ROTEIRO DE AULA DE RESINAS ACRÍLICAS HISTÓRICO 1937 - Introdução dos polímeros acrílicos na odontologia. 1946-98% das bases de próteses totais em acrílico. DEFINIÇÃO Resinas sintéticas ou plásticos representam um grupo de materiais, cujas características são de possuir moléculas muito grandes, formando grandes cadeias. CLASSIFICAÇÃO - Termoplástica - Termopolimerizável - Elastômeros Uso na Odontologia : Próteses dentárias: Definitivas: próteses totais, próteses parciais e unitárias Provisórias: próteses parciais (perereca) e coroas provisórias Prótese buco-maxilo-facial Aparelhos ortodônticos Placas miorelaxantes Material auxiliar para confecção de próteses: - moldeiras individuais, coppings de moldagem, padrão de fundição Material auxiliar em cirurgia e implantodontia: - goteiras, guias cirúrgicos Requisitos para uma resina Odontológica Considerações biológicas: Biocompatível Insípida Inodóra Atóxica Não irritar os tecidos orais Propriedades físicas: Resistência à compressão Estabilidade dimensional Baixa gravidade específica Propriedades estéticas Translucidez ou transparência Passível de pigmentação Sem alteração de cor ou aparência após a confecção.
Característica de manipulação: Não produzir gazes ou pó durante a manipulação Facilidade de manuseio Fácil polimento Passível de reparo Característica econômicas: Custo da resina e do processamento deve ser baixo Não utilizar equipamentos complexos POLIMERIZAÇÃO Série de reações químicas na qual uma macromolécula (polímero) é formada a partir de um grande numero de moléculas simples (monômeros). POLIMERIZAÇÃO - Polimerização por condensação: crescimento por reação em cascata, formam subprodutos. ex: polisulfetos e silicona de condensação - Polimerização por adição: reação de adição. Ocorre em muitas resinas odontológicas. ex: resina acrílica Monômero: - são pequenas moléculas, ou seja, unidades estruturais simples, que consiste na estrutura individual. São ligadas entre si ao longo da cadeia de polímeros por ligação covalentes. Polímeros: - consistem em moléculas muito grandes e sua estrutura molecular é capaz de apresentar configurações e conformações sem limites. O polímero é formado por duas ou várias unidades estruturais simples (monômeros) Estrutura química da resina acrílica de uso odontológico CH3 Metacrilato de metila ou CH2=C Metil metacrilato (monômero) C= O - Temperatura de ebulição 100,8 C O CH3 POLIMERIZAÇÃO C=C + C=C C C C C Metacrilato Metacrilato Polimetacrilato de metila de metila de metila
Polimetacrilato de metila ou Polimetil metacrilato - polimerização por adição - contração de polimerização 21% (relação 3:1 vol de pó 6%) - temperatura de amolecimento 125 C Estágios de polimerização 1 Indução/ Iniciação 2 Propagação 3 Terminação 4 Transferência de cadeia Estágios de polimerização 1 INDUÇÃO ou INICIAÇÃO 1.1 Ativador: quimíco: (RAAQ) ex: amina terciária, derivados do ác sulfínico físico: calor (RAAT) luz (RFA) ex: canforoquinona (luz visível) 1.2 Iniciador: Peróxido de benzoíla 2 PROPAGAÇÃO: Crescimento das cadeias moleculares. A reação em cadeia deve continuar com o aumento de calor até que todo monômero tenha se transformado em polímero. 3 TERMINAÇÃO: - ligação direta - transferência de um átomo de H 4 TRANSFERÊNCIA DE CADEIA: O processo difere das reações de terminações descritas, pois aqui o estado ativado é transferido de um radical ativado para uma molécula inativa, e um novo núcleo para um futuro crescimento é criado. Inibição de polimerização INIBIÇÃO DE POLIMERIZAÇÃO Impurezas no monômero. - Tempo de iniciação. - Grau de polimerização. Adição de hidroquinona. - Retarda a polimerização. Presença de oxigênio. - Velocidade de reação. - Grau de polimerização.
COPOLIMERIZAÇÃO É a combinação de dois ou mais monômeros diferentes, com propriedades químicas desejáveis, formando um polímero com propriedades físicas melhoradas. LIGAÇÃO CRUZADA Provê um número suficiente de pontes entre as macromoléculas lineares para formar uma rede tridimensional, que altera a resistência, a solubilidade e a sorção de água da resina. PLASTIFICANTES São freqüentemente adicionados à resina para reduzir sua temperatura de amolecimento ou de fusão ou seja reduzem a temperatura de fusão do polímero, aumentando a sua solubilidade no monômero, diminuindo a fragilidade. RESINAS EM ODONTOLOGIA Ela deve exibir qualidades excepcionais no que diz respeito à sua estabilidade química e dimensional e, além disso, ainda deve possuir propriedades que tornem o seu processamento relativamente fácil. Deve ser resistente, dura, mas não friável. Ex: Resina acrílica Apresentação comercial mais comum Pó Polimetacrilato de metila Peróxido de benzoila (iniciador) Copolímeros Fibras de nylon Pigmentos Líquido Metacrilato de metila Hidroquinona Agente de ligação cruzada Plastificante Ativador (apenas na RAAQ) Apresentação Comercial PÓ + LÍQUIDO Massa homogênea passível de modelagem Fases macroscópicas de polimerização - Arenosa - Pegajosa ou fibrilar - Plástica (ideal para prensagem) - Borrachóide Tipos de resina acrílica em uso na Odontologia Ativação química (R.A.A.Q) Ativação térmica (R.A.A.T) Ativação por luz visível (R.F.A) Ativação por ondas (R.A ativada por microondas)
Resina acrílica ativada quimicamente (R.A.A.Q) - ativação química não requer a aplicação de energia térmica; Pó - consiste em esferas pré-polimerizadas de poli metilmetacrilato e peróxido de benzoíla (iniciador); Líquido - metilmetacrilato (monômero), hidroquinona (inibidor), glicoldimetilmetacrilato (agente de ligação cruzada) e amina terceária (ativador). VANTAGENS DESVANTAGENS - < contração de - monômero residual polimerização; - irritante tecidual - melhor adaptação - plastificador dimensional; - < estabilidade de - < tempo de cor trabalho. Resina acrílica ativada termicamente (R.A.A.T) Ciclos de polimerização - Ciclo australiano: 90 min a 65 C, aquecendo + 60 min a 100 C; - Ciclo da A.D.A: 9 hs a 74 C; - Ciclo da A.D.A modificado: 9 hs a 74 C + 30 min a 100 C Resina acrílica ativada termicamente (R.A.A.T) - energia térmica necessária para a polimerização; Pó - consiste em esferas pré-polimerizadas de poli metilmetacrilato e peróxido de benzoíla (iniciador); Líquido - metilmetacrilato (monômero), hidroquinona (inibidor) e glicoldimetilmetacrilato (agente de ligação cruzada). VANTAGENS DESVANTAGENS - < porosidade; - > contração de - melhor estabilidade polimerização; de cor; - > tempo de trabalho - insolúveis aos fluidos orais; - > resistência. Resinas acrílicas para confecção de padrão - menor contração de polimerização - partículas de diferentes tamanhos - relação 3 : 1 em peso - usos (moldagem de núcleos, confecção de padrão para copping, etc)
Resinas acrílicas ativadas por microondas - R.A.A.T modificada; - mufla de fibra de vidro reforçada ou plástico duro (não metálica); - ciclos de polimerização rápidos: 3min 500W ou 13min 90W + 1,5min 500W; - Acron M.C (GC.Dental), Onda-cryl(Clássico) VANTAGENS DESVANTAGENS - velocidade de - uso de equipamento polimerização; específico; - adaptação das - total domínio da bases; técnica Resinas acrílicas fotoativas - Matriz de dimetacrilato de uretano - Carga: inorgânica sílica pirogênica orgânica polimetacrilato de metila - Ativador canforoquinona PROPRIEDADES FÍSICAS DAS RESINAS ACRÍLICAS 1. Contração de polimerização. 2. Porosidade. 3. Absorção de água. 4. Solubilidade. 5. Tensões de processamento. 6. Trincamento. 7. Resistência. 8. Escoamento (creep). 1 Contração de polimarização POLIMERIZAÇÃO MUDANÇA DE DENSIDADE CONTRAÇÃO VOLUMÉTRICA DO POLÍMERO 2 Porosidade Vaporização do monômero não reagido. Falta de homogeneidade da massa plástica. Falta de pressão durante a polimerização. 3 Absorção de água DIFUSÃO Expansão da massa polimerizada. Interferência no entrelaçamento das cadeias poliméricas.
CONSEQUÊNCIAS: Liberação das tensões internas. Alteração das características físicas. 4 - Solubilidade Especificação Nº 12 da A.D.A. 0,04 mg / cm2 CONSEQUÊNCIA: Irritação tecidual (monômero). 5 Tensões de processamento (alterações dimensionais) Inibição do processo de contração. Diferença de espessura. Manuseio e mistura inadequados. Aquecimento e resfriamento mal controlado. 6 - Trincamento ALTERAÇÕES DIMENSIONAIS LIBERAÇÃO DE STRESS. SEPARAÇÃO MECÂNICA DAS CADEIAS POLIMÉRICAS CONSEQUÊNCIAS: Estética. Propriedades físicas. 7 Resistência Composição da resina. Técnica de processamento. - Grau de polimerização. - Ciclo de polimerização. Condições do ambiente oral. 8 Flexão - Escoamento (creep) Comportamento visco-elástico. Temperatura. Carga aplicada. Monômero residual. Presença de plastificantes Usos diversos das resinas acrílicas Reparo Reembasamento Forramento ou Base Moldeiras Dentes
LABORATÓRIO DE RESINAS ACRÍLICAS CONSTRUÇÃO DE UMA MOLDEIRA INDIVIDUAL PARA DESDENTADO EM RESINA ACRÍLICA ATIVADA QUIMICAMENTE (R.A.A.Q) Materiais utilizados - modelo de gesso desdentado; - espátula n 7 e 31; - pincel n 18; - lâmina de cera 7; - lamparina à álcool; - isqueiro; - R.A.A.Q (pó e líquido); - mufla; - vaselina sólida; - isolante. Obter um molde - Através de uma Moldagem se obtém um Molde. Obter um modelo - Vazando o gesso sobre este molde, se obtém o Modelo (moldelo de estudo) de um paciente desdentado ou edentado. Delimitação da área chapeável - Delimitar com um lápis a zona a ser atingida pela moldeira. Delimitação da área chapeável Lâmina de cera - Tomar uma lâmina de cera, dividir ao meio, plastificá-la na lamparina a álcool e colocá-la sobre o modelo. - Adaptando sobre a superfície delimitada com o lápis, recortando o excesso que ultrapassar o contorno marcado. Fazer o cabo da Moldeira - com a outra metade da cera 7, fazer o cabo da moldeira. Lubrificar a mufla - Lubrificar as paredes internas da mufla com uma camada fina de vaselina sólida Incluir o modelo na parte inferior da mufla - Espatular gesso comum, vertendo a mistura resultante no interior da parte inferior da mufla, imediatamente após isto, colocar o modelo, pela sua base, sobre o gesso fluido. Incluir o modelo na parte inferior da mufla - Alisar a superfície do gesso, parcialmente fluido, dando-lhe uma inclinação para baixo e para fora.
- Após a presa final do gesso, lubrificar toda a superfície exposta com vaselina sólida. - Adaptar a metade da parte superior da mufla (contra mufla) sobre a inferior, sem a tampa. - Espatular gesso comum, verter a mistura obtida, sob vibração e em porções, no interior da mufla, a mistura fluida irá escoar cobrindo toda a superfície. - Colocar gesso em excesso e comprimir o excedente ao fechar a mufla com a respectiva tampa. - Após o endurecimneto do gesso, separar as duas metades da mufla. Remover a cera incluída no gesso - utilizando uma espátula para cera nº 7 Isolar as superfícies do gesso - Utilizando um isolante à base de alginato (CEL-LAC). PÓ + LÍQUIDO Massa homogênea passível de modelagem Manipular a Resina Acrílica - Misturar em um pote de vidro, provido de tampa, colocá-se o pó de resina acrilica e depois o liquido, tampando em seguida o pote. - Tampando em seguida o pote de vidro. Fases macroscópicas de polimerização - Arenosa - Pegajosa - Plástica (ideal para prensagem) - Borrachóide Fase plástica - homogenizar a mistura por manipulação, dar-lhe a forma triangular e adaptála com os dedos contra a cavidade formada na mufla. Prensagem - Comprimir em uma prensa as duas metades da mufla para moldar a resina acrílica. - Feito isto, a mufla é mantida com as duas metades comprimidas em uma prensa, por uma hora no mínimo. - Abrir a mufla e retirar as matrizes de gesso do seu interior. Separar a moldeira do gesso - Com golpes suaves e com cuidados, com uso de um martelo, devemos separar a moldeira de resina acrílica, do seu revestimento de gesso. Acabamento e polimento - Não alterar a superfície interna da moldeira de resina acrílica; - Preservar os limites da área chapeável. - Remover as rebarbas e ou outras irregularidade, com pedras abrasivas e brocas (maxicut e minicut).
- Em seguida usar lixas montadas em mandril fendado, sempre preocupado com o limite da área chapeável. - O polimento é feito em seguida, com roda de feltro ou escova e pedra pomes em água. - Polimento final com Branco de Espanha, umedecido com água e aplicado com escova de cerdas ou com roda de pano.