de de património imaterial

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Transcrição:

de Kit recolha de património imaterial PATRIMÓNIO MATERIAL INVENTÁRIO DE EDIFÍCIOS FICHA N.º 1. NOME DO EDIFÍCIO: 2. LOCALIZAÇÃO: DISTRITO CONCELHO FREGUESIA LOCAL IMAGEM 1

3. FUNÇÃO/UTILIZAÇÃO: 4. DATA DE CONSTRUÇÃO: 5. DADOS HISTÓRICOS: 2

3

6. RESPONSÁVEIS PELA CONCEÇÃO/CONSTRUÇÃO: 7. PROPRIETÁRIO ATUAL: 8. DESCRIÇÃO: 4

9. MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO UTILIZADOS: 5

10. ESTADO DE CONSERVAÇÃO: MUITO BOM BOM REGULAR MAU 11. RELAÇÃO DO EDIFÍCIO COM MANIFESTAÇÕES DE PATRIMÓNIO IMATERIAL: 12. OUTRAS INFORMAÇÕES: ELABORADO POR: DATA: 6

INSTRUÇÕES Tal como referido na Introdução deste Kit, muitas vezes a documentação do Património Imaterial não pode ser dissociada do Património Material. Como tal, deves utilizar esta Ficha sempre que seja necessário caracterizares, com maior pormenor, uma expressão do Património Imaterial cuja realização implique a utilização de um determinado tipo de edifício ou construção, mesmo que esta não tenha uma utilização permanente mas apenas provisória. Entre os muitos casos possíveis, esta Ficha pode ser preenchida para identificar os edifícios (Igreja, Capela, Mesquita, Sinagoga, etc.) utilizados para a realização de festas religiosas. Pode também ser utilizada como complemento à documentação de saberes ou ofícios tradicionais, como os de moleiro e lagareiro, que se realizam em edifícios equipados especificamente para esse fim, respetivamente os moinhos, de água ou de vento, e os lagares de azeite. No caso das atividades piscatórias, a Ficha pode ser utilizada para caracterizar as construções em que se guardam as artes de pesca (ex: redes), ou que se utilizam para a seca de peixe. No caso das atividades agrícolas, a Ficha pode ser utilizada para documentar todas as construções utilizadas para guardar as alfaias agrícolas, os animais de trabalho, os produtos da terra, como por exemplo os Espigueiros, que se utilizam Noroeste de Portugal para conservar as espigas de milho. Pode ser utilizada também para caracterizar muitos outros tipos de construções por vezes associadas ao trabalho agrícola, como os pombais, utilizados em parte para produção de estrume, ou os poços, engenhos e noras, utilizados para regar os campos. No caso do pastoreio, a Ficha pode ser utilizada para descrever os abrigos dos pastores, sempre que estes sejam utilizados e, é claro, os próprios currais e todas as instalações utilizadas no manuseio do gado. No preenchimento da Ficha de Inventário de Edifícios, deves começar por identificar o nome pelo qual é conhecido (ex: Moinho, Lagar de Vinho, Oficina, Lagar de Vinho, etc.) e a sua localização. Tal como em qualquer documento de identificação, é importante que esta Ficha seja ilustrada com uma imagem do edifício, que poderá consistir numa fotografia ou num desenho colocado no espaço para tal destinado. Quanto à sua data de construção, caso não seja possível identificar o ano preciso, deves indicar o período aproximado (ex: Década de 1930; 1930/1940) ou, pelo menos, o século (ex: Século XX). Deves procurar saber dados históricos sobre o edifício, como por exemplo a quem pertencia originalmente, como passou a pertencer ao atual proprietário, eventuais alterações e/ou ampliações que nele tenham sido feitas ao longo do tempo, quando e porquê deixou de ser utilizado, etc. Deves efetuar a descrição do edifício sempre do geral para o particular (isto é, da sua estrutura para as suas várias partes), como nesta descrição de um moinho de vento: Moinho de vento, em alvenaria, de planta circular, de três pisos. Sobre o piso superior ergue-se o capelo, telhado cónico movido a partir do interior do moinho para orientação do velame ao vento. No piso superior situa-se a mó alveira, utilizada para a moagem de trigo. No piso intermédio situa-se a mó secundeira, utilizada para a moagem de milho. No piso térreo está instalado um crivo mecânico, utilizado para a limpeza do grão a moer. Este piso é ainda utilizado para o armazenamento dos sacos de farinha. Deves procurar ser o mais exaustivo possível na identificação de todos os materiais de que é 7

feito o edifício. No caso deste moinho, cuja estrutura principal é de alvenaria, deveria ser indicado, por exemplo, que os sobrados de cada piso são em madeira, que o capelo é constituído por uma estrutura de barrotes em madeira forrada a chapas de zinco e, naturalmente, deveria ser indicado que as mós são feitas de pedra. Na ficha deves indicar ainda identificar os intervenientes fundamentais na história do edifício: os responsáveis pela sua conceção e/ou construção e o seu atual proprietário. No primeiro caso não te esqueças que um edifício pode ser construído com recurso a vários saberes especializados no trabalho da pedra, da madeira, do adobe, etc. Sempre que seja possível, todos estes intervenientes deverão ser aqui identificados. Deves ainda identificar o estado de conservação do edifício, utilizando a escala indicada (Muito Bom; Bom; Regular; Mau), bem como evidenciar qual a sua relação com o Património Imaterial da respetiva comunidade. Por exemplo, caso o moinho seja ainda normalmente utilizado, isso pode significar que o edifício desempenha ainda um papel importante na utilização dos saberes tradicionais inerentes ao ofício de moleiro. No entanto, é importante perceber se o moleiro utiliza o moinho apenas para produção de farinha para consumo da sua própria casa, ou se presta esse serviço a outras famílias da comunidade. É igualmente importante saber se, apesar de o moinho ser utilizado e de, como tal, este saber tradicional estar ativo, este moleiro ser já o último na comunidade. Neste caso, tal poderá significar que, nesta comunidade, esse saber se defronta com a ameaça da ausência da sua transmissão às gerações futuras. Finalmente, podes ainda registar outras informações que consideres importantes para a caracterização do edifício e dos saberes que lhe estão associados. Por exemplo, pode não haver qualquer ameaça à continuidade do ofício de moleiro propriamente dito, mas pode já não haver, na comunidade, carpinteiros que saibam reparar o mecanismo motor do moinho, pelo que, em caso de avaria, seja agora necessário recorrer a saberes externos à comunidade. 8