Boletim Informativo
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- Raul Jónatas Fernandes de Mendonça
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1 PEETT IMAGEEM I DIAGNÓSSTTI ICOSS VEETTEERRI INÁRRI IOSS NNOVVOSS SSEERRVVI IIÇOSS Devido a inúmeras solicitações estamos disponibilizando os serviços de colheita de material para exames laboratoriais, com horário agendado e sempre no período da manhã. Continuamos assim com nosso propósito de oferecer serviços diferenciados num mesmo espaço, voltado para o auxílio no diagnóstico das diferentes doenças. Dentre os serviços contamos com: colheita hematológica, colheita de líquido céfalo-raquidiano, biopsia de pele, biopsia aspirativa de linfonodos regionais, colheita e drenagem de líquido ascítico, pleural e cistocentese guiados por ultra-sonografia. NNOVVI IIDDAADDEE NNO SS IITTEE I Disponibilizamos em nosso site, no arquivo de dowload, alguns textos referentes ao preparo do paciente para os exames diagnósticos, sugestão para realização de exames laboratoriais, com perfil para cada caso e orientações para viagem internacional de cães e gatos. CONNVVÊÊ NNI IO COM O KKEE NNNNEE LL CLLUU BB DD AA G RRAANNDD EE CUURRI ITTI IIBBAA Comunicamos aos médicos veterinários que prestam serviços aos criadores associados do Kennel Clube da Grande Curitiba que firmamos um termo de convênio para os exames de imagem. Entre em contato conosco para maiores informações. COOPPEE RRAAÇÃÃO EE PPAARRCEE RRI IIAA COM O IIRRI I ISS Estamos iniciando um trabalho de cooperação técnica e parceria com o projeto cão-guia do Instituto IRIS (Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social) que é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 2002 em São Paulo (SP), e tem a missão de desenvolver atividades que acelerem o processo de inclusão social das pessoas portadoras de deficiência visual que já conta com cães-guia em Curitiba. Para saber mais sobre o IRIS acesse MAATTÉÉ RRI IAASS TTÉÉCNNI IICAASS DDO MÊÊSS Este mês teremos duas matérias importantes, a primeira sobre o uso da eletroacupuntura e outra sobre a displasia coxofemoral. M V responsável pelo serviço de Acupuntura Solange Aparecida Marconcin Especialista em Acupuntura Veterinária LESÕES NERVOSAS DE PLEXO BRAQUIAL E AS MODALIDADES DE ACUPUNTURA O plexo braquial, localizado próximo ao pescoço, é uma rede de nervos entrelaçados que inerva os membros torácicos. É formado pela união das raízes ventrais de C5 a T1 (segmentos medulares), sendo responsável pelos movimentos e sensibilidade dos braços, antebraços, mãos e dedos. A disposição de suas fibras nervosas é muito complexa, os ramos ventrais se unem para formar
2 3 troncos; esses troncos se dividem em 6 partes; que se unem para formar três fascículos, os quais dão origem aos nervos periféricos do membro torácico. Os poucos nervos que saem diretamente das raízes ou dos troncos são distribuídos aos músculos do tórax. As causas principais de lesão no plexo braquial incluem traumatismos, como um acidente com estiramento do membro torácico ou com flexão acentuada do braço na articulação do ombro, distúrbios autoimunes, tumores, edemas, etc. Lesões no plexo braquial causam desde dor e fraqueza do membro até perda sensitiva e paralisia. A disfunção pode afetar apenas uma parte do membro, como o antebraço ou o bíceps braquial, ou o membro inteiro, dependendo do(s) nervo(s) afetado(s). A lesão de todo o plexo braquial é rara, porque este é relativamente grande, entretanto pode ocorrer. A recuperação de uma lesão tende a ocorrer lentamente, ao longo de vários meses, embora algumas lesões graves possam causar uma fraqueza permanente. O tratamento de distúrbios do plexo braquial deve ter início o mais precocemente possível e depende da causa de origem. Um câncer localizado próximo do plexo pode ser tratado com quimioterapia. Ocasionalmente, um tumor ou um hematoma que esteja comprimindo o plexo deve ser removido cirurgicamente. O tratamento com acupuntura visa evitar a atrofia muscular, aliviar a dor, recuperar a sensibilidade do membro afetado além de restaurar a transmissão normal dos impulsos. Quando a causa é uma lesão física, indica-se exercício suave para corrigir o posicionamento do membro, mobilização passiva, estimulação ativa dos movimentos associado a estímulos para alcançar brinquedos leves em todas as direções, estimulação sensorial como a colocação de um objeto sobre o braço acometido para que o animal toque-o com a outra mão estimulando a percepção do braço, estimulação do desenvolvimento motor para que o animal apóie e movimente o membro envolvido, hidroterapia e acupuntura. O que determina a melhora dos movimentos não é a quantidade ou freqüência dos exercícios e sim o grau e a extensão da lesão dos nervos envolvidos. A utilização da eletroacupuntura, ou seja, introdução de íons nas agulhas através de estímulos elétricos produzidos por aparelhos eletrônicos, pode ser mais útil no tratamento, pelo fator de obter respostas mais rápidas. O TENS (Transcutaneus Eletric Nerve stimulation) é um aparelho eletrônico que fornece saída de onda com características elétricas que permitem estimulação diretamente na pele. Também é indicado no tratamento de lesões nos plexos, seu principal uso é nos processos dolorosos crônicos e agudos, promovendo liberação de endorfinas e bloqueio à passagem de estímulos nociceptivos pela medula. Entre em contato conosco e saiba mais sobre este esta modalidade.
3 M V responsável pelo serviço de Radiologia Veterinária Danielle Murad Tullio Membro do Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária DISPLASIA COXOFEMORAL NORMAS DO COLÉGIO BRASILEIRO DE RADIOLOGIA VETERINÁRIA (CBRV) e RANKING DAS RAÇAS MAIS AFETADAS (OFA) Os exames radiográficos podem ser realizados normalmente em qualquer centro diagnóstico, tendo assim um laudo clínico sobre o caso, mas para os animais que requeiram um documento oficial os exames radiográficos deverão ser encaminhados ao Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária, tanto pelos proprietários dos cães como pelos veterinários radiologistas, para a adequada e precisa avaliação das articulações coxofemorais e emissão do Laudo Oficial, quanto à presença ou não de displasia. Para tal devemos ter ciência de algumas informações para que sejam repassadas aos proprietários e/ou criadores, pois junto ao exame radiográfico deverão ser enviados os seguintes documentos: Cópia autenticada do Pedigree do animal, Termo de responsabilidade do proprietário (dowload em nosso site ou no site do CBRV), Termo de responsabilidade do médico veterinário responsável pelo exame radiográfico (dowload em nosso site ou no site do CBRV), Taxa referente às despesas da avaliação, no valor de R$ 40,00 (Quarenta Reais). O procedimento radiográfico deverá ser realizado conforme as normas do CBRV (que é também as normas da Federação Cinológica Internacional) para a avaliação das articulações coxofemorais em relação à Displasia Coxofemoral, e envolve os seguintes quesitos: 1. Idade: A avaliação das condições articulares será realizada definitivamente a partir dos 24 meses de idade completos. Esta condição poderá ser precedida de avaliações preliminares das articulações coxofemorais, que fornecerão dados precoces de normalidade ou não das mesmas, cujo exame poderá ser realizado em torno e a partir de doze meses de idade. 2. Contenção: Com a finalidade de assegurar a qualidade técnica desejável, é obrigatória a contenção do paciente mediante a utilização de associações farmacológicas, capazes de determinar perfeito relaxamento do animal, para se obter o posicionamento correto e livre de reações por parte do cão. 3. Posicionamento: O animal deverá se mantido em decúbito dorsal, com os membros pélvicos em extensão, paralelos entre si e em relação à coluna vertebral, tomando-se o cuidado de manter as articulações fêmoro-tíbio-patelares rotacionadas medialmente, de tal forma que as patelas se sobreponham aos sulcos trocleares. Deve-se ainda ter o cuidado para que a pelve fique em posição horizontal. Uma segunda radiografia poderá também ser utilizada com os membros pélvicos flexionados. 4. Identificação do filme: Na identificação permanente do filme, deverá constar: o nome e o número de registro do animal, número de identificação do mesmo pela tatuagem ou microchip, espécie, raça, data de nascimento, data do exame radiográfico, identificação da articulação coxofemoral direita ou esquerda e o local onde o exame for realizado.
4 5. Tamanho do filme: O filme radiográfico deverá ser suficiente para incluir toda a pelve e as articulações fêmoro-tíbio-patelares do paciente. 6. Qualidade da radiografia: Serão analisadas as radiografias cujo padrão de qualidade ofereça condições de visualização da microtrabeculação óssea da cabeça e colo femorais e, ainda, definição precisa das margens da articulação coxofemoral, especialmente da borda acetabular dorsal. 7. Laudo: A comissão, ao receber a radiografia, avaliará sua qualidade para o diagnóstico, ficando a seu cargo a possibilidade de devolução ao médico veterinário que a realizou, caso não obedeça aos padrões técnicos desejados. Para a emissão do laudo definitivo, cada radiografia será examinada por uma comissão constituída por três médicos veterinários radiologistas membros do CBRV. O proprietário terá direito, mediante o pagamento dos respectivos custos, de recorrer a um segundo e último diagnóstico, submetido ao júri da displasia coxofemoral do Comitê Cientifico da Federação Cinológica Internacional (FCI). 8. Serão consideradas as seguintes categorias: As articulações coxofemorais serão avaliadas individualmente e classificadas segundo a pior avaliação e não a média entre as duas articulações coxofemorais em: Grau A Articulações coxofemorais normais (H. D. ):. Grau B Articulações coxofemorais próximas da normalidade (H. D. +/ ): Grau C Displasia coxofemoral leve (H. D. +): Grau D Displasia coxofemoral moderada (H. D. + +): Grau E Displasia coxofemoral grave (H. D ): Uma informação muito importante para a rotina clínica é último ranking (2005) das raças (canina e felina) mais afetadas segundo a Orthopedic Foundation for Animals (OFA): RAÇA RANK AVALIAÇÕES % EXCELENTES % DISPLÁSICOS Bulldog Pug Dogue De Bordeaux Otterhound Neapolitan Mastiff St. Bernard Black Russian Terrier Clumber Spaniel Sussex Spaniel Cane Corso Boykin Spaniel Argentine Dogo Basset Hound French Bulldog American Bulldog Norfolk Terrier Fila Brasileiro Perro De Presa Canario Louisiana Catahoula Leopard Newfoundland Bloodhound
5 American Staffordshire Terrier English Shepherd Bullmastiff Maine Coon Cat Hybrid American Pit Bull Terrier Chesapeake Bay Retriever Shiloh Shepherd Rottweiler Chinook Golden Retriever Chow Chow Gordon Setter Norwegian Elkhound Mastiff Old English Sheepdog Greater Swiss Mountain Dog German Shepherd Dog Field Spaniel Kuvasz Shih Tzu Giant Schnauzer Beagle Pembroke Welsh Corgi English Setter Staffordshire Bull Terrier Cardigan Welsh Corgi Spinone Italiano Bernese Mountain Dog Black And Tan Coonhound Beauceron Polish Lowland Sheepdog Brittany Curly-Coated Retriever Bouvier Des Flandres Briard Entlebucher Pudelpointer Norwich Terrier Australian Cattle Dog Harrier English Springer Spaniel Leonberger Chinese Shar-Pei Akita Portuguese Water Dog Welsh Springer Spaniel Irish Water Spaniel Poodle Irish Setter Komondor Tibetan Mastiff
6 Labrador Retriever Norwegian Buhund Great Dane Affenpinscher Airedale Terrier Alaskan Malamute Samoyed Border Collie French Spaniel Cavalier King Charles Spaniel Boxer Anatolian Shepherd Puli Akbash Dog Petit Basset Griffons Vendeen Great Pyrenees German Wirehaired Pointer American Eskimo Dog Standard Schnauzer Smooth Fox Terrier Weimaraner Pointer American Water Spaniel Tibetan Spaniel Boston Terrier Wirehaired Pointing Griffon Vizsla Coton De Tulear Nova Scotia Ducktolling Ret Bull Terrier Keeshond Lhasa Apso Kerry Blue Terrier Havanese Bearded Collie Cocker Spaniel Doberman Pinscher Bichon Frise Belgian Malinois Australian Shepherd Afghan Hound Tibetan Terrier Shiba Inu English Cocker Spaniel Finnish Spitz Irish Wolfhound Rhodesian Ridgeback North American Shepherd Dalmatian Shetland Sheepdog German Shorthaired Pointer Flat-Coated Retriever
7 Soft Coated Wheaten Terrier Border Terrier Belgian Tervuren Schipperke Ibizan Hound Basenji Belgian Sheepdog Collie Greyhound Pharaoh Hound Canaan Australian Terrier Siberian Husky Borzoi Saluki German Pinscher Italian Greyhound Com estas informações podemos ter um entendimento melhor sobre o exame radiográfico para a displasia coxofemoral, e sobre as raças mais afetadas mundialmente, assim teremos mais informações e argumentos para a solicitação das avaliações radiográficas para os proprietários e criadores, podendo diagnosticar precocemente esta alteração e contribuir com o controle da população. Fontes consultadas: Colégio Brasileiro de Radiologia Veterinária e Associação Brasileira de Radiologia Veterinária Orthopedic Foundation for Animals
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