Criação e Manejo
Quando pensamos em criação, devemos considerar que criador é todo o proprietário de uma única fêmea destinada à reprodução, portanto a grande maioria dos criadores podem ser considerados domésticos, onde o canil/gatil se restringe a própria residência (podendo ou não possuir boxes, para contenção e separação dos animais). Existem também os criadores profissionais, onde há instalações especiais, destinadas exclusivamente a criação. Deve-se considerar que hotéis e creches possuem também instalações que se adequam a um esquema mais profissional. Em qualquer um dos casos existem fundamentos que devem estar sempre presentes: - Respeito ao animal. - Higiene (fundamental para a sanidade dos animais e suas crias, portanto o local deve ser sempre limpo, seco, arejado, com boa luminosidade e espaço que garanta livre locomoção). - Assistência Veterinária (por mais experiente que seja o criador, tratadores...ñ há como prescindir do aconselhamento e orientação do médico veterinário de pequenos animais, principalmente no que está relacionado a: alimentação, vermifugação, vacinação, prevenção de contágios, parto, amputação...) A qualidade e o nível de criação não dependem se o local onde ela ocorre é uma casa ou canil de criação, mas principalmente a forma que os animais são manejados, somados ao conhecimento do criador e do veterinário que orienta. Raças: Cães São centenas de raças divididas em 11 grupos, que assim estão distribuídas, segundo a CBKC (FCI) Grupo 1 Cães pastores e boiadeiros: Australian Cattledog, Bearded Collie, Border Collie, Bouvier de Flandres, Briard, Collie Pêlo Curto, Collie Pêlo Longo, Kuvasz, Old English Sheepdog, Pastor Alemão, Pastor Belga (Groenandael, Laekenois, Malinois, Tervueren), Pastor dos Pirineus (pêlo longo, pêlo liso), Shetland Sheepdog, Welsh Corgi Cardigan, Welsh Corgi Pembroke. Grupo 2 Cães do tipo Pinscher e Schnauzer. Molossos e Boiadeiros Suíços: Bernese Mountain Dog, Boxer, Bulldog Inglês, Bullmastiff, Cão dos Pirineus, Dobermann, Dogo Argentino, Dogue Alemão, Dogue de Bordeaux, Fila Brasileiro, Mastiff, Mastim Napolitano, Pinscher Miniatura, Rottweiller, São Bernardo (pêlo curto/ pêlo longo), Schnauzer Gigante, Schnauzer Miniatura, Schnauzer Standard, Sharpei, Terranova, Tosa. Grupo 3 Terriers: Airedale Terrier, American Staffordshire Terrier, Bedlington Terrier, Bull Terrier, Cairn Terrier, Fox Terrier (pêlo liso), Fox Terrier (pêlo duro), Irish Terrier, Kerry Blue Terrier, Norfolk Terrier, Norwich Terrier, Scottish Terrier, Skye Terrier, Soft Coated Wheaten Terrier,Terrier Brasileiro, West Highland White Terrier, Yorkshire Terrier. Grupo 4 Dachshund: Standard Pêlo Curto, Standard Pêlo Longo, Standard Pêlo Duro, Anão Pêlo Curto, Anão Pêlo Longo, Anão Pêlo Duro, Miniatura Pêlo Curto, Miniatura Pêlo Longo, Miniatura Pêlo Duro. Grupo 5 Cães do tipo Spitz e Primitivo: Akita, Basenji, Chow Chow, Elkhound Norueguês, Husky Siberiano, Malamute do Alaska, Samoieda, Shiba, Spitz Alemão.
Grupo 6 Cães do tipo Sabujo e Rastreadores: Basset Hound, Beagle, Bloodhound, Fox Hound. Grupo 7 Cães de Aponte: Braco Alemão Pêlo Curto, Braco Alemão Pêlo Duro, Braco Italiano, Grande Musterlander, Pointer Inglês, Setter Inglês, Setter Gordon, Setter Irlandês, Vizla Pêlo Curto, Vizla Pêlo Duro, Weimaraner Pêlo Curto, Weimaraner Pêlo Longo. Grupo 8 Cães Levantadores, Retrievers e de Água: Cão d água Português, Cocker Spaniel Americano, Cocker Spaniel Inglês, Golden Retriever, Labrador Retriever, Rodhesian Ridgeback, Springer Spaniel Inglês. Grupo 9 Cães de Companhia: Bichon Frisè, Boston Terrier, Bulldog Francês, Chihuahua, Dálmata, Lhasa Apso, Maltês, Pelado Mexicano, Pequinês, Poodle (Standard, Médio,Anão e Miniatura)Pug, Shih Tzu. Grupo 10 Galgos e Raças Assemelhadas: Afghan Hound, Borzoi, Greyhound, Greyhound Italiano, Saluki, Whippet, Wolfhound Irlandês. Grupo 11 Cães de Raça não reconhecida pela FCI: Bulldog Campeiro, Pitt Bul, Ovelheiro Gaúcho, Dogue Brasileiro, Boerboel Gatos: Pelo Longo: Persas (com toda a variação de pelagem), Himalaios Semi Longo: Sagrado da Birmânia, Maine Coon Curto: British Short hair, American Short hair Siameses e Orientais: com as variações de pelagem Instalação: Devem permitir um manejo fácil, prático e econômico. A definição do tamanho é dependente da escolha da raça de criação. As instalações devem ser feitas de tal forma que haja presença de sol na parte da manhã, protegidos de ventos Sul e umidade. É importante presença de sombra nos horários de maior calor, permitindo maior conforto. O material que esta é feita, deve dificultar a proliferação de parasitas (pulgas, piolhos e carrapatos) e dotadas de proteção contra ratos, morcegos... A limpeza deve ser fácil e prática, evitando-se deslocamento dos animas de um lado para outro, possibilidade de molhar os animais quando da realização da limpeza, bem como haja necessidade conseguir efetuá-la mais de uma x ao dia. Deve facilitar administração de medicamentos e alimentos. É necessário que tenha áreas especiais para prática de exercícios, treinamentos, sala de banho, ambulatório/farmácia, local para armazenamento de ração (utilizar estrado, pallets) e boxes especiais (quarentena, maternidade, creche separados por pedilúvio dos demais locais) Nos boxes colocar cama. Limpeza: de forma geral, utilizando-se água em abundância. Em um primeiro momento lavar com produtos de ação detergente (para remoção de material biológico), seguida de desinfecção, com produto prescrito por veterinário e seguindo a recomendação deste. Podendo utilizar vassoura de fogo. Quando necessário, também realizar aplicação de produtos inseticidas, carrapaticidas, também prescritos pelo veterinário.
Alimentação Manejo Dietético e Sanitário de Cães e Gatos Até o desmame (ao redor da 6 a semana de vida) a alimentação deve se basear, preferencialmente, em leite materno. Caso seja necessário pode se recorrer ao leite artificial (sucedâneo), administrando-o, à 37ºC, 6 vezes ao dia: Sucedâneo para cães e gatos - 200 ml de leite sem lactose - 1 gema de ovo - 1 pitada de sal - 1 colher das de chá de óleo vegetal - 1 colher das de chá de mel ou dextrosol - 10 gotas de Kalyamon B12 ou Ostelin B12 * acrescentar 2 colheres das de sopa de água (no caso de cães) Quantidade diária requerida (ml) Idade em dias % do peso corpóreo 3 20 7 25 14 30 21 40 Após a 3 a semana de vida oferecer o leite artificial à vontade. Após o desmame, deve-se, gradualmente, fornecer alimentação sólida, no mínimo 3 vezes ao dia. Após o primeiro ano de vida o animal deve receber pelo menos 2 refeições sólidas diárias. O animal deve ter horários fixos de alimentação, evitando-se os alimentos entre as "refeições. Os recipientes devem ser retirados nos períodos entre as "refeições" e ser higienizados adequadamente (evitar tigelas plásticas). Dieta básica após o desmame e quando adultos Preferencialmente, deve-se oferecer rações comerciais, condizentes com a idade do animal, de marcas conhecidas, obedecendo-se as recomendações dos fabricantes quanto às quantidades a oferecer e modo de prepará-las. Lembrar que a observação das condições ótimas de saúde do animal (estado de pelagem, crescimento, consistência de fezes, vitalidade) são parâmetros importantes, juntamente com o aconselhamento veterinário. A dieta caseira pode ser empregada opcionalmente, devendo ser formulada e orientada por Médicos Veterinários, para se obter o balanceamento dos nutrientes. Para os gatos, como opção às rações comerciais, pode-se recorrer a carne de peixes, aves ou de bovinos e ao leite e derivados. Não se deve administrar as rações destinadas a cães e gatos e vice-versa.
Cuidados na alimentação Os cães e gatos alimentados com dieta caseira podem e devem receber óleo vegetal na alimentação. Deve-se evitar a mistura de rações comerciais com alimentação caseira para não alterar o equilíbrio das dietas balanceadas. Deve-se evitar o emprego de rações comerciais destinadas a outros animais (aves, porcos, etc.) já que estas têm constituintes indesejáveis para os carnívoros. As vísceras (fígado, coração) são contra-indicadas na fase de crescimento e, principalmente, para gatos de qualquer idade. Vísceras, a exemplo do baço ("passarinho") e dos pulmões ("bofe") devem ser evitadas. Às "carnes especiais" antes de serem oferecidas devem ser averiguadas quanto às suas composições e procedências. Algumas rações comerciais destinadas a gatos podem, eventualmente, desencadear, em animais predispostos obstrução urinária ou eliminação de sangue na urina. Procure a orientação do médico veterinário para a indicação adequada do tipo de alimento/ração. Animais alimentados com rações comerciais devem ter constante acesso à água de bebida. Atenção ao oferecimento de ossos: acesso constante a ossos grandes, de bovinos, como profilático da deposição de tártaro pode acarretar excessivo desgaste dentário ou fratura dental. É totalmente contra indicado o fornecimento de ossos grandes de aves e de suínos pela possibilidade de formação de fragmentos lacerantes e de obstrução intestinal, quando deglutidos. Deve-se restringir o uso de cabeça e pescoço de aves na alimentação mesmo com cocção prolongada pelo possível desencadeamento de irritação da mucosa intestinal. Os cães da raça Dálmata, não devem receber alimentação baseada em grãos, frutos do mar, vísceras de bovinos e de aves, embutidos e vagens de leguminosas. Deve-se evitar o preparo e estocagem de alimentos caseiros por muito tempo prevenindo-se assim a fermentação e a ransificação. Rações comerciais provindas de sacos úmidos e engordurados, ou com prazo de validade vencido, não devem ser administrados. Não oferecer doces, balas, chocolates, farináceos, fubá, etc., embutidos (salsicha, presunto, salame, etc.) e patês, aos cães e gatos. Higienização Escovar diariamente o animal para a retirada de pêlos mortos e poeira, e verificar a presença de parasitas (pulgas, carrapatos, etc.). Os carnívoros domésticos podem ser banhados, a intervalos mensais ou quinzenais a partir da 5 a semana de vida, com água morna e corrente, nos horários mais quentes do dia, devendo ser bem enxaguados e secos.
E recomendável a proteção das orelhas antes do banho com tampões de algodão, que devem ser removidos após o enxague do animal. Devem-se evitar talcos (pré ou pós-banho), sabões e xampús "especiais", exceto quando indicados pelo Médico Veterinário. Usar sabões neutros de boa procedência. Não se aconselha a secagem e a limpeza das orelhas com cotonetes, devendo-se, a intervalos regulares, proceder à remoção mais profunda do cerume deve ser realizada sob cuidados de Médicos Veterinários. Não se esqueça da higiene bucal dos cães e gatos,. A troca de dentes se inicia com 3,5 meses de idade e termina aos 6 meses. O cão tem grande tendência a formar tártaro, o que provoca o mau-hálito e a perda precoce dos dentes permanentes.existem serviços odontológicos especializados para cuidar dos dentes do seu cão. A higiene da boca do cão pode ser feita através de escovação. Existem escovas e pastas dentais para cães. A escovação deve ser feita 2 a 3 vezes por semana, no mínimo. Embora seja o método ideal, nem todos os cães aceitam e muitos donos não conseguem manter a freqüência de escovação. A escova também pode ser substituída por um chumaço de algodão esfregado nos dentes do animal. Pedaços de cenoura crua devem ser oferecidos entre as refeições para que o cão seja estimulado a roer, assim como ossos artificiais (couro). O ato de roer é a escovação natural do cão, mas muitas vezes somente ela não impede o acúmulo de tártaro e o mau-hálito. Deve-se evitar o uso de desinfetantes e de alvejantes, na água de banho ou de enxágüe e, mesmo, no piso de canís/gatís e em áreas de permanência dos animais, utilizá-los sob prescrição veterinária. Cuidados de ordem geral Atenção as viagens dos cães e gatos ao litoral, pela possibilidade de infestação por parasitas (Dirofilaria Immitis) que se alojam nos pulmões e coração, e que são transmitidos por mosquitos. Necessidade do GTA ( Guia de Transito Animal) e orientação do Médico Veterinário. Gatos, parcial ou totalmente, brancos, não devem ser expostos à radiação solar sem o uso de fotoprotetores (aviados pelo Médico Veterinário e adquiridos em farmácias de manipulação). Sobre os anticoncepcionais: a castração ainda é o procedimento mais seguro e efetivo. Vermifugação Antes da cobertura de cadelas ou gatas, recomenda-se a execução de exame de fezes e a vermifuqação, com produtos específicos, sob orientação de Médico Veterinário. Alguns parasitas (tênias - Dipylidium caninum) transmitidos por pulgas, não são detectados no exame de fezes. Os exames de fezes são indicados pelo menos a cada 4 meses, no primeiro ano de vida e, a seguir, anualmente. O primeiro dos exames deve ser feito ao redor da 4 a - 6 a semana de vida. A vermifuqação deve ser realizada com produtos farmacêuticos e sob orientação do Médico
Veterinário. As fezes principalmente aquelas de gatos, devem ser recolhidas e descartadas diariamente, em vaso sanitário, de preferência logo após a evacuação. Imunização As vacinas devem ser sempre adequadamente armazenadas, conforme especificação do laboratório fabricante (normalmente refrigeradas de 2º C a 8º C), conservadas em refrigeradores próprios, com presença de termômetro. Evitar o abrir e fechar do refrigerador com muita frequência. Utilizar sempre seringas descartáveis, procedimento padrão realizado pelos médicos veterinários. Os animais devem ser imunizados antes de começarem a frequentar as ruas. Existem muitas doenças que podem acometer os cães e são causadoras de um grande número de mortes, principalmente nos filhotes. Para ser vacinado, o animal deve estar saudável, sem febre ou diarréia, e previamente vermifugado. Se isso não for observado, pode ocorrer falha vacinal, ou seja, o organismo não responder plenamente à vacinação. As vacinas que o cão deve receber e intervalos entre as doses devem ficar a critério do veterinário que irá cuidar do animal. As vacinas múltiplas (V8 ou V10) e anti-rábica são obrigatórias em qualquer esquema de vacinação. As principais infecções passíveis de serem prevenidas, pela vacinação anual, pelo Médico Veterinário, são: ESQUEMA DE VACINAÇÃO INFECÇÕES IDADE (meses) dos CÃES IDADE (meses) dos GATOS Cinomose 2, 3 e 4 Hepatite infecciosa canina 2, 3 e 4 Parainfluenza 2, 3 e 4 Parvovirose 2, 3, 4 e 5* Panleucopenia 2, 3 e 4 Rinotraqueíte** 2, 3 e 4 Calicivirose** 2, 3 e 4 Leptospirose*** 2, 3 e 4 Raiva*** 4 Coronavirose 2, 3 e 4 * A quarta dose é a critério do Médico Veterinário. ** Complexo Respiratório Felino
*** Doença transmissível ao homem. Obs.: O esquema pode ser alterado e outras vacinas introduzidas, em condições específicas, de acordo com a indicação do Médico Veterinário. Os cães que não foram amamentados ou que sofreram desmame precoce podem, a critério do Médico Veterinário, iniciar o esquema de vacinação antes dos 2 meses de idade. Cães adultos quando primovacinados recebem 1 dose de vacina polivalente (V8 ou V10) anualmente já aqueles que nunca foram vacinados ou filhotes que já passaram da época de vacinação devem receber 2 doses de vacina múltipla e 1 dose de vacina anti-rábica. Isso também vale para cães de procedência desconhecida, quando não se tem conhecimento ou certeza sobre o histórico de vacinação. Além dessas vacinas, existe a imunização contra a leishmaniose ou calazar, uma importante zoonose (doença que pode ser transmitida ao homem pelo animal). Essa vacina é aplicada em regiões onde a doença é comum e deve ser antecedida de exames para detectar se o cão já tem a doença. Em qualquer condição sempre saber da necessidade de auxílio do médico veterinário. Reprodução: A escolha dos pais tem que ser feita minuciosamente. Deve se analisar se há problemas genéticos, de pele, se são vacinados, vermifugados e se o tamanho é semelhante. Pré-Natal: Durante o pré-natal devem ser feitos exames e dadas todas as vacinas pendentes antes do cruzamento. Cães: As cadelas entram no cio, normalmente entre o 6ª e 10ª mês de idade, podendo chegar a 1 ano de vida, sendo aconselhável o acasalamento a partir do 3º cio. Como identificar o cio: A região genital externa das cadelas (vulva) começa a inchar e observa-se um sangramento de leve a moderado. Chamamos de primeiro dia do cio, o dia em que se observa o início do sangramento. Duração do cio: Em média, o cio das cadelas dura de 15 a 16 dias. Freqüência do cio: O cio das cadelas manifesta-se a cada 6 meses, normalmente. Mas há cadelas cuja freqüência varia a cada 5 ou 7 meses, o importante é que o intervalo seja constante. Períodos do cio: Na primeira metade do cio, observa-se um sangramento. Nesse período, a cadela deixa-se cheirar pelo macho, mas não aceita que ele monte sobre ela. Na segunda metade do cio, podemos ter o desaparecimento do sangramento, embora muitas cadelas ainda possam sangrar. Nessa fase, as
cadelas permitem a monta e o acasalamento com o macho. O final do cio é notado pela diminuição evidente da região genital e quando a fêmea passa a rejeitar o macho. Caso não pretenda a prenhez, não permitir que ela tenha contato com machos do 7o. ao 15o. dia (ou final) do cio. A castração é uma excelente opção para quem não quer que seu animal tenha crias. Uma vez castrada, a fêmea não terá o inconveniente do cio. O uso de anticoncepcionais não é um método totalmente seguro para a saúde do animal. "Cio seco": Algumas cadelas não apresentam sangramento durante o cio. Nessas fêmeas, é muito mais difícil identificar o momento certo para o acasalamento. Para quem tem um casal de cães e não tem muita experiência, isso é um problema, pois os acasalamentos indesejáveis poderão acontecer. Algumas pessoas, por não perceberem sangramento na fêmea, acham que seus animais nunca tiveram cio. Cadelas mais velhas podem apresentar cio seco. As fêmeas têm cio até o final da vida. Não existe a "menopausa" em cadelas. Acasalamento: Em um acasalamento normal, o momento da ejaculação se dá quando macho e fêmea ficam "de traseiro" um para o outro. Eles irão permanecer assim por alguns minutos. O cão possui um osso peniano e a tentativa de separar os animais à força pode causar fratura no osso do pênis. Por isso, não importa o tempo que demore, deixe que os cães se afastem naturalmente. Existem casos de dificuldades no acasalamento, assim como infertilidade nas cadelas ou nos machos. São motivos de insucesso na reprodução do animal, o que causa grande frustração para o dono. É preciso analisar e descobrir a causa com a ajuda do veterinário. Quem não deve acasalar: animais portadores de enfermidades transmissíveis geneticamente como: displasia coxofemoral, ausência de um testículo (criptorquidismo), alergias graves, catarata precoce e epilepsia; animais com problemas cardíacos graves; fêmeas com excesso de peso; cães com doenças sexualmente transmissíveis como Tumor de Sticker e Brucelose. Gatos: Pré-Natal: Durante o pré-natal devem ser feitos exames e dadas todas as vacinas pendentes antes do cruzamento. Gatas são animais poliéstricos estacionais. Isto significa que seu cio depende da época do ano, geralmente na mais quente (estacional, de estação) e que tem vários períodos de cio nestas épocas (poliéstrica). E ela é ovuladora induzida (só ovula quando cruza). Se após a gata cruzar, o cio persistir, é porque não houve fecundação e a fêmea não está prenhe. Em algumas fêmeas, basta uma cruza para se ter ovulação; em outras, são necessárias várias montas. Ciclo da gata: ocorre o cio; período de gestação de 58 a 72 dias ( média 63 ); parto;
período de lactação de 6 a 8 semanas; cio depois de 2 a 4 semanas após o desmame. O primeiro cio depois de uma gestação geralmente ocorre 8 dias após o desmame, em média 8 semanas após o parto. Alguns relatam estro em até 7 a 10 dias após o parto. O 1º estro (cio) é muito variável, dependendo da raça, idade, e época do ano que o animal nasceu, geralmente o primeiro é ao atingir um peso de 2,3 a 2,5 Kg ( geralmente aos 7 meses), mais pode ocorrer até aos 3 meses, ou em raças de pelo longo, até com 12 a 18 meses ( de 4 a 10 meses). O que é mais determinante nesses casos é a época do nascimento com relação a estação de acasalamento. Se o animal nasce 1 mês antes da época de calor, então ele só vai entrar no cio na época de calor seguinte. A atividade reprodutiva pode ir até uns 14 anos, porém com o tempo o número de gatinhos por ninhada, e o próprio número de ninhadas começam a diminuir. Os machos tem sua maturidade sexual aos 9 meses em média, com um peso aproximado de 3,5 Kg. Pode ocorrer aos 7 meses e aos 12-18 meses, tem as mesmas variáveis das fêmeas. Antes disso, aos 4 meses, pode se ter simulação de cruza, mas a produção de espermatozóides só começa aos 5 meses. É completamente contra-indicado fêmeas cruzarem no primeiro cio (ideal é por volta dos 16 a 18 meses) e machos antes dos 12 a 13 meses. Gestação e Parto: A quantidade de alimento oferecido deverá aumentar e, principalmente nessa época, o animal deve consumir uma ração de boa qualidade. O veterinário deve ser consultado para orientar os proprietários sobre a alimentação da fêmea gestante. Alguns recomendam a mudança para uma ração de filhotes, mais rica em cálcio. Gestação: A da gata dura cerca de 59 a 64 dias e a da cadela cerca de 58 a 63 dias. Na gestação é importante evitar situações de risco como sair sem coleira e locais dedetizados. Repouso e boa alimentação são indicados para um bom período e a avaliação Médica Veterinária deve ser feita. Com a aproximação do parto a respiração do animal fica acelerada, ele se torna inquieto e costuma arranhar o piso. A queda do apetite e a construção do ninho são comuns nesse período, além do corrimento vaginal hemorrágico ou mucóide. No primeiro estágio do trabalho de parto o animal fica intranqüilo, apreensivo e assustado podendo tremer, arfar e até mesmo vomitar. Nesse período ele recusa alimento e alguns procuram a proteção do dono ou se distanciam deles. Há fracas contrações uterinas. Já no segundo estágio as contrações são mais fortes, a respiração é rápida e o animal expele um visível fluído pela vulva. No terceiro estágio o animal expulsa as membranas fetais após cada filhote nascer. No parto normal a fêmea rasga a placenta (bolsa d água), corta o cordão umbilical, lambe o fluído fetal da boca e cabeça do filhote e, estimula a respiração e circulação lambendo o filhote.
Nos casos de necessidade de auxílio é preciso rasgar a placenta cortar o cordão umbilical, enxugar o fluído fetal da boca e cabeça do filhote e, estimular a respiração e circulação massageando o filhote. O corte do cordão umbilical deve ser feito com tesoura esterilizada por fervura e fio de algodão esterilizado em álcool. É importante dar um nó com um dedo de distância da barriga do filhote, mas se ainda estiver preso à mãe, dá-se outro nó e corta entre eles. Para evitar a infecção é importante usar iodo fraco ou mercúrio duas vezes ao dia. O Intervalo de nascimento de um filhote para outro filhote é de no máximo 5 horas e quando já não houver mais filhotes a contração uterina também pode durar até 5 horas. Ela pode ou não ingerir as membranas fetais, mas normalmente ela se preocupa com um filhote de cada vez. Há animais que rejeitam os filhotes até o nascimento de todos. Também é comum no período pós parto ocorrer um corrimento de 2 semanas que está relacionado com a evolução uterina. Já em relação ao pós parto dos filhotes, a caudectomia, o corte da cauda deve ser realizado entre o terceiro e o sexto dia após o nascimento, nas raças de cães onde é indicado. As características fisiológicas dos cães e gatos recém-nascidos são: - Queda do cordão umbilical entre 2 e 3 dias nos cães e gatos; - Abertura das pálpebras nos cães de 14 a 15 dias e nos gatos de 13 a 15 dias; - Sono ativo até 30 dias após o nascimento nos cães e até 25 dias nos gatos; - Controle de micção e defecação de 15 à 25 dias em cães e gatos; - Mantêm-se em pé após o 15º no caso do cães e após o 12º no caso dos gatos; - Passa a alimentar-se sozinho entre 30 e 35 dias os cães e entre 25 e 35 dias os gatos.