Instalações em Edifícios II

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Transcrição:

UNIVERSIDADE PEDAGÓGICA ESCOLA SUPERIOR TÉCNICA Instalações em Edifícios II Instalações Predias de Esgotos Sanitários 1

Índice 1. Esgotamento de Águas Residuais 1.1. Componentes do Sistema de Esgoto 1.1. 1. Aparelhos sanitários 1.1.2. Desconectores ou sifões 1.1.3. Ramal primário 1.1.4. Ramal secundário 1.1.5. Tubo de queda 1.1.6. Ventilação 1.1.7. Caixa de gordura 1.1.8. Caixa de inspecção 1.1.9. Fossas sépticas 2

Índice 2. Dimensionamento do Sistema de Esgoto 2.1. Elementos de base para o dimensionamento 2.1. 1. Aparelhos e equipamentos sanitários 2.1.2. Caudais de descarga de águas residuais domésticas 2.1.3. Coeficiente de simultaneidade 2.2. Dimensionamento hidráulico 2.2. 1. Ramais de descarga 2.2.2. Ramais de ventilação 2.2.3. Tubos de queda 2.2.4. Colunas de ventilação 3

Formado por conjunto de tubulações conexões, caixas sifonadas e demais dispositivos Responsável por coletar e conduzir a um destino adequado os efluentes de esgotos Deve garantir higiene, segurança, economia e conforto. As instalações de esgoto funcionam por gravidade fora os casos em que as instalações sanitárias estejam a baixo do nível do colector público. 4

1.1.1. Aparelhos sanitários Equipamentos integrados no sistema predial de Esgotamento de águas residuais Destinado ao fornecimento de água poara fins higiénicos ou a receber dejetos e águas servidas. Banheira, lavatório, vaso sanitário, pias, etc. Artigo 195 à 198 5

1.1.2. Desconectores ou sifões Peças que contêm uma camada liquida chamada fecho hídrico Impede a passagem dos gases contidos nos esgotos Regularmento dos Sistemas Prediais de Distribuição de Água e e de Esgotamento de Águas Residuais: Artigos 161 a 164; Anexo 25 6

Caixa sifonada Peças que recebem as aguas dos aparelhos sanitarios e encaminham ao ramal de esgoto; Impede a passagem dos gases contidos nos esgotos para o ambiente interno Pode ser fechada (recebendo agua só das tubagens), ou grelhada recebendo aguas das lavagens 7

Ralo Dispositivos providos de furos ou fendas, com a finalidade de impedir a passagem de matérias sólidas transportadas pelas águas residuais. So tem uma entrada acima em grelha e pode estar conectada a uma caixa sinfonada. Quando contem sifao chama-se ralo sifonado. 8 Artigo 165 à 168

1.1.3. Ramal primário Conjunto de tubulações que contem os gases provenientes do coletor público ou da fossa séptica. Artigos 108 à 116 9

1.1.4. Ramal secundário Conjunto de tubulações e dispositivos onde os gases do esgoto não tem acesso. Neste caso a passagem dos gases é impedida pelos fechos hídricos dos sifões ou desconectores. Artigos 108 à 116 10

1.1.5. Tubo de queda Tubulação vertical existente nos prédios de dois ou mais andares que recebe os efluentes dos ramais de descarga, conduzindo-os até uma caixa de inspeção. Artigos 126 à 135 11

1.1.5. Tubo de queda 12 Tipos de ligação ao tubo de queda

1.1.6. Ventilação Destina-se a possibilitar o escoamento de ar da atmosfera para o sistema de esgoto e viceversa ou a circulação de ar no interior do mesmo Tem a finalidade de proteger o fecho hídrico dos desconectores de ruptura por aspiração ou compressão e encaminhar os gases para a atmosfera. Todos os sistemas de esgotamento têm ventilação primária obtida pelo prolongamento do tudo de queda (artigo 131-5; Anexo 23) Todo desconector dese ser ventilado Artigos 117 à 121; 136 à 141 13

1.1.6. Ventilação Ventilação contínua Ventilação individual Ventilação em circuito 14

1.1.6. Ventilação 15

1.1.7. Caixa de gordura Caixa destinada a reter, na sua parte superior, as gorduras, graxas e óleos contidos no esgoto, formando camadas que devem ser removidas periodicamente, evitando que estes componentes escoem livremente pela rede, obstruindo a mesma. Podem ser de betão, alvenaria de tijolos ou ferro fundido 16 Artigos 183 à 187

1.1.8. Caixa de inspecção Caixa destinada a permitir a inspeção, limpeza, desobstrução, junção, mudanças de declividade e/ou direção das tubulações. Dimensoes ditadas por regularmento Artigos 169 à 175 17

1.1.9. Fossas sépticas 18 São sistemas privados de tratamento de águas residuais domésticas que têm por finalidade, sempre que se verifique a inexistência de sistemas público de Esgotamento, proceder a depuração dessas águas residuais para que depois possam ser lançadas numa linha de água ou infiltradas no solo. Dimensoes ditadas por regularmento (Anexo 26) Artigos 188 à 194

1.1.9. Fossas sépticas Acção de bactérias anaeróbicas Transformação de matéria orgânica em gases ou em substâncias solúveis Camada de espuma constituida por substâncias insolúveis mais leves (escuma) forma-se na superfícice do líquido Partículas minerais sólidas (lodo) depositam-se no fundo da fossa 19

20

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.1. Elementos de base para o dimensionamento 2.1.1. Aparelhos e equipamentos sanitários É indispensável conhecer os tipos e número de aparelhos e equipamento sanitários, bem como a sua localização 21

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.1. Elementos de base para o dimensionamento 2.1.2. Caudais de descarga 22

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.1. Elementos de base para o dimensionamento 2.1.2. Coeficiente de simultaniedade (ks) Admite-se a possibilidade da totalidade dos aparelhos sanitários não funcionarem em simultâneo. Caudal de cálculo = caudal acumulado x ks Ks=1/(n-1)^1/2 onde n é o número de aparelhos e equipamentos sanitários Ks pode ser obtido graficamente como resultado de dados estatísticos (Anexo 15) 23

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.2. Dimensionamento hidráulico 2.2.1. Ramais de descarga Os caudais de cálculo dos ramais de descarga de águas residuais domésticas devem fundamentar-se nos caudais de descarga atribuídos aos aparelhos sanitários e nos coeficientes de simultaneidade de acordo como seu número. Deve atender-se aos pontos referidos no artigo 110-1. Ramais de descarga individuais: dimensionados para escoamento a secção cheia (caso anexo 18 seja respeitado) dimensionados para escoamento a meia secção (se anexo18 não for respeitado e se não houver ramais de ventilação) Ramais de descarga não individuais: dimensionados para escoamento a meia secção Diâmetro mínimo : Anexo 19 24

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.2. Dimensionamento hidráulico 2.2.2. Ramais de ventilação Os diâmetros dos ramais de ventilação não devem ser inferiores 2/3 dos diâmetros dos ramais de descarga respectivos. 25

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.2. Dimensionamento hidráulico 2.2.3. Tubos de queda Os caudais de cálculo de tubos de queda de águas residuais domésticas devem basear-se nos caudais de descarga atribuídos aos aparelhos sanitários que neles descarregam e nos coeficientes de simultaneidade. Taxa de ocupação = área ocupada pela massa líquida / área da secção interior do tubo Taxa de ocupação < 1/3 em sistemas com ventilação secundária < 1/7 em sistemas sem ventilação secundária Diâmetro mínimo : 50 mm Anexo 21 26

2. Dimensionamento do sistema de esgoto 2.2. Dimensionamento hidráulico 2.2.4. Colunas de ventilação É obrigatório a instalação de coluna de ventilação, sempre que o caudal de cálculo for maior que 700 l/minuto, nos tubos de queda com altura superior a 35m. Anexo 24 27