Métodos Contracetivos E IST S 1. Introdução Muitos fatores determinam a escolha de um contracetivo. O aconselhamento é fundamental para uma boa adesão a um método de contraceção. Os utentes devem ser informados corretamente e de forma clara sobre os métodos de contraceção disponíveis e devem escolher livremente de acordo com a sua condição médica, as suas necessidades e as suas expectativas. Os profissionais de saúde que fazem aconselhamento contracetivo devem ser competentes na informação prestada, sobre forma correta de utilização, eficácia, vantagens e desvantagens, efeitos secundários, riscos e benefícios não contracetivos dos vários métodos. Deve ser incluído no aconselhamento informação sobre contraceção de emergência reforçando-se as noções sobre as condições determinantes à sua utilização, acessibilidade, forma de administração e conduta posterior. Os profissionais de saúde devem informar sobre a importância da prevenção de infeções sexualmente transmissíveis. 2. Desenvolvimento 2.1 Sistema Reprodutor Masculino No que diz respeito aos órgãos genitais externos, fazem parte o escroto (bolsa que contém os testículos e mantém uma temperatura adequada para a produção de espermatozoides) e o pénis (apresenta uma forma cilíndrica e é revestido por uma pele fina e móvel, que na extremidade forma uma prega, o prepúcio que recobre a glande). Dos órgãos genitais internos, fazem parte os testículos (onde são produzidos as células sexuais necessárias para a reprodução - espermatozoides), os epidídimos (onde são armazenados os espermatozoides produzidos nos testículos), os canais deferentes (conduzem as células sexuais), a próstata e as vesiculas seminais (responsáveis pela produção de secreções que nutrem e permitem a mobilidade dos espermatozoides). O aparelho reprodutor masculino encontra-se ligado ao sistema urinário, existindo órgãos que fazem simultaneamente parte dos dois, nomeadamente a uretra e o pénis. Os testículos são as gónadas masculinas e são protegidos por uma bolsa, que se denomina escroto. A partir da puberdade, os testículos vão produzir testosterona. A testosterona é responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários e apoia a espermatogénese (desenvolvimento de espermatozoides). É na puberdade que se desenvolvem os carateres sexuais secundários. São estes: a mudança da voz, o desenvolvimento da massa muscular, o aumento do pênis e dos testículos, o aparecimento de acne, o aparecimento de pelos púbicos e nas axilas e também o aparecimento da barba.
O espermatozoide é a célula reprodutora masculina. Os espermatozoides são produzidos nos testículos; os testículos encontram-se numa bolsa, externa ao corpo, e que mantem uma temperatura ideal para a formação dos espermatozoides (menos 2ºC do que a parte interna do corpo). Após serem produzidos, os espermatozoides ficam armazenados no epidídimos até estarem completamente desenvolvidos. Quando estiverem completamente desenvolvidos, os espermatozoides serão libertados pelo homem através da ejaculação (movimento do esperma para fora da uretra). O esperma é constituído pelos espermatozoides e líquido seminal e prostático que são muito importantes para a sobrevivência destes. Os Sonhos Molhados ou tecnicamente chamados de Ejaculações Espontâneas podem começar a partir dos 12 anos. A ejaculação espontânea, como o nome indica, é a libertação de esperma pela uretra, que pode ocorrer durante a noite quando os rapazes estão a dormir. É normal que aconteçam e indicam que o corpo se está a desenvolver corretamente. Podem não ocorrer em todos os rapazes mas quando acontece é uma situação normal. 2.2 Sistema Reprodutor Feminino No que diz respeito a órgãos sexuais externos encontramos a vulva. A vulva é o conjunto de formações externas que protegem a vagina e o orifício urinário como os grandes lábios e os pequenos. Na vulva também se encontra o clitóris. Nos órgãos genitais internos fazem parte a Vagina, o cérvix (faz a separação entre a vagina e o útero), o útero (órgão em forma de pêra invertida), as trompas de Falópio (que conduzem o óvulo até ao útero) e os Ovários. Os ovários são as gónadas femininas responsáveis pela formação do Óvulo e pela produção de Estrogénio e Progesterona. Desde criança, as raparigas produzem estrogénio mas numa quantidade pequena o que não produz efeitos visíveis, mas na puberdade a produção de estrogénio e progesterona aumenta. Devido ao aumento do estrogénio e da progesterona na puberdade, vão ocorrer mudanças no corpo da Mulher. O estrogénio é responsável pelo/a: Crescimento do corpo dos órgãos sexuais; Desenvolvimento dos carateres sexuais secundários que são o aparecimento de pelos púbicos e nas axilas, crescimento das mamas e o arredondar das ancas; Maturação dos órgãos reprodutores e preparação do útero para a gravidez. A progesterona completa a preparação da mucosa uterina, o que a torna apta para a gravidez, e estimula o desenvolvimento das glândulas mamárias.
O óvulo é a célula reprodutora feminina. É libertado pelo Ovário apenas uma vez por ciclo menstrual, esta altura é chamada de período fértil que é quando a mulher pode engravidar. Quando o óvulo é fecundado por um espermatozoide dá origem ao zigoto. A fecundação ocorre quando o espermatozoide encontra o óvulo na trompa de Falópio e se une a ele. A menstruação consiste numa perda de sangue vaginal que ocorre todos os meses e pode durar entre 2 a 7 dias. Esta perda de sangue ocorre devido à descamação da parede que reveste o útero (endométrio). A menstruação acontece porque o útero estava preparado para receber um óvulo fecundado (zigoto), mas como não recebeu, o endométrio descama para poder crescer novamente e preparar-se para receber o zigoto no próximo ciclo menstrual. A primeira menstruação tem o nome de Menarca. A idade em que surge a menarca pode variar entre os 10 e os 16 anos. Quando surge a menarca é indicador de que a mulher já tem os órgãos reprodutores amadurecidos e portanto já pode ter filhos. No Ciclo Menstrual distinguem-se dois ciclos que se interrelacionam. Estes são o Ciclo Ovárico e o Ciclo Uterino. O ciclo menstrual inicia-se no primeiro dia da menstruação, dura em média 28 dias e termina no primeiro dia da menstruação seguinte. Algumas mulheres têm ciclos mais curtos de até 21 dias enquanto outras tem ciclos mais longos que podem ir até aos 35 dias. O ciclo ovárico está associado aos fenómenos que decorrem regularmente durante o ciclo menstrual nos ovários da mulher e compreende duas fases: a fase folicular e a fase luteínica. Esta última tem sempre uma duração de 14 dias, podendo o tempo da primeira fase ser variável. Estas duas fases são separadas pela ovulação, que ocorre por volta do 14º dia do ciclo. A fase folicular caracteriza-se pelo rápido desenvolvimento e maturação de um folículo ovárico, contendo no seu interior um óvulo. Já a fase luteínica, caracteriza-se pelo desenvolvimento do corpo amarelo que produz estrogénios e progesterona, cujo papel é preparar o útero para uma eventual fecundação, tratando-se de uma estrutura que se desenvolve a partir dos restos do folículo ovárico. Se não ocorrer fecundação, o corpo amarelo degenera no final do ciclo ovárico e inicia-se um novo ciclo. No início do ciclo menstrual o hipotálamo aumenta a libertação de GnRH e há um aumento da sensibilidade de GnRH por parte da adeno-hipófise. Isto leva à produção e libertação através da adeno-hipófise de uma pequena quantidade de FSH e LH. Numa fase folicular tardia o aumento dos níveis elevados de estrogénios tem um efeito feedback positivo em relação á secreção de LH e FSH pela adeno-hipófise
levando assim a um aumento dos níveis destas hormonas imediatamente antes da ovulação. Os fenómenos que ocorrem frequentemente durante o ciclo menstrual nos ovários da mulher são controlados pela libertação hormonal. A FSH é a principal responsável pelo início do desenvolvimento dos folículos primários e a sua eclosão. O pico de LH na corrente sanguínea ocorre antes e em maior grau do que o pico de FSH, e determina a ovulação e a transformação do folículo que eclodiu em corpo amarelo. Depois da ovulação os estrogénios produzidos pelo folículo diminuem e ocorre um aumento de progesterona à medida que o corpo amarelo se desenvolve. Depois da formação do corpo amarelo, os níveis de estrogénios e de progesterona tornam-se mais elevados do que antes da ovulação, dando origem a um efeito de feedback negativo sobre a libertação de GnRH pelo hipotálamo e consequentemente a libertação de LH e FSH através da adeno-hipófise diminui. No caso de ocorrer fecundação, forma-se uma placenta que inicia a secreção da hormona HCG (gonadotrofina coriónica humana), que impede a degeneração do corpo amarelo. Também neste caso os níveis de estrogénios e de progesterona continuariam aumentados e a menstruação não ocorreria. Se não ocorrer fecundação, não se produzindo a HCG, o corpo amarelo degeneraria e os níveis de estrogénios e progesterona diminuiriam e ocorreria a menstruação. O ciclo uterino está relacionado com alterações que ocorrem durante o ciclo menstrual ao nível do endométrio. Em relação a este ciclo é possível considerar três fases: a menstrual, a proliferativa, e a fase secretora. As mudanças que ocorrem ao nível do útero devem-se à ação das hormonas ováricas, os estrogénios e a progesterona. Se houver fecundação e, consequentemente, implantação do embrião, o ciclo uterino é interrompido, não ocorrendo fase menstrual. A fase menstrual é caracterizada pela degeneração e eliminação da maior parte do endométrio, que resulta da rotura de vasos sanguíneos, evidenciando-se por uma hemorragia vaginal. Esta fase marca o início do ciclo uterino e dura cerca de cinco dias. A fase proliferativa está relacionada com a reconstituição do endométrio através da multiplicação celular, tornando-se este mais espesso, restabelecendo-se a rede de vasos sanguíneos e as glândulas tubulosas. Esta fase dura cerca de nove dias e decorre entre o 5º e o 14º dia do ciclo (num ciclo de 28 dias). Por último, na fase secretora a espessura do endométrio continua a aumentar atingindo a espessura máxima e as suas glândulas segregam substâncias nutritivas, ficando o útero preparado para a fixação de um eventual embrião. Esta fase, por sua vez, dura cerca de 14 dias. 3. Métodos Contracetivos 3.1 Preservativo Masculino O preservativo masculino, também é uma proteção flexível, concebida para ser usada sobre o pénis em ereção, durante o ato sexual.
Porquê usar preservativo? O preservativo masculino ajuda a prevenir uma gravidez não desejada e é a melhor forma de evitar as infeções de transmissão sexual, como o VIH (vírus de imunodeficiência humana), a infeção por clamídia e gonorreia. Protege menos bem no caso das infeções que se espalham por contacto cutâneo como o herpes, a sífilis e o HPV (papiloma vírus humano). Tipos de preservativos Atualmente existem dois tipos principais de preservativos: 1. de látex, que oferecem a melhor proteção para muitas infeções de transmissão sexual (ITS) como o VIH, porque a borracha sintética previne a passagem dos vírus e das bactérias. 2. de poliuretano, um género de plástico muito fino, que também previne as ITS(s). Estes sistemas de plástico são úteis nas situações de alergia ao látex, ou sempre que a mulher esteja a fazer uma terapêutica com cremes ou óvulos de aplicação na vagina. Eficácia São seguros na prevenção da gravidez se utilizados corretamente em todas as relações sexuais. Se houver rotura: a) Numa fase do ciclo com risco de gravidez, considerar a contraceção de emergência; b) Se houve risco de transmissão de ITS, recorrer ao médico assistente. A eficácia depende da utilização correta e sistemática. Quanto mais frequente for a utilização, maior será a experiência no uso correto e maior será a eficácia. Armazenamento Deve ser respeitado o prazo de validade inscrito na embalagem e evitado o seu armazenamento em locais sujeitos a humidade ou temperaturas elevadas. Utilização correta 1. Remover cuidadosamente o preservativo da embalagem (na abertura do invólucro, não utilizar objetos cortantes, e ter também cuidado com as unhas ou anéis) e verificar para que lado se desenrola (na maioria, apenas se faz para um dos lados). 2. Colocar o preservativo antes de iniciar o contacto com o corpo da(o) parceira(o). 3. Colocar o preservativo sobre o pénis ereto, mantendo pressionada a zona do reservatório para evitar a acumulação de ar na extremidade coletora e desenrolar até à sua base, (ver figura).
4. Se não se desenrolar facilmente provavelmente estará virado do avesso. Se tal acontecer, tente outra vez com um novo preservativo. 5. Assegure-se de que ele permanece colocado durante o ato sexual. Se sair, coloque um outro preservativo. Como se retira? Logo após a ejaculação, (depois da saída do esperma) e ainda com o pénis erecto, segurar o rebordo do preservativo e cautelosamente afastar o pénis do corpo da(o) parceira(o). Tirar o preservativo, apenas quando já não estiver em contacto com o corpo da parceira, tendo o cuidado de não derramar esperma. Verificar se não houve rasgaduras ou estragos no mesmo. O preservativo removido deve ser colocado no lixo, num local seguro, depois de se ter dado um nó na extremidade para que o esperma não saia (nunca deite na sanita). Recomendações especiais Sempre que houver nova relação sexual (vaginal, oral ou anal), deve ser utilizado um novo preservativo. Os preservativos não devem ser guardados no carro, no bolso das calças ou na carteira, nem em locais que atinjam temperaturas extremas de calor ou frio, devendo ser respeitado o prazo de validade. É desaconselhada a utilização de preservativo masculino e feminino em simultâneo, pela possibilidade de rotura. A eficácia do preservativo é maior quando utilizado de forma regular. Lubrificantes Se utiliza lubrificantes com os preservativos tenha em atenção de que com os de látex só podem ser utilizados os compostos à base de água, (como por ex. a glicerina ou os que são vendidos expressamente com essa indicação). Os lubrificantes à base de óleos de bebé, vaselina, loção para as mãos ou para o corpo, podem danificar o preservativo e aumentar o risco de rompimento. Também qualquer medicamento que se utilize/coloque no pénis ou na vagina, pode facilitar o rompimento dos preservativos de látex. Com os de poliuretano podem ser usados todos os tipos de lubrificantes (de base oleosa, de água, ou gel). Informação Os preservativos masculinos, são distribuídos gratuitamente nos Centros de Saúde / Hospitais e Centros de Apoio à Juventude com consulta de Planeamento Familiar. Podem ser comprados em Lojas, Farmácias, Supermercados, e máquinas de vending em locais públicos. Quando os adquirir certifique-se de que cumprem as normas europeias e exibem o símbolo de qualidade CE e verifique o prazo de validade inscrito na embalagem. 3.2 Pílula
A pílula impede que ocorra a ovulação e desta forma deixa de existir a possibilidade de uma gravidez. Aquando da toma da mesma, os ciclos menstruais tornam se regulares, as dores e o fluxo de sangue menstrual diminuem. Esta diminuição do fluxo é um efeito normal durante a toma da pílula. A pílula não diminui a fertilidade. 3.2.1 Como se toma? Quando se inicia ou muda de pílula: começar a embalagem no 1º dia da menstruação. A toma da pílula faz se segundo o esquema: 1 comprimido por dia, 21 dias seguidos, parando durante 7 dias, intervalo em que aparece a menstruação, e retoma-se ao 8º dia, mesmo que ainda se esteja menstruada. 3.2.2 Qual a melhor forma de não a esquecer? É associar este hábito a um hábito diário que já tenha. Por exemplo, escovar os dentes à noite. Colocar a embalagem num copo com a escova e a pasta de dentes, pode ser uma boa ideia. A toma à noite tem a vantagem que na manhã seguinte ainda tem uma nova hipótese de se voltar a lembrar, quando voltar a escovar os dentes... Um alarme no telemóvel também pode ser outra ideia. 3.2.3 Esquecimentos Se tomar uma pílula fora da hora habitual, mas ainda durante as 12 horas seguintes, deve tomar nessa altura a pílula esquecida e a seguinte na hora habitual. Mesmo que a isto corresponda a tomar 2 pílulas no mesmo dia. Neste caso não é preciso mais nenhum cuidado contracetivo. Se o esquecimento ultrapassar as 12 horas, deve continuar a tomar a embalagem normalmente. Porém, durante os 7 dias seguintes (sem novos esquecimentos) tem de ter também outro cuidado contraceptivo. Por exemplo, o preservativo. Se o esquecimento foi logo no início da embalagem e já teve relações sexuais, deve ser feita contraceção de emergência. 3.2.4 Quando deixam de ser eficazes? Quando se acaba uma embalagem o efeito contracetivo passa. A mulher pode engravidar logo de seguida, sem qualquer problema, caso assim o deseje. O que interfere na eficácia? Esquecer se de tomar, nem que seja um comprimido; tomar simultaneamente antibióticos; vomitar; ter diarreia; tomar outros medicamentos, como por exemplo, os anti epilépticos... Quando se toma antibióticos ou se tem diarreia. Não se pára a embalagem da pílula, mas enquanto durarem estes acontecimentos tem de se utilizar também outro método de contraceção (ex: preservativo). Quando se vomita nas 2 3 horas seguintes à toma da pílula, ela pode não ter sido absorvida. Nesse caso, aguarda se deixar de vomitar e toma se uma nova pílula dentro do período de 12 horas seguintes.
Se isto não for possível, considera se a pílula esquecida e procede se como se explicou em esquecimentos Se já toma a pílula e vai começar uma nova medicação deve sempre perguntar ao médico que prescreve se esse tratamento vai diminuir a eficácia da contracepção. Quando se faz regularmente medicamentos que interferem com a pílula, deve se procurar outro método de contraceção. Os "descansos da pílula"... Muitas mulheres continuam ainda a fazer aquilo a que chamam descanso da pílula : não a tomam durante um ciclo... Está cientificamente demonstrado que não é necessário interromper a toma da pílula, excepto quando se quer engravidar. Não diminui a ocorrência de efeitos secundários, nem altera a fertilidade (ou seja, não torna mais difícil vir a engravidar se se fizer a pílula vários anos sem pausa). Saiba que muitas mulheres engravidam quando fazem descansos. As pílulas não protegem das infeções de transmissão sexual (ITS). Faz por isso todo o sentido utilizar o preservativo como forma de as prevenir...mesmo que se utilize um método de contracepção seguro. A prevenção das ITS é um comportamento saudável. 4. Infeções sexualmente transmissíveis As IST s, são doenças contagiosas cuja transmissão é, frequentemente, através das relações sexuais desprotegidas (vaginais, orais ou anais). Têm as seguintes características: Transmitem-se pelo contacto com uma pessoa infetada, que pode não ter sinais visíveis, exteriormente, da doença. São as infeções que vão causar as doenças. A temperatura nos órgãos sexuais é ideal para o desenvolvimento dos microrganismos. Algumas IST s têm cura, se forem bem tratadas. Outras IST s, são mais difíceis de tratar ou ficam toda a vida no nosso corpo (são crónicas). Infeção- É a invasão dos nossos tecidos corporais por microrganismos capazes de provocar doenças. Doença - É um distúrbio das funções de um órgão ou do organismo como um todo que está associado a sinais e sintomas específicos. Então uma das causas de doença poderá ser uma infeção não tratada.
Fatores de risco: Consumo de álcool e drogas leva a comportamentos de risco Elevado número de parceiros Troca de parceiros com frequência Ritmo intenso de contactos sexuais com novos parceiros Práticas sexuais específicas Relações ocasionais com parceiros de momento Vias de transmissão: Via Sanguínea Via Peri-natal Via Sexual Sinais e sintomas: Dores difusas no baixo ventre Dor ou sensação de queimadura ao urinar Sensação de dor ou queimadura aquando das relações sexuais Corrimento vaginal anormal, frequentemente com mau cheiro ou corrimento da uretra Febre Presença de vermelhidão, bolhas, verrugas ou vesículas nos órgãos genitais ou à sua volta
ATENÇÃO! O agente infecioso pode manter-se no organismo de uma pessoa durante anos, sem a mesma se aperceber que é portadora podendo, assim, infetar outra pessoa sem sequer saber. HPV (Virus do Papiloma Humano) São as infeções de transmissão sexual mais comuns nos adolescentes e adultos jovens Existem mais de 200 tipos de HPV. Manifestam-se por verrugas na pele, condilomas ou verrugas genitais. Quando não há deteção e tratamento precoce das lesões do vírus, pode evoluir para cancro do colo do útero. O Preservativo não protege totalmente! O HPV ataca também os testículos. A infeção pode ser transmitida por : Via sexual (a principal forma de contágio) Contacto orogenital (raro) Durante o parto(raro) Contacto com a pele ou mucosas Vacinação contra o HPV A vacina protege contra 4 tipos de HPV (6, 11, 16 e 18), correspondentes a 70% dos casos de cancros do colo do útero e cancros genitais. Entre os 10 e os 13 anos - 2 doses Com intervalo de 6 meses 13anos-3 doses Tomada nos centros de saúde Gratuita até aos 25 anos Herpes Genital O herpes é provocado por um vírus que invade as células cutâneas para se reproduzir. Os sinais de infeção surgem nos primeiros 7 dias após a relação sexual que provocou o contágio. Surgem pequenas vesículas e bolhas à superfície da pele, que
depois se fundem e rebentam, originando úlceras dolorosas. Desaparecem, cerca de 15 dias mais tarde. Até agora não se encontrou cura para esta doença pelo que, mesmo após o desaparecimento das úlceras, o vírus permanece no organismo num estado de inatividade, podendo manifestar-se de novo. A herpes genital não é igual à oral, correspondem a tipos diferentes: simplex 1 herpes labial- afeta principalmente a mucosa da boca Simplex 2 VIH (Vírus da Imunodeficiência Humana) O VIH é o vírus que causa a Sida. Este pode ficar no nosso corpo por muito tempo sem que se manifeste, tornando a pessoa aparentemente saudável. No entanto, essa pessoa está infetada e pode transmitir o vírus a outras. Quando uma pessoa está infetada com o VIH diz-se que é seropositiva. Sida (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida) A Sida é uma doença causada pelo VIH que enfraquece o sistema imunitário do nosso organismo; Quando contraímos Sida as nossas defesas esgotam-se e não temos como nos proteger de outras infeções graves. Modos de transmissão da Sida Sexo sem preservativo Contacto com sangue infetado Agulhas, seringas ou material de injeção contaminado Mãe e filho durante a gravidez, parto e aleitamento A Sida não é transmitida Sexo com preservativo (se este for lado do modo correto) Trabalho em equipa e contatos sociais Comida e talheres Perto de mão e abraços Uso de WC Picadas de Insetos. Tosse e espirros