CATEGORIA 2000 Pesados até 7.5 toneladas 14.500 Pesados de 7.5 a 11 toneladas 17.500 Pesados de 11 a 19 toneladas 23.000 Pesados de 19 a 26 toneladas 25.000 Pesados de 26 a 40 toneladas 29.000 Serviço Internacional 37.000 Página 6/7
ANEXO A - Companhia de Seguros Açoreana, S.A. - A.M.A Agrupación Mutual Aseguradora - AIG Europe - Companhia de Seguros Allianz Portugal, S.A. - AXA Portugal Companhia de Seguros, S.A. - Assicurazioni Generali - Auto Gere Companhia Portuguesa de Seguros, S.A. - ESIA Inter-Atlântico, Companhia de Seguros, S.A. - Espirito Santo Companhia de Seguros, S.A. - Liberty Europeia de Seguros, S.A - Companhia de Seguros Fidelidade, S.A. - ICI Companhia de Seguros Comércio e Indústria, S.A - Império Bonança Compania de Seguros, S.A - Companhia de Seguros Sagres, S.A - GAN Portugal Seguros, S.A. - Global Companhia de Seguros, S.A. - Lusitania, Companhia de Seguros - Mapfre Seguros Gerais, S.A. - Ocidental Companhia Portuguesa de Seguros, S.A. - Real Seguros, S.A. - Rural Seguros, Companhia de Seguros de Ramos Reais, S.A. - Seguro Directo Gere Companhia de Seguros, S.A. - Companhia de Seguros Tranquilidade, S.A. - Via Directa Companhia de Seguros, S.A. - Victória Seguros - Zurich, Companhia de Seguros, S.A. Página 7/7