ABRAPP 35 o Congresso Brasileiro dos Fundos de Pensão Investimento, Financiamento e Crescimento Antonio Delfim Netto 12 de novembro de 2014 São Paulo, SP 1
I. Revolução Demográfica 1) Efeitos do envelhecimento da população a) Reduz a taxa de poupança b) Previdência e saúde pressionam o orçamento público 2) Crescimento menor da força de trabalho limita a expansão econômica sem que haja aumento da produtividade 2
I. Revolução Demográfica Taxa de crescimento anual da população 3,5 3,0 2,7 3,0 População em idade ativa População Total 2,5 2,6 2,7 2,3 2,0 1,9 1,6 1,5 1,2 1,0 1,2 0,8 0,5 0,0 1940-1960 1960-1980 1980-2000 2000-2010 2010-2020* Fonte: IBGE; Elaboração: Ideias Consultoria * Estimativa 3
1872 1890 1900 1920 1940 1950 1960 1970 1980 1991 2000 2010 2015 2020 2030 2040 2050 2060 I. Revolução Demográfica 250 200 População do Brasil Censos (milhões de habitantes) 65 anos ou mais 15-64 anos 0-14 anos 150 100 50 0 Fonte: IBGE; Elaboração: Ideias Consultoria 4
I. Revolução Demográfica Ciclo (econômico) de vida, perfil do mundo em desenvolvimento 1.200 Renda do trabalho 1.000 0.800 0.600 Consumo 0.400 0.200 0.000 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90+ Fonte: Fonte: Lee, R.; Mason, A. Population Aging, Wealth, and Economic Growth: Demographic Dividends and Public Policy. (2007); Elaboração: Ideias Consultoria 5
II. Limitações ao Investimento 1) Baixa taxa de poupança 2) Insuficiência de financiamento de longo prazo 3) Custos elevados de juros e de bens de capital 6
II. Limitações ao Investimento Poupança Bruta - % PIB (Média 2011-2013) China Malásia Coréia do Sul Indonésia Tailândia Rússia Vietnã Índia Austrália Chile México Polônia África do Sul Brasil Filipinas Turquia Média ex-china: 25% 0 10 20 30 40 50 60 Fonte: Banco Mundial; Elaboração: Ideias Consultoria 7
II. Limitações ao Investimento 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 jun/14 Investimento* e Poupança Nacional Bruta (% PIB) 21 20,2 2,5 20 1,1 1,5 19 18 17 18,3 17,3 17,5 17,4 0,5-0,5 16 16,2-1,5 15 14 13 14,0-4,3 Investimento Poupança Déficit -2,7 13,1-2,5-3,5 12-4,3-4,5 11-5,5 * Formação Bruta de Capital Fixo + Variação de Estoques Fonte: IBGE; Elaboração: Ideias Consultoria 8
II. Limitações ao Investimento Taxa de Poupança Empresas Não Financeiras e Lucros Retidos Abertas Não Financeiras em % PIB 14,0 5,0 12,0 11,2 11,5 10,9 11,8 10,6 10,5 10,4 4,5 4,0 10,0 8,0 6,0 2,5 Taxa de Poupança Empresas Contas Nacionais 2,7 2,5 2,8 2,7 3,3 3,3 8,4 7,9 3,5 3,0 2,5 2,0 4,0 2,0 Retenção de Lucros Abertas Não Financeiras 0,8 0,5 1,5 1,0 0,5 0,0 0,0 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 Fonte: Carlos A. Rocca e Lauro Modesto dos Santos Jr. " Investimento das Companhias Abertas e seu Financiamento no Período 2005 a 2013", CEMEC, 2014.; Elaboração: Ideias Consultoria 9
III. Aumentar o Investimento é a Única Saída 1) Recuperar a infraestrutura 2) Estimular o investimento privado 10
Brasil Reino Unido Canada Índia EUA Alemanha Espanha China Polônia Itália África do Sul Japão III. Aumentar o Investimento é a Única Saída 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 Estoque total de Infraestrutura - % PIB 0 Fonte: McKinsey Global Institute - Infrastructure productivity: How to save $1 trillion a year - January 2013; Elaboração: Ideias Consultoria 11
União Europeia Outros Desenv. Em desenvolv. Mundo China Japão África do Sul Índia Rússia Estados Unidos Brasil III. Aumentar o Investimento é a Única Saída 9 8 7 Necessidade Estimada Gasto atual 6 5,6 5,5 5 4 3,4 3,1 3,1 3 2,6 Investimento em Infraestrutura - % PIB 8,5 6,4 5,0 5,1 4,1 3,8 3,4 2,6 6,9 4,7 4,0 3,4 3,6 2,6 4,9 2 1 1,5 0 Fonte: McKinsey Global Institute - Infrastructure productivity: How to save $1 trillion a year - January 2013; Elaboração: Ideias Consultoria 12
III. Aumentar o Investimento é a Única Saída Investimento, Exportação e Crescimento (média anual) Invesimento em Infraestrutura 1971/1980 2001/2010 Investimento em Infraestrutura (% PIB) Eletricidade 2,13 0,67 Telecomunicações 0,80 0,65 Transportes 2,03 0,71 Água e saneamento 0,46 0,29 Total 5,42 2,32 Investimento total (% PIB) Investimento privado 18,4 15,1 Investimento público 3,5 2,0 Total 21,9 17,1 Carga tributária bruta (% PIB) 25,2 33,3 Exportações (% a.a.) Quantum 9,2 6,4 US$ 22,1 13,9 PIB (% a.a.) 8,6 3,6 População (% a.a.) 2,4 1,2 Fontes: Frischtak, C., "O investimento em Infraestrutura no Brasil, 2012 /IBGE/Funcex/SRF Elaboração: Ideias Consultoria 13
III. Aumentar o Investimento é a Única Saída RODOVIAS FERROVIAS PORTOS AEROPORTOS Previsão Conceder 9 trechos num total de 5,7 mil km Conceder 12 trechos num total de 10 mil km Conceder em 4 blocos cerca de 150 terminais portuários Conceder os aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG) O que foi feito Concedidos 6 trechos que somam 4,5 mil km Nenhum trecho foi concedido; apenas 1 está apto a ser leiloado Nenhum bloco foi concedido Os dois foram concedidos Maiores dificuldades Leilões atrasados pela discussão das taxas de ret. e garantias, mas foram bem sucedidos Modelo de concessão do governo não foi aceito pelas empresas. Estudos eram incipientes Resistência dos atuais arrendatários e do TCU barrou o processo de concessão Menor n o de participantes por causa das barreiras de entrada de competidores mais severeas Fonte: Folha de São Paulo, 01/11/2014; Elaboração: Ideias Consultoria 14
RODOVIAS FERROVIAS PORTOS AEROPORTOS Previsão Conceder 9 trechos num total de 5,7 mil km Conceder 12 trechos num total de 10 mil km Conceder em 4 blocos cerca de 150 terminais portuários Conceder os aeroportos do Galeão (RJ) e Confins (MG) O que foi feito Concedidos 6 trechos que somam 4,5 mil km Nenhum trecho foi concedido; apenas 1 está apto a ser leiloado Nenhum bloco foi concedido Os dois foram concedidos Maiores dificuldades Leilões atrasados pela discussão das taxas de ret. e garantias, mas foram bem sucedidos Modelo de concessão do governo não foi aceito pelas empresas. Estudos eram incipientes Resistência dos atuais arrendatários e do TCU barrou o processo de concessão Menor n o de participantes por causa das barreiras de entrada de competidores mais severeas 15
mar-08 jun-08 set-08 dez-08 mar-09 jun-09 set-09 dez-09 mar-10 jun-10 set-10 dez-10 mar-11 jun-11 set-11 dez-11 mar-12 jun-12 set-12 dez-12 mar-13 jun-13 set-13 dez-13 mar-14 III. Aumentar o Investimento é a Única Saída Taxas Anuais de Juros Recursos Domésticos - Total de Empresas Não Financeiras, Cias Abertas e Demais Fechadas - Ponderadas pelas Participações de 2012/2013 nas Fontes de Financiamento Doméstico 27 25 23 21 19 17 15 13 11 9 7 Fontes Domésticas Abertas Fontes Domésticas Fechadas Fontes Domésticas Total 5 Fonte: Carlos A. Rocca e co-autores, CEMEC (2014); Elaboração: Ideias Consultoria 16
dez-03 dez-04 dez-05 dez-06 dez-07 dez-08 dez-09 dez-10 dez-11 dez-12 dez-13 mar-14 III. Aumentar o Investimento é a Única Saída Composição da Carteira dos Investidores Institucionais Saldos (% PIB) 37,6 38,3 41,5 5,8 6,3 1,2 1,7 1,5 1,3 26,4 21,3 6,8 1,3 2,0 4,3 3,3 47,1 9,4 1,2 2,7 23,7 24,5 52,7 13,2 1,5 2,9 4,6 6,1 45,6 7,5 1,9 3,0 52,1 51,8 52,6 10,5 10,5 2,1 1,8 3,1 3,7 24,3 19,6 21,6 21,1 21,6 23,8 20,3 19,2 3,0 4,2 4,4 7,5 9,0 9,2 9,1 10,7 11,8 13,1 2,3 2,9 4,0 4,4 4,3 5,8 5,5 5,1 4,6 3,3 2,6 2,5 8,8 1,0 4,1 57,3 9,2 1,3 4,5 54,0 53,7 8,5 7,9 1,5 1,5 4,5 4,4 4,7 Ações Outros Ativos Financeiros Empréstimos e Financiamentos a Participantes Títulos da Dívida Privada Títulos da Dívida Pública Títulos da Dívida Privada Capt. Bancária Operações Compromissadas Depósitos Bancários Fonte: Carlos A. Rocca e co-autores, CEMEC (2014); Elaboração: Ideias Consultoria 17
dez-03 dez-04 dez-05 dez-06 dez-07 dez-08 dez-09 dez-10 dez-11 dez-12 dez-13 mar-14 III. Aumentar o Investimento é a Única Saída 37,6 38,3 20,6 20,3 0,6 0,7 1,9 0,7 1,9 1,7 2,4 3,1 3,6 Carteira dos Investidores Institucionais Saldos (% PIB) 41,5 22,3 47,1 26,2 0,6 1,8 4,1 52,7 29,6 0,6 2,0 4,7 45,6 25,1 0,6 1,9 4,7 52,1 51,8 52,6 29,2 29,3 30,3 0,6 0,5% 0,5 2,0 2,2 2,2 5,6 5,9 6,2 57,3 32,4 0,7 2,6 7,6 54,0 53,7 30,4 30,2 0,8 0,8 2,4 2,5 7,8 7,7 Fundos de investimento (Líquido) Cias de Capitalização Cias de Seguros Previdência Aberta 12,0 12,6 13,2 14,4 15,9 13,4 14,7 13,9 13,3 14,0 12,6 12,6 Fundos de pensão Fonte: Carlos A. Rocca e co-autores, CEMEC (2014); Elaboração: Ideias Consultoria 18
III. Aumentar o Investimento é a Única Saída 1) Investe-se pouco a) Porque a prioridade do governo foi a expansão do custeio e não do investimento (deterioração da infraestrutura). b) Porque no setor privado: (i) Existe excesso de burocracia que inibe a iniciativa e aumenta o risco; intervenções pontuais diminuíram a previsibilidade da política e aumentam as incertezas. (ii) Clima de negócios ficou mais difícil. 19
III. Aumentar o Investimento é a Única Saída 3) Governo perdeu a credibilidade: a) Financiamentos questionáveis: BNDES, Caixa Econômica Federal b) Contabilidade criativa na área fiscal c) Intervenções mal sucedidas no setor elétrico e nos portos d) Desarranjos na Petrobras e) Incertezas quanto aos marcos regulatórios f) Desconfiança mútua: Governo x Empresas privadas 20
IV. Para Fazer o Brasil Crescer PIB = [# de trabalhadores L] x [produtividade média por trabalhador] 1. Taxa de crescimento da 1. Educação e saúde população N 2. Aumento do estoque de capital 2. Taxa de participação L/N K = infraestrutura + capital privado por trabalhador, ou seja, K/L 3. Tecnologia e pesquisa K e L mais sofisticados 4. Economia de escala Tamanho do mercado interno Exportação 5. Crescimento de K depende do investimento Logo: CRESCIMENTO DO PIB = INVESTIMENTO + EXPORTAÇÃO 21