Tema - Programas de Saúde Ocupacional Obrigatórios Curso Disciplina Tema Professora Enfermagem do Trabalho Atenção à Saúde do Trabalhador Programas de Saúde Ocupacional Obrigatórios Marcia Valeria Azevedo Introdução O Programa de Saúde é um instrumento utilizado pelos profissionais que têm como objetivo aprimorar a gestão da atividade que deve ser realizada. Os Programas são tão importantes para a atividade de saúde ocupacional que, alguns, já estão previstos na legislação trabalhista como obrigatórios. Esses, por sua vez, serão estudados a partir deste momento. Vídeo de introdução disponível no material on-line. Problematização O relatório anual do ano de 2013, que subsidiará as ações descritas no PCMSO de 2014, demonstrou que em uma área descrita no PPRA como tendo risco ruído presente apresentou dois empregados com alterações audiométricas sugestivas de PAIRO (Perda Auditiva Induzida por Ruído Ocupacional). Ao comparar com as audiometrias anteriores verificou-se que estas perdas não estavam presentes. Apurou-se também que: O Programa de Conservação Auditiva foi elaborado em 2010, e que as alterações anuais foram realizadas. Que em 2013 não foram realizadas palestras de conscientização da importância do protetor auricular, devido à redução da equipe de saúde e segurança do trabalho. Uma nova máquina foi instalada na área sem a validação do serviço de 1
segurança da empresa. Todos os empregados receberam o protetor auricular, como demonstra o controle de entrega de EPI (Equipamento de Proteção Individual) arquivado na Segurança. Com base nesses dados, a que conclusão podemos chegar? Antes de responder essa questão, vamos dar continuidade aos nossos estudos, pois tenho certeza que tudo que você aprenderá o ajudará a escolher a melhor alternativa! Vídeo disponível no material on-line. Saúde Ocupacional Toda atividade realizada no Serviço de Saúde Ocupacional deve ser baseada no documento chamado: Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), o qual deve estar em conformidade com a legislação vigente, e tem como seu coordenador o médico do trabalho. Fica estabelecida a obrigatoriedade da elaboração e implementação do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. Para ler a NR7 na íntegra, acesse o link indicado a seguir. http://portal.mte.gov.br/legislacao/normas-regulamentadoras-1.htm Pontos importantes da NR7: Estabelece os parâmetros mínimos e diretrizes gerais a serem observados na execução do PCMSO, podendo os mesmos ser ampliados mediante negociação coletiva de trabalho. Caberá à empresa contratante de mão de obra, prestadora de serviços, informar os riscos existentes e auxiliar na elaboração e implementação do PCMSO nos locais de trabalho onde os serviços estão sendo prestados. Compete ao empregador: 2
a) Garantir a elaboração e efetiva implementação do PCMSO, bem como zelar pela sua eficácia. b) Custear, sem ônus para o empregado, todos os procedimentos relacionados ao PCMSO. c) Indicar, dentre os médicos dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) da empresa, um coordenador responsável pela execução do PCMSO. d) No caso da empresa estar desobrigada de manter médico do trabalho, de acordo com a NR4, deverá o empregador indicar médico do trabalho, empregado ou não da empresa, para reordenar o PCMSO. e) Inexistindo médico do trabalho na localidade, o empregador poderá contratar médico de outra especialidade para coordenar o PCMSO. Os exames obrigatórios no desenvolvimento do PCMSO são: 1- Exame admissional: deverá ser realizado antes que o trabalhador assuma suas atividades. Ele deve conter exames que avaliem a aptidão do candidato à atividade que está sendo pleiteada. 2- Exame periódico: deve ser realizado de acordo com os intervalos mínimos de tempo abaixo discriminados: a) Para trabalhadores expostos a riscos ou situações de trabalho que impliquem no desencadeamento ou agravamento de doença ocupacional, ou ainda, para aqueles que sejam portadores de doenças crônicas, os exames deverão ser repetidos a cada ano ou a intervalos menores, a critério do médico encarregado, ou se notificado pelo médico agente da inspeção do trabalho, ou ainda, como resultado de negociação coletiva de trabalho; b) Para os demais trabalhadores devem ser anuais, quando menores de dezoito anos e maiores de quarenta e cinco anos de idade; ou a cada dois anos para os trabalhadores entre dezoito anos e quarenta e cinco 3
anos de idade; 3- Exame de retorno ao trabalho: deverá ser realizada obrigatoriamente no primeiro dia da volta ao trabalho quando o trabalhador esteve ausente por período igual ou superior a 30 (trinta) dias por motivo de doença ou acidente, de natureza ocupacional ou não, ou parto. 4- Exame médico de mudança de função: será obrigatoriamente realizada antes de a mesma ser efetivada, tem como objetivo avaliar o trabalhador para uma nova função que tenha riscos diferentes ao que ele está atualmente exposto. 5- Exame demissional: será obrigatoriamente realizado até a data da homologação, desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de 135 dias (cento e trinta e cinco) para as empresas de grau de risco 1 e 2 ou 90 (noventa) dias para empresas de grau de risco 3 e 4. Acompanhe no vídeo disponível no material on-line quais são os demais exames que podem ser realizados. Em todos os exames deverá ser emitido um documento chamado Atestado de Saúde Ocupacional (ASO) em duas vias. A primeira via do ASO ficará arquivada no local de trabalho do trabalhador, inclusive frente de trabalho ou canteiro de obras, à disposição da fiscalização do trabalho. A segunda via do ASO será obrigatoriamente entregue ao trabalhador, mediante recibo da primeira via. O ASO deverá conter no mínimo: a) Nome completo do trabalhador, o número de registro de sua identidade e sua função; b) Os riscos ocupacionais específicos existentes, ou a ausência deles, na atividade do empregado; c) Indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que 4
foram realizados; d) O nome do médico coordenador, quando houver, com respectivo CRM; e) Definição de apto ou inapto para a função especifica que o trabalhador vai exercer, exerce ou exerceu; f) Nome do médico encarregado do exame e endereço ou forma de contato; g) Data e assinatura do médico encarregado do exame e carimbo contendo seu número de inscrição no CRM. Os dados obtidos nos exames médicos, incluindo avaliação clínica e exames complementares, as conclusões e as medidas aplicadas deverão ser registrados em prontuário clínico individual, que ficará sob a responsabilidade do médico coordenador do PCMSO, tais registros deverão ser mantidos por período mínimo de 20 (vinte) anos após o desligamento do trabalhador. O PCMSO deverá obedecer a um planejamento em que estejam previstas as ações de saúde a serem executadas durante o ano, devendo estas ser objeto de relatório anual que deverá discriminar, por setores da empresa, o número e a natureza dos exames médicos, incluindo avaliações clínicas e exames complementares, estatísticas de resultados considerados anormais, assim como o planejamento para o próximo ano. O relatório anual deverá ser apresentado e discutido na CIPA, quando existente na empresa, de acordo com a NR 5, sendo sua cópia anexada ao livro de atas daquela comissão. O relatório anual do PCMSO poderá ser armazenado na forma de arquivo informatizado. Outro aspecto importante é a questão dos primeiros socorros. A NR 7 dispões que todo estabelecimento deverá estar equipado com material necessário à prestação dos primeiros socorros, considerando-se as características da atividade desenvolvida. É preciso manter esse material guardado em local adequado e aos cuidados de pessoa treinada para esse fim, neste item o enfermeiro do trabalho tem um papel importante na padronização 5
de primeiros socorros e treinamento dos empregados. Vídeo sobre a importância do enfermeiro no PCMSO disponível no material on-line. Acesse os links indicados a seguir e veja dois exemplos de PCMSO: Exemplo 1: http://licenciamento.ibama.gov.br/porto/porto%20do%20forno/ibama %20CD/Anexo%20XIII/Programa%20de%20Sa%FAde%20e%20Segur an%e7a%20do%20trabalhador/anexo%20-%20pcmso%20- COMAP%202010.doc Exemplo 2: http://www.jfsc.jus.br/publicaweb/mostra_conteudo_publicacao.php?id =801 Outro programa de cunho obrigatório é o PPRA disposto na NR 9, ele fornece subsídios para a elaboração do PCMSO. Essa NR estabelece a obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados. Ela tem como objetivo a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores por meio da antecipação, reconhecimento, avaliação e consequente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, considerando a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. Acesse o link a seguir e veja a NR 9 na íntegra. http://portal.mte.gov.br/data/files/ff8080812be914e6012bef1ca0393b27/nr_ 09_at.pdf A elaboração, implementação, acompanhamento e avaliação do PPRA poderão ser feitos pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho (SESMT) ou por pessoa ou equipe de pessoas que, a critério do empregador, seja capaz de desenvolver o disposto nesta NR. 6
As ações do PPRA devem ser desenvolvidas no âmbito de cada estabelecimento da empresa, sob a responsabilidade do empregador, com a participação dos trabalhadores, sendo sua abrangência e profundidade dependentes das características dos riscos e das necessidades de controle. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá conter, no mínimo, a seguinte estrutura: a) Planejamento anual com estabelecimento de metas, prioridades e cronograma. b) Estratégia e metodologia de ação. c) Forma do registro, manutenção e divulgação dos dados. d) Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PPRA. Sempre que necessário e pelo menos uma vez ao ano, deve ser realizada uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. O Programa de Prevenção de Riscos Ambientais deverá incluir as seguintes etapas: a) Antecipação e reconhecimentos dos riscos. b) Estabelecimento de prioridades e metas de avaliação e controle. c) Avaliação dos riscos e da exposição dos trabalhadores. d) Implantação de medidas de controle e avaliação de sua eficácia. e) Monitoramento da exposição aos riscos. f) Registro e divulgação dos dados. Quando encontrados fatores de riscos as seguintes condutas devem ser tomadas: a) Medidas que eliminem ou reduzam a utilização ou a formação destes agentes prejudiciais à saúde. b) Medidas que previnam a liberação ou disseminação desses agentes no ambiente de trabalho. c) Medidas que reduzam os níveis ou a concentração desses agentes no 7
ambiente de trabalho. d) A implantação de medidas de caráter coletivo deverá ser acompanhada de treinamento dos trabalhadores quanto aos procedimentos que assegurem a sua eficiência, e passe a informação sobre as eventuais limitações de proteção que ofereçam. e) A utilização de EPI, no âmbito do programa, deverá considerar as Normas Legais e Administrativas em vigor e envolver, no mínimo: Seleção do EPI adequado tecnicamente ao risco a que o trabalhador está exposto e à atividade exercida, considerando a eficiência necessária para o controle da exposição ao risco e o conforto oferecido, segundo avaliação do trabalhador usuário. Programa de treinamento dos trabalhadores quanto à sua correta utilização e orientação sobre as limitações de proteção que o EPI oferece. Estabelecimento de normas ou procedimento para promover o fornecimento, o uso, a guarda, a higienização, a conservação, a manutenção e a reposição do EPI, visando garantir as condições de proteção originalmente estabelecidas. Caracterização das funções ou atividades dos trabalhadores, com a respectiva identificação dos EPIs utilizados para os riscos ambientais. Acesse o link indicado a seguir e veja um exemplo de PPRA: http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2012-11/modelo-de-ppra.pdf Outros programas são obrigatórios conforme o risco de acidentes e/ou desenvolvimento de doenças inerentes à atividade do empregado. São exemplos destes programas: os Programas de Controle Auditivo e o Programa de Proteção Respiratória. O Programa de Controle Auditivo (PCA) é obrigatório em ambientes em 8
que haja risco de ruído. Para a elaboração do PCA, é utilizado o levantamento feito no PPRA, cujo objetivo é o controle/eliminação do ruído. Entende-se por ruído contínuo ou intermitente, para os fins de aplicação de limites de tolerância, o ruído que não seja o de impacto. Entende-se por ruído de impacto aquele que apresenta picos de energia acústica de duração inferior a 1 (um) segundo, a intervalos superiores a 1 (um) segundo. Os níveis de impacto deverão ser avaliados em decibéis (db), com medidor de nível de pressão sonora operando no circuito linear e circuito de resposta para impacto. As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador. O limite de tolerância para ruído de impacto será de 130 db (linear). Os níveis de ruído contínuo ou intermitente devem ser medidos em decibéis (db), com instrumento de nível de pressão sonora operando no circuito de compensação A e circuito de resposta lenta (Slow). As leituras devem ser feitas próximas ao ouvido do trabalhador, os tempos de exposição aos níveis de ruído não devem exceder os limites de tolerância fixados na tabela a seguir. Para os valores encontrados de nível de ruído intermediário, será considerada a máxima exposição diária permissível relativa ao nível imediatamente mais elevado. LIMITES DE TOLERÂNCIA PARA RUÍDO CONSTANTE OU INTERMITENTE NÍVEL DE RUÍDO db (A) MÁXIMA EXPOSIÇÃO DIÁRIA PERMISSÍVEL 85 8 horas 86 7 horas 87 6 horas 88 5 horas 89 4 horas e 30 minutos 90 4 horas 91 3 horas e 30 minutos 92 3 horas 9
93 2 horas e 40 minutos 94 2 horas e 15 minutos 95 2 horas 96 1 hora e 45 minutos 98 1 hora e 15 minutos 100 1 hora 102 45 minutos 104 35 minutos 105 30 minutos 106 25 minutos 108 20 minutos 110 15 minutos 112 10 minutos 114 8 minutos 115 7 minutos Não é permitida exposição a níveis de ruído acima de 115 db(a) para indivíduos que não estejam adequadamente protegidos. Se durante a jornada de trabalho ocorrer dois ou mais períodos de exposição a ruídos de diferentes níveis, devem ser considerados os seus efeitos combinados, observe as seguintes frações: C1 + C2 + C3 + Cn T1 T2 T3 Tn No resultado, o que exceder a exposição estará acima do limite de tolerância. Na equação, Cn indica o tempo total que o trabalhador fica exposto a um nível de ruído específico, e Tn indica a máxima exposição diária permissível a este nível. Na presença do ruído, medidas de segurança e proteção da saúde auditiva devem ser adotas. As medidas de Proteção Coletiva (EPC) devem ser priorizadas no PCA, como por exemplo, a substituição ou modificações de 10
equipamentos ruidosos. Não sendo possíveis as medidas de proteção coletiva, as medidas de Proteção Individual (EPI) devem ser adotadas. Deve ser avaliado qual o melhor tipo de protetor (abafadores ou intra-auriculares) a ser utilizado, e o trabalhador deve ser orientado quanto ao uso e aos cuidados de higiene. Todas as medidas de proteção coletiva e/ou individual devem ser discutidas com os profissionais que atuam na segurança e, também, com os trabalhadores que atuam especificamente com o risco. O controle médico é constituído de: Audiometria, a qual deve ser realizada na admissão, seis meses depois e, em seguida, anualmente, para trabalhadores expostos a mais de 80 db e, também, na demissão. Em casos de alterações deve-se controlar a exposição ao risco por meio de redução do tempo de exposição, remanejamento, refúgios protegidos de ruídos, uso de protetores auriculares etc. Auditoria verificar o processo, os certificados de aprovação dos EPIs e os controles das cabines audiométricas. Registros software. Acesse o link indicado a seguir e veja o modelo de PCA da empresa 3M: http://solutions.3m.com.br/3mcontentretrievalapi/blobservlet?lmd=137363244 6000&locale=pt_BR&assetType=MMM_Image&assetId=1361653082099&blob Attribute=ImageFile O Programa de Proteção Respiratória (PPR) é obrigatório para as empresas que têm trabalhadores em ambientes com material em suspensão (aerodispersoides) e considerados prejudiciais à saúde. O objetivo principal do PPR é minimizar a contaminação do local de trabalho, de preferência com medidas de engenharia (enclausuramento, por exemplo). 11
O PPR deve conter, de maneira clara: Administração do programa. Procedimentos operacionais por escrito. Exame médico para empregados que vão usar os respiradores. Seleção de respiradores (que deve levar em consideração o tipo de partículas, ambiente, adaptação do empregado, facilidade no uso etc.). Treinamento para uso. Manutenção e higienização. Treinamento para emergências. Como no PCA, as medidas de proteção coletiva (EPC) também devem ser priorizadas no PPR. Acesse o link indicado a seguir e veja o modelo de PPR: http://www.drthomas.med.br/modelo%20de%20ppr%20-%202004.pdf Revendo a problematização Muito bem! Acredito que você já teve tempo suficiente para refletir sobre o caso apresentado no início dos estudos deste tema. Caso queira assistir ao vídeo de problematização novamente antes de responder, acesse o vídeo disponível no material on-line. Analise as opções a seguir e sinalize qual é a resposta mais viável para o caso. a) O fato de ter diminuído a equipe de segurança e saúde pode ter sido um fator importante para que alguns itens do Programa de Controle Auditivo ficassem sem controle, como por exemplo, as reuniões de conscientização da importância do uso do protetor auricular. b) A nova máquina que passou a funcionar na área sem a avaliação necessária pode ter sido uma causa da perda auditiva nos empregados. 12
c) Deve-se investigar se os empregados que apresentaram a perda auditiva usaram o protetor auditivo, pois o fato de assinar um documento que recebeu o EPI não é a garantia de que tenham usado, já que somente dois empregados apresentaram o problema. Feedbacks a) Um dos objetivos de um programa é a continuidade das ações, pois só assim, insistindo em aspectos básicos é que podemos alcançar um objetivo. O uso do EPI não é bem visto por muitos empregados, fazendo com que eles relutem em usá-lo. Devido a isso é que a vigilância e treinamentos constantes são necessários. b) Ela pode ter sido uma causa, porém para que não haja dúvidas uma avaliação adequada da mesma se faz necessário. Essa avaliação deve ser realizada observando: a emissão de ruído, medida com o decibilímetro, a percepção do ruído pelos empregados, quanto tempo ela fica ligada e o tempo de exposição dos empregados, principalmente os que apresentaram a perda auditiva. c) Essa é uma alternativa unilateral, pois já partimos do pressuposto que o empregado não tenha usado o EPI, apesar de tê-lo recebido. Fazendo uma análise mais profunda temos que verificar alguns aspectos: Lembrando que a falta do treinamento pode ter contribuído, pois a conscientização é diária; Se eles não usaram, pode ter faltado supervisão direta da área na cobrança do uso; A nova máquina sem avaliação pode ter contribuído, cada indivíduo tem suscetibilidade diferente a determinado fator. E finalmente, não podemos esquecer-nos de avaliar as atividades que estes empregados exercem fora do ambiente da empresa; eles podem, por exemplo, fazer parte de uma banda musical. 13
Síntese Durante os nossos estudos, aprendemos que o Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional é responsável por orientar as empresas nos procedimentos e condutas a serem adotados em função dos riscos aos quais os empregados se expõem no ambiente de trabalho. Vimos também, que o objetivo desse programa é preservar a saúde e integridade dos trabalhadores, com detecção precoce, monitoramento e controle de possíveis danos à saúde dos trabalhadores causados pelos riscos existentes no ambiente de trabalho. Assista ao vídeo de síntese disponível no material on-line. 14
Referências Manuais de legislação: segurança e medicina do trabalho. 64º ed. São Paulo: Atlas, 2009. MORAES, M. V. G. Enfermagem do trabalho: programa, procedimentos e técnicas. 1º ed. São Paulo: Iátria, 2007. MORAES, G. A. Normas regulamentadoras comentadas. 7º ed. v. 2. Rio de Janeiro: GVC, 2009. Sites para consulta http://www.jfsc.jus.br/publicaweb/mostra_conteudo_publicacao.php?id=801 http://www.fetraconspar.org.br/eventos/2012/2_o_sem_legis_trab/arquivos/chris t_pcmso_modelo.pdf http://www.sgc.goias.gov.br/upload/arquivos/2012-11/modelo-de-ppra.pdf http://www.samsest.com.br/pca.pdf 15
Atividades 1) Identificação e adoção de medidas que eliminam ou reduzam a utilização ou a formação de agentes prejudiciais à saúde, é função de que Programa? a) Programa Controle Médico Saúde Ocupacional. b) Programa Prevenção de Riscos Ambientais. c) Programa de Controle Auditivo. d) Programa de Proteção Respiratória. 2) Exames anuais para empregados acima de 45 anos é um dos requisitos de que tipo de exame? a) Admissional. b) Demissional. c) Periódico. d) Mudança de função. 3) Assinale a incorreta. a) A cada dois anos deve ser realizada uma análise global do PPRA para avaliação do seu desenvolvimento e realização dos ajustes necessários e estabelecimento de novas metas e prioridades. b) Fica estabelecida a obrigatoriedade da elaboração e implementação por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. c) No ASO deve ter a indicação dos procedimentos médicos a que foi submetido o trabalhador, incluindo os exames complementares e a data em que foram realizados. d) O exame demissional será obrigatoriamente realizado até a data da homologação, desde que o último exame médico ocupacional tenha sido realizado há mais de 135 (cento e trinta e cinco) dias para as empresas de grau 16
de risco 1 e 2 ou 90 (noventa) dias para empresas de grau de risco 3 e 4. 4) O relatório anual é o resultado das atividades e precisa estar disponível para os serviços de fiscalização, além de ser apresentado à CIPA. De qual programa estamos falando? a) Programa de Prevenção de Riscos Ambientais b) Programa de Controle Auditivo. c) Programa de Proteção Respiratória. d) Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional. 5) O ASO é um documento obrigatório que deve ser emitido: a) No final do ano, após o final das atividades do PCMSO. b) Após a avaliação de uma área quanto ao risco ruído. c) Após exames admissional, periódico, mudança de função, retorno ao trabalho e demissional. d) É um documento emitido somente após os periódicos médicos que devem ser realizados anualmente. 17