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XXVIENANGRAD A QUALIDADE DOS ESPAÇOS DE CIRCULAÇÃO URBANA - CALÇADAS - LOCALIZADAS NO ENTORNO DOS EQUIPAMENTOS PÚBLICOS DOS SERVIÇOS DE SAÚDE DO MUNICÍPIO DE GUARULHOS/SP Amanda Chiles Pereira Marcos Antonio Maia de Oliveira Elizangela Geraldina Fraga Tatiane Chiles Toledo FOZDOIGUAÇU,2015

ÁREATEMÁTICA:GestãodeOperaçõeseLogística AQUALIDADEDOSESPAÇOSDECIRCULAÇÃOURBANA6 CALÇADAS6LOCALIZADASNOENTORNODOSEQUIPAMENTOS PÚBLICOSDOSSERVIÇOSDESAÚDEDOMUNICÍPIODE GUARULHOS/SP

RESUMO O presente estudo apresenta a percepção de portadores de deficiência física com relação à qualidadedosespaçosdecirculaçãourbana calçadas localizadasnoentornodosequipamentos públicos dos serviços de saúde do município de Guarulhos/SP. A proposta baseougse em uma pesquisarealizadapelocentrodereferênciaespecializadadeassistênciasocial CREAS,Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias nos meses de outubroenovembrode2014.ametodologiautilizadafoiconsultaamateriaisbibliográficos(livrose periódicos), visita técnica e as constatações diárias de uma das autoras deste artigo, funcionária CREAS, quanto aos problemas de mobilidade urbana de deficientes físicos aos equipamentos públicosdesaúdedeguarulhos.constatougsequeaopiniãooupercepçãodaspessoasusuáriasde cadeirasderodasoucomdificuldadesdelocomoçãoemguarulhosnemsempreacompanhasuas necessidadesdeirevire,osresultadosmostradosduranteodesenvolvimentodapesquisapodem serdegrandeutilidadeparatécnicosougestoresdosserviçospúblicosenvolvidoscomacirculação urbana com vistas a facilitar a acessibilidade e a independência das pessoas portadoras de deficiênciafísicaousimplesmentecommobilidadereduzida. Palavras6chave:MobilidadeUrbana[Acessibilidade[DeficientesFísicos[CalçadasGGuarulhos. ABSTRACT This study presents the perception of disabled guests with the quality of the spaces of urban circulationgsidewalksglocatedaroundthepublicfacilitiesofhealthservicesinthecityofguarulhos/ SP.TheproposalwasbasedonasurveyconductedbytheReferenceSocialAssistanceSpecialized CenterGCREAS,SocialProtectionServiceSpecialDisabled,ElderlyandTheirFamiliesinthemonths ofoctoberandnovember2014.themethodologyusedwastheconsultationmaterialsbibliographic (booksandperiodicals),technicalvisitandthedailyobservationsofoneoftheauthorsofthisarticle, anofficialcreas,abouttheproblemsofurbanmobilityofdisabledpeopletopublicfacilitiesofhealth Guarulhos. It was found that the opinion or perception of the people who use wheelchairs or with walkingdifficultiesinguarulhosnotalwaysaccompanyyourneedstocomeandgo,andtheresults shown during the development of the research can be useful for technicians or managers public servicesinvolvedinurbanmovementinordertofacilitateaccessibilityandindependenceforpeople withphysicaldisabilitiesorsimplywithreducedmobility. Keywords:UrbanMobility[Handicap[SidewalksGGuarulhos

1. INTRODUÇÃO Ascalçadasdagrandemaioriadascidadesbrasileiras,quandoexistem,seencontramem situaçõesprecáriastrazendodesconfortoeinsegurançaaospedestresemgeraleaosportadoresde deficiência física em particular. Este trabalho se propõe a uma avaliação preliminar das condições das calçadas do município de Guarulhos localizadas no entorno dos equipamentos públicos dos serviçosdesaúdecomo:hospitalmunicipaldeurgências(hmu,figura1),localizadonobairrobom Clima[CentrodeEspecialidadeMédicasdeGuarulhos(CEMEG,Figura2),localizadonobairroVila Augusta[ Hospital Geral de Guarulhos (HGG, Figura 3), localizado no Parque Cecap e Hospital Municipal Pimentas Bonsucesso (Figura 4), localizado na Vila Imperial, região do bairro dos Pimentas. Deste modo, buscamos desenvolver e aplicar uma visão mais abrangente sobre a mobilidadeurbanaemcalçadasdaspessoascommobilidadereduzida cadeirantes nomunicípio deguarulhos,quetranscendaadiscussãodemodaiseofertadeinfraestruturaetrataroconceitode mobilidadecomoafacilidadedesechegaradestinos(acessibilidade). FIGURA 1: Hospital Municipal de Urgências FIGURA 2: Centro de Especialidades Médicas de Guarulhos FIGURA3:HospitalGeraldeGuarulhosFIGURA4:HospitalMunicipalPimentasBonsucesso FONTE:Osautores A metodologia utilizada foi consulta a materiais bibliográficos (livros e periódicos), visita técnica e as constatações diária de uma das autoras deste artigo, funcionária do Centro de ReferênciaEspecializadadeAssistênciaSocial CREAS,ServiçodeProteçãoSocialEspecialpara Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias, quanto aos problemas de mobilidade urbana de deficientesfísicosaosequipamentospúblicosdesaúdedeguarulhosoqualserádetalhadonoitem EstudodeCaso. Noquesitodesenvolvimentourbano,Guarulhos/SPéumdostrintaenove(39)municípiosda 2 GrandeSãoPauloGacidadetemumaáreade319,19km.Ésegundacidadecomamaiorpopulação a doestadodesãopaulo(1.221.979habitantes)ea12 maispopulosadobrasil.(prefeituramunicipal deguarulhos,2015). Graçasadiversosfatorescomoocupaçãourbanaepolíticaspúblicasacidadesetornouum centrodedistribuiçãoelogística,porestarlocalizadonaconfluênciadeestradasqueligamsãopaulo

aoriodejaneiro(rodoviapresidentedutra),sãopauloabelohorizonte(rodoviafernãodias), possuiremseuterritórioomaioraeroportodaaméricalatinaeomaiorterminaldecargasdopaísg AeroportoInternacionaldeSãoPauloGovernadorAndréFrancoMontoro(AISP)eaindaaRodovia AyrtonSennaque,facilitaaligaçãodeSãoPaulodiretamentecomoAISP. Acidadecontaoficialmentecom46bairros(Figura5)segundodadosdaPrefeitura(2015), mas,encontragseemfasederegulamentaçãomais15bairroslocalizadosnasuamaiorianaregião dobairrodospimentasedobairrosãojoão. FIGURA5:BairrosdoMunicípiodeGuarulhos FONTE:PrefeituraMunicipaldeGuarulhos(2015) Diantedosdadoseinformaçõesreferentesaosegmentomobilidadeurbana,umaquestão cadadiamaisrelevanteéapreparaçãodascidadesemváriosaspectosparaquesuaspopulações antessegregadas 1 sejamsocialmenteincluídas.dentreestes,aacessibilidadefiguraentreosmais importantes. 2. REFERENCIALTEÓRICO 2.1MobilidadeUrbanaXAcessibilidade Oconceitodemobilidadeurbanaevoluiuaolongodasúltimasdécadas,superandoofoco exclusivoemproblemasviáriosedirecionandogoparaquemrealmenteimporta:aspessoas.hoje,a mobilidadetemsidoplanejadademaneiraholística,deacordocomasnecessidadeslocais,levandog seemcontafatoreseconômicos,sociais,ambientaisegeográficosdecadaregião,conformefigura 6. 1 SegundoNeri(2003,p.27)estimaGsequepelomenos10%dapopulaçãodoplanetatemdeficiência. No Brasil, o Censo realizado em 2010 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estimaumcontingentede23,9%dapopulaçãocomalgumtipodedeficiência(semob,2015).

FIGURA6:Mobilidadeurbana FONTE:Vasconcellos(2015,p.18) ALeiFederalnº12.587/2012queinstituiuaPolíticaNacionaldeMobilidadeUrbana(PNMU) define Mobilidade Urbana como "condição em que se realizam os deslocamentos de pessoas no espaçourbano".(pnmu,2012). Jáacessibilidade É a condição para a utilização com segurança e autonomia, total ou assistida, dos espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, das edificações,dosserviçosdetransporteedosdispositivos,sistemasemeios de comunicação por pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida. (Decreto5296/2004) E,acalçadaé O equipamento capaz de proporcionar a acessibilidade do pedestre ao espaçourbano,permitindoqueomesmoatinjaseudestinocomconfortoe segurança. [...] devem acomodar, além do fluxo de pedestres nos dois sentidosdecirculação,omobiliáriourbanoeaarborizaçãodasvias.[...]um elemento fundamental na concepção das calçadas é a garantia de acessibilidade aos portadores de necessidades especiais. (DUARTE, SÁNCHEZ,LIBARD,2012,p.21). Paraacirculaçãodepessoassemproblemasdelocomoçãoalgumascaracterísticasfísicas dascalçadaspodempassardespercebidasouserem facilmente superadas, mas,paraosusuários que possuem alguma restrição de deslocamento tais características podem se tornar verdadeiros obstáculos,quandopresentesemequipamentosdeusopúblico e,aindamaisdaáreadasaúde e acabamsegregandoedescriminandoosusuários,negandoglhesapossibilidadedeutilizáglas. NoBrasil,aprimeiranormasobreacessibilidade(NBR9050/2004) 2 datadadadécadade80 veio suprir uma carência quanto aos referenciais técnicos a respeito da questão da acessibilidade. Dentro do contexto de uso público, a NBR supracitada menciona as adequações que devem ser feitasnasáreascomunsdecirculaçãocomocalçadasemobiliáriourbano,astravessiasderuase semáforos,bemcomoestacionamentonasviaspúblicas,comunicaçãoesinalização. 2.2 PessoaPortadoradeDeficiênciaFísica Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU) uma pessoa portadora de deficiência física É qualquer indivíduo incapaz de assegurar por si mesmo, total ou parcialmente,asnecessidadesdeumavidaindividualousocialnormal,em decorrência de uma deficiência congênita ou não, temporária ou permanente, em suas capacidades físicas, sensoriais ou mentais. (DeclaraçãodosDireitosdasPessoasDeficientes,1975) 2 NBR9050/2004.Dispõesobreacessibilidadedeedificações,mobiliário,espaçoseequipamentos urbanos. Disponível em http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/sites/default/files/arquivos/%5bfield_generico_imagensg filefieldgdescription%5d_24.pdf.acessoem20nov.2014.

Alegislaçãobrasileira,atravésdaConstituiçãoFederalde1988(Art.1ºeArt.3º),prevê,a partirdaigualdadededireitos,aproteçãodoportadordedeficiência.direitoestequeépreconizado nadeclaraçãouniversaldosdireitoshumanos,proclamadapelaonuem1948. Em 10 de julho de 1999, visando principalmente ao acompanhamento e à avaliação da PolíticaNacionaldaPessoaPortadoradeDeficiência(Decretonº914/93)edaspolíticassetoriaisde educação,saúde,trabalhoeassistênciasocial,transporte,cultura,turismo,desporto,lazerepolítica urbana,nasquestõesrelativasàpessoacomdeficiênciaécriadooconselhonacionaldosdireitos da Pessoa Portadora de Deficiência (CONADE), no âmbito do Ministério da Justiça, por meio da MedidaProvisórianº1799G6.(SASSAKI2009). ComonestetrabalhooptouGsepordesenvolverumestudorelacionadoàspessoasportadoras dedeficiênciafísica cadeirantes serácomentado,brevemente,sobreosímbolointernacionalde Acesso(Figura7),universalmenteconhecido,paraadeficiêncianatrajetóriainclusiva. FIGURA7:SímboloInternacionaldeAcesso FONTE:CONADE(2015) OSímbolodaFigura7foiaprovadoeadotadono11ºCongressoMundialsobrereabilitação de Pessoas Deficientes, realizado pela Rehabilitation International (RI) em setembro de 1969 e adotado no Brasil, através da Lei 7405/85. Este símbolo identifica edifícios e instalações que não possuem barreiras arquitetônicas. Nesses locais, deficientes físicos, mentais e sensoriais, idosos, obesos e todos o que se locomovem com alguma dificuldade temporária ou permanente podem realizar sua movimentação com independência pessoal e podem valer o seu direito de ir e vir. (CONADE,2015). E, para regulamentar os critérios básicos para promoção da acessibilidade de pessoas portadorasdedeficiênciaoucomdificuldadedelocomoçãofoieditadaalei10.098/2000 3 quetratou daeliminaçãodasbarreirasarquitetônicas(medianteasupressãodebarreiraseobstáculosemviase espaços públicos, no mobiliário urbano, na construção e reforma de edifícios inclusive privados destinadosaousocoletivo)enosmeiosdetransportecoletivoedeacessibilidadenossistemasde comunicação. No Brasil e, mais especificamente em Guarulhos, as poucas adaptações de acessibilidade quesetemfeitocomeçampeloespaçointernodosveículos,comônibusadaptadosparaportadores de deficiência (Figura 8) e terminam, normalmente, nas paradas de ônibus com algumas calçadas táteis(figura9). 3 Lein o 10.098/2000.Estabelecenormasgeraisecritériosbásicosparaapromoçãodaacessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida, e dá outras providências. Disponívelemhttp://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l10098.htm.Acessoem20Nov.2014.

FIGURA8:Ônibusadaptado EmpresaCamposdosOuros FONTE:Osautores(2015) FIGURA9:Calçadastáteis RegiãoPimentas FONTE:Osautores(2015) Algunsdeslocamentoscurtosdependemsomentedaexistênciadecondiçõesadequadasnas calçadas.segundo,yazigi(2000,p.35)amaioriadosbrasileirosresolveboapartedeseusafazeres apé.aproximadamente40%dasviagenssuperioresa500metrosdedistânciasãofeitasapé...[...] de nada adiantará adaptar os coletivos urbanos se o portador de cadeira de rodas não conseguir chegar ao ponto de ônibus algo muitas vezes observado em várias paradas de ônibus de Guarulhos,sejapelafaltadecalçadasrebaixadas,pisostáteisoumesmocobertura. 3ESTUDODECASO OEstudofoidesenvolvidocomoobjetivodepermitiraoCentrodeReferênciaEspecializada deassistênciasocial(creas)gserviçodeproteçãosocialespecialparapessoascomdeficiência, Idosas e suas Famílias de Guarulhos, subordinado à Secretaria de Desenvolvimento Social um acompanhamentomaisaproximadoquantoaqualidadedosespaçosdecirculaçãourbanagcalçadas G localizadas no entorno dos equipamentos públicos dos serviços de saúde do município de Guarulhos/SP. Primeiro fazgse necessário esclarecer porque foram escolhidos somente quatro (4) equipamentos públicos de saúde sendo que a cidade conta com quinze (15) ambientes dessa natureza. Tudo começou a partir de uma consulta interna as fichas de todos os assistidos pelo CREAS/Guarulhos e, constatougse que mais de 70% dos assistidos utilizam os equipamentos estudados.

Em um segundo momento verificougse que muitos dos assistidos chegam ou saem dos equipamentos analisados acompanhamentos por seus familiares (75%) ou sozinhos (25%) utilizando na maioria das vezes o transporte público, pois não contamos na cidade com um tipo de transporte porta a porta para passageiros especiais como o Serviço de Atendimento Especial, ou Atende da Prefeitura de São Paulo, que é uma modalidade de transporte gratuito, porta a porta, destinadoàspessoascomdeficiênciafísicasevera,asquaistenhamvínculoàcadeiraderodas. O que contamos na cidade é com um serviço de gratuidade nos ônibus urbanos aos passageiroseseusacompanhantesque,atédezembrode2014tinhaqueserrenovadoanualmente, mas,comaalteraçãododecretonº32372/2015arenovaçãopassouaseracadadois(2)anos.a ideia é tornar este benefício vitalício sem a necessidade de comprovação da deficiência, pois atualmenteacidadecontacomcercadeseis(6)mildeficientesfísicos. Em um terceiro momento buscougse fazer uma análise das calçadas utilizadas pelos cadeirantesaosequipamentosdesaúde,poiscomobemsabemosnãosepodetomarumônibusou entrar em um carro sem deslocamento complementar a pé e, as calçadas bem planejadas e construídas oferecem ao usuário de cadeira de rodas ou aos com dificuldades de locomoção a mesmaliberdadeefacilidadedemovimentoqueorestantedapopulação. ConstatouGse que, em todos os equipamentos analisados as calçadas apresentam diversos problemas de acesso como: calçadas desniveladas algumas inclusive com a implantação de rampas para além do meiogfio (Figura 10) G, quebradas (Figura 11), esburacadas (Figura 12), com degraus altíssimos (Figura 13), com entulho (Figura 14), com ocupações irregulares (comércio clandestino,principalmente Figura15),paracitaralguns. FIGURA10:CalçadaDesnivelada PimentasFIGURA11:CalçadaQuebrada CECAP FIGURA12:CalçadaEsburacada BomClimaFIGURA13:CalçadacomDegraus Vila Augusta FIGURA14:CalçadacomEntulho BomClimaFIGURA15:CalçadacomComércio Centro FONTE:Osautores(2015)

Porcontadessesproblemas,emalgunscasos,ospedestressãoobrigadosaandarnarua paradesviardosburacosoudalamaqueseformaquandochoveemalgumascalçadascompostas apenasporterra. 4.CONSIDERAÇÕESFINAIS Nesta pesquisa procurougse levantar a importância de algumas características físicas e ambientaisdascalçadasdeguarulhoslocalizadasnoentornodosequipamentospúblicosdesaúde domunicípioe,observougsequea acessibilidadevaimuitoalémdesócolocarrampasparaquem anda em cadeiras de rodas. Os passeios precisam ser planejados para atender toda a população, masmuitodissoacontecepelafaltadequalificaçãodosprofissionaisqueplanejam.énecessário pensar na coletividade. Nenhuma rua dos equipamentos de saúde pesquisados possui uma calçadacom percurso completo, algumas têm a questão da interrupção, outras faltam rebaixos em faixas de pedestres. A população também precisa ter consciência e reclamar aos órgãos responsáveis,principalmentequantoafiscalizaçãoporpartedosórgãosparaacabarcomocupações ilegaisemcalçadas,comoacontecenaregiãodocentro. Ressaltamosqueestápesquisaaindaestáemfasedeestudose,comelanãopretendemos mexernosespaçosurbanísticosdeguarulhos, mas,tentaradequágloaos diferentes,socialmente falando, pois o que se observa hoje na cidade é que a mesma não foi pensada para todos. E, os resultados mostrados durante o desenvolvimento da pesquisa podem ser de grande utilidade para técnicosougestoresdosserviçospúblicosenvolvidoscomacirculaçãourbanacomvistasafacilitara acessibilidadeeaindependênciadaspessoasportadorasdedeficiênciafísicaousimplesmentecom mobilidadereduzida. 5 REFERÊNCIAS BERGMAN, L.[ RABI, N. I. A. MOBILIDADE E POLÍTICA URBANA: SUBSÍDIOS PARA UMA GESTÃOINTEGRADA.RiodeJaneiro:IBAM[MinistériodasCidades,2005. DEFICIÊNCIA FÍSICA. Disponível em http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/conade. Acesso em20nov.2014. DRUCIAKI, V.P.[ FERREIRA, E.R.[ OLIVEIRA, R.R. GEOGRAFIA E TRANSPORTES: ESTUDOS SOBRECIRCULAÇÃO,MOBILIDADEETRANSPORTES.RioClaro(SP):Nemu,2011. DUARTE,F.[SÁNCHEZ,K.[LIBARDI,R.INTRODUÇÃOÀMOBILIDADEURBANA.Curitiba,Juruá, 2012. FELEX, J.B. O usuário: um instrumento de avaliação. 203 f. Tese (Doutorado em Transportes). EscoladeEngenhariadeSãoCarlos,UniversidadedeSãoPaulo,SãoCarlos,1984. GUARULHOS.Disponívelemhttp://www.guarulhos.sp.gov.br.Acessoem20Nov.2014. GUIMARÃES, G.S. COMENTÁRIOS A LEI DA MOBILIDADE URBANA: Lei nº 12.587/12. Belo Horizonte:Ed.Fórum,2012. NERI,M.(etal).RETRATOSDADEFICIÊNCIANOBRASIL.RiodeJaneiro:FGV,2003. POLÍTICA NACIONAL DE MOBILIDADE URBANA. Lei nº 12.587. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011g2014/2012/lei/l12587.htm.acessoem20nov.2014. SANTOS, L.M. Desenvolvimento metodológico para valoração de defeitos de calçadas. 133 f. Dissertação(MestradoemTransportesUrbanos).DepartamentodeEngenhariaCivil.Faculdadede Tecnologia,UniversidadedeBrasília,Brasília,2002. SASSAKI,R.K.Símbolosparadeficiênciasnatrajetóriainclusiva.Reação.N.66.Jan./Fev.2009,p. 11G17. SEMOB.SecretariaNacionaldeTransporteedaMobilidadeUrbana.PROGRAMABRASILEIRODE ACESSIBILIDADEURBANA:BRASILACESSÍVEL.Brasília:SEMOB,2015. SILVA,E.F.MEIOAMBIENTEEMOBILIDADEURBANA.SãoPaulo:Ed.Senac,2014. VASCONCELLOS, E.A. MOBILIDADE URBANA: O QUE VOCÊ PRECISA SABER. São Paulo: CompanhiadasLetras,2013.. POLÍTICAS DE TRANSPORTE NO BRASIL 6 A CONSTRUÇÃO DA MOBILIDADE EXCLUDENTE.SãoPaulo:Manole,2014. YÁZIGI, E. O MUNDO DAS CALÇADAS: POR UMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA DE ESPAÇOS PÚBLICOS.SãoPaulo:Humanitas/ImprensaOficial,2000.