FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA Estudo Aprofundado da Doutrina Espírita Livro IV Espiritismo, o Consolador Prometido por Jesus Módulo II A Morte e seus Mistérios Roteiro 1 O temor da morte
Objetivo Explicar porque o momento da morte é, em geral, temido. Analisar características do processo de perturbação espiritual presente na desencarnação. Esclarecer, à luz do Espiritismo, como ocorre a desencarnação e quais são suas principais etapas.
Morte... É a libertação dos cuidados terrenos... KARDEC, A. O livro dos médiuns. Segunda parte, cap.26, questão 291, item 20. A morte é apenas a destruição do envoltório material, que a alma abandona, como faz a borboleta com a crisálida, conservando porém seu corpo fluídico ou perispírito. KARDEC, A. O que é o espiritismo: noções elementares do mundo invisível, pelas manifestações dos espíritos. Cap.2 item 12.
Desencarnação Desencarnar é como mudar de plano, como alguém que se transferisse de uma cidade para outra, aí no mundo, sem que o fato lhe altere as enfermidades ou as virtudes com a simples modificação dos aspectos exteriores. XAVIER, F. C. O consolador. Pelo Espírito Emmanuel. Questão 147. Efetivamente, a desencarnação representa o abandono compulsório de todos os bens transitórios que acumulamos ou de que nos servimos. JACINTHO, R. Intimidade. Item: Levar.
Temor da Morte Não conhecimento da vida no além-túmulo Consciência de culpa, em razão de atos cometidos durante a existência física
155. Como se opera a separação da alma e do corpo? Desfeitos os laços que a retinham, ela se desprende. 155-a. A separação se dá instantaneamente por brusca transição? Haverá uma linha de demarcação claramente traçada entre a vida e a morte? Não; a alma se desprende gradualmente e não escapa como um pássaro cativo a que se restituiu subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e se confundem, de modo que o Espírito se desprende pouco a pouco dos laços que o prendiam: eles se desatam, não se quebram. KARDEC, A. O livro dos espíritos.
Durante a vida, o Espírito está preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é apenas a destruição do corpo, e não a desse segundo envoltório, que se separa do corpo quando cessa neste a vida orgânica. A observação comprova que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos.. [...] KARDEC, A. O livro dos espíritos. Questão 155-a- comentário. [...] O amor aos bens terrenos é um dos mais fortes entraves ao vosso adiantamento moral e espiritual[...] KARDEC, A. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. XVI, item 14.
[...] O homem vive incessantemente em busca da felicidade, que lhe escapa a todo instante, porque a felicidade sem mescla não existe na Terra. Entretanto, apesar das vicissitudes que formam o cortejo inevitável da vida terrena, poderia ele, pelo menos, gozar de relativa felicidade, se não a procurasse nas coisas perecíveis e sujeitas às mesmas vicissitudes, isto é, nos gozos materiais, em vez de procurá-la nos prazeres da alma, que são um gozo antecipado das alegrias celestes, imperecíveis; em vez de procurar a paz do coração, única felicidade real neste mundo, ele se mostra ávido de tudo que o possa agitar e perturbar e, coisa curiosa! O homem parece criar para si, propositadamente, tormentos que está nas suas mãos evitar. [...] KARDEC, A. O evangelho segundo o espiritismo. Cap. V, item 23.
[...] A vida espiritual é, realmente, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito; sua existência terrestre é transitória e passageira, espécie de morte, se comparada ao esplendor e atividade da vida espiritual. O corpo não passa de vestimenta grosseira que reveste temporariamente o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual ele se sente feliz em libertar-se. [...] KARDEC, A. O evangelho segundo o espiritismo. Cap.XXIII, item 8.
Vamos discutir e elaborar uma breve apresentação sobre os seguintes temas: Grupo 1 A desencarnação: o desligamento perispiritual. Grupo 2 Etapas da desencarnação. Grupo 3 A perturbação no momento da desencarnação.
Grupo 1 1. É dolorosa a separação da alma do corpo no momento da desencarnação? 2. É a partida do Espírito que causa a morte do corpo? Explique. 3. Quais os cuidados que devemos ter ao optarmos pela cremação ao invés do sepultamento? 4. Quais as considerações de Chico Xavier sobre as doações de órgãos?
Grupo 2 1. Existe alguma característica que parece estar presente em todas as desencarnações? Qual? 2. Explique em poucas palavras como se dá o processo de desligamento do perispírito do corpo físico as principais etapas.
Grupo 3 1. Defina ESTADO DE PERTURBAÇÃO no momento da desencarnação. 2. Qual a causa de maior ou menor sofrimento no momento da desencarnação? 3. Por que a perturbação no momento da desencarnação se revela um pouco mais complexa nas mortes violentas, sobretudo no suicídio?
Concluindo Com a reencarnação, o perispírito achava-se enraizado nas moléculas do corpo físico. Ocorrendo a desencarnação, [...] o perispírito se desprende, molécula a molécula, conforme se unira [na reencarnação], e o Espírito é restituído à liberdade. Assim, não é a partida do Espírito que causa a morte do corpo; esta é que determina a partida do Espírito [...]. KARDEC, A. A gênese. Cap. XI, item 18.
Concluindo [...] o sofrimento que acompanha a morte está subordinado à força adesiva que une o corpo ao perispírito; que tudo o que puder atenuar essa força e acelerar a rapidez do desprendimento, torna a passagem menos penosa; e, finalmente, que se o desprendimento se operar sem dificuldade, a alma não experimentará nenhuma sensação desagradável. KARDEC, A. O céu e o inferno. Segunda parte, cap. 1, item 5.
Concluindo [...] A perturbação pode, pois, ser considerada o estado normal no instante da morte; sua duração é indeterminada, variando de algumas horas a alguns anos. À proporção que se liberta, a alma encontra-se numa situação comparável à de um homem que desperta de profundo sono; as ideias são confusas, vagas, incertas; vê como que através de um nevoeiro, aclarando-se a vista pouco a pouco e lhe despertando a memória e o conhecimento de si mesma. Esse despertar, contudo, é bem diverso, conforme os indivíduos; nuns é calmo e cheio de sensações deliciosas; noutros é repleto de terrores e de ansiedades, qual se fora horrível pesadelo. KARDEC, A. O céu e o inferno. Segunda parte, Cap. 1 item 6.
Que tal agora refletir sobre o assunto e correlacioná-lo à aplicação prática em nosso cotidiano? O que eu posso fazer para tornar mais tranquilo meu processo de desligamento perispiritual?