SERVIÇOS PRELIMINARES Prof. MSc. Eng. Eduardo Henrique da Cunha Engenharia Civil 7º Período Turma A01 Disc. Construção Civil I SERVIÇOS PRELIMINARES Conjunto de atividades e providências tomadas como preparação para o início da obra Providências para o início da obra Demolições Sondagens Movimentação de Terra Contenções Canteiro 1
PROVIDÊNCIAS PARA O INÍCIO DA OBRA Escolha do local Aquisição do terreno Serviço de topografia Sondagem Projetos Legalização da obra ESCOLHA DO LOCAL Análise do Código de Obras e Lei de Uso e Ocupação do Solo 2
AQUISIÇÃO DO TERRENO Qualidades que um terreno deve possuir: dimensões de acordo com o que se pretende construir pouca ou nenhuma exigência de movimento de terra seco facilidade de acesso solo resistente, que não exija solução onerosa para as fundações cuidados especiais com o título de propriedade (Escritura, verificada em Cartório de Registro Geral de Imóveis) e com as dimensões reais do terreno e de posicionamento de construções vizinhas SERVIÇO DE TOPOGRAFIA Fundamental para a execução do projeto arquitetônico - conhecimento de perfis longitudinais e transversais do terreno - e para realização de movimento de terra, quando necessário. 3
Arquitetura Cronogramas Estrutural PROJETOS Orçamento Instalações Especificações LEGALIZAÇÃO DA OBRA Série de providências a serem tomadas antes e durante a construção, junto a órgãos públicos, como: Prefeitura Antes: Uso do solo, licença para construir Depois: Habite-se, cadastramento Concessionária de energia elétrica Companhia de água e esgoto Corpo de bombeiros CREA Cartórios 4
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS FORÇA E LUZ Averiguar: Equipamentos utilizados na construção Potência dos equipamentos e fator de demanda Disponibilidade/tipo/capacidade de rede não existe rede no local; existe rede monofásica; existe rede trifásica. INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS FORÇA E LUZ Durante a implantação do canteiro: Cuidado especial deve ser dado à montagem do quadro provisório de distribuição de energia. Instalação mal realizada pode ser fonte de muitos riscos de acidente por choque elétrico aos operários. 5
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS FORÇA E LUZ Quadro de entrada de energia inadequado, oferecendo sério risco de acidente por choque elétrico devido a partes vivas expostas (Barkokébas Junior, B. 2005) Quadro de entrada de energia adequado (BARROS, MELHADO & MONTE, 2006). Quadros de energia adequados à utilização em canteiros de obras (BARKOKÉBAS JÚNIOR, 2005). 6
INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS HIDRO-SANITÁRIAS Usos Higiene dos operários Matéria-prima para alguns materiais INSTALAÇÕES PROVISÓRIAS HIDRO-SANITÁRIAS Disponibilidade de fornecimento provisório de água Rede pública (mais confiável) Poço (Em casos de obras grandes e de longa duração, o poço pode ser mais vantajoso economicamente que a rede pública) Compra em caminhões pipa Reuso de água de chuva Armazenamento de água Regularidade do fornecimento Pressão suficiente 7
REDES PÚBLICAS Os edifícios construídos em zonas servidas por sistema de abastecimento público, deverão ligar-se obrigatoriamente ao mesmo (Lei Federal 11.445/2007) A ligação da instalação predial à rede pública (suprimento) será executada pela concessionária local REDE PÚBLICA X FONTE ALTERNATIVA Na ausência de redes públicas São admitidas soluções individuais de abastecimento de água A instalação hidráulica predial ligada à rede pública não poderá ser também alimentada por outras fontes (Lei Federal 11.445/2007) 8
RAMAL PREDIAL Conjunto de tubulações e peças especiais situadas entre a rede distribuidora de água e o ponto de entrega de água (Resolução Normativa 009/2014-AGR) Tubulação compreendida entre a rede pública de abastecimento de água e a extremidade a montante do alimentador predial ou de rede predial de distribuição. O ponto onde termina o ramal predial deve ser definido pela concessionária (NBR 5626/1998) RAMAL PREDIAL Distância Executado pela concessionária até uma distância máxima de 15 metros A aquisição e montagem do padrão de ligação de água pelo usuário Distâncias maiores poderá ser cobrado do usuário os custos da extensão adicional (Resolução Normativa 009/2014-AGR) 9
RAMAL PREDIAL Prazos de ligação Até 4 dias uteis para vistoria Até 6 dias uteis para ligação (Resolução Normativa 009/2014-AGR) VISTORIA DE VIZINHANÇA Registro fotográfico feito nas edificações vizinhas ao terreno onde deverá ser iniciado um novo empreendimento 10
VISTORIA DE VIZINHANÇA O registro deve ser feito em relatório técnico específico contendo croqui com indicação das ocorrências, relacionados a fotos devidamente datadas e relatos das observações realizadas. O relatório realizado deverá ser registrado em Cartório DEMOLIÇÕES Recomenda-se que a demolição ocorra, sempre que possível, na ordem inversa à da construção, respeitando-se as características do edifício a se demolir 11
DEMOLIÇÕES Ver a possibilidade...... de aproveitamento de parte ou de todas as edificações existentes como instalações provisórias para escritório, almoxarifado, alojamento dos operários, etc.... utilizar tais construções na implantação do canteiro. Nem sempre é técnica ou economicamente viável a utilização dessas construções! DEMOLIÇÕES Demolição é um serviço perigoso na obra! Edifícios bastante deteriorados desmoronamento Segurança dos operários durante as operações de demolição. (Barros, M. e Melhado, S. 2006) 12
SE ATENTAR AS NORMAS... NBR 5682 - "Contratação, execução e supervisão de demolições" (ABNT, 1977) Fixa as condições exigíveis para a contratação e licenciamento de trabalhos de demolição, providências e precauções a serem tomadas antes, durante e após os trabalhos e métodos de execução das demolições. NR-18 - Ministério do Trabalho - divisão 5 Fixa algumas condições para a realização de atividades de demolição. ATENÇÃO: Verificar as reais condições do imóvel a ser demolido Verificar a existência de depósitos de material inflamável Verificar as condições dos imóveis vizinhos, tanto a qualidade, como os níveis de localização e as interferências com a demolição Desativar instalações existentes, antes do início dos trabalhos 13
ATENÇÃO: Proteger qualquer superfície de construção vizinha que fique exposta pelos trabalhos de demolição Toda demolição deve ser programada e dirigida por profissional legalmente habilitado Antes de se iniciar a demolição de um pavimento, devem ser fechadas todas as aberturas existentes no piso As escadas devem ser mantidas desimpedidas e livres ATENÇÃO: Adotar dutos de descarga para o material originado na demolição, evitando seu espalhamento pelos pavimentos Instalação de um local adequado para depósito de resíduo até a sua completa retirada da obra Prever a retirada de resíduo de demolição empregando-se equipamentos adequados Prever a proteção dos transeuntes (tapumes, plataformas ou de galerias de proteção) 14
DEMOLIÇÕES CUIDADOS COM A EQUIPE Toda a equipe deve trabalhar em um único pavimento Garantir a iluminação adequada de todo o local de trabalho Usar roupas adequadas (que não enrosquem) para a realização do trabalho Evitar acúmulo de carga (sobrecargas) em pontos localizados, principalmente em lajes de forros e telhados DEMOLIÇÕES CUIDADOS COM A EQUIPE Escorregar em vez de arremessar materiais e peças demolidas Não demolir a peça em que está trabalhando Usar equipamentos de segurança, tais como botas, luvas e máscara Os locais de trabalho devem ser periodicamente aspergidos com água para reduzir a quantidade de poeira 15
DEMOLIÇÕES RESÍDUOS Descarte do resíduo gerado na demolição: obedecer às diretrizes estabelecidas pela resolução CONAMA 307 de 05 de julho de 2002 (em vigor desde 02 de janeiro de 2003) (Barros, M. e Melhado, S. 2006) SONDAGEM As sondagens dão informações que permitem definir: Tipo de equipamento a ser usado na escavação e retirada do solo Tipo de contenção Tipo de fundação a ser usado no edifício O tipo de sondagem depende do porte e características da obra. 16
SONDAGEM DE SIMPLES RECONHECIMENTO Método de penetração com circulação de água ou SPT (Standard Penetration Test) NBR 6484 - SOLO - SONDAGENS DE SIMPLES RECONHECIMENTO COM SPT - MÉTODO DE ENSAIO Finalidades: a determinação dos tipos de solo em suas respectivas profundidades de ocorrência a posição do nível-d água os índices de resistência à penetração (N) a cada metro 17
SONDAGEM Resultado: planta de situação dos furos perfil de cada sondagem com as cotas de onde foram retiradas as amostras classificação das diversas camadas e os ensaios que as permitiram classificar níveis do terreno níveis dos diversos lençóis de água pressões dos lençóis de água resistência à penetração do barrilete amostrador SONDAGEM 18
LAUDO DE SONDAGEM SONDAGEM SPT RESULTADOS Fonte: NBR 6484/2001 19
MOVIMENTAÇÃO DE TERRA Conjunto de operações de escavação, carga, transporte, descarga, compactação e acabamentos executados a fim de modificar-se a conformação topográfica do terreno. Muitas vezes, este serviço está associado ao de contenção da escavação, uma vez que, ao realizar-se uma escavação, o solo remanescente precisará ser contido a fim de que não se comprometa as regiões vizinhas. MOVIMENTAÇÃO DE TERRA Corte 20
MOVIMENTAÇÃO DE TERRA Aterro MOVIMENTAÇÃO DE TERRA Corte e Aterro 21
MOVIMENTAÇÃO DE TERRA O volume de um solo varia segundo seu grau de compactação e características dos seus grãos >>> EMPOLAMENTO! MOVIMENTAÇÃO DE TERRA Corte Minimiza risco de recalque Transporte do solo Aterro Maiores riscos de recalque (cuidado na compactação do solo) Necessidade de aquisição de terra Transporte do solo Corte e Aterro Aproveitamento do solo de corte para a execução do aterro. (pode ou não necessitar aquisição de mais terra) Risco de recalque na área de aterro Reduz atividades de transporte de solo 22
FATORES QUE INFLUENCIAM O PROJETO DO MOVIMENTO DE TERRA Sondagem do terreno: Características do solo, espessuras das camadas, posição do nível da água, tipo dos equipamentos a serem utilizados para a escavação e para retirada do solo, tipo de fundação que melhor se adaptará ao terreno, de acordo com as características da estrutura, tipo de contenção mais adequada, etc.; Cota de fundo da escavação: Parâmetro de projeto que define em que momento deve-se parar a escavação do terreno. Para isto, é preciso conhecer: a cota do pavimento mais baixo; o tipo de fundação a ser utilizada; e ainda, as características das estruturas de transmissão de cargas do edifício para as fundações, tais como os blocos e as vigas baldrames. FATORES QUE INFLUENCIAM O PROJETO DO MOVIMENTO DE TERRA Concepção da sequência executiva do edifício: Para que se possam definir as frentes de trabalho para a realização das escavações e para a execução das contenções e, muitas vezes, da própria fundação. Níveis da vizinhança: Esta informação, aliada à sondagem do terreno, permite identificar o nível de interferência do movimento de terra com as construções vizinhas e ainda as possíveis contenções a serem utilizadas. Projeto do canteiro: Deve-se compatibilizar as necessidades do canteiro (posição de rampas de acesso, instalação de alojamentos, sanitários, etc.) com as necessidades da escavação (posição de taludes, rampas, entrada de equipamentos, entre outros.), para que não haja interferências. 23
EQUIPAMENTOS UTILIZADOS NO MOVIMENTO DE TERRA Escavocarregadeira Retroescavadeira Clam-Shell Bob-cat REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO Todo terreno possui um lençol de água no seu sub-solo e essa água vai atrapalhar a escavação do terreno. 24
REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO Porque se faz? Interceptação da água percolada que emerge nos taludes e fundo de escavações Aumentar a estabilidade de taludes e evitar o carreamento de partículas do solo Reduzir a carga lateral em estruturas de escoramento REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO Porque se faz? Eliminar ou reduzir o emprego do ar comprimido na execução de túneis Melhorar as condições de escavação e reaterro Deixar praticamente inalteradas as condições de suporte do terreno subjacente ao apoio da estrutura a ser construída 25
REBAIXAMENTO DO LENÇOL FREÁTICO Como se faz? Através de BOMBEAMENTO: altera a posição do nível de água Rebaixamento de lençol CONTENÇÕES DA VIZINHANÇA Talude Taludes associados a perfis metálicos + pranchões de madeira Perfis metálicos + pranchões de madeira Parede diafragma 26
ATÉ A PRÓXIMA AULA! Bom Dia! 27