SEGUNDO REINADO historiaula.wordpress.com (1840 1889) 2ª. Parte
A fórmula do sucesso... Foi um atributo: 1º. Do aumento da demanda pelo café nos mercados dos Estados Unidos da América do Norte e da Europa; 2º. Da grande disponibilidade de recursos internos, terra e mão-de-obra. A civilização do café renovou o espírito e as esperanças de crescimento econômico do Brasil ao contribuir para equilibrar a balança comercial. Porém, a estrutura latifundiária da produção absorvendo a maior parte dos trabalhadores e a iminente ameaça de escassez de mão-de-obra tornava-se um dos maiores obstáculos para o sucesso da empresa cafeeira.
O fim dos tumbeiros... A necessidade da expansão cafeeira esbarrando nas crescentes pressões inglesas contra o tráfico negreiro. A campanha inglesa, travestida pela retórica liberal e livrecambista, contra o tráfico pode ser entendida a partir de dois elementos: 1º. A recusa do governo de D. Pedro II, de revalidar os tratados comerciais de 1810; Diante das abordagens e até afundamentos de tumbeiros suspeitos de tráfico ao longo do litoral brasileiro, em setembro de 1850, foi sancionada a Lei de Extinção do Tráfico Negreiro. 2º. A necessidade garantir a competitividade das exportações das colônias britânicas na América Central após a abolição.
Do escravismo ao racismo informal... A dificuldade de obtenção de mão-de-obra contribuiu em parte para diminuir as resistências escravagistas e impor mudanças da mentalidade de setores da elite brasileira que buscou a solução na substituição do negro pelo branco de origem européia. A expansão capitalista exigia melhores níveis de produtividade e maior rentabilidade dos investimentos além da necessidade de ampliação do mercado interno. O melhor exemplo da iniciativa de trazer imigrantes portugueses, suíços e alemães para a sua fazenda de café em Campinas foi a do Senador Nicolau Pereira de Campos Vergueiro sob o regime de colonato.
A bebida do século No início do século XIX, muito antes do Brasil iniciar em grande escala a produção de café, a Europa consumia mais de um milhão de sacas por ano. A mentalidade empresarial dos produtores de café do oeste paulista, a reaplicação das rendas do café e o ingresso de capitais estrangeiros favoreceram a expansão e diversificação das atividades econômicas. Cresciam os investimentos em infra-estrutura urbana.
Primeiro surto industrial brasileiro A atividade cafeeira foi, em grande medida, a responsável pela instalação de novas atividades econômicas e o incremento da mão-de-obra livre assalariada. Os registros oficiais indicam que em 1890, já havia no país mais de 600 empresas, empregando cerca de 50.000 trabalhadores assalariados, no ramo de vestuário, mobiliário, madeira, chapelaria, mineração e metalurgia.
A maior evidência desse progresso foram as Estradas de Ferro que estimuladas por investimentos oficiais, oriundos da extinção do tráfico negreiro, inauguraram os primeiros ramais partindo do Rio de Janeiro, da Bahia e de Recife. Em 1867, foi inaugurada a São Paulo Railway, com 139 km ligando o Porto de Santos as principais área da cafeicultura paulista.
Self made man A primeira estrada de ferro paulista foi totalmente financiada por capitais ingleses; dos tijolos as vigas de ferro, das lanternas as locomotivas, dos engenheiros aos trilhos. Tudo, literalmente, era de origem inglesa. Um dos grandes empreendedores desse desenvolvimento industrial foi Irineu Evangelista de Souza, sendo o responsável por inúmeras empresas estaleiro, fundição, bancos, navegação de cabotagem, ferrovias, iluminação, comunicação por cabo submarino, serviços urbanos. A Estrada de Ferro Mauá: a Baronesa foi a primeira locomotiva a vapor dobrasil Parte dos empreendimentos do Barão de Mauá estavam associados a financistas e empresários ingleses.
A vitória do imperialismo O Barão de Mauá assistiu indignado seus sonhos de modernidade e prosperidade esvaecerem na dura realidade de um Brasil conservador, atrelado as velhas estruturas coloniais e governado por um Imperador fraco e hesitante na defesa do mercado nacional, ajoelhar-se frente a ação do imperialismo inglês. Em 1860, a Tarifa Silva Ferraz e em 1874, a Tarifa Rio Branco, reduziam as tarifas alfandegárias de importação de ferramentas, ferragens e máquinas de origem inglesas. Irineu Evangelista de Souza falido, vendeu tudo que restou do seu patrimônio para saldar dívidas. Morreu de diabetes em 21 de outubro de 1889, em Petrópolis, pobre e esquecido
Até a próxima FIM aula... historiaula.wordpress.com