COMPETÊNCIA FUNCIONAL

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1.1 Normas processuais civis. 1.2 Função jurisdicional. 1.3 Ação Conceito, natureza, elementos e características Condições da ação.

Transcrição:

Critérios de determinação da competência COMPETÊNCIA INTERNA (Nacional) Competência funcional Competência em razão da matéria (natureza demanda) Competência em razão do valor da causa Competência territorial ou de foro Conceito Efeitos Exemplos constitucionais funcional COMPETÊNCIA FUNCIONAL O critério funcional é usado para definir a competência dos juízes de primeiro grau e dos tribunais, de tal forma que é estabelecida a competência dos diversos órgãos que atuarão num mesmo processo em suas diferentes fases e diversos graus de jurisdição. (MARCOS DESTEFENNI) É necessário, em primeiro lugar, que se examine se não existe previsão constitucional que subtraia a causa dos juízes de primeiro grau e das justiças especiais atribuindo a competência diretamente a algum Tribunal. Essa competência atribuída diretamente ao Tribunal chama-se competência originária e, conseqüentemente, exclui a ordem normal dos processos, que é o ingresso em primeiro grau para subir, posteriormente, em grau de recurso aos Tribunais superiores. (VICENTE GRECO FILHO) Competência juiz primeiro grau competência originária de tribunal Competência material justiça especial ou comum CF Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe: I - processar e julgar, originariamente:e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território; CF. Art. 105. Compete ao Superior Tribunal de Justiça: I - processar e julgar, originariamente: b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do próprio Tribunal. CF. Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais: I - processar e julgar, originariamente:c) os mandados de segurança e os "habeas-data" contra ato do próprio Tribunal ou de juiz federal;

Competência especial e comum Especial Militar Eleitoral Trabalho Comum Federal CF: Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar: I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do Trabalho; Estadual Conceito/compreensão COMPETÊNCIA EM RAZÃO DA MATÉRIA (NATUREZA DEMANDA) As normas que regem a competência em razão do valor e da matéria são as normas de organização judiciária próprias de cada Estado da Federação. Uma comarca pode ter apenas um juízo, também chamado, na linguagem judiciária, uma vara, que exerce toda a atividade jurisdicional nesse foro. Todavia, em comarcas de maior movimento, especialmente nas capitais, as leis estaduais podem criar mais de um juízo ou vara, distribuindo, então, a competência ou em razão da matéria ou em razão do valor. (VICENTE GRECO FILHO) Competência a partir da matéria (competência material) varas especializadas (Ex. Família, Civil, Registros Públicos, Idoso) Competência a partir do valor Exemplo JEC até 40 salários mínimos

COMPETÊNCIA TERRITORIAL OU DE FORO...o critério territorial (também chamado de competência de foro) toma em consideração a dimensão territorial atribuída à atividade de cada um dos órgãos jurisdicionais. As causas, sob esse critério, são distribuídas entre os juízos com sede em áreas distintas, segundo a comodidade das partes ou a facilidade do processo. (MARINONI E ARENHART) Compreensão terminológica Critérios FORO GERAL Juízo e foro : É importante distinguir foro e juízo. A expressão foro refere-se ao território dentro do qual é exercida a jurisdição. Juízo é o próprio órgão jurisdicional que se situa em determinado foro. (MARCOS DESTEFENNI) Embora haja semelhança, a expressão fórum distingue-se da palavra foro porque aquela significa sede do juízo, que é um edifício, e esta, critério para a definição da competência. (JÔNATAS LUIZ MOREIRA DE PAULA) Foro geral Foro especial Domicílio do Réu CPC Art. 46. A ação fundada em direito pessoal ou em direito real sobre bens móveis será proposta, em regra, no foro de domicílio do réu. 1º Tendo mais de um domicílio, o réu será demandado no foro de qualquer deles. 2º Sendo incerto ou desconhecido o domicílio do réu, ele poderá ser demandado onde for encontrado ou no foro de domicílio do autor. 3º Quando o réu não tiver domicílio ou residência no Brasil, a ação será proposta no foro de domicílio do autor, e, se este também residir fora do Brasil, a ação será proposta em qualquer foro. 4º Havendo 2 (dois) ou mais réus com diferentes domicílios, serão demandados no foro de qualquerdeles, à escolha do autor.

Foro da situação da coisa Foro do domicílio do autor da herança Foro - ausente FORO ESPECIAL CPC Art. 47. Para as ações fundadas em direito real sobre imóveis é competente o foro de situação dacoisa. 1º O autor pode optar pelo foro de domicílio do réu ou pelo foro de eleição se o litígio não recair sobre direito de propriedade, vizinhança, servidão, divisão e demarcação de terras e de nunciação de obra nova. 2º A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência absoluta. Art. 48. O foro de domicílio do autor da herança, no Brasil, é o competente para o inventário, a partilha, a arrecadação, o cumprimento de disposições de última vontade, a impugnação ou anulação de partilha extrajudicial e para todas as ações em que o espólio for réu, ainda que o óbito tenha ocorrido no estrangeiro. Parágrafo único. Se o autor da herança não possuía domicílio certo, é competente: I - o foro de situação dos bens imóveis; II - havendo bens imóveis em foros diferentes, qualquer destes; III - não havendo bens imóveis, o foro do local de qualquer dos bens do espólio. CPC Art. 49. A ação em que o ausente for réu será proposta no foro de seu último domicílio, também competente para a arrecadação, o inventário, a partilha e o cumprimento de disposições testamentárias. Foro - Incapaz CPC Art. 50. A ação em que o incapaz for réu será proposta no foro de domicílio de seu representante ou assistente. Foro - especiais art. 53 53 - I - para a AÇÃO DE DIVÓRCIO, SEPARAÇÃO, ANULAÇÃO DE CASAMENTO E RECONHECIMENTO OU DISSOLUÇÃO DE UNIÃO ESTÁVEL: a) de domicílio do guardião de filho incapaz; b) do último domicílio do casal, caso não haja filho incapaz; c) de domicílio do réu, se nenhuma das partes residir no antigo domicílio do casal;

II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem alimentos; Foro - especiais art. 53 III - do lugar: a) onde está a sede, para a ação em que for ré pessoa jurídica; b) onde se acha agência ou sucursal, quanto às obrigações que a pessoa jurídica contraiu; c) onde exerce suas atividades, para a ação em que for ré sociedade ou associação sem personalidade jurídica; d) onde a obrigação deve ser satisfeita, para a ação em que se lhe exigir o cumprimento; e) de residência do idoso, para a causa que verse sobre direito previsto no respectivo estatuto; f) da sede da serventia notarial ou de registro, para a ação de reparação de dano por ato praticado em razão do ofício; IV - DO LUGAR DO ATO OU FATO PARA A AÇÃO: a) de reparação de dano; b) em que for réu administrador ou gestor de negócios alheios; V - de domicílio do autor ou do local do fato, para a ação de reparação de dano sofrido em razão de delito ou acidente de veículos, inclusive aeronaves.

ROTEIRO PARA DEFINIÇÃO DA COMPETÊNCIA Competência internacional Estrangeira Nacional Exclusiva Concorrente Competência Funcional Competência de foro Competência originária dos tribunais Especial Competência Federal Comum Estadual Foro geral Foros especiais Trabalho Militar Eleitoral Competência do juízo Matéria Valor