MÁQUINAS PARA PROCESSAMENTO DE CEREAIS

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Transcrição:

MÁQUINAS PARA PROCESSAMENTO DE CEREAIS Prof. Walter Fr. Molina Jr ESALQ/USP www.ler.esalq.usp.br/molina.htm

OBJETIVO Esclarecer e orientar sobre a necessidade de beneficiamento de grãos após a colheita e dar subsídios para que se forme uma idéia clara a respeito da tecnologia e do material disponível para o seu processamento. Identificação de máquinas e equipamentos utilizados no processo, seus componentes, funcionamento e regulagens.

BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA HALL, C. W. & ARANGO, F. S. Equipo para procesamiento de productos agricolas. Lima: IICA, 1968. 220p. PUZZI, D. Abastecimento e armazenamento de grãos. Campinas: Instituto Campineiro de Ensino Agrícola, 1986. 603p. VAUGHAN, C. E., GREGG, B. R., DELOUCHE, J. C. Beneficiamento e manuseio de sementes. Brasília: Ministério da Agricultura/AGIPLAN, 1976. 196p. WELCH, G. B. Beneficiamento de sementes no Brasil. Brasília: Ministério da Agricultura, 1973. 205p.

1.INTRODU INTRODUÇÃO PROCESSAMENTO DE CEREAIS SIGNIFICA TORNAR O PRODUTO (GRÃOS) COLHIDO DE MELHOR QUALIDADE, PASSÍVEL DE SER EMBALADO, ARMAZENADO; ATRAENTE PARA A COMERCIALIZAÇÃO OU DISPONÍVEL PARA CONSUMO EM FORMA FÍSICA MODIFICADA.

TIPOS E FORMAS DE PROCESSAMENTO DE PRODUTOS AGRÍCOLAS TRATAMENTO DE SUPERFÍCIE: LIMPEZA, SEPARAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO MUDANÇA DE DIMENSÃO: MOAGEM E TRITURAÇÃO

INFLUÊNCIA NA RESPIRAÇÃO: SECAGEM, RESFRIAMENTO E DIMINUIÇÃO DO NÍVEL DE OXIGÊNIO INATIVAÇÃO DE ENZIMAS E DESTRUIÇÃO DE MICROORGANISMOS: PASTEURIZAÇÃO E ESTERILIZAÇÃO

2. OBJETIVOS DO BENEFICIAMENTO DE SEMENTES SEPARAÇÃO COMPLETA IMPUREZAS MÍNIMO DE PERDAS SEMENTES BOAS MELHORAMENTO DA QUALIDADE EFICIÊNCIA CAPACIDADE DE SEPARAÇÃO MÍNIMO DISPÊNDIO - CUSTO

FLUXOGRAMA BÁSICO DAS ETAPAS ESSENCIAIS NO BENEFICIAMENTO RECEPÇÃO PRÉ LIMPEZA ARMAZENA MENTO REGULADOR DE FLUXO LIMPEZA SECAGEM CLASSIFI CAÇÃO ARMAZENAMENTO TRATAMENTO DISTRIBUIÇÃO PESAGEM E ENSAQUE ADAPTADO DE WELCH (1973)

3. PRINCÍPIOS PIOS BÁSICOS B EMPREGADOS EM BENEFICIAMENTO DE SEMENTES SEPARAÇÃO MATERIAL INERTE SEMENTE COLHIDA DEBULHADA DESCASCADA SECA SEM. SILVESTRE NOCIVA SEM. DETERIORADA SEM. DANIFICADA SEM. FORA DO PADRÃO SEM. OUTRA VARIEDADE SEMENTE COMERCIALI ZÁVEL LIMPA PADRÃO TRATADA EMBALADA TESTADA SEM. OUTRA CULTURA

CARACTERÍSTICAS FÍSICAS F DAS SEMENTES TAMANHO: ESPESSURA, LARGURA E COMPRIMENTO FORMA TEXTURA DO TEGUMENTO COR AFINIDADE POR LÍQUIDOS PESO ESPECÍFICO CONDUTIVIDADE ELÉTRICA

CRITÉRIO RIO DE SELEÇÃO DAS MÁQUINAS A SEREM UTILIZADAS ESPÉCIE DE SEMENTE A SER BENEFICIADA NATUREZA E TIPO DE IMPUREZAS QUANTIDADE DE CONTAMINANTES PRESENTE NA MASSA PADRÕES DE QUALIDADE QUE DEVERÃO SER ALCANÇADOS

4. MÁQUINAS M UTILIZADAS NO BENEFICIAMENTO DE SEMENTES PRÉ - LIMPEZA Figura 1. Máquina de pre-limpeza Kepler Weber. (Fonte: Welch, 1973)

Figura 2. Fluxograma da máquina de pré-limpeza Pampeiro C-15. (Fonte: Welch, 1973)

TIPOS E FORMAS DE PENEIRAS Figura 3. Tipos de perfurações usadas em peneiras para limpeza de sementes (Fonte: Vaughan, 1976)

EQUIPAMENTOS PARA LIMPEZA Figura 4. Fluxograma da máquina de limpeza Crippen H-554. (Fonte: Welch, 1973)

Figura 5. Fluxograma da limpadora Kepler Weber LC160. (Fonte: Welch, 1973)

Figura 6. Vista em corte do separador cilíndrico. (Fonte: Welch, 1973)

Figura 7. Separador de discos utilizado para classificar e/ou separar sementes por diferença de comprimento. (Fonte: Vaughan, 1976)

Figura 8. Separador de rolos utilizado para separação de sementes pela textura do tegumento. (Fonte: Vaughan, 1976)

Figura 9. Diagrama de mesa de gravidade mostrando o fluxo das sementes. O fluxo de ar provoca estratificação de sementes por diferença de peso específico. (Fonte: Vaughan, 1976)

Figura 10. Separador de correia inclinada, utilizado na separação de sementes por forma e textura do tegumento. ((Fonte: Welch, 1973).

Figura 11. Sistemas de separação eletrostáticos. (Fonte: Vaughan, 1976)

Figura 12. Separadores de sementes por diferença de coloração, utilizando dispositivos eletrônico e pneumático. (Fonte: Vaughan, 1976)

Figura 13. Separador de canaletas em espiral. (Fonte: Welch, 1973).

Atividade Prática: Máquinas para Processamento de sementes graúdas Máquinas para Processamento de sementes miúdas Máquinas para Processamento de cereais (grãos) para consumo Máquinas para Processamento de café