AULAS DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA 9ª ANO 1º PERÍODO 2012 (ALUNO) ENTENDIMENTO DE TEXTO FELICIDADE CLANDESTINA / A MOÇA TECELÃ / NO RETIRO DA FIGUEIRA GRAMÁTICA CONJUNÇÕES COORDENATIVAS E SUBORDINATIVAS / PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO / ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS / REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL PRODUÇÃO DE TEXTO O CONTO SEMANA FEVEREIRO / MARÇO / ABRIL PROGRAMAÇÃO 1ª de 30 /01 a 03 /02 Entendimento de texto 1 Felicidade clandestina 2ª de 06 /02 a 10 /02 PTE 1 Análise do conto A moça rica 3ª de 13 /02 a 17/02 Gramática 1 Conjunções coordenativas e subordinativas / Período composto por coordenação e subordinação 4ª de 23 /02 a 24 /03 PTE 2 Produção de texto 5ª de 27 /02 a 02/ 03 Entendimento de texto 2 A moça tecelã 6ª de 05 /03 a 09 /03 PTE 3 O discurso indireto livre 7ª de 12 /03 a 16 /03 Gramática 2 Orações subordinadas substantivas 8ª de 19 /03 a 23 /03 PTE 4 Produção de texto / Com certeza tenho amor 9ª de 26 /03 a 30 /03 Entendimento de texto 3 No Retiro da Figueira 10ª de 02 /04 a 04 /04 PTE 5 continuação da atividade Redação 4 11ª de 09 /04 a 13 /04 Gramática 3 Regência verbal e nominal
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / TEXTO 1 FELICIDADE CLANDESTINA Ela era gorda, baixa, sardenta e de cabelos excessivamente crespos, meio arruivados. Tinha um busto enorme; enquanto nós todas ainda éramos achatadas. Como se não bastasse, enchia os dois bolsos da blusa, por cima do busto, com balas. Mas possuía o que qualquer criança devoradora de histórias gostaria de ter: um pai dono de livraria. Pouco aproveitava. E nós menos ainda: até para aniversário, em vez de pelo menos um livrinho barato, ela nos entregava um cartão-postal da loja do pai. Ainda por cima era paisagem do Recife mesmo, onde morávamos, com suas pontes mais do que vistas. Atrás escrevia com letra bordadíssima palavras como data natalícia e saudade. Mas que talento tinha para a crueldade. Ela toda era pura vingança, chupando balas com barulho. Como essa menina devia nos odiar, nós éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas, de cabelos livres. Comigo exerceu com calma ferocidade o seu sadismo. Na minha ânsia de ler, eu nem notava as humilhações a que ela me submetia: continuava a implorar-lhe emprestados os livros que ela não lia. Até que veio para ela o magno dia de começar a exercer sobre mim uma tortura chinesa. Como casualmente, informou-me que possuía As reinações de Narizinho, de Monteiro Lobato. Era um livro grosso, meu Deus, era um livro para se ficar vivendo com ele, comendo-o, dormindo-o. E completamente acima de minhas posses. Disse-me que eu passasse pela sua casa no dia seguinte e que ela o emprestaria. Até o dia seguinte eu me transformei na própria esperança da alegria: eu não vivia, eu nadava devagar num mar suave, as ondas me levavam e me traziam. No dia seguinte fui à sua casa, literalmente correndo. Ela não morava num sobrado como eu, e sim numa casa. Não me mandou entrar. Olhando bem para meus olhos, disse-me que havia emprestado o livro a outra menina, e que eu voltasse no dia seguinte para buscá-lo. Boquiaberta, saí devagar, mas em breve a esperança de novo me tomava toda e eu recomeçava na rua a andar pulando, que era o meu modo estranho de andar pelas ruas de Recife. Dessa vez nem caí: guiava-me a promessa do livro, o dia seguinte viria, os dias seguintes seriam mais tarde a minha vida inteira, o amor pelo mundo me esperava, andei pulando pelas ruas como sempre e não caí nenhuma vez. Mas não ficou simplesmente nisso. O plano secreto da filha do dono da livraria era tranqüilo e diabólico. No dia seguinte lá estava eu à porta de sua casa, com um sorriso e o coração batendo. Para ouvir a resposta calma: o livro ainda não estava em seu poder, que eu voltasse no dia seguinte. Mal sabia eu como mais tarde, no decorrer da vida, o drama do dia seguinte com ela ia se repetir com meu coração batendo. E assim continuou. Quanto tempo? Não sei. Ela sabia que era tempo indefinido, enquanto o fel não escorresse todo de seu corpo grosso. Eu já começara a adivinhar que ela me escolhera para eu sofrer, às vezes adivinho. Mas, adivinhando mesmo, às vezes aceito: como se quem quer me fazer sofrer esteja precisando danadamente que eu sofra. Quanto tempo? Eu ia diariamente à sua casa, sem faltar um dia sequer. Às vezes ela dizia: pois o livro esteve comigo ontem de tarde, mas você só veio de manhã, de modo que o
emprestei a outra menina. E eu, que não era dada a olheiras, sentia as olheiras se cavando sob meus olhos espantados. Até que um dia, quando eu estava à porta de sua casa, ouvindo humilde e silenciosa a sua recusa, apareceu sua mãe. Ela devia estar estranhando a aparição muda e diária daquela menina à porta de sua casa. Pediu explicações a nós duas. Houve uma confusão silenciosa, entrecortada de palavras pouco elucidativas. A senhora achava cada vez mais estranho o fato de não estar entendendo. Até que essa mãe boa entendeu. Voltou-se para a filha e com enorme surpresa exclamou: mas este livro nunca saiu daqui de casa e você nem quis ler! E o pior para essa mulher não era a descoberta do que acontecia. Devia ser a descoberta horrorizada da filha que tinha. Ela nos espiava em silêncio: a potência de perversidade de sua filha desconhecida e a menina loura em pé à porta, exausta, ao vento das ruas de Recife. Foi então que, finalmente se refazendo, disse firme e calma para a filha: você vai emprestar o livro agora mesmo. E para mim: E você fica com o livro por quanto tempo quiser. Entendem? Valia mais que me dar o livro: pelo tempo que eu quisesse é tudo o que uma pessoa, grande ou pequena, pode ter a ousadia de querer. Como contar o que se seguiu? Eu estava estonteada, e assim recebi o livro na mão. Acho que eu não disse nada. Peguei o livro. Não saí pulando como sempre. Saí andando bem devagar. Sei que segurava o livro grosso com as duas mãos, comprimindo-o contra o peito. Quanto tempo levei até chegar em casa, também pouco importa. Meu peito estava quente, meu coração pensativo. Quando cheguei em casa, não comecei a ler. Fingia que não o tinha, só para depois ter o susto de o ter. Horas depois abri-o, li algumas linhas maravilhosas, fechei-o de novo, fui passear pela casa, adiei ainda mais indo comer pão com manteiga, fingi que não sabia onde guardara o livro, achava-o, abria-o, abria-o por alguns instantes. Criava as mais falsas dificuldades para aquela coisa clandestina que era a felicidade. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Clarice Lispector. O primeiro beijo e outros contos. 1. A) A descrição objetiva e/ou subjetiva é um dos recursos que serve para dar literariedade e coerência ao conto. Os autores usam algumas estratégias da linguagem para torná-la mais interessante e satisfazer suas intenções. Que estratégias de linguagem foram usadas pela narradora no trecho abaixo e qual sua intenção?... nós éramos imperdoavelmente bonitinhas, esguias, altinhas... B) A narradora inicia a descrição da menina ruiva focando aspectos físicos ou psicológicos? Essa descrição apresenta algum tipo de discriminação ou preconceito? 2. Gradação é um aumento ou diminuição gradual, que acontece pouco a pouco.
Há esse movimento na descrição das idas da narradora até a casa da menina ruiva? Que tipo de reação espera-se que o leitor tenha durante a leitura? Justifique. 3. Por que o desejo e poder de vingança da menina ruiva eram maiores em relação à narradora? 4. A) Na maioria das vezes em que a narradora vai e volta da casa da menina ruiva é observado um ritmo no seu modo de caminhar. Isso se mantém após conseguir o livro? Justifique. B) Use sua resposta (4A) para dizer se o ritmo do caminhar da narradora é coerente com suas emoções. Justifique. C) Após chegar a sua casa e de posse do livro, a narradora age de maneira esperada? Que objetivo tinha ao agir assim?
5. Coloque V(verdadeiro) ou F(falso) para as informações abaixo: ( ) A narradora faz descrições justas e imparciais. ( ) A narradora não revela a ninguém seu drama e, quando adquire o livro, esconde-o para sentir uma felicidade clandestina. Isso revela que ela é uma pessoa contida e que vive apenas interiormente seus sentimentos. ( ) O conto lido não atende à regra da manutenção de um são conflito. ( ) A personagem da mãe age conforme os padrões estabelecidos pela sociedade embora preocupe-se mais com a filha, que acabara de conhecer, do que com o fato em si. ( ) A crueldade da menina ruiva foi tanta que chegou a afetar fisicamente a narradora.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / PTE 1 RECURSOS IMPORTANTES DE QUE DISPÕE O CONTISTA Os gêneros narrativos ficcionais apresentam em comum dois elementos essenciais: o tempo e o espaço. O tratamento que esses elementos recebem, porém, varia de um gênero para outro. No romance, por exemplo, tais elementos costumam ser mais detalhados, tratados com profundidade. No conto, são apresentados de forma mais contida, reduzidos ao essencial. Vamos analisá-los no conto abaixo: A MOÇA RICA A madrugada era escura nas moitas do mangue, e eu avançava no batelão velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho de cavalo, depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina. Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha do irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas; fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro alguma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa. Era uma canção triste. Cantando, ela parou de me assustar: cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até a Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com a minha pobre flaubert, não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo. Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar
galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse bom-dia que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina, branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã. E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem, como os de sua roda, com calças de palm-beach, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia o nome dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto à praia e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa. De repente me fulminou: Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito... Respondi, estúpido, com voz rouca: Eu não. Ela então riu, disse que eu confessara que não gostava mesmo dela, e eu disse: Não é isso. Montou o cavalo, perguntou se eu não queria ir na garupa. Inventei que precisava passar na casa dos Lisboa. Não insistiu, me deu um adeus muito alegre; no dia seguinte foi-se embora. Agora eu estava ali remando no batelão, para ir no Severone apanhar uns camarões vivos para isca; e o relincho distante de um cavalo me fez lembrar a moça bonita e rica. Eu disse comigo rema, bobalhão! e fui remando com força, sem ligar para os respingos de água fria, cada vez com mais força, como se isto adiantasse alguma coisa. (Os melhores contos de Rubem Braga. São Paulo: Global, 1985. p. 39-40.) Vocabulário Batelão = canoa pequena. Flaubert = espécie de arma, espingarda. Resfolegar: respirar com esforço e/ou ruído. Choça = cabana. Palm beach = balneário em Miami. O TEMPO Os fatos de uma narrativa relacionam-se com o tempo em três níveis: Época em que se passa a história A época em que se passa a história constitui o pano de fundo para o enredo. Nem sempre a época da história narrada coincide com o tempo real em que ela foi publicada.
1. No conto A moça rica, em que época se passa a história? Tempo cronológico É o tempo que transcorre na ordem natural dos fatos no enredo. É o tempo ligado ao enredo linear, ou seja, à ordem em que os fatos ocorrem. Chama-se cronológico porque pode ser medido em horas, meses, anos, séculos. 2. O conto em questão apresenta tempo cronológico em sua segunda história. Qual a duração dos fatos da segunda história? Tempo psicológico É o tempo que transcorre numa ordem determinada pela vontade, pela memória ou pela imaginação do narrador ou de uma personagem. De acordo com esse tempo, os fatos podem ou não aparecer em uma ordem linear, isto é, coincidente com o tempo cronológico. 3. No conto A moça rica, a que fatos ocorridos no passado o narrador-personagem faz referências? A técnica do flashback Nas narrativas que empregam o tempo psicológico, é muito comum o narrador lançar mão da técnica do flashback, que consiste em voltar no tempo. Observe, no conto trabalhado, como se dá a passagem do presente para o passado, ou seja, o flashback. O ESPAÇO Os fatos de uma narrativa relacionam-se com o espaço em dois níveis: O espaço físico ou geográfico É o lugar onde acontecem os fatos que envolvem as personagens; uma rua movimentada, uma cidade, um cinema, uma escola, um cômodo de uma casa etc. O espaço pode ser descrito detalhadamente ou suas características podem aparecer diluídas na narração.
4. No conto lido, qual o espaço físico? O espaço social (ambiente) É o espaço relativo às condições socioeconômicas, morais e psicológicas que dizem respeito às personagens. O espaço social situa as personagens na época, no grupo social e nas condições em que se passa a história. Ele pode, ainda, refletir os conflitos vividos por elas ou ainda fornecer pistas para o desfecho. 5. Em A moça rica, o espaço social é determinante. De que forma isso acontece no conto?
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / GRAMÁTICA 1 1. Circule, transcreva e classifique as conjunções dos períodos abaixo: a Conforme foi combinado, sairemos juntos para o passeio. b Ele foi trabalhar, embora não estivesse passando bem. c Se não fosse o acidente na estrada, teríamos chegado mais cedo. d Esperávamos que ele chegasse para o almoço. e A vendedora nos viu e veio nos atender. f Estou com muito sono, mas preciso sair agora. g Parem com essa briga ou vou embora. h Fiquem aqui que já volto. a. b. c. d. e. f. g. h. 2. Leia e analise os períodos, fazendo o que se pede: - divida-os em orações - classifique os períodos a Todos os alunos poderiam participar do debate, porém a maioria não quis. _ b Tinha um cisco no olho, por isso não enxergava nada! _
c Embora tivéssemos saído tarde, não chegamos atrasados. _ d Andei pulando pelas ruas como sempre fazia. _ e Conforme foi combinado, sairemos juntos para o passeio. f Ele foi trabalhar, embora não estivesse passando bem. g Se não fosse o acidente na estrada, teríamos chegado mais cedo. h Esperávamos que ele chegasse para o almoço. i A vendedora nos viu e veio nos atender. j Estou com muito sono, mas preciso sair agora. k Parem com essa briga ou vou embora. l Fiquem aqui que já volto.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / PTE 2 LEVANTAMENTO DA ESTRUTURA DO ENREDO Leia o conto abaixo para responder ao que se pede: A MOÇA RICA A madrugada era escura nas moitas do mangue, e eu avançava no batelão velho; remava cansado, com um resto de sono. De longe veio um rincho de cavalo, depois, numa choça de pescador, junto do morro, tremulou a luz de uma lamparina. Aquele rincho de cavalo me fez lembrar a moça que eu encontrara galopando na praia. Ela era corada, forte. Viera do Rio, sabíamos que era muito rica, filha do irmão de um homem de nossa terra. A princípio a olhei com espanto, quase desgosto: ela usava calças compridas; fazia caçadas, dava tiros, saía de barco com os pescadores. Mas na segunda noite, quando nos juntamos todos na casa de Joaquim Pescador, ela cantou; tinha bebido cachaça, como todos nós, e cantou primeiro alguma coisa em inglês, depois o Luar do sertão e uma canção antiga que dizia assim: Esse alguém que logo encanta deve ser alguma santa. Era uma canção triste. Cantando, ela parou de me assustar: cantando, ela deixou que eu a adorasse com essa adoração súbita, mas tímida, esse fervor confuso da adolescência adoração sem esperança, ela devia ter dois anos mais do que eu. E amaria o rapaz de suéter e sapato de basquete, que costuma ir ao Rio, ou (murmurava-se) o homem casado, que já tinha ido até a Europa e tinha um automóvel e uma coleção de espingardas magníficas. Não a mim, com a minha pobre flaubert, não a mim, de calça e camisa, descalço, não a mim, que não sabia lidar nem com um motor de popa, apenas tocar um batelão com meu remo. Duas semanas depois que ela chegou é que a encontrei na praia solitária; eu vinha a pé, ela veio galopando a cavalo; vi-a de longe, meu coração bateu adivinhando quem poderia estar galopando sozinha a cavalo, ao longo da praia, na manhã fria. Pensei que ela fosse passar me dando apenas um adeus, esse bom-dia que no interior a gente dá a quem encontra; mas parou, o animal resfolegando e ela respirando forte, com os seios agitados dentro da blusa fina,
branca. São as duas imagens que se gravaram na minha memória, desse encontro: a pele escura e suada do cavalo e a seda branca da blusa; aquela dupla respiração animal no ar fino da manhã. E saltou, me chamando pelo nome, conversou comigo. Séria, como se eu fosse um rapaz mais velho do que ela, um homem, como os de sua roda, com calças de palm-beach, relógio de pulso. Perguntou coisas sobre peixes; fiquei com vergonha de não saber quase nada, não sabia o nome dos peixes que ela dizia, deviam ser peixes de outros lugares mais importantes, com certeza mais bonitos. Perguntou se a gente comia aqueles cocos dos coqueirinhos junto à praia e falou de minha irmã, que conhecera, quis saber se era verdade que eu nadara desde a ponta do Boi até perto da lagoa. De repente me fulminou: Por que você não gosta de mim? Você me trata sempre de um modo esquisito... [...] (Os melhores contos de Rubem Braga. São Paulo: Global, 1985. p. 39-40.) Vocabulário Batelão = canoa pequena. Flaubert = espécie de arma, espingarda. Resfolegar: respirar com esforço e/ou ruído. Choça = cabana. Palm beach = balneário em Miami. 1. O conflito é um elemento da história que se opõe a outro, criando tensão. Nesse conto, em que consiste essa tensão? 2. O encontro na praia, duas semanas depois, acentua o conflito, aumentando a tensão da narrativa. Identifique em que parágrafos o conflito atinge seu ponto máximo de tensão (clímax). 3. O conto A moça rica apresenta uma história dentro da outra. Identifique-as. 1ª história:
2ª história: 4. Crie um desfecho para a primeira e para a segunda história.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / TEXTO 2 A MOÇA TECELÃ Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite. E logo sentava-se ao tear. Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longos tapetes que nunca acabava. Se era forte demais o sol, e no jardim pendiam as pétalas, a moça colocava na lançadeira grossos fios cinzentos do algodão mais felpudo. Em breve, na penumbra trazida pelas nuvens, escolhia um fio de prata, que em pontos longos rebordava sobre o tecido. Leve, a chuva vinha cumprimentá-la à janela. Mas se durante muitos dias o vento e o frio brigavam com as folhas se espantavam os pássaros, bastava a moça tecer com seus belos fios dourados, para que o sol voltasse a acalmar a natureza. Assim, jogando a lançadeira de um lado para o outro e batendo os grandes pentes do tear para a frente e para trás, a moça passava seus dias. Nada lhe faltava. Na hora da fome tecia um lindo peixe, com cuidado de escamas. E eis que o peixe estava na mesa, pronto para ser comido. Se sede vinha, suave era a lã cor de leite que entremeava o tapete. E à noite, depois de lançar seu fio de escuridão, dormia tranqüila. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. Mas tecendo e tecendo, ela própria trouxe o tempo em que se sentiu sozinha, e pela primeira vez pensou como seria ter um marido ao lado. Não esperou o dia seguinte. Com capricho de quem tenta uma coisa nunca conhecida, começou a entremear no tapete as lãs e as cores que lhe dariam companhia. E aos poucos seu desejo foi aparecendo, chapéu emplumado, rosto barbado, corpo aprumado, sapato engraxado. Estava justamente acabando de entremear o último fio da ponta dos sapatos, quando bateram à porta. Nem precisou abrir. O moço meteu a mão na maçaneta, tirou o chapéu de pluma, e foi entrando na sua vida. Aquela noite, deitada contra o ombro dele, a moça pensou nos lindos filhos que teceria para aumentar ainda mais a sua felicidade. E feliz foi, por algum tempo. Mas se o homem tinha pensado em filhos, logo os esqueceu. Porque, descoberto o poder do tear, em nada mais pensou a não ser nas coisas todas que ele poderia lhe dar. Uma casa melhor é necessária disse para a mulher. E parecia justo, agora que eram dois. Exigiu que escolhesse as mais belas lãs cor de tijolo, fios verdes para os batentes, e pressa para a casa acontecer. Mas pronta a casa, já não lhe pareceu suficiente. Por que ter casa, se podemos ter palácio? perguntou. Sem querer resposta, imediatamente ordenou que fosse de pedra com arremates de prata,
Dias e dias, semanas e meses trabalhou a moça tecendo tetos e portas, e pátios e escadas, e salas e poços. A neve caía lá fora, e ela não tinha tempo para chamar o sol. A noite chegava, e ela não tinha tempo para arrematar o dia. Tecia e entristecia, enquanto sem parar batiam os pentes acompanhando o ritmo da lançadeira. Afinal o palácio ficou pronto. E entre tantos cômodos, o marido escolheu para ela e seu tear o mais alto quarto da mais alta torre. É para que ninguém saiba do tapete disse. E antes de trancar a porta a chave advertiu: Faltam as estrebarias. E não se esqueça dos cavalos! Sem descanso tecia a mulher os caprichos do marido, enchendo o palácio de luxos, os cofres de moedas, as salas de criados. Tecer era tudo o que fazia. Tecer era tudo o que queria fazer. E tecendo, ela própria trouxe o tempo em que sua tristeza lhe pareceu maior que o palácio com todos os seus tesouros. E pela primeira vez pensou como seria bom estar sozinha de novo. Só esperou anoitecer. Levantou-se enquanto o marido dormia sonhando com novas exigências. E descalça para não fazer barulho, subiu a longa escada da torre, sentou-se ao tear. Desta vez não precisou escolher linha nenhuma. Segurou a lançadeira ao contrário, e, jogando-a veloz de um lado para o outro, começou a desfazer seu tecido. Desteceu os cavalos, as carruagens, as estrebarias, os jardins. Depois desteceu os criados e o palácio e todas as maravilhas que continha. E novamente se viu na sua casa pequena e sorriu para o jardim além da janela. A noite acabava quando o marido, estranhando a cama dura, acordou, e espantado olhou em volta. Não teve tempo de levantar. Ela já desfazia o desenho escuro dos sapatos, e ele viu seus pés desaparecendo, sumindo as pernas. Rápido, o nada subiu-lhe pelo corpo, tomou o peito aprumado, o emplumado chapéu. Então, como se ouvisse a chegada do sol, a moça escolheu uma linha clara. E foi passando-a devagar entre os fios, delicado traço de luz, que a manhã repetiu na linha do horizonte. Marina Colasanti. In: Para gostar de ler: histórias de amor. 1. A coerência do texto é dada pela descrição do ato de tecer da personagem. A) Para começar o dia, que linha a tecelã usava? B) Explique a relação da linha usada com o momento do dia. C) A narradora descreve a tecelã fazendo representações diversas do dia. Justifique.
2. Escolha a melhor opção, de acordo com o sentido do texto. Justifique, exemplificando com um trecho do parágrafo 5. ( ) A tecelã, simplesmente, bordava as figuras da natureza num tapete. ( ) A tecelã tecia a própria natureza. ( ) A tecelã, apenas, contemplava a natureza, enquanto tecia. 3. A) A narrativa sofre uma transformação a partir de um sentimento da tecelã. Que sentimento foi esse? B) A transformação vivida pela tecelã foi positiva? Justifique. 4. Um conto é um tipo de narração que conta uma história, desenvolvida num enredo. O enredo é o conjunto de acontecimentos que constroem a história narrada. A) Nesse enredo, acontece: Mudança de tempo? Justifique: Mudança de lugar, de espaço? Justifique: B) Mesmo com algumas mudanças, o enredo se organiza em torno de uma ação principal, um núcleo, que cria o efeito de unidade da história narrada. Assinale a opção que define a ação principal do enredo. ( ) A ação ambiciosa do marido. ( ) A ação criadora da tecelã. ( ) A ação dos elementos da natureza. Justifique:
TEXTO 2 PERDAS A condição humana é sofrida, pois continuamente debate-se entre a realidade de ser só e precisar do outro. Enquanto a pessoa não consegue se perceber só, ela não consegue se apoderar do seu eu e ter uma relação de igual (...) e de entrega com o outro. Também se tem que aprender a aceitar perdas para poder se entregar. Só através dessa aceitação é que ocorre o desenvolvimento: para ser bebê, você deixa de ser feto, para ser mulher tem que perder a adolescência. Quando a mulher consegue vivenciar perdas e percebe que ela ainda é ela e existe, então ocorre a possibilidade de viver e arriscar. Ela pode se entregar e amar, pois suporta a perda. A perda não é mais catastrófica. O equilíbrio e bem-estar ocorrem dentro de um constante movimento. A busca do ponto fixo é a morte, pois significa parada de desenvolvimento. Marta Suplicy. De Mariazinha a Maria. COMPARANDO TEXTOS 5. Os dois textos abordam o tema da perda. Porém, são diferentes quanto à estrutura. Por quê? 6. Explique em que momento o texto 1 apresenta a perda e se ela foi devidamente vivida, segundo as explicações do texto 2.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / PTE 3 O discurso citado em gêneros narrativos ficcionais: o discurso indireto livre Você já aprendeu que um texto narrativo ficcional pode apresentar diferentes vozes e que o discurso direto e o discurso indireto são alguns dos procedimentos utilizados pelo narrador para inserir no texto o discurso das personagens. Além desses dois procedimentos, há uma terceira forma de introduzir a fala das personagens: o discurso indireto livre. Trata-se de um recurso frequentemente utilizado na ficção moderna quando se deseja captar o mundo interior das personagens (como no caso dos contos). SEXTA-FEIRA 13 Era um romance e reduzi para uma novela. Era uma novela e reduzi para um conto fragmento que pode ser lido em poucos minutos e soprado da memória com a rapidez com que foi soprada a cinza da pequena urna que o funcionário do crematório entregou ao familiar interessado. E o que o familiar interessado (segundo a vontade do morto) deveria espalhar no campo. Ou no mar, isso se a moda do dia estivesse mais inclinada para o mar. Mas o familiar interessado abriu mão de todo o ritual que o morto idealizou (veleiro, as cinzas na espuma das ondas ou o cavalo de crinas ao vento, a campina, cavaleiro e ânfora) e simplificou a cerimônia: levou a pequena urna até o clube, tinha atrás da quadra de tênis uma pista de corrida, podia enterrá-la debaixo da árvore. Debaixo da árvore, dois tenistas tomando laranjada, desistiu. E naquele terreno baldio? Lá perto mesmo, hem? Que tal naquele terreno? Foi até o terreno, ótimo, ninguém. Com o cabo quebrado de uma vassoura que achou no meio do mato já alto, fez a cova apressada e enterrou a urna, cobrindo-a com terra, lixo, o que encontrou fácil em redor. Quando saiu, viu o moleque espiando, esperando que ele sumisse para desenterrar a urna, jogar as cinzas fora (louco de raiva, mas não era dinheiro?) e levar a caixinha, quem sabe podia render alguma coisa. Chutou uma pedra, e daí? Fazer o quê agora? Paciência, tenho hora certa pra pegar o batente, viu? E com esse trânsito,...! Um pouco mais de respeito pelos vivos, pô! (Lygia FagundesTelles. A disciplina do amor. São Paulo: Círculo do Livro, 1980) 1. Observe este trecho do texto Sexta-feira 13 :
... levou a pequena urna até o clube, tinha atrás da quadra de tênis uma pista de corrida, podia enterrá-la debaixo da árvore. Debaixo da árvore, dois tenistas tomando laranjada, desistiu. E naquele terreno baldio? Lá perto mesmo, hem? Que tal naquele terreno? Foi até o terreno, ótimo, ninguém. Aqui se nota a presença de mais de um discurso: o do narrador e o da personagem. a) Indique onde começa e termina o discurso do narrador. b) Identifique as frases que podem ser atribuídas à personagem. c) Há algum sinal de pontuação travessão ou aspas antes das falas da personagem? d) As falas da personagem são introduzidas pela conjunção que ou se ou por verbos de elocução (dizer, falar, pensar, comentar etc)? 2. Observe, agora, este outro trecho: Quando saiu, viu o moleque espiando, esperando que ele sumisse para desenterrar a urna, jogar as cinzas fora (louco de raiva, mas não era dinheiro?) e levar a caixinha, quem sabe podia render alguma coisa. Chutou uma pedra, e daí? Fazer o quê agora? Paciência, tenho hora certa pra pegar o batente, viu? E com esse trânsito,...! Um pouco mais de respeito pelos vivos, pô! a) A quem se atribuem as falas ou pensamentos mas não era dinheiro? e quem sabe podia reder alguma coisa? Foi utilizado algum recurso formal para separar essas falas ou pensamentos da fala do narrador? b) A quem se atribui a fala Paciência, tenho hora [...] Um pouco mais de respeito pelos vivos, pô!? Essa fala está em discurso direto ou indireto? Justifique.
3. A escolha de um ou outro tipo de discurso nos gêneros narrativos ficcionais está vinculada ao sentido que se pretende construir. Que efeito de sentido é criado pela mistura de diferentes tipos de vozes ou de discursos no texto? Em alguns trechos do texto Sexta-feira 13, o discurso do narrador funde-se com o discurso das personagens, pois não foram empregadas as marcas convencionais dos discursos direto e indireto. As frases E naquele terreno baldio? e mas não era dinheiro?, por exemplo, são introduzidas sem os verbos dicendi (perguntar,dizer), sem conectivos (que, se, onde) e sem sinais de pontuação (dois-pontos, aspas). As frases são reproduzidas na forma interrogativa, como no discurso direto. Na segunda frase, entretanto, o verbo ser passa do presente do indicativo (é) para o pretérito imperfeito (era), como no discurso indireto. A essa forma de inserir a voz das personagens no discurso do narrador, chamamos discurso indireto livre.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / GRAMÁTICA 2 1. Transforme os períodos simples em períodos compostos. a) Surpreende-me sua certeza. b) Desejamos a sua participação na festa. 2. As orações subordinadas substantivas podem ser introduzidas por conjunção integrante que, no caso de certeza, ou pela conjunção se, no caso de incerteza. Considerando essa informação, escreva a conjunção mais adequada para introduzir estas orações: a) Disseram haveria vagas para todos. b) Não sabemos os prazos foram fixados. c) Ninguém imaginava o médico aceitaria a proposta. 3. Identifique a oração reduzida e desenvolva-a empregando a conjunção integrante adequada: OBS: Não se esqueça de que é importante considerar o tempo verbal da oração principal. a) A saída era ficarmos em casa. b) Pensou estar doente. 4. A. Complete as orações abaixo com a preposição adequada: a) Todos gostariam que os presságios não se concretizassem. b) Tenho o firme propósito que tudo esteja terminado até o final do ano. c) Tenho esperança que serei aprovado. B. Classifique as orações do exercício (4 A) em subordinada substantiva objetiva indireta ou subordinada substantiva completiva nominal.
FRASE a) b) c) CLASSIFICAÇÃO 5. A. Sublinhe as orações subordinadas e classifique-as conforme a legenda: a) Oração subordinada substantiva objetiva direta b) Oração subordinada substantiva objetiva indireta c) Oração subordinada substantiva completiva nominal d) Oração subordinada substantiva subjetiva e) Oração subordinada substantiva predicativa f) Oração subordinada substantiva apositiva ( ) Não sei se viajarei amanhã. ( ) Que você deponha é urgente. ( ) Cientistas holandeses têm uma posição: que o papel eletrônico é uma realidade. ( ) Os brasileiros aspiram a que a violência seja combatida. ( ) É útil que algumas instituições assistenciais demonstrem suas despesas. ( ) A virtude da juventude será que eles escolherão bem políticos. ( ) Ele fez questão de que nos retirássemos. ( ) Os jovens sempre se esquecem de que não são onipotentes. B. Observe estes enunciados. I. Nosso desejo é a alegria das crianças. II. Nosso desejo é que as crianças fiquem alegres. III. Nosso desejo é alegrar as crianças a) Que tipo de período os enunciados apresentam? ENUNCIADO I II III TIPO DE PERÍODO
b) Em todos os enunciados, o segmento destacado exerce a mesma função sintática. Qual é essa função? c) Considere sua resposta ao item anterior e classifique as orações destacadas nos enunciados II e III. ENUNCIADO I II CLASSIFICAÇÃO 6. Transforme o substantivo em oração substantiva: a) Fortes chuvas impediram o prosseguimento das buscas ao cargueiro desaparecido. b) Os ecologistas impediram a construção de um aeroporto em Caucaia. c) Discussões provocadas por uma novela determinaram o desligamento do etnólogo da Funai. d) Exigimos do difamador a retratação pública. 7. Agora, transforme a oração substantiva em substantivo: a) A companhia pediu-lhe que doasse alguns imóveis. b) Os índios confessaram que não toleram o novo catequista. c) O policial exigiu que nos identificássemos. d) O presidente sugeria que o secretário se demitisse.
8. Classifique as orações destacadas, conforme o código: (1) oração subordinada substantiva subjetiva (2) oração subordinada substantiva objetiva direta (3) oração principal a. ( ) Meu pai dizia que os amigos são para as ocasiões. b. ( ) É uma honra que ele adote nossa sugestão. c. ( ) Ninguém soube que a famosa violinista se apresentaria no Teatro Municipal. d. ( ) Disseram-me que você é uma pessoa digna de confiança. e. ( ) O criado anunciou que o jantar estava servido. f. ( ) É possível que eles concordem com a proposta. g) ( ) O rei berrou que estava cheio dos sermões da rainha. h) ( ) Convém que você fuja imediatamente. i) ( ) Comenta-se que poucos foram reprovados. j) ( ) Conta-se que naquela torre habita uma bruxa. l) ( ) Contam que naquela torre habita uma bruxa. m) ( ) É provável que ele chegue ainda hoje. n) ( ) Acontece que ainda te amo. o) ( ) Parece que eles chegaram à cidade. p) ( ) Ele afirmou categoricamente que o episódio não era verdadeiro. q) ( ) Comenta-se que poucos foram reprovados. 9. Marque : (1) para oração subordinada substantiva subjetiva: (2) para oração subordinada substantiva predicativa: a. ( ) A principal exigência é que confie em nossos propósitos. b. ( ) Não é aconselhável que venham novos emissários da paz. c. ( ) O sonho dos garis era que modernizassem os equipamentos. d. ( ) O correto seria que eles manifestassem suas opiniões. e. ( ) É lastimável que deixemos escapar essa oportunidade. 10. As orações subordinadas substantivas objetiva indireta e completiva nominal vêm sempre introduzidas por preposição. Complete as orações abaixo com a preposição adequada: a. Não duvido que ele seja capaz de um ato tão louvável. b. Aconselhamos você que não se imiscua em negócios alheios.
c. A assembléia concordou que o líder subisse ao púlpito. d. Sou favorável que você participe desse concurso. 11. Divida e classifique as orações: a. O promotor convenceu o juiz de que o réu era culpado. b. Só ocultava um fato: que presenciara o infortúnio de seu velho pai. c. O cientista desconfiou de que estava sendo enganado. d. Tenho plena confiança em que tudo dê certo. e. É aconselhável que todos confiram o gabarito. f. Comenta-se que existem bons estabelecimentos de ensino naquela cidade. g. Parece impossível que nossos interesses se conciliem. h. Não esperávamos que a Sociedade Protetora dos Animais registrasse a queixa. 12. Sublinhe as orações subordinadas e classifique-as conforme a legenda: a) Oração subordinada substantiva objetiva direta b) Oração subordinada substantiva objetiva indireta c) Oração subordinada substantiva completiva nominal d) Oração subordinada substantiva subjetiva e) Oração subordinada substantiva predicativa f) Oração subordinada substantiva apositiva ( ) Agora, preciso de que você me apóie. ( ) Temos necessidade de que você nos ajude, Maria. ( ) Todos exigiram que você esteja presente imediatamente. ( ) Tenho certeza de que ele voltará. ( ) De todas as investigações feitas, confirmou-se isto: que os políticos eram culpados. ( ) Sabe-se que cada ser vivo na Terra teve sua origem em outro organismo. ( ) A constatação foi que ele, realmente, era culpado. ( ) Será interessante que todos ajudem na montagem dessa peça teatral. 13. Siga o modelo: Espero seu telefonema. Espero que você me telefone.
a) Desejo sua vinda. b) Necessitamos de ajuda. c) Minha esperança é a tua felicidade. d) Tínhamos necessidade de ajuda. e) Desejo uma coisa: a tua felicidade. f) Seu casamento é urgente. g) A tua vinda é necessária. h) Espero a tua resposta. i) Era esperada a sua chegada. j) Alfredinho aguardava a tua partida. l) Percebeu a aproximação dos homens. m) Observou a agonia da velha árvore.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / PTE 4 Com certeza tenho amor Marina Colasanti Moça tão resguardada por seus pais não deveria ter ido à feira. Nem foi, embora muito o desejasse. Mas porque o desejava, convenceu a ama que a acompanhava a tomar uma rua em vez de outra para ir à igreja, e a rua que tomaram passava tão perto da feira que seus sons a percorriam como água e as cores todas da feira pareciam espelhar-se nas paredes claras. Foi dessa rua, olhando através do véu que lhe cobria metade do rosto, que a moça viu os saltimbancos em suas acrobacias. E foi nessa rua, recortada como uma silhueta em suas roupas escuras, o rosto meio coberto por um véu, que o mais jovem dos saltimbancos, atrasado a caminho da feira, a viu. Era o mais jovem era o mais forte era o mais valente entre os onze irmãos. A partir daquele encontro, porém, uma fraqueza que não conhecia deslizou para dentro de seu peito. À noite suspirava como se doente. Que tens? perguntaram-lhe os irmãos. Não sei respondeu. E era verdade. Sabia apenas que a moça velada aparecia nos seus sonhos, e que parecia sonhar mesmo acordado porque mesmo acordado a tinha diante dos olhos. Àquela rua a moça não voltou mais. Mas ele a procurou em todas as outras ruas da cidade até vê-la passar, esperou diante da igreja até vê-la entrar, acompanhou-a ao longe até vê-la chegar em casa. Agora sorria, cantava, embora, de repente largasse a comida no prato porque nada mais lhe passava na garganta. Que tens? perguntaram-lhe os irmãos. Acho, não sei... respondeu ele abaixando a cabeça sobre o seu rubor creio... que tenho amor. Na casa, a moça também sorria e cantava, largava de repente a comida no prato e se punha a chorar. Tenho... sim... com certeza tenho amor respondeu à ama que lhe perguntou o que tinha. Mas nem a ama se alegrou, nem se alegraram os dez irmãos. Pois como alegrar-se com um amor que não podia ser? De fato, tanto riso, tanto choro acabaram chamando a atenção do pai da moça que, vigilante e sem precisar perguntar, trancou-a no quarto mais alto da sua alta casa. Não era com um saltimbanco que havia de casar a filha criada com tanto esmero. Mas era com o saltimbanco que ela queria se casar. E o saltimbanco, ajudado por seus dez irmãos, começou a se preparar para chegar até ela. Afinal uma noite, lua nenhuma que os denunciasse,... Vocabulário Ama: criada de dama nobre. 1. Informe a que Esmero: elemento cuidado, do texto refinamento. as palavras destacadas se referem: Saltimbanco: artista popular que se exibe em vias públicas ou feiras.
Moça tão resguardada por seus pais não deveria ter ido à feira. Nem foi, embora muito o desejasse. o: Mas porque o desejava, convenceu a ama que a acompanhava a tomar uma rua em vez de outra para ir à igreja, e a rua que tomaram passava tão perto da feira que seus sons a percorriam como água e as cores todas da feira pareciam espelhar-se nas paredes claras. que: outra: seus: a: 2. Quais as personagens principais do conto lido? 3. A partir do momento em que vê a moça, o saltimbanco experimenta várias sensações e vai, aos poucos, percebendo o que se passa com ele. Complete o quadro abaixo com informações copiadas do texto: Acontecimento Reações do saltimbanco Interpretações do que se passa com ele O saltimbanco vê a moça. Ele se torna fraco, suspira como um doente, sonha com ela e a vê diante de si quando acordado. O saltimbanco procura a moça até encontrá-la. Acho, não sei...[...] creio... que tenho amor. 4. Um conto de amor pode abordar diferentes conflitos. Qual o principal problema da narrativa? ( ) A jovem gostava de ir à feira, mas fora proibida pelos pais porque se apaixonara por um saltimbanco. ( ) A jovem quis assistir ao espetáculo dos saltimbancos, apaixonou-se por um deles e foi punida pelo pai. ( ) A jovem apaixonou-se por um saltimbanco, mas o pai não queria que a filha se casasse com um saltimbanco. 5. A caracterização das personagens sugere que a moça e o saltimbanco pertenciam: ( ) a classes sociais diferentes. ( ) a classes sociais iguais. 6. Baseando-se na descrição feita da jovem, justifique o conflito enfrentado pelo casal protagonista da história.
7. Como você notou, o conto lido não apresenta desfecho. Este será criado por você. Para fazê-lo, preste atenção ao tipo de narrador, ao tempo verbal e, principalmente, ao conflito presentes na narrativa.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / TEXTO 3 No retiro da figueira Moacyr Scliar Sempre achei que era bom demais. O lugar, principalmente. O lugar era... era maravilhoso. Bem como dizia o prospecto: maravilhoso. Arborizado, tranqüilo, um dos últimos locais dizia o anúncio onde você pode ouvir um bem-te-vi cantar. Verdade: na primeira vez que fomos lá ouvimos o bem-te-vi. E também constatamos que as casas eram sólidas e bonitas, exatamente como o prospecto as descrevia: estilo moderno, sólidas e bonitas. Vimos o campo de aviação. Vimos a majestosa figueira que dava nome ao condomínio: Retiro da Figueira. Mas o que mais agradou à minha mulher foi a segurança. Durante o trajeto de volta à cidade e eram uns bons cinqüenta minutos ela falou, entusiasmada, da cerca eletrificada, das torres de vigia, dos holofotes, do sistema de alarmes e sobretudo dos guardas. Oito guardas, homens fortes, decididos mas amáveis, educados. Aliás, quem nos recebeu naquela visita, e na seguinte, foi o chefe deles, um senhor tão inteligente e culto que logo pensei: ah, mas ele deve ser formado em alguma universidade. De fato: no decorrer da conversa ele mencionou mas de maneira casual que era formado em Direito. O que só fez aumentar o entusiasmo de minha mulher. Ela andava muito assustada ultimamente. Os assaltos violentos se sucediam na vizinhança; trancas e porteiros eletrônicos já não detinham os criminosos. Todos os dias sabíamos de alguém roubado e espancado; e quando uma amiga nossa foi violentada por dois marginais, minha mulher decidiu tínhamos de mudar de bairro. Tínhamos de procurar um lugar seguro. Foi então que enfiaram o prospecto colorido sob nossa porta. Às vezes penso que se morássemos num edifício mais seguro o portador daquela mensagem publicitária nunca teria chegado a nós, e, talvez... Mas isto agora são apenas suposições. De qualquer modo, minha mulher ficou encantada com o Retiro da Figueira. Meus filhos estavam vidrados nos pôneis. E eu acabava de ser promovido na firma. As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo enfiado sob a porta transformou-se como dizia o texto num novo estilo de vida. Não fomos os primeiros a comprar casa no Retiro da Figueira. Pelo contrário; entre nossa primeira visita e a segunda uma semana após a maior parte das trinta residências já tinha sido vendida. O chefe dos guardas me apresentou a alguns dos compradores. Gostei deles: gente como eu, diretores de empresa, profissionais liberais, dois fazendeiros. Todos tinham vindo pelo prospecto. E quase todos tinham se decidido pelo lugar por causa da segurança. Naquela semana descobri que o prospecto tinha sido enviado apenas a uma quantidade limitada de pessoas. Na minha firma, por exemplo, só eu o tinha recebido. Minha mulher atribuiu o fato a uma seleção cuidadosa de futuros moradores e viu nisso mais um motivo de satisfação. Quanto a mim, estava achando tudo muito bom. Bom demais. Mudamo-nos. A vida lá era realmente um encanto. Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da manhã começavam seu afinado concerto. Os pôneis eram mansos, as aléias ensaibradas
estavam sempre limpas. A brisa agitava as árvores do parque cento e doze, bem como dizia o prospecto. Por outro lado, o sistema de alarmes era impecável. Os guardas compareciam periodicamente à nossa casa para ver se estava tudo bem sempre gentis, sempre sorridentes. O chefe deles era uma pessoa particularmente interessada: organizava festas e torneios, preocupava-se com nosso bem-estar. Fez uma lista dos parentes e amigos dos moradores para qualquer emergência, explicou, com um sorriso tranqüilizador. O primeiro mês decorreu tal como prometido no prospecto num clima de sonho. De sonho, mesmo. Uma manhã de domingo, muito cedo lembro-me que os bem-te-vis ainda não tinham começado a cantar soou a sirene de alarme. Nunca tinha tocado antes, de modo que ficamos um pouco assustados um pouco, não muito. Mas sabíamos o que fazer: nos dirigimos, em ordem, ao salão de festas, perto do lago. Quase todos ainda de roupão ou pijama. O chefe dos guardas estava lá. Ladeado por seus homens, todos armados de fuzis. Feznos sentar, ofereceu café. Depois, sempre pedindo desculpas pelo transtorno, explicou o motivo da reunião: é que havia marginais nos matos ao redor do Retiro e ele, avisado pela polícia, decidira pedir que não saíssemos naquele domingo. Afinal disse, em tom de gracejo está um belo domingo, os pôneis estão aí mesmo, as quadras de tênis... Era mesmo um homem muito simpático. Ninguém chegou a ficar verdadeiramente contrariado. Contrariados ficaram alguns no dia seguinte, quando a sirene tornou a soar de madrugada. Reunimo-nos de novo no salão de festas, uns resmungando que era segundafeira, dia de trabalho. Sempre sorrindo, o chefe dos guardas pediu desculpas novamente e disse que infelizmente não poderíamos sair os marginais continuavam nos matos, soltos. Gente perigosa; entre eles, dois assassinos foragidos. À pergunta de um irado cirurgião o chefe dos guardas respondeu que, mesmo de carro, não poderíamos sair; os bandidos poderiam bloquear a estreita estrada do Retiro. E vocês, por que não nos acompanham? perguntou o cirurgião. E quem vai cuidar das famílias de vocês? disse o chefe dos guardas, sempre sorrindo. Ficamos retidos naquele dia e no seguinte. Foi aí que a polícia cercou o local: dezenas de viaturas com homens armados, alguns com máscaras contra gases. De nossas janelas nós os víamos e reconhecíamos: o chefe dos guardas estava com a razão. Passávamos o tempo jogando cartas, passeando ou simplesmente não fazendo nada. Alguns estavam até gostando. Eu não. Pode parecer presunção dizer isso agora, mas eu não estava gostando nada daquilo. Foi no quarto dia que o avião desceu no campo de pouso. Um jatinho. Corremos para lá. Um homem desceu e entregou uma maleta ao chefe dos guardas. Depois olhou para nós amedrontado, pareceu-me e saiu pelo portão da entrada, quase correndo. O chefe dos guardas fez sinal para que não nos aproximássemos. Entrou no avião. Deixou a porta aberta, e assim pudemos ver que examinava o conteúdo da maleta. Fechou-a, chegou à porta e fez um sinal. Os guardas vieram correndo, entraram todos no jatinho. A porta se fechou, o avião decolou e sumiu. Nunca mais vimos o chefe e seus homens. Mas estou certo que estão gozando o dinheiro pago por nosso resgate. Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao nosso que eu, diga-se de passagem, sempre achei que era bom demais. (Os melhores contos. 2. ed. São Paulo, Global, 1986) VOCABULÁRIO Ensaibradas: cobertas de saibro 1. Quanto à estrutura do conto: O enredo do conto estrutura-se com base nas seguintes partes: introdução,
complicação, clímax e desfecho. No conto em questão, temos um desfecho surpreendente. Transcreva dois elementos que contradizem, no decorrer da narrativa, o desfecho que surpreende o leitor. 2. A família do narrador fica encantada com o Retiro da Figueira. a) Que acontecimento apontado no texto motivou a esposa do narrador a querer mudar de casa? Justifique. b) Que atitudes do chefe dos guardas demonstraram confiança aos futuros moradores? 3. O narrador, no decorrer do texto, apresenta indícios que preparam o leitor para o desfecho. Cite dois aspectos do conto que possibilitam a suspeita de que o chefe dos guardas seria o chefe dos ladrões. 4. Explique a afirmação: As coisas todas se encadearam, e o que começou com um prospecto sendo enfiado sob a porta transformou-se como dizia o texto num novo estilo de vida.
5. Qual a crítica apresentada pelo conto? Considerando os fatos apresentados no texto, assinale a alternativa que melhor responde à pergunta. a) ( ) A importância de lidar com ladrões que tenham formação intelectual (acadêmica). b) ( ) A divulgação dos condomínios como lugares extremamente seguros para viver. c) ( ) A inversão de valores que há nos tempos atuais: ladrões ficam soltos, livres e as pessoas de bem, presas em condomínios. d) ( ) O papel importante dos policiais nos resgates das vítimas. 6. No final do conto, o narrador expõe uma opinião através da frase: Uma quantia suficiente para construir dez condomínios iguais ao nosso[...]. Cite-a. 7. A narração aponta aspectos que levariam o leitor a questionar a perfeição do condomí - nio Retiro da Figueira. Assinale a alternativa que melhor justifica essa afirmação: a) ( ) Os bem-te-vis eram pontuais: às sete da manhã começavam seu afinado concerto. b) ( ) Os prospectos para divulgação do condomínio foram colocados sob a porta de algumas residências. c) ( ) O chefe dos guardas era formado em Direito.
Ensino Fundamental Nível II PRODUÇÃO DE TEXTO NOME: / /2012 NÚMERO: F-9 ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO CONTÍNUA / 1º PERÍODO / GRAMÁTICA 3 1. a) Grife os verbos das orações e indique sua regência: V.I V.T.D V.T.I V.T.D.I I. ( ) O chefe dos guardas assistia os condôminos com paciência. II. ( ) A família chegou ao Retiro da Figueira. III. ( ) Os moradores obedeceram às ordens do guarda. IV. ( ) O narrador preferiu o descanso ao trabalho. b) Crie uma frase com o verbo ASSISTIR no sentido de ver, observar. c) Justifique a regência do verbo PREFERIR, na frase IV O narrador preferiu o descanso ao trabalho. 2. Assinale as alternativas incorretas quanto à regência verbal. Em seguida, faça as correções. a. ( ) Os moradores obedecem ao chefe dos guardas. b. ( ) A instituição pagou o palestrante. c. ( ) A nossa prima namorou Rafael por muito tempo. d. ( ) O ladrão visou ao alvo e atirou.
3. O texto que segue é trecho de um comentário sobre o livro Gol de padre e outras crônicas, de Stanislaw Ponte Preta. Leia-o e, a seguir, indique a alternativa que o completa adequadamente. Tipos que todos nós conhecemos muito bem: o malandro procura da sua próxima vítima, o marido infiel que se julga muito esperto e no final tem uma desagradável surpresa, criança sapeca que com suas armações quase leva os adultos loucura. Nas divertidas crônicas de Stanislaw Ponte Preta esses e outros personagens ganham vida e se metem em grandes confusões. ( ) a, a, a ( ) à, a, a ( ) a, à, à ( ) à, à, à ( ) à, a, à 4. Reescreva a frase do anúncio, eliminando o erro de regência. 5. a) Grife os verbos das orações e indique sua regência: V. I - V. T. D - V. T. I I. ( ) O narrador assiste atualmente no Retiro da Figueira. II. ( ) O chefe dos guardas esqueceu a maleta de dinheiro. III. ( ) Os condôminos pagaram aos guardas. IV. ( ) Os guardas visam ao bem-estar dos condôminos. b) Crie uma frase com o verbo pagar como transitivo direto.
c) Justifique a regência do verbo VISAR, na frase IV Os guardas visam ao bem-estar dos condôminos. 6. Assinale as alternativas incorretas quanto à regência verbal. Em seguida, faça as correções. a. ( ) O homem visou ao alvo e disparou o tiro. b. ( ) Mariana namorou com Fábio durante anos. c. ( ) Os moradores simpatizaram com o chefe dos guardas. d. ( ) O lojista pagou a dívida. 7. Observe a tira: a) Justifique a ausência do acento que indica a crase no 1º. quadrinho. b) Reescreva o balão da fala de Mafalda, modificando a regência do verbo ESQUECER.