Tetrápodes e a Conquista do Ambiente Terrestre
Formação dos Elementos de Apoio
Conquista da Terra A transição da água para a terra é talvez o evento mais dramático da evolução animal. Podemos perceber a transição entre vertebrados aquáticos e terrestres mais claramente hoje em dia nos muitos anfíbios atuais que sofrem esta transição durante sua própria vida.
Além das diferenças óbvias na quantidade de água, há diversas diferenças físicas importantes que os animais precisam levar em consideração quando passam da água para a terra: (1) Quantidade de oxigênio aéreo; (2) Densidade do meio; (3) Regulação da temperatura corpórea; (4) Diversidade de habitats;
O oxigênio é no mínimo 20 vezes mais abundante no ar e se difunde muito mais rapidamente através dele do que através da água (pulmões). O ar é menos denso que a água, e é aproximadamente 50 vezes menos viscoso. Sendo assim, fornece relativamente pouca sustentação contra a gravidade, forçando os animais terrestres a desenvolver membros fortes.
O ar varia em temperatura mais rapidamente do que a água. Os ambientes terrestres passam por ciclos súbitos e imprevisíveis de congelamento, degelo, ressecamento e alagamento.
Animais terrestres precisam de estratégias fisiológicas e comporta mentais para protegerse de extremos térmicos (homeotermia). É muito mais fácil encontrar ou produzir um abrigo seguro para proteção dos filhotes.
Contribuições Biológicas dos Tetrápodes Estrutura esquelética resistente para sustentar o peso do corpo na terra e apêndices tetrápodes associados às cinturas pélvica e escapular para caminhar sobre a terra. Sistema respiratório com pulmões (alguns anfíbios modernos possuem brânquias, e outros não possuem pulmões ou brânquias) e narinas internas pares (coanas), que permitem a respiração através da abertura nasal.
Circulação dupla com circuitos pulmonar e sistêmico funcionalmente separados e um coração com três câmaras. As veias e artérias pulmonares abastecem os pulmões e levam o sangue oxigenado até o coração.
Os receptores sensoriais aquáticos ancestrais foram modificados para a vida na terra. O ouvido, com membrana timpânica (tímpano) e estribo (columela), que transmitem vibrações para o ouvido interno. A córnea tomou-se a principal superfície de refração de luz para a visão fora da água, no lugar do cristalino; surgiram as pálpebras e glândulas lacrimais para proteger e lubrificar o olho. Um epitélio olfativo bem desenvolvido revestindo a cavidade nasal foi desenvolvido para detectar odores.
A adaptação para a vida terrestre é o principal ponto em comum entre os anfíbios e os demais grupos de vertebrados. Estes animais formam uma unidade monofilética denominada tetrápodes. Os anfíbios e os amniotas (incluindo répteis, aves e mamíferos) representam os dois principais ramos atuais da filogenia dos tetrápodes.
Anfíbios Atuais
Características Gerais Esqueleto em grande parte ósseo, com número variável de vértebras; costelas presentes em alguns, ausentes ou fusionadas às vértebras em outros; a notocorda não persiste; exoesqueleto ausente; A forma do corpo varia bastante, desde de um tronco alongado com cabeça, pescoço e cauda distintos até um corpo compacto e achatado, com cabeça e tronco fusionados;
Usualmente quatro membros, ainda que alguns sejam desprovidos deles; os membros anteriores de alguns são menores que os posteriores enquanto que em outros os membros são pequenos; Membranas interdigitais frequentemente presentes; não há unhas ou garras verdadeiras; membro anterior usualmente com quatro dígitos, mas algumas vezes cinco ou até menos. Pele lisa e úmida, com diversas glândulas, algumas das quais podem ser venenosas; células pígmentadas (cromatóforos) são comuns, variando consideravelmente; não há escamas, exceto por escamas dérmicas escondidas em alguns;
Boca usualmente grande, com pequenos dentes na maxila superior ou em ambas; duas narinas abrem-se na parte anterior da cavidade oral; Respiração através ele pulmões (ausentes em algumas salamandras), pele e brânquias em alguns, separadamente ou em combinação, brânquias externas nas formas larvais que podem persistir por toda a viela em alguns.
Circulação com coração de três câmaras, dois átrios e um ventrículo, e uma circulação dupla através do coração; pele abundantemente vascularizada. Ectotérmicos. Sistema exeretor constituído por pares de rins mesonéfricos; a uréia é o principal resíduo nitrogenado.
Dez pares de nervos cranianos. Sexos separados; fecundação principalmente interna nas salamandras e cecílias e externa nos sapos e rãs; predominantemente ovíparos, alguns ovovivíparos ou vivíparos; metamorfose usualmente presente; ovos moderadamente providos de vitelo (mesolécitos) recobertos por uma membrana gelatinosa.